– EDWARD! – parei imediatamente de tocar Bella, ao mesmo tempo em que ela pulou de meu colo tampando o corpo e estreitei os olhos para a criatura mais insuportável do mundo.
– Alice. – ela arqueou uma sobrancelha e olhou de mim para Bella.
– Olá irmãozinho, não sabia que você trazia suas amiguinhas para o trabalho. – vi as bochechas de Bella corarem violentamente, enquanto ela se virava de costas e ajeitava a blusa rapidamente.
– Alice! – a repreendi, mas a nanica só riu.
– A culpa não e minha Edward. Vocês estavam com a porta aberta. – bufei sabendo que ela tinha razão.
– Sim, perdoe-me, nos... er... ficamos distraímos. – Alice riu.
– Com certeza que sim.
– Alice!
– Ok, ok, e quem é sua nova amiguinha?
Antes que continuássemos a falar ouvi o barulho do elevador e um Emmett sorridente aparecer em minha sala.
– Estava pensando onde estava todo mundo. – falou alegremente. E seus olhos caíram em Alice. – Nanica. – ela riu e abraçou Emmett.
– Olá grandão. Como está? E o novo negocio?
– Muito bem. Eu e Edward ainda seremos os melhores do ramo.
– Com certeza.
– E o que faz por aqui?
– Vim fazer uma visitinha para Edward. – ela sorriu para mim e seus olhos foram para Bella. – Se bem que ele está muito ocupado.
– Como? – Emmett olhou confuso para Alice.
– OH, ele estava...
– Alice, conhece a filha de Emmett. – a interrompi ficando de pé e ela me olhou confusa.
– Ainda não. Onde ela está? – Emmett riu e foi até Bella, e a abraçou pelo pescoço.
– Aqui mesmo, nanica. Minha Bella. – a boca de Alice quase foi ao chão e olhei desesperado para ela se calar.
Ela olhou de mim para Bella, e olhei para Bella também que estava vermelha e mordia o lábio nervosamente. Alice pigarreou e deu um grande sorriso.
– Sua filha é linda, Emmett.
– Valeu nanica. Princesa, já conheceu Alice.
– Acabei de conhecer pai. – falou baixinho e caminhei até Alice apressadamente.
– Então, eu ainda não almocei, vamos Alice.
– Ok. Nós vemos Emmett, você também Bella. – Bella assentiu e Emmett deu um beijo em Alice.
– Até mais Alice, bom almoço.
Coloquei a mão nas costas de Alice a arrastando até o elevador, enquanto acenava para Emmett. Assim que as portas se fecharam, levei um peteleco na orelha.
– Ai.
– Você endoidou de vez?
– Antes que me julgue, eu tentei fugir, mais é muito difícil.
– Edward, ela tem quantos anos? 18, 19? – abaixei a cabeça.
– 17. – falei tão baixo que nem uma pulga ouviria.
– O que?
– 17. – dei um longo suspiro e ganhei outro peteleco. – Ai, pare de fazer isso.
– 17. Edward Anthony Masen. Você é um advogado, como...?
– Eu tentei evitar Alice, juro que tentei. Mais ela fica me tentando.
– Mais é filha de Emmett. Por Deus, Edward, tem idade pra ser sua filha. – levei as mãos aos cabelos os puxando.
– Merda! Acha que não sei. Acha que não me acho um cretino por isso. Mais merda eu não consigo ficar longe dela. – Alice arqueou uma sobrancelha e um sorrisinho apareceu em seu rosto.
– Hummm, será que você não está apaixonado?
– O que? Que absurdo, Alice. Eu tenho desejo por ela, tesão. Não amor. – falei o obvio, mais até pra mim essas palavras pareciam mentira.
Eu não poderia estar apaixonado por ela. Eu mal a conhecia. Era desejo, puro e simples desejo, e o fato dela ser proibida, só tornava as coisas mais tentadoras.
Sim, era somente isso. Mais o olhar que Alice me dava, mostrava que eu só estava enganando a mim mesmo, eu estava começando a gostar de Bella mais do que deveria.
Mais que merda.
– O que eu faço Alice? Eu já implorei pra ela me parar. Mais ela me tenta. – Alice riu.
– Edward Masen, quem diria.
– Alice. – resmunguei e ela riu. As portas do elevador se abriram, e caminhamos pelo lob do prédio, saímos para a rua indo para uma lanchonete que tinha perto.
