Chapter 7: That wins the best.
Foram poucos minutos, mas aparentemente Allison estava muito melhor do que estivera quando saiu do duelo com Minerva. Subiu novamente o tablado com ar de importância, os cabelos penteados e reorganizados no rabo de cavalo, o rosto livre de qualquer ferimento. Snape subiu de braços cruzados, parou ao meio e esperou a mulher chegar até ele. Mostraram as varinhas. Preta e Branca, Olhos nos olhos, azuis nos negros e um sorriso sardônico em ambos. Afastaram-se, prometendo a si mesmos a vitória. Marchavam, um as costas do outro. As respirações eram lentas, pareciam complicadas. Os espectadores observavam de modo apreensivo.
Dumbledore aproximou-se mais com Minerva a seu encalço. Os lábios da bruxa eram um fio de tão crispados.
Os oponentes se encararam cada qual em sua respectiva ponta, assumiam a pose para duelar e como se quisessem perfurar o ar a sua frente, projetaram as varinhas, ambas disparando no mesmo instante, vermelho vindo dela, verde vindo dele, as duas chocaram-se e explodiram no ar, formando fagulhas amareladas. Um rodopio gracioso e mais um feitiço de Allison. Que acertara Snape e o derrubara no chão como uma pedra. O Homem rugiu, levantando-se irritado, com um movimento mínimo, lançou a sua azaração, o feitiço alaranjado acertou no ombro esquerdo da mulher.
- Ahhhhhhhhhh! – os olhos azuis faiscaram.
Mais um feitiço fora lançado, era difícil saber quem usava o que, bateu no peito de Snape e o homem rodou no próprio eixo.
- Miller! – Gritou irritado e lançou seu feitiço.
O feitiço a acertou em cheio, eles não se preocupavam em proteger-se, apenas queriam causar danos um ao outro. Miller rodopiou no ar, e caiu de costas no chão.
- Snape! – Fora e vez dela gritar com ira, lançou outra maldição que pegou no peito dele, queimando o colete que utilizava e parte da camisa preta deixando exposta a pele avermelhada.
Snape apontou a varinha pra ela, e fechando os olhos floreou-a um raio azul, reto atingiu Miller nas pernas e braços, abrindo largas feridas onde tocara.
- Ora seu... – Ela andou lentamente para ele e apontou a varinha para o braço direito dele, o que mantinha a varinha segura e gritou. – Effrego!
Snape não soube o que esperar daquele raio pequeno e com pouco brilho, imaginou que fosse algo pouco perigoso. Houve um som alto de algo se quebrando e o úmero de Snape brotou pela carne rasgando a manga da blusa que vestia, espirrando sangue.
A varinha caiu de sua mão e bateu três vezes no chão. Sorte era que Snape era ambidestro e tomou a varinha preta com a mão esquerda apontando para a mulher a sua frente.
- Sua... sua... Scindo! – O feitiço estava destinado ao peito, mas algo empurrou Allison para a esquerda fazendo o feitiço atingir o braço esquerdo e jorrar sangue no mesmo momento.
- CHEGA! – Pode-se ouvir a voz firme de Dumbledore.
Os dois tinham semblantes assassinos. O Mago de longas barbas se dispôs entre eles com os braços abertos, apartando aquela carnificina.
- Saia Albus! – rugiu Snape irritado. – Vamos ver do que a professorinha é capaz!
- Quer saber? Saia Dumbledore, deixe-me mostrar a esse...
- Preciso lembrá-los quem são e onde estão?
Miller olhou para os Alunos, estavam todos de olhos arregalados, algumas meninas cobriam os rostos com as mãos tremulas.
- Desculpe-me... – Miller saiu do tablado séria.
- Declaro este duelo um empate! – resmungou Millicent e retirou a varinha da garganta.
Miller estava sentada na mesma cadeira que havia usado para descansar. Sua varinha apoiava-se no acento ao lado. Olhava para os outros professores retirando os alunos do local. As coisas pareciam irreais, há muito tempo, não nunca, nunca ela tinha agido de forma tão assassina. Nem mesmo no quidditch ela era tão sanguinária, O que estava passando por sua cabeça quando duelava com Snape. Notou Snape passar por ela e sentar-se uma cadeira depois de onde estava a sua varinha.
