Disclaimer: Naruto não me pertence.
Ela
Hinata ouviu alguns sons de batalha, mas não conseguia dizer ao certo de onde eles viam. Pareciam sons distantes e ecoavam no lugar em que estava. Cogitou por um momento estar alucinando e ouvindo os sons das batalhas que já presenciara.
Ou talvez só fosse aquilo voltando para atormentá-la.
Não sabia bem ao certo quando aquilo começara, mas sabia que estava agarrado a si e que algumas horas se manifestava. Nos últimos anos, principalmente durante e após a guerra, havia ficado mais forte, muito mais intenso e duradouro que antes. Chegara a visitar Tsunade para pedir ajuda, para pedir uma cura. Porém tudo que a mulher fizera foi encará-la longamente em choque e, com tristeza, lhe dizer que não podia ajudar em nada, que seria um fardo que ela deveria carregar até a sua morte.
Tentou se remexer inquieta, mas percebeu que mal tinha forças para fazê-lo. Com o canto dos olhos viu seu sequestrador entrar. Ele lhe sorriu de forma cansada. Entrou devagar, como quem não quer nada, puxou uma cadeira e sentou-se ao lado dela. Logo as mãos dele corriam-lhe a face num gesto de conforto.
- Sei que lhe pareço um inimigo. Sei que se assustou quando te arranquei da sua família e te prendi aqui. Mas eu sei o que você é, sei o quão valiosa é e só quero te proteger. Não estou aqui para lhe fazer mal. Quero reduzir a dor que você sente, por isso te coloquei aqui, nessa sala. Nunca mais vai ter que se preocupar com todas aquelas coisas horríveis que lhe aconteciam e não ocorriam com mais ninguém. Só preciso que confie em mim.
Ela o fitou longamente. Ele era um homem infinitamente belo. Seu modo de falar, além de elegante e gentil, carregava uma preocupação com ela que chegava a ser desconcertante. Sabia que ele era sempre honesto com ela e que preferia calar-se a mentir, e talvez fosse por isso que agora a morena se mantinha em um silêncio submisso, sem gesticular nada com os lábios. Por que lutar se ele queria seu bem? Por que atacá-lo se ele nunca tentara feri-la? Mesmo no dia do incêndio, nem uma única chama tocou a pele pálida dela. As únicas feridas que carregava eram as causadas pelas algemas, mas ele sempre as limpava, passava pomadas para ajudar a cicatrizar e as enfaixava com gaze.
Ele se curvou e seu corpo se precipitou sobre o dela.
- Você acha que, com um pouquinho de paciência, ou talvez por força do hábito, poderia me amar? - ele perguntou.
Ele soou tão puro, tão inocente e inseguro em sua pergunta, que ela não teve outra opção além de sorrir. O gesto fora tão repentino que o homem recuou antes de entender a expressão na face dela. Ficara de tal forma tocado que se aproximara novamente como se para confirmar o que havia ocorrido.
Por algum motivo ela se sentia inclinada a ficar ao lado dele. Em toda sua vida não capturara o coração de ninguém, mas agora aquele belo homem estava ali, fazendo de tudo para cuidar dela e mantê-la junto a si, sempre prometendo um dia se casar com ela. Então por que não deveria aceita-lo?
- Voltarei daqui uma hora e então ficaremos juntos para sempre, ok?
Ela continuou a sorrir timidamente para ele e concordou. O homem se afastou, mas logo voltou.
- Se eu lhe devolver a voz, promete não gasta-la à toa? Promete preservá-la?
Ela assentiu.
Ele pareceu refletir consigo mesmo se realmente devia confiar nela. Acabou decidindo favorecê-la e pousou as mãos na garganta dela. Murmurou um jutsu e desfez o selo que a privava de sua voz. Beijou a testa dela e sorriu. As bochechas espremendo levemente os olhos.
- Fique aí quietinha, por favor. Tem gente tentando me matar e vão matá-la também se a virem. Então não faça barulho algum, ok?
- H- hai. – respondeu com a voz fraca pela falta de uso.
Sasuke bufou irritado. Não conseguiria recitar a quantidade de armadilhas que havia desviado, pois não era nelas que estava sua mente, mas na porta no final desse corredor estreito e cinzento. Na frente da porta a mesma senhora que os guiara para dentro do castelo o fitava com um olhar vazio.
- Não posso deixar que passam desse ponto.
- Não queremos te matar, Baa-chan! – gritou Naruto em algum lugar atrás de si.
- Também não gosto de matar crianças, garoto. Mas meu Mestre ordenou para que não permitisse que estrassem agora.
Ino deu um passo adiante e Sai se juntou a ela.
- Nós dois cuidaremos da senhora. Resgatem Hinata. – a Yamanaka disse com voz determinada.
- Lembrem-se: se pensarem que é preciso, não hesitem em se matarem. – o Nara falou.
A senhora entrou na posição de seu haka de modo fluido e perfeito. Ino estendeu as mãos e respirou fundo com Sai poucos passos atrás de si. Os outros recuaram um pouco. A senhora lançou-se para frente e as mãos dela brilharam antes de acertarem o chão. Uma onda de energia correu pelas paredes estourando as lâmpadas. Veneno começou a brotar do alto das paredes. Ino gritou e deixou sua mente escapar do corpo, o marido a segurou logo em seguida. No fim do corredor a governanta parou em choque.
- Shintenshin no Jutsu concluído com sucesso. – Sai anunciou.
