Discleimer: Inuyasha e Cia. Não me pertencem, mas a história sim.
Doces ou travessuras?
Ela é o cara.
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Cuidado, aí vem Kikyou!
Eu não conseguia mais suportar, Sango tinha que saber, no dia seguinte depois das aulas e do treino convidei-a para vir tomar um café comigo, e sem rodeio fui logo abrindo o jogo, respirei fundo e falei de uma só vez:
_O Kohaku é gay.
_Kagome. – suspirou Sango.
_Eu sei Sango. – interrompi – Também foi um choque para mim, mas você tem que aceitar, as coisas são assim mesmo e...
_O Kohaku não é gay. – ela me interrompeu.
_Sango. – suspirei compreensiva – Você está passando pelo primeiro estágio: a negação. Mas tudo bem. – coloquei minha mão sobre a dela com um olhar tipo "somos melhores amigas" – Eu estou aqui para te ajudar a superar isso.
_Não estou em estado de negação nem uma sua retardada! – Já comentei que a Sango é pavio curto?
Mas calma, eu tenho de ser compreensiva. Ela acabou de receber o choque de saber que o irmão é gay.
_E este é o segundo estágio: a raiva. – sorri compreensiva – Isso mesmo, não suprima o que sente Sango, eu sei que é difícil descobrir que seu irmão é gay, também passei por isso, embora para você seja um pouco pior porque vocês são gêmeos, e dividiram, até o ventre da mãe, mas seja otimista e não pense que você perdeu um irmão, mas sim que ganhou uma irmã!
_Olha Kagome, vamos fazer um trato. – Sango tirou a mão de debaixo da minha e começou a massagear as têmporas – Você para de falar besteiras e eu tento freia os meus pensamentos homicidas.
_Ah o terceiro estágio. – sorri compreensiva de novo – A negociação. Está evoluindo muito rápido Sango, é isso mesmo, vá em frente e lembre-se: estou aqui para te apoiar e consolar.
_Eu desisto. – Sango suspirou encostando a testa na mesa e cobrindo a cabeça com as mãos – Pra que tentar te explicar que o Kohaku não é gay e nem o seu irmão? Porque tentar te explicar qualquer coisa? – desesperou-se, e senti que ela estava a ponto de chorar.
Suspirei e estiquei a mão para acariciar os cabelos de Sango, da mesma forma que ela fez algumas semanas antes quando descobri que Souta havia sido aprovado em duas faculdades ao mesmo tempo.
_Isso chore amiga, chore você apenas está passando pelo quarto estágio: a depressão. – expliquei pacientemente – Mas não se preocupe, aqui há um ombro amigo para te consolar.
_Quer saber? – ela ergueu o rosto com expressão decidida e respirou fundo – Eu aceito!
_Isso! – exclamei animada – O quinto e ultimo estágio: a aceitação! E você evoluiu muito rápido! – elogiei – Eu demorei a noite toda para consegui digerir essa noticia chocante!
_Eu aceito. – Sango sorriu lindamente, e eu sorri de volta, mas então sua expressão tornou-se sombria e isso me deu um pouco de medo – Eu aceito que você é uma retardada, com uma paranoia doentia, que encasquetou com a ideia absurda de que o meu e o seu irmão são gays, o que eles não são!
Ela aumentava o tom de voz, cada vez mais conforme falava ainda bem que o lugar está quase vazio.
_O que? – arregalei os olhos – Não! – desesperei-me – Sango você não pode voltar para o primeiro estágio de novo!
_Que mané primeiro estágio! – ela levantou-se bruscamente, batendo as mãos contra a mesa.
E ai esta o segundo estágio novamente, só que dessa vez com força total! Será que minhas pernas continuam tão velozes quanto quando eu era pequena?
Bem porque não por a prova? Coloquei o dinheiro na mesa e sai correndo, com Sango atrás de mim, gritando em plenos pulmões:
_HIGURASHI!
_Calma! – gritei enquanto corria – Você só esta passando pelo segundo estágio!
_Eu vou enfiar esse segundo estágio...