Ainda parecia irreal, não se sentia bem demonstrando força, mas algo naquela circunstancia queimou dentro de si. Algo ferino, como se fosse tomada por sua fera interior que vira em Snape a presa perfeita.
Sentia os cortes em seu corpo fundos, ardidos, mas o mundo girava lentamente. As vozes não a alcançavam. Uma mulher parou a sua frente e a encarou, Allison via os lábios finos da mulher de meia idade abrir e fecharem, mas nenhum som parecia sair deles. Viu que ela empunhava uma varinha, olhar para o lado e voltar a falar, mas ainda não conseguia a ouvir. "Vai doer um pouco" conseguiu ler nos lábios dela, e suas feridas queimaram como se a tocassem com fogo e tudo voltou ao normal.
Um mundo muito rápido e repleto de sons se ergueu perante a si.
- Não! – sibilou. – Não faça nada!
- Senhorita Miller, eu preciso de...
- Não Poppy!
- Calada, eu não vou deixar a senhorita assim, - e continuava a fechar os ferimentos da mulher que replicava. – lutou assim e não pode nem se quer aguentar um pouco mais?
Snape sentia uma dor lancinante no braço quebrado. Podia ver a ponta branca de seu osso, porém alguma coisa doía mais do que todas as suas feridas. Não soube o que o fez perder o controle, brincar de azarar e enfeitiçar seria simples, poderia ter usado milhares feitiços que debilitariam Miller sem realmente feri-la, porém, seu demônio interior, aquele que vestia um capuz pontiagudo e uma máscara branca havia acordado com o calor da batalha. Não soube precisar quando começou com os feitiços mais hostis. Queria torturar, 'torture-a' Era o que ouvia a voz fria dentro de si. E a cada segundo aceitava mais a aquela ordem terrível. Como podia? Como? Ela não era a mulher que o fazia sentir-se idiota? Aquela não era a mulher que admirara a tarde toda? Porque Machuca-la? Ouvia cada protesto dela ao seu lado, porém não ousava olha-la. Estivera a meio feitiço de lhe lançar uma cruciatus. Se não fosse Albus. Encarava os próprios pés, seu peito realmente queimava, mas não era efeito do feitiço que destruiu parte de suas roupas, era algo mais, sentimental. Não podia mais resistir, os protestos haviam parado, a olhou. Ela o encarava. Os azuis estavam serenos e apenas com aquele gesto acalmou-se mais. Fechou os olhos quando seus ossos magicamente se juntavam, apertou o beiral da cadeira e tornou os abrir quando sentiu um frescor em seu peito. Allison não estava mais ali.
-xoxoxoxoxoxoxo-
As primeiras horas do dia ergueram-se com preguiça. Estavam todos cansados demais. Depois de uma longa conversa com Dumbledore, Snape o ouvira dizer que danos maiores não foram causados. Uma história de que a ultima batalha fora programada para ser mais sombria escapava pelos corredores de pedra. Assim, os alunos tiraram as suas próprias conclusões, maioria delas, de que apenas fora uma demonstração de como um duelo pode realmente ser perigoso.
Fazia muito calor naquela tarde, e Snape ainda não tinha visto Allison. Era como se a mulher tivesse sido tragada por uma das paredes do castelo. Andava sem realmente saber para onde ia, seus pés apenas os guiavam a algum lugar, enquanto sua cabeça parecia zunir com tantos pensamentos controversos. Sentiu uma necessidade única de sorver algo com muito teor alcoólico. Estava agora no topo da torre de astronomia, jogado ao chão, os cabelos negros cobrindo o rosto como uma cortina sombria. Recostou seu corpo sobre a pedra fria da parede e conjurou uma garrafa piramidal, o liquido verde dentro dela parecia ter um brilho próprio, destampou a garrafa e o cheiro inconfundível de losna se ergueu no ar, Os lábios de Snape encontraram o gargalo da garrafa com necessidade e em questão de minutos, todo o liquido da pequena garrafa estava circulando pelo organismo agitado de Severus Snape.
Acordou com um risinho frouxo de mulher cantando em sua cabeça pesada. Quanto tempo teria ficado ali jogado e quando necessariamente havia pegado no sono? Estas foram perguntas que a dor pontiaguda na têmpora de Snape o impedira de responder, e novamente o risinho frouxo de mulher seguido de um suspiro sôfrego que antecederam palavras lascivas sussurradas por uma for masculina, Snape conhecia bem aquelas palavras, muitas vezes ele mesmo a tinha usado contra as meninas 'inocentes' de seu tempo como estudante. Quem quer que fosse que estivesse ali, tinha o único propósito de se esbaldar em um corpo quente. Moveu lentamente sua cabeça pesada para o local de onde vinha o som, e sendo ele acostumado com a penumbra, pode muito bem distinguir os alunos recostados à parede fria.