Assim que entramos e já sentados, ela me encarou com um sorrisinho, bufei e escondi o rosto no menu. O que eu faria, já bastava Rosalie me ameaçar de morte, sim por que ameaçar me castrar, é a mesma coisa que me matar.
E agora Alice sabia do meu interesse por Bella. A nanica ia me encher. Pedimos um lanche e evitei olhar pra ela, até nossos lanches chegarem.
– Então, o que pretende fazer? – perguntou tomando um gole do seu suco, e mordi um bom pedaço do meu lanche, ela rolou os olhos. – Edward, eu praticamente inventei isso, para fugir das perguntas constrangedoras de nossos pais. – bufei engolindo e tomei um gole da minha coca.
– O que você quer que eu faça Alice?
– Eu não sei. Mais o que fará?
– Está uma confusão. Bella me provoca, eu já tentei me afastar dela, mais ela me disse que me quer. E Deus, eu a quero Alice. Merda... ela... Arg, está me deixando louco.
– Apaixonado.
– Não seja absurda. – ela riu e começou a comer, ignorando totalmente meus protestos.
– Então por que veio?
– Vim te visitar. Não posso mais visitar meu irmãozão. – arquei uma sobrancelha. Conhecia muito bem minha irmãzinha. Só vinha me ver quando queria alguma coisa.
– Alice? – ela bufou e cruzou os braços.
– Jasper está me traindo.
– O que?
– Sim, aquele cachorro, tem chegado tarde todas as noites.
– Ele não está fazendo hora extra?
– Ele diz. Mais eu liguei para seu celular ontem e uma vadia atendeu. – rolei os olhos.
– Não era a secretaria dele? – ela ponderou por alguns segundos e bufou.
– Mais que merda. – eu ri e ela me fuzilou com os olhos.
– Desculpa nanica, mais não é a primeira vez.
– Eu sei, mas eu morro de ciúmes do meu Jazz.
– Ele sabe que está aqui?
– Sim.
– Alice?
– Ok, ele deve estar desesperado atrás de mim. – rolei os olhos e entreguei meu celular para ela.
Alice foi até o banheiro, para ligar e relaxei na cadeira. Essa minha irmã era doida. Falar em doida, vi pela janela Emmett com o braço em volta dos ombros de Bella.
Ela sorria animada, e sorri, olhando para ela. Vi eles entrarem na lanchonete e suspirei me levantando e pedi a conta.
Já tinha pagado quando Alice voltou toda sorrisos e ri, a ajudando a sair. Saímos conversando sobre amenidades, e acenamos para Emmett e Bella.
Voltamos para o prédio, indo direto para o estacionamento, levei Alice até seu carro, e dei um beijo em sua testa.
– Juízo nanica.
– Olha quem fala. – sorri e a abracei apertado.
– Venha me visitar mais vezes. E não só quando estiver se separando de Jasper. – ela riu baixinho.
– Você também. Kate está com saudades. – sorri lembrando da linda menininha de cinco anos, que me adorava, assim como eu era apaixonado por ela.
– Irei sim.
Nos abraçamos uma ultima vez e olhei seu carro partindo. Voltei a caminhar em direção ao elevador e vi Bella para da me olhando. Ela sorriu timidamente para mim, e meu coração disparou.
Deus eu não podia estar apaixonado. Eu só a conhecia há algumas semanas. Eu nem havia dormindo com ela ainda. Como podia.
Em vez de ir até ela, como um covarde eu lhe dei as costas e fui em direção ao meu carro. Desliguei o bip e entrei rapidamente, dirigindo o mais rápido para longe do prédio, a quem eu queria enganar, era para longe dela que eu dirigia.
Eu não podia me apaixonar. Não por Bella. Era tão errado em vários níveis, que me deixava extremamente confuso. Eu queria essa menina com loucura, mais ela nunca poderia ser minha.
E por alguma razão isso me incomodou. Talvez eu estivesse apaixonado mesmo, mas era melhor fugir antes que virasse amor.
O que não seria difícil, considerando o que ela provocava em mim.
Tentei afastar os pensamento e dirigi direto pra casa. Entrei na garagem, indo para meu apartamento. Assim que estava na segurança da minha casinha.
Joguei meu terno no sofá mesmo, e fui para meu quarto, afrouxei a gravata, e desabotoei a camisa, abri os botões da calça e tirei os sapatos, um pouco mais a vontade e me joguei na cama.
Fechei os olhos tentando afastá-la da minha mente, e esquecer todos os problemas que estar com ela envolvia. Não sei como acabei adormecendo.
