Aviso: Inuyasha e Cia. ainda não me pertencem, ainda por que um dia pelo menos o Kouga será meu!
The fury in the snow.
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Devaneios.
Noites de neve.
Noites de neve.
Noites de neve.
_Kagome? – chamou a distante voz de Sango.
Noites de neve.
Noites de neve.
Noites de neve.
_Kagome? – a voz chamou novamente, mas Kagome não escutava, pois tudo o que escutava eram essas duas palavras, que ricocheteavam em sua mente.
Noites de neve.
Noites de neve.
Noites de...
_Ei! – chamou Sango estalando os dedos em frente ao rosto de Kagome, fazendo-a despertar – Onde você estava? – perguntou, referindo-se ao fato da mente de Kagome estar distante, apesar de seu corpo esta ali a sua frente – Você está aérea.
Kagome olhou para a amiga atordoada, como se houvesse acabado de despertar de um transe ou coisa do tipo, e piscou algumas vezes tentando se lembrar onde estava.
_Sango? – sussurrou.
_Isso. – confirmou a outra – Lembra de mim? Sua melhor amiga.
_É claro que eu lembro de você. – murmurou baixando o rosto, em seu inconsciente ainda ecoava as palavras – Não seja boba.
_O que há com você? – perguntou Sango ficando preocupada.
Kagome ergueu os olhos, estavam confusos, mas fora isso parecia tão... Vazios.
_O que há nas noites de neve? – perguntou.
Tendo sido pega de surpresa, Sango cambaleou alguns passos para trás.
_O que? – talvez não tivesse ouvido direito.
_O que há nas noites de neve? – repetiu; e seus olhos... Eles ainda mantinham aquela confusão.
_Bem... Neve?
Kagome balançou a cabeça – Além disso.
Sango passou a mão sobre os cabelos, onde Kagome queria chegar?
_Eu não sei. – mentiu – O que há?
_Era isso que eu queria que você me respondesse. – ela suspirou deitando sua cabeça sobre seus braços cruzados.
_Mas... – hesitou – Porque dessa pergunta tão... Peculiar?
_Você me disse. – ela virou a cabeça para olhar Sango, mesmo que debaixo – Você me disse para avisar Kouga e Ayame para que eles tivessem cuidado em noites de neve.
Sango mordeu o lábio inferior com força, e sentiu vontade de se espancar ali mesmo, por sua enorme boca.
_Ah... Você sabe...
_Não. – negou Kagome – Eu não sei.
_É sempre perigoso sair em noites de neve Kagome. – passou a mão em seus cabelos, em um clássico sinal seu de nervosismo – Sabe você pode escorregar e...
_Tudo bem. – suspirou Kagome – Se não quer me dizer, não diga, não tem problema. – fez uma pequena pausa – Se for importante, um dia eu descobrirei. – e era isso que Sango temia.
_Mas... – Sango precisava dizer alguma coisa – Vamos levante-se. – disse – A aula já acabou, e nós temos, pelo menos, meia hora antes da próxima aula. – ela levou a mão à barriga com uma expressão sofredora – E eu estou morrendo de fome.
_O que... Aula? – Kagome ergueu a cabeça piscando confusa.
Sango girou os olhos – Hoje você está realmente aérea, não é mesmo? – e deu-lhe um pequeno peteleco na testa.
Como se aquele peteleco houvesse desertado Kagome para a realidade, ela olhou em volta, constatando que realmente estava na sala de aula da faculdade, e que agora havia uns poucos alunos que já estavam de saída.
_Que aula nós tivemos? – perguntou – A professora... Ou o professor... – balançou a cabeça – O que era? Um professor ou uma professora? – e sem dar tempo de Sango responder ela continuou a falar – Ela, ou ele, passou algum assunto importante... Algum trabalho ou...
_Uou! – disse Sango colocando a mão sob os lábios de Kagome – Vá com calma esta certo?
_Huhun. – murmurou, pois a mão de Sango ainda lhe cobria os lábios.
_Está certo. – Sango retirou sua mão dos lábios de Kagome – Você não precisa ficar preocupada, eu te passo a matéria em casa.
_Obrigada Sango. – Kagome sorriu lindamente.
_Por nada. – Sango começou a se afastar – Agora vamos! – chamou – Porque eu já estou ficando azul de fome!
Kagome concordou como uma criança obediente pegou suas coisas e correu para o lado de Sango.
_Onde você acha que fica a cantina? – indagou, Kagome parou de caminhar, lançando-lhe um olhar confuso. – O que foi?
_Você quer ir a uma cantina?
_É... E daí?
_Você se esqueceu da sétima série Sango? – exclamou espantada, e no mesmo estante Sango ficou pálida – Você disse que nunca, mas comeria em uma cantina escolar!
