Título: Ainda o mesmo, ou quase
Autora:tay-lune
Disclaimer: Fisicamente, Sam e Dean não me pertencem(infelizmente), mas com certeza de coração eles são meus *-* - momento I'm Gay shuahsusahu'
Sinopse: Depois de despedaçar o coração de muitas mulheres, Dean receberá um castigo um tanto quanto inusitado o que com certeza fara o loiro ver o mundo, e principalmente seu irmão, de uma maneira diferente.
Nota da autora: Como eu já disse antes essa a minha primeira fic então sejam bonzinhos comigo *-*.
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Capitulo VII
- Então, isso é tudo. – disse Sam guardando seu bloquinho de anotações – Obrigado senhora, suas informações serão muito úteis na investigação – "Ou não", pensou o moreno.
- Tem certeza que você não quer saber o que o zelador anda aprontando com as teamleaders? – Perguntou a senhora gorda enquanto lixava as unhas da mão esquerda.
- Não senhora, suas informações já foram de grande ajuda. Boa noite. – disse já saindo do lugar sem dar tempo para que aquela senhora fofoqueira inventasse de lhe contar mais umas abobrinhas.
Andava pelo campus da universidade com seu medidor de frequências na mão. Buscava qualquer evidência de espíritos, apesar de nunca ter visto um espirito fazer esse tipo de coisa com um corpo, aprendera que em sua "profissão" tudo pode ser o que não parece.
Havia passado com aquele aparelhinho por toda a extensão do prédio, foi às quadras e piscinas, às salas de aula, ao refeitório e até mesmo ao quartinho do zelador. Nada. Nem uma leve oscilação no medidor. O que quer que seja não estava ali. Ou pelo menos não deixou rastros.
- Sam?
- Hã? – assustou-se e com um rápido movimento guardou o aparelho no bolso do paletó. Virou-se para ver quem era. – Ah, oi Mel. O que você está fazendo aqui?
- Desculpe gato, eu não quis te assustar. Bom eu vim Terminar um trabalho na biblioteca, com o meu irmão em casa ninguém consegue estudar. E você o que está fazendo aqui e, ainda por cima, vestido desse jeito?
- Ah... eu estava voltando da igreja quando lembrei que tinha esquecido meu livro na sala de aula e voltei para ver se alguém tinha encontrado. – parecia nervoso, não conseguia mentir para garotas tão bem quanto Dean. "Dean" pensou. Já estava ficando preocupado.
- Então quer dizer que você é um garoto de Deus? – Sorriu.
- Ah não é bem assim, eu só... acho que Ele não deve ser desprezado ou esquecido. – Respondeu sério. Sam não era religioso, mas sempre teve fé.
- Que bonitinho que você é Sam. – Sorriu um sorriso inocente.
- Err... eu estou de carro, quer uma carona? – mudou de assunto antes que ficasse muito vermelho.
- Ah, não precisa Sam. Está uma noite tão bonita que eu vou caminhando. Além do mais eu não moro muito longe daqui.
- Tem certeza? Esses livros parecem meio pesados.
- Tenho sim. Está tudo bem.
- Bom então eu vou indo. Até amanhã Melanie. – Despediu-se da garota dando-lhe um beijo no rosto.
- Boa noite Sam, até amanhã.
Caminhava sozinho pelo estacionamento da faculdade, àquela hora quase já não tinha mais carros ali. Aproximou-se do Impala, recostou-se no capô por alguns instantes e olhou para o céu.
- Melanie tem razão, a noite está mesmo muito bonita. – disse baixinho para si mesmo.
Olhou para o carro e novamente para o céu. "Dean" pensou novamente enquanto dava a partida.
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- Então quer dizer que você está cursando direito na DKF? Que coincidência, eu faço medicina lá. Eu não lembro já ter te visto.
- Eu e o meu irmão entramos essa semana. Não conhecemos quase ninguém ainda.
- Sabe Megan, você é uma garota muito bonita. – comentou subitamente.
Dean estava ficando confuso, não sabia mais se aquele tipo de comentário era bom ou ruim, portanto, não sabia se deveria ficar feliz ou irritado. Por não saber o que fazer preferiu ficar em silêncio e só tomar mais um gole de sua cerveja.