Buscou em sua mente prejudicada pelo álcool o nome dos dois, como chamava-se mesmo aquele Griffyndor ruivo de longos cabelos? Ah sim, sim, Tyler e aquele risinho solto, era da jovem senhorita Griffs.
- Imagino que... – a sua voz saiu de deus lábios pesadas e arranhadas, assustando os jovens. – marcamos uma feliz detenção para o senhor esta noite senhor Tyler!
Snape levantou-se ainda nas sombras e moveu-se para a claridade que vinha da lua. A Jovem de longos cabelos negros afastou-se do aperto de Tyler contra a pedra e encarou com a face vermelha o professor.
- Menos 50 pontos de cada um e... Espero o senhor em minhas masmorras Tyler, não atrase! – ia afastando-se lentamente até a porta.
Normalmente Severus Snape rebaixaria os dois a nada, mas sua cabeça aparentava ter no mínimo uns cem quilos, era exatamente por isso que não costumava beber Absinto. Puxou um frasquinho de dentro de uma gaveta e o ingeriu feroz segundos depois, parecia um novo homem. Ouviu batidas firmes a porta e a abriu Magicamente, o rapaz entrou, com os cabelos presos por um elástico lilás, jogados sobre o ombro direito. Argolas douradas brilhavam a luz dos candeeiros no lóbulo das orelhas do rapaz.
- Tenho um belo trabalho para hoje Sr. Tyler! – Snape sacudiu a varinha e uma enorme caixa pareceu sobre uma das bancadas de mármore. – flobberworm.
Os olhos de Snape captaram um enrugar de rosto do jovem a sua frente. A caixa foi destampada magicamente quando Snape deu alguns passos para trás. Um cheiro de lama mofada invadiu o recinto.
- O senhor terá que espremer esses vermes para conseguir o muco do qual preciso. – Snape se permitiu mostrar os dentes amarelados em um sorriso vitorioso. – Sem magia...
Os vermes de tonalidades castanhas chegavam a medir uns vinte e cinco centímetros de comprimento e estavam praticamente imóveis.
- Sim Senhor! – o garoto respondeu com a voz firme. Enrolou as mangas até os cotovelos pegou um verme com a mão.
Snape sentou-se e puxou um rolo de pergaminho para corrigir enquanto ouvia os sons característicos de vermes sendo espremidos.
O rapaz além de forte era ágil, qualidades que ajudaram a terminar aquela detenção mais rapidamente e novamente Snape se viu livre do rapaz, sobre a mesa, grande pote vedado com magia guardava o muco amarelo ouro que havia sido recolhido. Com um único aceno de varinha Snape reorganizou tudo ao seu lugar e seu estomago reclamou a fome. O calor ainda era maçante, então fora obrigado a deixar sua gloriosa capa sobre o espaldar da cadeira.
Entrou pela sua habitual passagem lateral e juntou-se aqueles que ainda jantavam, Tanto a sua direita, onde Dumbledore sentava-se, quanto a sua esquerda, local assegurado de direito para o professor de Defesa, estavam vagos. Já havia quase vinte e quatro horas que Snape não tivera posto os olhos em Miller. Um tanto quando melhor, achava ele, mas algo ainda gritava por aquela mulher.
-xoxoxoxoxoxoxo-
Allison Miller estava jogada sobre o seu sofá, com um livro grosso nas mãos e olhar perdido nas chamas da lareira. Ouviu leve batidas a porta e puxando a varinha de sua manga esquerda destrancou a porta sorrindo. Dumbledore entrava no mesmo instante em que Miller se ajeitava ao sofá, marcando o livro com um marca páginas e o depositando sobre a mesinha de centro cheia de porta retratos.
- Boa Noite Senhorita Miller!
- Boa Noite Albus!
Albus sentou-se ao lado de Miller e lhe sorriu abertamente enquanto acolhia as mãos da jovem entre as suas finas. Allison mais uma vez achou o fogo interessante, escapulindo daquele olhar que o velho lançava sempre que sabia de algo.