_Kagome eu já tinha me esquecido disso. – murmurou com um rosto pálido que se mesclava ao seu semblante enojado.
_Como você pode ter se esquecido de um rolinho primavera que de repente começou a andar no seu prato? – exclamou.
_Oh Kagome. – Sango debruçou-se sobre os joelhos como se fosse vomitar.
_E que mais tarde você descobriu que era um... – Mas Kagome parou de falar ao perceber o estado em que a amiga havia ficado. – Me desculpe Sango.
_Tudo bem. – respondeu Sango com voz fraca, e com a aparecia de que ainda iria vomitar.
_Você quer que eu vá pegar um copo de água ou...
_Não precisa. – negou Sango se recompondo – Eu estou bem. – fez uma careta – Mas agora preciso de um lugar novo para comer.
_Desculpe. – Kagome mordeu o lábio inferior – Talvez...
_O que?
_Talvez você possa ir naquela lanchonete.
_Qual?
_Bem... Não é muito longe. Fica mais ou menos na esquina.
_Ah. – lembrou-se – Acho que sei qual é. – e começou a afastar-se acenando para a amiga. – Bom se precisar de mim, já sabe onde estarei.
_Certo. – sorriu.
_Kagome. – chamou a conhecida voz de Kouga, e ao virar-se, lá estava ele, a esperando sentado no banco em que haviam combinado.
Sorriu se aproximando dele, nem sequer havia se dado conta que já havia chegado naquela área da faculdade... Sango tinha razão, ela estava aérea.
_Oi Kouga. – sorriu carinhosamente se sentando ao lado do youkai, que pareceu corar com o simples fato de ela ter sorrido – Onde está a Ayame?
_Aquela louca? – ele torceu os lábios – Deve está discutindo com algum professor de dança, ou coisa parecida.
_Discutindo com um... Professor de Dança?
_É, ela sempre foi meia... Louquinha. – ele olhou de um lado para o outro como se repentinamente a própria Ayame fosse aparecer ali. – Na verdade, quando ela estava no colégio, ela foi expulsa.
_Por quê? – quis saber.
_Bem... Por que ela liderou um protesto, contra a escola por dissecar sapos... Você deve ter ouvido falar, saiu nos jornais de todo o país. – ele sorriu amarelo – E se não estou mal informado até além do país.
_Foi ela? – Kagome arregalou os olhos.
Kouga riu da expressão de Kagome – E você não imagina a dor de cabeça que o pai dela teve, para que a aceitassem em outro colégio.
_Meu Buda. – murmurou.
_É... A Ayame sempre deu dor de cabeça para todo mundo. – ele suspirou com um sorrisinho em seus lábios. – Ah é mesmo, eu quase me esqueci. – ele pareceu mexer alguma coisa em sua pasta – Você quer ver os meus desenhos.
_Isso! – concordou uma entusiasmada Kagome.
_Olhe aqui, este é o meu caderno de desenho. – falou entregando-lhe um caderno de desenho com a capa dura e uma gravura do espaço sideral. – Abra. – sorriu.
Kagome concordou e abriu o caderno, o primeiro desenho era um retrato Ayame... Entretanto era uma Ayame diferente daquela que ela havia conhecido.
Aquela Ayame, retratada em preto e branco no papel, parecia mais singela e delicada, além de que usava um colam e um tutu de bailarina, seus braços estavam erguidos acima da cabeça em um espécie de arco e suas pernas formam um tipo de "4".
E os cabelos de Ayame estavam presos em um coque bem feito, com um adorno de uma bela flor.
A imagem era tão realista que Kagome quase podia vê-la se movendo.
_É bonita não é? – a voz de Kouga a tirou de seus devaneios.
Kagome concordou mudamente e virou a pagina.
Ali estava desenhado o próprio Kouga com um sorriso convencido brincando em seus lábios, o retrato só mostrava do tórax para cima, e ele parecia olhar diretamente para quem quer que veja aquele desenho.
_Muito bonito. – murmurou sem perceber, referindo-se aos traços perfeitos do desenho.
_Obrigado. – Kouga sorriu convencido passando a mão em seus cabelos, deixando Kagome extremamente vermelha – Em minha opinião, este é o segundo rosto mais bonito que eu já desenhei.
_O segundo? – olho-o sem entender, e desta vez foi à vez de Kouga corar. – E quem é o primeiro?
_Olhe a hora! – ele olhou para seu pulso como se acreditasse que ali realmente havia um relógio – Eu preciso ir. – pegou o caderno de desenho das mãos de Kagome, levantou-se e se foi, mas não antes de beija-lhe a face.