- E parece que não sou só eu que acho isso. – Olhou para os cantos do bar. – Mesmo acompanhada os caras continuam te secando. Ou talvez estejam ME secando, o que eu não duvidaria, mas realmente espero que não.
- Claro que não, não tem ninguém me secando aqui além de você.
- Ah não? Então olhe ali. – mostrou um grupo de rapazes mais a esquerda do balcão, um deles não parava de olhar para Megan e cochichar com os amigos. – E ali. – apontou para um homem que devia ter uns 40 anos e que, por sinal, estava acompanhado de uma mulher que devia ser sua esposa. O homem esboçou um insinuante sorriso quando viu que a loira o olhava. – E pra completar tem os caras da sinuca.
No instante em que a loira dirigiu seu olhar aos rapazes um deles lhe mandou um beijo. Aquele gesto irritou Dean profundamente.
- Como ele se atreve...?
- Se atreve a quê? – Kevin não tinha visto o ocorrido.
- Você sabe jogar sinuca? – perguntou ansioso.
- Claro! Você está falando com o mestre da...
Dean nem esperou o garoto acabar de falar e foi puxando-o pelo braço, em direção as mesas de sinuca. Jogou seu terninho em cima de uma banqueta que estava próxima, prendeu seus cabelos em um coque perfeito, por último, estralou os dedos.
- Então. Quem aqui é homem o suficiente para jogar contra mim? - Perguntou com sua antiga pose de Dean.
- Opa gatinha, só se for agora. Apesar de que, eu preferiria jogar com você, não contra.
- Azar o seu né – disse arrogante – eu já tenho um parceiro. Ele é meio chato ás vezes, mas a gente se acostuma - sorriu para Kevin. – É bom que você realmente saiba jogar.
- Vamos jogar ou vamos ficar de lengalenga? – perguntou um cara loiro encostado a mesa. – Podem dar a primeira tacada. Eu e o Brad aqui vamos dar essa colher de chá.
Os outros caras riram e o moreno que havia mandado o beijinho se aproximou num andar exibido, cheirava a vodca e perfume barato.
- É isso ai Tommy. Vamos mostrar pra essa gatinha e para o namoradinho dela o que é um jogo de sinuca.
Kevin fez questão de dar a primeira tacada, acertou duas bolas logo de inicio. Os outros dois rapazes também jogavam bem, mas Dean se sentia seguro quanto à partida, afinal, fora treinado para ganhar esse tipo de jogo que muitas vezes era o único lugar de onde conseguia alguma grana. Em sua vez o loiro fez uma grande jogada que deixou os rapazes, incluindo Kevin, espantados.
- Caramba, não é que a gatinha sabe jogar mesmo. – comentou Tommy.
O jogo fora fácil para Dean. Com todos os seus anos de experiência vencer de dois homens bêbados era como tirar doce de criança. Espectadores já haviam se aproximado para admirar as habilidades "da garota". Última tacada, Dean precisava acertar o ângulo exato em que jogaria. Posicionou o taco em suas mãos mirou e mandou a bola direto para o buraco.
- Touché! – comemorou Dean. – E então mais alguém quer jogar? – perguntou enquanto os dois rapazes se afastavam humilhados.
Alguns outros caras aceitaram o desafio e um a um foram derrotados. Kevin havia se sentado e ficado de espectador como os demais curiosos. Parecia que ninguém ali ganharia do loiro aquela noite.
Entre tacadas e vitórias Dean bebia várias cervejas, parecia estar ficando realmente bêbado. Enquanto comemorava mais uma de suas vitórias um homem estranho aproximou-se e num ato repentino tentou agarrar Megan.
- Ei... me solta. – falava com a voz um pouco arrastada. – Me solta cara. – Começou a dar murros fracos em seu peito.
- Solta ela! – Vociferou Kevin já puxando a loira dos braços do cara.
- Cuida da sua vida palhaço! – retrucou o homem estranho dando um empurrão em Kevin.
Em poucos segundos os dois estavam brigando. O cara estava bêbado o que facilitou as coisas para o moreno que deu vários socos em sua barriga e rosto. O estranho ainda assim conseguiu acertar um soco no estômago de Kevin, que caiu batendo a cabeça em uma banqueta. Dean se aproximou e, juntando toda a pouca força que lhe restara, chutou no meio das pernas do homem que caiu no chão de dor. O dono do bar enfim interveio na briga expulsando os dois do bar.