Senti um toque quente em meu peito e sorri de prazer. A sensação prazerosa subiu mais e chegou ao meu pescoço, e em seguida ao meu rosto, traçou meu queixo, e tocou meus lábios, continuou indo, por meu nariz e sobrancelhas.
Suspirei e senti um hálito quente bater contra meu rosto, o cheiro doce que me era conhecido, abri os olhos imediatamente.
– Isabella... – ofeguei tentando me levantar, mais ela estava muito próxima e caiu sobre mim, segurei sua cintura instintivamente e a vi sorrir.
– Ops.
– Bella? – ela mordeu o lábio, suas bochechas coraram de leve e sorri afagando sua bochecha e testa. – O que faz aqui, sua maluquinha. – ela riu e deitou a cabeça em meu peito.
– Você disse que aqui era o melhor lugar para nos ficarmos juntos. – afaguei seus longos cabelos e suspirei o perfume dos seus cabelos.
– Eu disse. – confirmei.
– Por que foi embora? Sua irmã vai contar?
– Não. Eu estava fugindo. – ela levantou o rosto apoiando os braços cruzados em meu peito.
– Fugindo do que?
– De você. – ela abaixou o rosto e podia imaginar a tristeza em seus olhos, e segurei seu queixo, fazendo ela me olhar. – Mas eu não quero mais fugir. – ela sorriu e voltou a deitar a cabeça em meu peito.
– Sei que pensa que sou uma adolescente inconseqüente. Mais acredite, eu nunca fiz nada errado. – eu sorri.
– Eu acredito. – ela voltou a me encarar e vi determinação brilhando em seus olhos.
– Eu sei que deve pensar que sou uma tarada. Mais eu não sou assim. Eu não sei o que você tem que me faz querer estar a cada segundo do dia com você. Sei que pareço uma adolescente apaixonada, mas... – calei sua boca unindo nossos lábios, ela sorriu contra a minha boca e a beijei profundamente, sentindo sua língua se enroscar na minha.
Girei na cama ficando por cima dela e senti suas mãos, por dentro da camisa aberta, correndo por minhas costas. Suspirei contra a sua boca, e mordisquei seu lábio inferior, suas pequenas unhas arranharam minhas costas, suas mãos afoitas tocavam meu corpo, subindo e descendo por minhas costas, e em seguida agarrando minha bunda.
Separei nossos lábios e sorri, ela corou violentamente, o que ficava uma graça nela. Beijei suas bochechas e cai ao seu lado na cama, e segurei sua mão contra meu peito.
– Seus pais sabem que está aqui? – ela estava ofegante e virei para olhá-la.
– EU disse que ia ao cinema. – sorri e fiquei de lado, levei sua mão aos meus lábios e beijei seus dedos.
– Como você entrou?
– Roubei a chave do meu pai. – ri baixinho.
– Você está acabando comigo menina. – ela sorriu e veio para mais perto, seu rosto se aproximou do meu e escovou seus lábios carnudos contra os meus.
– Acredite, é recíproco. – eu ri e com a mão livre puxei seu corpo para mais perto do meu.
– Que bom. Por que está cada vez mais difícil resistir.
– Não resista. – coloquei sua mão em meu rosto e fechei os olhos.
– EU não quero mais resistir.
– Isso é bom. – sorri e fiquei por cima dela, seus grandes olhos me encararam ansiosos e sorri mais.
– Preste bem atenção. Se começarmos não poderei parar. Sabe que teremos muitos problemas, seu pai, sua mãe, minha carreira. Existem muitas coisas contra nós. Você está preparada para tudo isso Bella? – ela mordeu o lábio e abraçou meu pescoço.
– Você vai ficar comigo? – sorri e beijei de leve sua boca.
– Enquanto você me quiser. – ela deu de ombros.
– Então, eu agüento o que for.
Essa menina era definitivamente louca, e estava tentando acabar com meu juízo. Mais só de sentir seu corpo junto ao meu, de ver seu lindo sorriso, e de sentir os lábios macios contra os meus, nada importava.
Eu iria agüentar o que for para tê-la comigo.
Finalmente eu pararia de lutar, e me entregaria, ao sentimento que Bella estava despertando em mim. Seja lá qual for ele.
essa é a recompensa pelas reviews, viu só com é legal deixa review =D kkkkk
se as reviews continuarem sabado vem mais um capitulo, quem quer? o/
sempre lembrando que a fic não é minha é da Paula Halle, ela só me autorisou a postar aqui, e se quizerem ler as minhas tem o link do perfil ^^
bjuuxx