Tudo o que ouvi depois foi o som de meu corpo chocando-se com outro e caindo no chão.
_Ei! – ouvi uma voz irritada e feminina – O que pensa que está fazendo?
_Desculpa. – murmurei com minha voz masculina, me apoiando sobre um cotovelo enquanto que com a outra mão apalpava minha cabeça só pra ver se não ficou nem um galo – É que eu não estava olhando para onde ia.
_Percebi.
Senti a garota mover-se embaixo de mim e abri os olhos, só naquele momento percebendo que estavam fechados.
Ei, será que eu bati a cabeça? Porque posso jurar que estou vendo a mim mesma!
_Está olhando o que? – perguntou minha outra eu, totalmente emburrada, e um pouco vermelhinha – Sai de cima de mim!
Mas eu estava tão atordoada que não consegui assimilar suas palavras. O que é isso? Porque eu estou vendo a mim mesma?
Balancei a cabeça e fechei os olhos, depois voltei a olhar, ela continuava ali, quer dizer... Eu continuava ali!
Eu devo ter sérios problemas mentais!
_Eu disse para sair de cima de mim! – a outra Kagome, me empurrou e girei para o lado.
A outra Kagome não se vestia de Souta como eu e os cabelos era longos, muito longos, eu percebi quando a vi se sentando.
_Você me sujou toda, essa roupa era de marca! – ela reclamou.
Fiz uma careta, certo aquela outra eu era muito estranha! Eu nunca iria reclamar por ter sujado a roupa ou qualquer coisa parecida!
Concluir que só nossa aparência era a mesma.
_Me desculpa. – Porque eu estou me desculpando comigo mesma? – Eu sinto muito.
_Não sente nada! – ela colocou-se de pé totalmente irritada – Vocês meninos não entendem o valor de uma roupa de marca para uma garota! – e bateu o pé de forma irritada no chão. – São todos uns insensíveis mentirosos!
Uou! Essa minha outra eu está no modo TPM: Treinada Para Matar!
_Olhe-me desculpa realmente sinto muito! – Tá legal eu não sinto, nunca entendi direito o porquê das mulheres ficarem tão histéricas quando... Eu realmente pensei isso? Eu estou virando homem mesmo e não percebi?
_Você sente mesmo? – perguntou a outra Kagome, parecendo baixar um pouco a guarda.
_Claro. – eu estou mentindo que nem homem! – Escute o que aconteceu foi que eu estava conversando com uma amiga minha, e ai sem querer eu deixei-a irritada, e ela é muito sinistra quando está irritada, então tive que correr para salvar minha vida e esbarrei com você. – contei tudo de uma vez, levantando-me em seguida – Sinto muito por sua roupa.
_Ah. – murmurou a outra Kagome colocando uma mecha de seu longo cabelo atrás da orelha – Eu me chamo Kikyou.
Como é? Kikyou? Tipo assim, o nome dela não devia ser "Kagome dois"? Ou qualquer coisa assim? Espera um pouco, e se eu for a Kagome dois? Ou pior e se meu verdadeiro nome for "Kikyou dois"?
_Qual o seu nome? – ouvi a Kagome d... Kikyou! É, ouvi a Kikyou perguntar-me.
_Higurashi. – respondi – K... Souta Higurashi. – estou fingido que sou o Souta há duas semanas e ainda não me acostumei! Que coisa! – Esta com frio?
Perguntei ao notar que ela esfregava um pouco os próprios braços, e notei que ela estava um pouco molhada, olhei para mim mesma e reparei que também estava molhada, mas não tanto quanto ela. Olhei para o lugar em que havíamos caído, e dei-me conta de como a minha vida é miseravelmente azarada, nem sequer tinha chovido e ali estava uma enorme poça d'água!
_Toma. – disse tirando meu moletom e colocando sobre os ombros dela – Sei que está um pouco molhado mais... Pelo menos vai poder se cobrir até chegar ao seu quarto, sei que não vai querer que outras pessoas te vejam nesse estado.