- Porque nos privastes de sua adorável presença hoje Allison minha menina?
- Não queria dar margem a perguntas que não saberia responder! – suspirou.
- Minha jovem, o que passou calou! – disse ele em tom sábio. – É o que virá que dirá! – E piscou para ela sorrindo novamente.
Nesse instante um gato bege entrou por uma portinhola encantada e roçou das pernas de Albus até as de sua dona, que o tomou nos braços acariciando-lhe os pelos fartos.
- Belo animal de estimação senhorita. – Observou Dumbledore afagando as orelhas do felino. – Embora eu ache que combines mais com aves.
- Ah, não poderia correr o risco! – sorriu ela para Albus.
- Oh sim, realmente, nada de riscos! Mas, suponho que tenha um bom autocontrole.
E sem esperar respostas ele levantou-se e saiu dos aposentos da professora. Miller ficou por alguns instantes olhando para a porta fechada pensando em seu autocontrole que havia falhado miseravelmente na noite passada.
- Ótimo Diddle, e se eu perder o controle novamente, o que acontecerá? – encarou o gato, esperando a resposta que nunca viria do seu animal de estimação. – Não haverá Albus Dumbledore para apartar sempre não é mesmo?
Allison levantou-se andando lentamente até o bar, a calça jeans clara e a blusa preta de manga comprida, ficaram forradas de pelos do felino que caminhava preguiçoso pela sala. Encheu uma taça com vinho e debruçada, encarando a parede, ficou bebendo em silencio, pensando em inúmeras coisas, dentre elas, em alguém que naquele momento comia tranquilamente no Salão Principal.
Recriminou-se por tudo o que fizera na noite anterior mais uma vez, recriminou-se também por seus pensamentos sempre irem de encontro com Severus Snape.
- Ah sim, ótimo, não bastou um homem complicado em minha vida, agora eu tenho que me apaixonar por outro?
Ouviu-se o som da portinhola do gato e novamente encontrava-se sozinha, apenas ela e a taça de vinho em sua mão. Sacudiu a cabeça balançando os longos cabelos negros de um lado para o outro e sumiu pela porta que levava ao seu quarto.
Dumbledore descia as escadas para o Hall de entrada quando encontrou o vulto negro que era Snape sair pela porta de entrada e sumir na noite. Importando-se pouco com ele agora, pois seu estomago roncara inconformável pela falta de alimento Dumbledore adentrou o Salão Principal e sentou-se sem prestar muita coisa a sua frente além do próprio prato.
A beira do lago negro, Snape sentiu a brisa acariciar-lhe a face. Suas feições eram firmes e refletiam o brilho plácido da lua alta no céu noturno. Respirou fundo como se seus pulmões não fizessem isso a muito tempo, foi dolorido, seu peito parecia frágil, era demais para ele, não estava acostumado a sentir aquilo, ao menos não com tanta violência quanto descobrira sentir. Tudo o que olhava via os olhos azuis, se antes, eram verdes que os enlouquecia, estes foram substituídos pelos azuis. Os cabelos outrora ruivos e totalmente lisos, tornaram-se negros com leves ondulações e o perfume de flores agora era sistematicamente picante, envolvente. A aparência frágil de Lily estava difusa, não era mais como perder um grande amo de enamorados, sentia como se tivesse perdido a irmã que tanto amava.
O que sentia mesmo por Lily Potter fora confundido com a paixão que ele experimentava agora. Pensando bem, nunca antes olhara para Lily com cobiça, queria tela perto, porque sentia-se bem, ela o entendia. Mas, nunca desejou tomá-la com o mais carnal dos sentimentos. E o beijo que compartilharam uma vez, pensou ele, fora apenas descoberta juvenil. "Malditos Gryffindors lascivos! Tinham de ensaiar sua transa justamente onde eu me encontrava?" A vontade que Severus Snape sentia de invadir o terceiro andar, arreganhar a porta daqueles aposentos, segurar aquele corpo esguio contra o seu e atacá-lo dando fim a sua necessidade de uma 'gozada' era inimaginável. Fechou os olhos tentando empurrar aquela vontade para longe, mas, a tentativa fora deveras falha, porque agora ele se via claramente despindo Allison Miller tranquilamente enquanto provava cada pedaço de pele exposto. Bufou. Os olhos encararam furiosos a lua e suas calças estavam apertadas. O volume nelas, normalmente maior que a média havia quase triplicado de -se por estar sem capa naquela noite, como agora, voltaria para suas masmorras sem ser notado.