Os outros não hesitaram um segundo e continuaram a avançar. Sasuke, como o prometido, invocou algumas serpentes para ajudá-los. Guardando outra porta grande e pesada haviam gêmeos. Ambos eram homens negros e gigantes, suas cabeças quase tocavam o teto e seus ombros eram da largura de uma porta normal. Nas bochechas de ambos haviam marcas queimadas como marcas de lágrimas eternamente derramadas. Selos cobriam seus braços nus e os olhos castanhos dos irmãos não possuíam brilho algum.
- Sakura, agora é com você e Sasuke. Eu e Naruto vamos ficar com esses grandalhões.
A rosada assentiu e parou ao lado do Uchiha. Ambos ficaram em silêncio enquanto Naruto preparava seu Rasenshuriken e o Nara expandia suas sombras. Os gêmeos se moveram um pouco para atacarem os intrusos e nesse breve instante Sasuke se lançou para frente e estilhaçou a porta com uma Chidori. Sakura lançou-se pouco depois e, se não fosse pelo Uzumaki, um dos gêmeos teria pego o tornozelo dela e a esmagado contra a parede espinhenta desse corredor.
A Haruno perdeu o ar por um segundo ou dois, mas continuou a correr. Não se daria o luxo de olhar para trás e deixar o medo tomar o controle de seu corpo. Fixou o olhar nas costas amplas do moreno e o seguiu. As paredes do corredor começaram a pingar com um líquido azul ciano e a se fecharem. Medo começou a consumi-la quando percebeu que pelo seu mero atraso na hora de passar pela porta, talvez não alcançasse o final do corredor antes de ser prensada.
- Só continue a correr! Não ouse parar Sakura. – a do Uchiha a retirou de seus devaneios. – Esse líquido azulado na parede é uma toxina altamente poderosa. É radioativa e extremamente difícil de retirar. Você deve apertar o passo para não deixar que uma gota sequer encoste na sua pele... Ou você morrerá em menos de sete dias de forma lenta e altamente dolorosa.
Sakura novamente se perguntou porque a vida de Hinata valia tanto. Não era como se não gostasse da menina. Hinata sempre foi uma moça doce e adorável, mas... Algo sobre ela simplesmente parecia fora do lugar para a Haruno. Ninguém podia ser tão paciente, tão meiga, tão suave e não quebrar quando tudo era arrancado de você. A menina era um poço de amabilidade e altruísmo e parecia não se importar. As pessoas não são assim. Sakura sempre esperou por um ato da Hyuuga que fosse que denunciasse uma Licença Moral ou qualquer outro distúrbio psiquiátrico, mas não havia nada. Nada.
A Haruno sentiu a súbita vontade de chorar. Por que logo quando pensou que finalmente teria tudo que sempre sonhou, as coisas lhe foram arrancada e a morte lhe foi prometida? Ela finalmente havia conseguido o respeito de Sasuke e pensou que iria conseguir namorá-lo, até conseguira ficar as sós com ele algumas vezes nos últimos meses conversando e rindo. Mas agora ele estava pronto para matá-la a qualquer momento. Ela finalmente havia conseguido uma posição de prestígio como ninja e como médica e agora, agora isso tudo ia se desfazer como fumaça porque aceitou partir numa missão para salvar uma amiga na qual ela sequer confiava muito e terminar morta.
Morta.
Lalalala passeando no bosque lalalala Dessa vez não atrasei por estudos. Sorry pessoal, mas eu tinha uma maratona de Total Drama All Stars ( a temporada inteira em dois dias), Deadpool ( ou Pool, Dead - entendedores entenderão...), Creed, Star Wars, Lie to Me, The Blacklist, Kingsman, Mansão Foster para Amigos Imaginarios e por ultimo e mais importante que todo o resto: Meninas Superpoderosas. *-* E de quebra passei na lista de espera pruma universidade. To feliz a bessa!
hime23, falta a revelação por trás do real motivo do sequestro e da missão! É isso que falta, mas gosto de enrolar e terminar o capítulo antes de entregar tudo de mãos beijadas mwahahahaha É o preço a se pagar pela emoção. Obrigada pelos elogios, espero que continue gostando!
tutmachareth, aaaaah ele não é um bom pai, ele só é um pai. E pais se preocupam. Se ele fosse um bom pai a Hina saberia que ele a ama. J Pais se preocupam, afinal ele a botou no mundo. Fiz uma cena normal, apesar de como ele soa muitas vezes no anime e no mangá, ele não a odeia. Emeu pai parece ele, só que no meu caso a irmã mais nova sou eu. A Sakura está viva pq vou restaurar a honra dela que o Tio Kishi destruiu. Spoiler da vez: o sequestrador é ''família''. Até!
BarbaraGava, eu não mato. Eu suspendo a vida temporariamente. Curiosidade me fez entrar na Universidade ( siiiim eu passeiiiii, não é tão boa, de renome e etc. mas contanto que eu não pague 4000 por mês nela... UHUUUUL). O monstrão é muuuuito gato ( eu acho) e por culpa de vcs ele pintou o cabelo, roubou o olho de outra pessoa e botou na cara e é irmão de um bad boy. A Hina tem uma habilidade ligada ao Sasu-kun. Que não explode, só é manipulável. Not Sakura, a Ino vai pro saco preto do necrotério primeiro. Ao menos vai chegar lá. To empacada nele, sabe como é, o livro ou as fanfics, ou minha vida pessoal. Escolha difícil T.T Beijoooos!