Ela sorriu aparentemente encabulada e sussurrou uma "obrigada" se abraçando um pouco ao meu moletom.
_Deixa que eu te acompanhe até o dormitório feminino? – perguntei – Sabe como um pedido de desculpas...
_Obrigada. – ela sorriu para mim – Eu gostaria muito.
Neste momento, lembrei-me do que mamãe e vovô sempre diziam a Souta quanto a como ele deveria ser comportar com uma garota: Sempre seja cavalheiro! Nunca desrespeite uma dama, e por dama eles queriam dizer qualquer uma que pertencesse ao chamado "sexo frágil", e também me lembrei sobre como eles sempre ameaçavam ele caso sonhassem que ele destratou uma dama. Engoli em seco imaginando que se eu fosse homem eles iriam me dirigir exatamente às mesmíssimas ameaças.
Então sendo assim... Melhor ser "cavalheiro".
Estendi meu braço dobrado em um pequeno convite. Kikyou me olhou espantada como se eu tivesse virado um Pokémon ali bem na frente dela. E, quase como se estivesse em choque, lentamente enlaço seu braço ao meu, e começamos a caminhar.
Reparei que ela era no mínimo 20 cm, mais alta que eu, suspirei triste e deixei a cabeça cair para frente. Porque todo mundo tem que ser mais alto que?
E então reparei que ela estava de saltos, altíssimos por sinal e também muito finos, sorri lembrando-me de um comentário que Souta sempre fazia quando me via usando sapatos como aqueles.
_Você mulheres deveriam ir trabalhar no circo como equilibrista, só por usarem essas coisas.
Kikyou olhou-me confusa, mas então entendeu que eu falava de seus saltos e começou a rir.
_Devem ser desconfortáveis. – comentei, sabendo que eram.
_São um pouco. – confirmou Kikyou.
Um pouco? Pisar sobre ovos é mais confortável!
_Porque não os tira? – perguntei solidaria, e acrescentei quando ela me olhou abismada – Eu prometo não contar para ninguém.
Ela sorriu-me agradecida e desvencilhou-se de meu braço para abaixar-se e tirar os sapatos, quando voltou a erguesse com sua altura consideravelmente diminuída, notei que ela continuava minimamente mais alta que eu, talvez da altura de Sango. O que me deixou um pouco mais confortável.
_E a sua amiga? – perguntou-me de repente.
_Que amiga?
_A que você disse que deixou zangada. – respondeu voltando a enlaçar seu braço ao meu, um pouco encabulada, para que continuássemos a andar.
_Ah. – fiz estremecendo ao lembrar-me da furiosa Sango – Acho que consegui despistá-la. – e olhei para trás.
_Muito obrigada. – agradeceu-me Kikyou novamente se desprendendo de meu braço, e só então eu notei que estávamos em frente à ala feminina – Você foi muito gentil, Higurashi-Sama. – e curvou-se respeitosamente.
_Não agradeça! – apressei-me a dizer – Eu que peço, novamente, desculpas por ter te derrubado! – e curvei-me em seguida – Sinto muito!
_Deixa. – respondeu-me sorrindo e passando as mãos nos cabelos – Você não teve culpa afinal. – ela fez menção de tirar o moletom, mas eu a impedi.
_Fique! – pensei um pouco, o moletom não é meu afinal é do Kohaku – Pelo menos até amanha.
_Obrigada. – ela agradeceu mais uma vez, abraçando-se ao moletom.
_Tenha uma boa noite, Kikyou-Sama. – desejei-lhe beijando sua bochecha e me distanciando em seguida, mas não sem antes ver o rosto dela ficar completamente vermelho. – Droga! – murmurei quando já estava longe – Taisho já deve ter pegado a cama da esquerda!
Atravessei todo o campus correndo, e cara, como isso aqui é grande! Parece uma cidade!
Uma cidade pequena de interior, dessas de fim do fim do mundo, mas mesmo assim uma cidade.
Mas quando entrei no quarto, percebi que Taisho não estava lá, ótimo, paz por algum tempo, e a cama esquerda só para mim.