- Sou um Bruxo! - disse lançando em si próprio um feitiço de desilusão.
Escancarou a porta daqueles aposentos com total possessão, olhou ao redor, e dirigiu-se a porta que levava ao quarto. Apontando a própria varinha para si, retirou o feitiço e se despiu, aquelas pedras das masmorras nunca vira uma ereção tão imponente, precipitando-se cuidadosamente curvada para cima. Fechou os olhos e por alguns segundos apenas ouviu o som de sua respiração alta retumbar nas pedras. A algum tempo não fazia aquilo que estava prestes a fazer e suas mãos desceram trêmulas de encontro a sua orgulhosa ereção. E massageando-se, como os adolescentes costumam fazer, injetava imagens da morena em sua mente. O Alivio veio tão rápido quanto lembrava-se, prendeu o gemido na garganta, aquele som era apenas para os ouvidos femininos. Sua essência desprendeu-se a caminho do chão de mármore escuro, tingindo o negro com o branco leitoso.
- Imbecil, mais uma vergonha para a sua pequena coleção... Um homem feito, tendo de se aliviar de modo tão juvenil...
Um banho frio e um aceno de varinha, tudo parecia novamente como antes. A lembrança de se auto-satisfazer apenas em sua memória agora. Satisfeito? Não, aquilo apenas abrira seu apetite, e seus sonhos foram inflamados por um lábio quente em torno de seu membro que novamente exibia a ereção potente e olhos tão azuis o engolindo a alma como aqueles lábios vermelhos engoliam-lhe o pecado de ser viril.
-xoxoxoxoxoxoxo-
Acordou com uma ligeira dor incomoda nos seios, ela sabia exatamente o que aquilo costumava significar. Era claramente um dos sinais de que seu período menstrual estava se aproximando. Seus seios ficavam frágeis e doloridos quase dobrando de tamanho, sem contar nas outras coisas que experimentava semanas antes. A pior delas, com certeza era se transformar na luxuria em pessoa. Tudo o que saia de sua boca soava a sexo, todos os seus movimentos lembravam sexo e seu olhar despia os homens a seu redor. Aquela seria com certeza uma longa semana.
Vestida com um vestido leve e decotado e uma grossa capa preta Miller adentrou o Salão para seu desejum, rebolava além da compreensão humana, seus quadris dançando ao som de uma musica sensual. O ato de levar a mão para prender uma mecha de cabelo atras da orelha, nunca arrancara tantos suspiros na história da Milenar Hogwarts.
Snape engoliu em seco, quando seus olhos cruzaram com o decote de Miller e pousaram nos olhos azuis. Era impressão dele, ou ela lhe despia com o olhar?
Miller se projetou a frente, sentando de lado, voltada para Snape, roçando-lhe o lado da perna com o joelho soltando um leve gemido, ouvido apenas pelo Mestre que tremeu fazendo a xícara titubear no pires. Olhou-a de soslaio, e ela encarava-o, os dedos finos dela, brincavam com o pingente que seu colar, um pequeno pomo de ouro que batia as asinhas desajeitado. Engoliu em seco.
- Bom dia... - cantou com todo a seu poder de sedução.
Snape não sabia se era o efeito de ter aliviado suas tensões com a imagem dela na cabeça, ou se simplesmente ela estava mesmo flertando com ele. A mão esquerda da mulher brincava eroticamente com a haste do cálice cheio de suco de abobora. Os lábios se abriram para permitir que o garfo, espetado com aquele tal tofu entrasse e até mesmo aquilo era pecaminoso. Snape sentiu as calças apertar quando observou-a praticamente fazendo amor com o garfo. Ao menos daquela vez ele estava com a capa negra.
A gota d'água foi quando o dedo minimo da mulher esbarrou em um bolo coberto com chocolate, sujando-o. O ato de lamber consecutivamente o dedo até estar limpo teria passado desapercebido se ela não gemesse tão eroticamente a cada lambida.
Snape pegou-se desejando enfiar-se em chocolate para sentir a língua quente dela lhe percorrendo por inteiro.