- Saiam daqui eu não quero arruaceiros no meu bar! – gritou para Kevin e para o cara caído no chão.
O homem saiu andando meio torto entrando em um beco ao lado do bar. Já a loira e o rapaz foram se sentar em um dos bancos da praça vazia. Dean começou a rir.
- Do que você está rindo? – perguntou o moreno.
- Hahahahaha... da briga.
- Você está é muito bêbada.
- Você também não está sóbrio. – voltou a rir, mas desta vez sendo acompanhada pelo rapaz.
- A noite está muito bonita. – comentou Kevin depois de um tempo.
- É está mesmo. – olhou para o céu e depois para o rosto do garoto. – Sua testa está Sangrando. – aproximou-se do rosto do rapaz, pegou um lenço umedecido e limpou o ferimento – pronto. Assim está melhor. - Olhou para os olhos de Kevin e só então notou a proximidade, afastou-se.
- Onde você aprendeu a jogar daquele jeito? – perguntou o garoto quebrando o silêncio.
- Isso é segredo. E tudo que eu te disse lá dentro é mentira HAHA. Tirando a parte do meu irmãozinho.
- Ah é mesmo? – perguntou irônico.
- É sim. Sabe... – levantou e se aproximou de um pequeno poste de luz. – Minha vida é muito complicada.
- Então você é cheia de mistérios? – perguntou se levantando.
- É o que parece. – respondeu enquanto começava a rodar segurando no poste.
Quando terminou seu giro deu de cara com Kevin parado bem à sua frente. O rapaz se aproximou passando uma das mãos pela cintura da loira. Com a mão livre tirou uma mexa de cabelo do rosto de Megan. Dean estava imóvel, havia prendido a respiração e não sabia mais o que estava sentindo. Kevin abaixou um pouco o rosto encostando sua testa na testa dela. Dean fechou os olhos, não por consentimento, mas por não ter coragem de olhar novamente nos olhos do rapaz.
Seus lábios finalmente se tocaram, no susto o loiro abriu os olhos e comtemplou de perto a beleza do rosto de Kevin. Ainda se sentia apreensivo com o contato, mas à medida que o beijo ganhava intensidade Dean se entregava as novas sensações. Fechou os olhos novamente e abraçou-se a Kevin. A cabeça do loiro estava em plena guerra com o resto do seu corpo. Sentiu medo e desejou que Sam estivesse ali, sentia-se seguro com ele.
- E-eu... preciso ir – falou Megan interrompendo o beijo – meu irmão deve estar preocupado.
- Tudo bem eu te acompanho até em casa.
Fizeram todo o percurso da praça ao motel em silêncio. Dean não sabia o que dizer, não sabia nem o que pensar. Já Kevin parecia distante, completamente perdido em seus próprios pensamentos.
- Chegamos. – disse Dean parando em frente ao motel.
- Você mora em motel?
- É, por pouco tempo. Bom, eu vou entrar. – respondeu virando-se para a entrada.
- Espera! – pediu Kevin segurando-a pelo braço. – você está bem?
- E-estou, eu só preciso dormir. Temos aula amanhã e já é uma hora.
- Tudo bem. Então... Boa noite. – Beijou a testa da garota e foi em bora.
Entrou em seu quarto procurando fazer o máximo de silêncio possível. Infelizmente tanto cuidado fora em vão.
- Dean? É você – perguntou Sam mexendo-se na cama.
- Sim Sammy sou eu. – respondeu ao mesmo tempo em que acendia a luz.
- Isso é hora de chegar Dean? Nós temos que acordar cedo amanhã, digo... hoje.
- Eu sei. Eu perdi a noção do tempo. – ainda estava com a voz arrastada.
- Você está bêbado Dean. Tome um banho frio e vá dormir logo. – disse irritado.
- Era o que eu planejava fazer mesmo – respondeu como uma criança birrenta.
Tomou um curto banho, vestiu uma roupa confortável e foi dormir. Ainda estava confuso, mas se sentia leve. Adormeceu rapidamente.
Continua...
Aê Aê o/ volteeei. Estava de férias do pc mas agora voltei com toda a força. Espero que gostem deste capítulo que escrevi com muito carinho pros meus leitores preferidos -puxasaco- deixem reviews que eu agradeço e fico motivada a escrever mais rápido. :*