Joguei-me na cama, estava cansada demais para estudar, futebol dá uma canseira danada! E até um pouquinho dolorida, aquele Naraku encasquetou de me dar boladas até esmigalhar meus ossos! Eu até tento me desviar e tudo mais... Droga parece que aquela bola também me odeia!
_Machucou? – Kohaku sempre me pergunta quanto sou atingida, ou então – Tá doendo? – e até mesmo – Quantos dedos têm aqui?
Ele é um doce de menino. Apesar de ser gay.
Apertei os olhos quando senti a claridade, e coloquei o travesseiro na cara, que diabo de luz é essa, meu Buda?
_Taisho apaga essa lua, seu cretino! – exclamei com a voz abafada pelo travesseiro.
Eu sabia que ele havia acendido a luz só pra me incomodar.
_Desculpa, mas não posso apagar o sol, retardado!
Porque todo mundo decidiu me chamar de retardado (a) agora? Sol?
Sentei-me num pulo, péssima ideia, o sol ofuscou meus olhos aponto de eu quase ficar cega, voltei a deitar-me com o travesseiro tampando-me o rosto, com assim já é dia? Eu me lembro de muito bem que até alguns minutos antes não era nem oito da noite! Será que eu dormir e não percebi? É eu devo ser mesmo muito retardada!
_Que horas são? – perguntei sem tirar o travesseiro da cara.
_Hora de levantar. – respondeu-me Taisho.
Imbecil! ¬¬
Resmungando eu levantei da cama, piscando os olhos para acostumar-me a claridade, vi que Taisho estava de costas para mim, no banheiro inclinado sobre a pia, ele estava se barbeando? Mas barbeando o que? Ele parece um rato pelado.
Franzi o cenho lembrando-me de Souta, ele também costumava ensaboar o rosto toda manhã e brincar de está fazendo a barba, desde os quinze anos.
_Está barbeando o que? – eu sempre lhe perguntava – Tenho mais bigode que você.
_Ainda bem que você sabe irmãzinha. – ele respondia para me provocar.
Souta, suspirei, de repente me deu saudade daquela mala sem alça que eu chamo de irmão. Talvez eu ligue para ele.
Voltei a deitar-me na cama e girei, abri a gaveta do criado mudo e tirei de lá uma foto emoldurada, a mesma que havia me feito ter aquela ideia maluca.
_Bom dia. – sorri para a foto. – Seu palerma. – não resisti.
_Está falando comigo? – perguntou-me Taisho do banheiro, arregalei os olhos me lembrando de que ele ainda estava ali, e enfiei a foto de volta na gaveta.
_Sim! – respondi rapidamente.
Ouve alguns segundos de silencio, até que Taisho finalmente respondeu.
_Bom dia. – e completou – Seu palerma.
Detalhe: Nunca dei bom dia para ele antes, e vice-versa. Ouvi o som da água, deveria estar enxaguando o rosto.
_Higurashi, é melhor já está de pé. – disse a "delicada" Sango entrando no quarto, sem nem bater na porta ou dar qualquer outro tipo de aviso.
Prefiro nem pensar se a porta estava destrancada ou se a Sango arrombou mesmo. E por falar nisso... Será que ela ainda está muito zangada pelo o que eu disse ontem?
_O que está fazendo aqui? – perguntei desconcertada – É proibido meninas no dormitório masculino.
_É mesmo? – ela arqueou uma sobrancelha e cruzou os braços.
Ótimo, agora ela está me olhando tipo "Acho que essa história de fingir que é o Souta te subiu a cabeça, você esqueceu que é menina também sua retardada?".
_O que está fazendo aqui? – voltei a perguntar.
_Garantindo que você vai levantar. – ela me empurrou da cama para o chão, literalmente, é definitivamente ela ainda está zangada comigo – Já por banheiro Higurashi!
Que amiga melhor que a Sango? Notem só o tom sarcástico.
_Ah, bom dia Inuyasha. – ouvi Sango falar, já que ainda estou com a cara enfiada no chão.
_Bom dia. – ouvi Inuyasha responder.