"Amigo, convide-a a dar-lhe um banho de gato... com essa determinação, duvido que ela lhe negue." Snape queria atender aquele pedido de seu demônio interior, mas, o salão estava repleto de alunos e professores, que observou, olhavam curiosos para a Professora de Defesa. "Sexo, sexo, sexo, sexo sexo..." Era tudo o que seu inapropriado demônio lhe falava.
Levantou-se e puxando a capa sumiu como um raio. Havia apenas duas ocasiões em que Snape caminhava com os braços cruzados e a capa cobrindo-lhe o corpo. Uma delas, era um modo de amedrontar seus alunos, pois assim, quando abrisse os braços, pareceria mais ainda um enorme morcego. A segunda, bem, Allison Miller era a causadora da segunda causa.
Se sem estar perto de uma mulher como aquela Snape já tinha problemas de controle, estando ela com os hormônios em ebulição, era uma verdadeira loucura. Snape mal soube precisar quantas vezes afastara-se daquela mulher naquela semana, o pior era, aquela voz dizendo para ele aproveitar-se dela. Ele não sabia o que, mas tinha certeza de que não era por apenas querer que Miller estava quase o comendo. E verdade seja dita, naquela semana pode contar as vezes que se encontrara com a morena, e todas elas eram entre as refeições, as refeições mais eróticas que ele poderia imaginar. E aquela voz continuava instigando-o com pequenos comentários impróprios.
Entre lecionar Defesa Contra a Arte das Trevas e atentar o pudor de todos os objetos usado nas refeições, Allison enclausurava-se em seus aposentos, não atendendo ninguém além de alguns alunos com algum eventual recado do Diretor.
Naquela manha de terça, finalmente, ela era ela. E passado o seu surto estranho de TPM, Miller voltara a ser a mesma mulher que sempre demonstrara. Envergonhada por pouco falar e muito tentar, sentara-se ao lado de Snape. Como toda a semana, o homem havia construído uma barreira defensiva envolta de si. Deu um acanhado 'Bom Dia' diferente daqueles acalorados cheios de roçar de joelhos que vinha esbanjando e concentrou-se em seu chá. O vapor que subia da xícara, criara uma película de umidade nas lentes dos óculos que usava o que a obrigou retirá-los e limpá-los na barra de sua veste cinza.
Snape franziu o cenho quando recebeu o acanhado bom dia. Aquela era a Miller comum, a normal, a mesma que passeara com ele durante um sábado e depois do duelo, nada mais havia o dito além de lascivos 'Bom Dia'.
Olhou para o lado, ela retirava os óculos, havia tempo que ele não a via usar.
- Miller, permita-me. - e puxou uma perna dos óculos arrancando-os da mão da mulher. Limpou-os e a entregou em seguida. - Precisamos ter uma conversa Miller, acho que sua indisposição passou...
Allison corou até a raiz dos cabelos, olhando para o bruxo, com os óculos a meio caminho de seu rosto. Engoliu em seco e virou-se para seu café da manhã.
- Tudo bem Snape, Poderia me procurar na minha...
- Encontre-me nos meus aposentos Senhorita Miller, às oito! - Ele se levantou, e continuou com a voz baixa de modo que apenas ela ouvisse. - Do lado esquerdo a porta de minha sala, uma tapeçaria. - E saiu sem dizer mais nenhuma palavra.
O resto do café da manhã estava complicado para descer, uma aluna terceiranista Hufflepuff sorriu-lhe e acenou de sua mesa. Recuperou um pouco a sua auto-confiança, afinal tinha de lecionar para todo terceiro e sexto ano aquele dia. Sorriu para a menina e saiu pela mesma porta que sabia que Snape havia saído.
- Controle-se Miller... controle-se!
N/A:
FLOBBERWORM (VERME-CEGO): O flobberworm (verme-cego) vive em valas úmidas. Animal de cor castanha que chega a atingir vinte e cinco centímetros de comprimento, ele se mexe muito pouco. Suas duas extremidades são indistinguíveis uma da outra. E ambas produzem um muco que é, por vezes, usado para engrossar poções. O alimento preferido do verme-cego é a alface, embora ele coma praticamente qualquer vegetal.
N/A²: Não foi o melhor cap, tirando algumas cenas que eu particurlamente gostei muito, mas sinceramente não foi um bom capitulo! Mas prometo esquentar um pouquinho as coisas no cap 8 para conseguir o que planejo no 10!
