-As vezes - Saga iniciou lentamente - Ser sincero com seus sentimentos é o melhor caminho... Por que nunca me disse antes?

-Eu sempre tive medo de você me rejeitar! - Camus disse melancólico.

-Por que disse que era um amor impossível? - Saga perguntou olhando nos olhos do francês.

-Porque você é oito anos mais velho que eu, sem falar que é muito mais forte, bonito, desejável... E eu sou só o cubo de gelo do Santuário... Eu sempre tive tanta vontade de te abraçar em um domingo à tarde e te dizer o quanto eu te amo...

-Camus, o amor não tem idade, o amor não tem jeito, o amor não tem razão, o amor não tem aparência, o amor não é atração. O amor é o sentimento quente que nos dá quando estamos perto da pessoa amada - Saga disse com um sorriso bobo nos lábios - Você sente isso por mim, Camus?

-Eu sempre senti, Saga - Camus disse envergonhado.

-Isso é bom - O homem de cabelos azuis riu levemente - Afinal, eu ainda sinto você tremer nos meu braços.

-Eu... eu... - Camus não sabia o que dizer.

-E eu adoro poder te sentir tremer de novo - O geminiano deu um beijo na cabeça de Camus - Eu também de amo Ruivinho Metido.

Algumas lágrimas caíram dos olhos de Camus aos escutar tais palavras vindas de Saga. Ele sorriu para o mais velho, que também sorriu pra ele. Sem saber o que fazer, o francês ficou esperando o grego tomar a iniciativa, o que não demorou muito, pois o geminiano puxou-o para si e o beijou de forma doce, suave e apaixonante. O beijo era lento, calmo e cheio de paixão. Saga colocava sua língua calmamente na boca do mais novo, que a aceitava suavemente. Suas línguas dançavam uma musica apaixonante. Depois de vários minutos, tiveram que se afastar por falta de oxigênio, mas logo voltaram a se unir, várias e várias vezes. Já estava ficando tarde e eles tinham que voltar pra casa, então Saga, com uma enorme dor no coração, resolveu interromper sua tão esperada sessão de beijos com Camus.

-Já está na hora de voltar, Camus - Ele disse enquanto respirava fundo.

-Tudo bem - O francês tentava colocar suas roupas em ordem - E como nós ficamos?

-Hum? - Saga perguntou enquanto arrumava o cabelo.

-Não se faça de idiota - Camus disse friamente - Vai ser meu namorado ou não?

-Hahahahahaha - Saga riu divertido - Você se preocupa demais, Camus. E aceito ser seu namorado sim, mas com uma condição.

-Qual? - O francês respondeu ríspido.

-Que você fique comigo para sempre e me ajude a criar as crianças! - Saga disse com um sorriso bobo no rosto.

-Eu aceito sua condição - Camus esticou a mão para que o grego a apertasse para firmarem o "acordo", mas Saga o puxou e deu-lhe um longo beijo.

-Então estamos juntos, Camyu - O geminiano disse manhoso abraçando o aquariano.

-Camyu? - O aquariano perguntou arqueando a sobrancelha.

-É, um apelido - Saga sorriu - Eu sempre quis te chamar assim... Você não gosta?

-Eu gosto sim, mas eu nunca pensei em um apelido pra você... - Camus disse envergonhado.

-Hahahahahahahaha - Saga ria descontroladamente - Meu nome já é muito curto, e todos os apelidos que o Kanon já tentou me chamar ficaram horríveis!

-Tipo qual? - O francês perguntou curioso.

-Ah, coisas tipo: Sa, Saguinha, Sag, Swag, S.G. - Saga contava nos dedos enquanto tentava se lembrar dos apelidos ridículos que seu irmão lhe dera.

-Hahahahahahahahahaha - Camus riu divertido - Eu gosto tanto do seu nome do jeito que ele é que acabei por nunca pensar em uma forma exclusiva de te chamar...

-Você tem uma forma exclusiva de me chamar - Saga o encarou - Você é o único que pode me chamar de seu.