Levantei-me do chão com um gemido de dor, mas os dois nem ligaram para mim, Taisho porque quer mais que eu morra mesmo, e Sango porque ainda está zangada comigo. Oh vidinha miserável! Em seguida arrastei-me para o guarda roupas e peguei ali uma muda de roupas, me certificando de que Taisho não estava olhando, então me tranquei no banheiro para tomar banho.
_E ai? Como é morar com o Higurashi? – Sango, não sei se você lembra mais eu estou bem aqui do outro lado da parede, ouvindo tudo – Aposto que ele ronca.
Ouvi as gargalhadas de Taisho. Malditos! ¬¬
Não demorei muito no meu banho, até porque a água estava um gelo (grande novidade ¬¬) e quando sai, Taisho e Sango continuavam a falar de mim descaradamente.
Que bela amiga eu fui arranjar! Bufei.
_Parece que você e o Taisho se dão bem, não é Sango? – perguntei mais tarde, depois que as horas de aula encerraram-se, caminhando de braços cruzados, e olhando-a pelo canto dos olhos.
Milagre Kohaku não ter vindo me buscar para o treino hoje.
_Está com ciúmes Higurashi? – Sango riu.
_Não Sango, não é ciúme, mas sim o fato de vocês ficarem falando de mim, na maior cara de pau! – ela riu ainda mais.
Eu já disse e repito: Que bela amiga eu fui arranjar!
Suspirei. É melhor mudar de assunto.
_Você conhece alguma Kikyou? – perguntei só pra saber se Kikyou é ou não coisa da minha cabeça, porque se for... Então onde eu deixei o moletom na noite passada?
_Minha colega de quarto. – respondeu Sango, cruzando os braços emburrada – Insuportável!
Nossa então ela existe de verdade? Mas... Nós somos idênticas! Como isso pode ser? Será que ela é minha irmã gêmea? E nós duas fomos separadas ao nascer? Então minha mãe não é minha mãe? Mas sim uma mulher que me roubou ou talvez me comprou? Não, isso é impossível, senão Souta e eu não nos pareceríamos tanto... Mas e se a que tiver sido sequestrada for a Kikyou? Mas porque minha mãe nunca me falou nada? Porque nunca a procurou? Era só colocar minha foto no jornal e escrever "Você viu uma garota exatamente igual a essa?". Certo eu viajei, é claro que a Kikyou não é minha irmã gêmea, afinal ela pareceu-me mais velha que eu, talvez ela seja simplesmente... Um clone minha... Tá talvez ela não seja assim tão exatamente igual a mim, e além do mais, quem iria querer me clonar? Uma Kagome Higurashi no mundo já é mais que o suficiente. Mas mesmo assim... A semelhança é incrível!
_Você acha?
_Claro! – ela bufou – É a minha colega de quarto, e sempre que entro lá me sinto como se...
_Você não me disse que tinha uma colega de quarto. – é claro que ela tem uma colega de quarto, se eu tenho porque ela também não? Droga, agora fiquei curiosa para saber quem é o colega de quarto do Kohaku!
_Você nunca perguntou. – Sango deu de ombros – E como conhece Kikyou?
_Eu esbarrei com ela ontem à noite. – cocei a cabeça. – São amigas?
Sango me olhou tipo "Você pirou?".
_Não! – disse – É claro que não Higurashi! Apenas somos obrigadas a dividir o mesmo quarto.
_Ah sei. – falei – Tipo eu e o Taisho.
_É – confirmou Sango. – Tipo você e o...
_Higurashi-Sama! – ouvi a voz melodiosa de Kikyou e voltei-me imediatamente.
Ela estava com os cabelos soltos, mas eu não conseguia ver o que ela estava vestindo porque segurava em frente ao corpo meu moletom.
_Srta. Kikyou! – cumprimentei, lembrando-me da forma como Kohaku me tratava – Que bom revê-la.
_Oi Kikyou. – Sango cumprimentou seca.
_Oi Sango. – Kikyou cumprimentou do mesmo jeito.
