7. O que nós dois queremos é...
Na quinta-feira, James só sabia falar de Lily. E aquilo me irritou.
- Cara, se ela desconfiar eu to... frito. Você também tem medo da Lily e...
- Peraí! Você... se lembra? Quer dizer, você não tinha amnésia alcoólica? – perguntei chocado.
- Eu? Claro que não! Vai dizer que você levava a sério quando eu fingia não saber das coisas?
- Claro! Você é um cretino!
- E um ótimo ator – falou empinando o nariz. – Mas, voltando ao assunto, será que... é traição? Você sabe o quanto a Lily é nervosa e perigosa. Capaz de soltar fogo pelas ventas.
- Falando assim vão pensar que você se casou com um dragão.
- Mas, não me parece errado quando... você sabe.
- Pontas, - falei tranqüilo – pensa o seguinte: se fosse a Lily e outra mulher, o que você acharia?
- Muito excitante – ele disse com os olhos brilhando e baba escorrendo pelo canto da boca.
- Pois é.
- Mas...
- Pontas, desencana! Sério. Vamos beber até cair no Joe's. Hoje à noite ele finalmente vai poder chutar literalmente nossos traseiros porta afora – falei quase fechando a porta. – Eu não vou fazer nada que você não queira.
- Esse é o problema – o ouvi grunhir do outro lado da porta.
...
Certo, nós tínhamos bebido mesmo até cair. Principalmente Pontas. Eu contabilizei quatro tombos, mas depois eu não tinha mais condições de contar. Naquele mês nós devíamos ter gastado metade do nosso salário com cerveja. E eu acho que esse sim era um bom motivo pra Lily querer matar James.
Não me lembro muito bem, mas nós chegamos de alguma forma no habitual estacionamento. Entramos no carro e ele dirigiu até a minha casa. Quando chegamos lá, eu já estava um pouco melhor, então subi as escadas sozinho. Achei as chaves, achei o buraco da fechadura e só quando entrei no meu apartamento, foi que percebi que Pontas estava comigo. Deixei-o entrar sem perguntar nada. Ele deitou no sofá e tirou os sapatos.
- Quer alguma coisa? – perguntei.
- Quero – disse me olhando e sorrindo.
Não perguntei o que era. Eu sabia, sempre soube, desde que ele entrou por minha porta. Caminhei até ele e me deitei por cima. Nós nos beijamos e ficamos um tempinho só nisso. Às vezes eu sentia seu corpo entre minhas pernas tremer e aquilo era muito bom. Senti sua ereção, mas não me incomodei, porque ela tocava a minha e dava uma sensação incrível. Escorregamos para o chão e comecei a tocar James. Ele gemia satisfeito e acariciava meu peitoral. Olhei mais uma vez para seu rosto, pra ter plena certeza, e então me abaixei.
Eu queria mais. Queria vê-lo gozar como nunca tinha o visto gozar sozinho. Então eu pus seu pau na boca. Aquilo com certeza era muito diferente, mas não cheguei a sentir nojo. Não tinha um gosto estranho, era... carne. Um pedaço de carne, que fazia ele sorrir mais ainda. Eu chupava com vontade, e ele rangia os dentes e me ajudava a controlar o ritmo. James apertava bem os olhos e empurrava o corpo contra minha boca. Meu cabelo dançava em seu ventre e ele pediu, rouco, pra eu parar, ou ele iria estragar tudo.
Pegou meu membro e ficou me masturbando enquanto olhava de perto meu rosto. Ele lambeu minha orelha, sua barba arranhou meu pescoço quando sua língua chegou lá e continuou descendo, sem parar de me tocar. O desgraçado beijou meus mamilos bem devagar, me torturando. Ah, eu estava prestes a explodir de tanto tesão. Ele sabia como fazer as coisas. Sabia os pontos certos de tocar. Até hoje, só de me lembrar fico duro.
Ele se abaixou pra me retribuir a chupada, mas eu não queria aquilo. E Pontas sacou. Por que ele abriu as pernas pra eu me sentar no meio delas e me beijou. Aquele gesto simbólico dizia tudo.
- Você tem...? Você sabe, acho que... – perguntou, sem graça.
- Vou pegar.
Fui até o quarto pegar o lubrificante e percebi que já nem estava tão bêbado. James ficou me olhando quando voltei pra sala. Cara, aquilo me deu certeza de que era aquilo que eu queria. Ele me olhou cheio de cobiça e depois se deitou no sofá. E ótimo ator como ele era, fingiu não se incomodar com meus dedos o tocando onde, aposto, ninguém nunca tinha tocado.
Foi tudo maravilhoso. Eu o penetrei com calma, apesar de estar pulsando de prazer, e me deitei sobre ele, pra ele sentir que estava seguro. James parecia bem e muito másculo. Nos abraçamos e eu continuei estocando e beijando seu rosto. E dentro dele eu me sentia tão aconchegado e completo... Não sei, era muito bom. Estoquei firme, tentando dar prazer pra ele também. Com as pontas dos dedos ele apertou minhas costas com força e gemeu. Eu não sabia se estava machucando ou se ele estava gostando, mas quando ele gozou na minha barriga e vi um sorriso de satisfação em seu rosto finalmente relaxei.
- Você é muito... bom – ele sussurrou no meu ouvido. Foi o suficiente pra eu gozar.
Não tinha dito nada demais, mas eu me senti tão realizado e pleno. Tão liberto.
Caí pesadamente sobre meu amigo e ele continuava sorrindo. Suas mãos escorregaram por minhas costas suadas e ele apertou minha bunda. E eu ri. Só ri, ainda meio ofegante.
Naquela noite nós transamos duas vezes. Na segunda ele disse que me chuparia. E chupou. Divinamente. Acho que uma mulher nunca vai entender como um homem precisa ser tocado. Por que Pontas pareceu nascer sabendo. Os lábios faziam a pressão certa, o toque quente de seus dedos nas minhas bolas me deixou louco, a ponta da língua me fez gemer pra valer.
James não queria ir embora. Eu também não queria deixá-lo ir. Mas ele foi.
"Para ficar pior
Eu quero tocar você
Mas isso machuca"
N/A: "Acho que uma mulher nunca vai entender como um homem precisa ser tocado." Isso basicamente resume o que eu achei da minha NC 17. Eu nunca vou conseguir escrever direito. Mas não a achei de todo ruim, pra uma primeira tentativa.
Mas eu espero sugestões nos comentário!