De repente o ar ficou pesado ou é impressão minha?
_Hã... Kikyou, você queria me devolver o moletom? É isso?
Kikyou olhou para mim, e corou, será que ela está com febre?
_Sim e... – ela olhou para os próprios pés – Poderia vir comigo? – perguntou tão baixo que quase não ouvi – Quero te dizer uma coisa.
_Claro. – concordei, mas quando fiz menção de segui-la Sango segurou-me pelo braço – Nos vemos no campo, certo Sango?
Ela concordou com um aceno de cabeça e me largou, eu fui atrás de Kikyou, caminhamos em silencio até que por fim eu perguntei.
_E então? O que queria me dizer?
_Higurashi-Sama eu... Não! – balançou a cabeça – Souta!
_Sim?
_Eu... – ela respirou fundo parecendo querer tomar coragem, e eu parei de andar, mas ela continuou, e parou um pouco depois virando-se de frente para mim, com expressão decidida.
Eu podia ver o sol se pondo ao fundo, assim como o vento balançando os cabelos dela, enquanto ela agarrava-se firmemente ao meu moletom. Isso aqui não tá parecendo coisa de mangá shoujo? Só falta alguém dizer...
_Eu te amo!
*.*.*.*
Olhem eu aqui com mais um capitulo! Hoje estou muito feliz! Recebi três notas na escola (imaginem minha felicidade ao saber que nem uma das três era vermelha) e é dia das bruxas! E eu amo o dia das bruxas, porque sempre passa aquele monte de desenhos e filmes sobre o halloween! Ah sim, mas uma coisa, quinta feira é meu aniversário, então o que acham de me mandarem review's de presente?
Respostas as review's:
Medeia: Liga não, é pura paranoia da Kagome.
O Naraku gostando do Souta? Bizarro. o.O
Bem talvez role, mas se não rolar, você supera né? ^^
Ruby Lisboa: Seja bem vinda! Quanto mais, melhor!
É sim, ela é muito dramática KKKK Que bom que esta gostando, porque eu estou gostando-a de escrevê-la.
Verdade? Porque tem gente que diz que tenho cara de menino, isso no meu dia a dia.
Casal gay? KKKKK Essa é boa!
Não demorei muito né?
nane-chan3: Obrigada.
E quem não queria ter um time gay desses? *babando* tem razão a Ka é bem paranoica.
Bem, talvez eu revele isso no próximo capitulo, ainda estou pensando.
EllenChaii: Desviar? Bem acho que ela vai ter que treinar um pouquinho para isso.
Muito obrigada, mas assim você me deixa envaidecida (o que não quer dizer para parar de me elogiar porque eu adoro).
P.S: O que você chama de esquisito eu chamo de comédia KKKK
Dreime: É eu adorei essa parte!
Vergonhoso? Seria mais do que isso! Seria inexplicável!
Acho que você me diz isso quase todos os dias *pensativa* mas é verdade, o mico da Sango foi impagável!
É ela vai mesmo, já deu pra notar que ele vai ser o "arque inimigo" dela, nessa fic.
Margot: Então assista você não vai se arrepender! Eu nunca consigo ver "Ela é o cara" porque normalmente quando passa na TV eu estou na escola.
Lembre-se: Qualquer semelhança com alguém é mera coincidência. KKK
É essa da Sango foi impagável!
Não lembro, mas se quiser pode repetir quantas vezes quiser! ^^
Agome chan: Sim a cena do banheiro foi cômica.
E isso foi só para se ter uma ideia do ponto em que a paranoia dela pode alcançar! KKK
Ei, eu não tinha pensado nisso! *sorriso maligno* huhuhuhu.
Ah, esqueci-me de dizer isso da ultima vez, mas sim, meus cabelos sobreviveram, acontece que minha prima se ofereceu para ela mesma cuidar deles, só que até agora só tá enrolando minha mãe.
Rei Eve Kovik: É, tadinho deles KKK.
Então esse é o segredo? Por isso é tão difícil para mim! -.-'
Priy Taisho: Hey olá! E feliz dia das bruxas!