_E-ele me beijou. – gaguejou levando a mão até a face.
Ela virou o rosto e assistiu Kouga correr, atrapalhado, mas relativamente rápido, parecia estar tão, ou mais, envergonhado que ela sorriu bobamente, nem um garoto há havia beijado antes, mesmo que na bochecha.
Ele havia a beijado na bochecha.
Ele havia a beijado na bochecha.
Ele havia...
_Ei você! – e havia um ser de cabelos prateados em sua frente, cuja simples presença a arrancou de seus devaneios. Alias... Sobre o que eram mesmo, os seus devaneios? – Onde está aquela sua amiga?
_Que... Que amiga? – Como ele era lindo.
_Aquela de cabelos castanhos.
Kagome baixou o rosto, e apertou as mãos firmemente em punho, claro que ele falava de Sango, nem ao menos devia saber nome! Um horrível, e feroz, animal rugiu em seu peito, ela trincou os dentes. Sango! Porque Sango e não ela? Rugia o animal.
Mas então ela abriu os olhos. Oras que animal era aquele, ela não sabia, e nem queria descobrir. Respirou fundo.
_Ah. – infelizmente ela não conseguia expulsar sentimento de tristeza, (ou seria raiva?), de seu peito, por ele só pensar em Sango – Eu não sei. – mentiu – Mas ela disse que estava com fome... Deve ter ido à cantina.
O ser de cabelos prateados, e que era tão belo, fez um aceno com a cabeça e foi se distanciando, deixando Kagome para trás. Ali sentada solitariamente naquele banco ela suspirou. E dirigiu seu olhar para os próprios pés, que estavam balançando, não sabia o porquê de ter mentido, nunca fora de mentir.
E mesmo assim, não pensará duas vezes antes de mentir sobre a localização de Sango... Porque ela havia feito aquilo?
Porque ela havia mentido?
Por quê?
Por quê?
Por quê?
_Porque eu menti? – suspirou.
_Porque é isso que você sempre fez. – respondeu uma voz misteriosa, dentro da cabeça de Kagome, cuspindo veneno em seus ouvidos. – Estás ridículas lentes de contato, são a prova!
Kagome ergueu a cabeça em um solavanco.
_Quem disse isso? – arfou.
_Quem disse o que, Kagome?
Kagome virou a cabeça bruscamente, lá estava Sango com meio hambúrguer em mãos.
_Sango. – arfou – Você me assustou.
_Desculpe, não foi minha intenção, mas a culpa foi sua.
_Minha?
_É. – deu de ombros – Por ficar aérea.
_Hum... Desculpe-me? – sorriu amarelo.
_Ta, tudo bem. – respondeu – Mas vamos logo, porque a próxima aula já vai começar.
_Certo. – Kagome levantou-se em um salto para acompanhar Sango.
Mas e aquela voz?
De quem era aquela voz?
Aquela voz em sua cabeça...
Aquela voz que parecia tanto com a sua própria voz...
E por quê?
Porque parecia que aquela não era a primeira vez que a ouvia?
*.*.*.*
Não eu não morri, e não desisti da fic (foi quase mais não).
Desculpem pela demora e ainda por cima por aparecer com um cap. Pequenininho e sem graça que nem esse.
Mas fazer o que *dou de ombros* ah e mais uma coisa: eu aceito sugestões sobre o que rumo a fic deve seguir.
Respostas as review's:
Dreime: Jura? Gostou da Ayame? o.O
Normalmente é difícil te agradar *pensativa*
Bündchen? Quer dizer que o Google me fez de trouxa? T.T
Ficou tão na cara assim?
Ayame Gawaine: Valeu, eu também achei a Ayame super legal (sempre tem que ter alguém com uns parafusos a menos na fic ^^') E até você falar, eu não tinha me tocado do fato de o kouga desenhar a Kah ser bonitinho... Costumo ser meio lenta. ^^'
Bem eu estava planejando uma, mas fiquei meio que sem idéias para essa fic, aceito sugestões.
Claro foi muito legal eles terem empatado... Só foi uma lástima o Kouga não ter recebido nem sequer um votinho. T.T
Mesmo? Você também? Porque eu coloquei as brigas deles como concorrentes na enquête, pensando justamente nessa das batatinhas. ^^
Enquête FF: Em sua opinião, a quem pertence às melhores brigas do anime?
Inuyasha x Kagome: 1
Inuyasha x Kouga: 5
Inuyasha x Sesshoumaru: 0
Inuyasha x Shippou: 0
Sango x Miroku: 0
Mande uma review e responda.
Aviso ¹: Você pode votar quantas vezes quiser na mesma ou/e em diferentes brigas.
Aviso ²: Se houver alguma briga que você queira adicionar na enquête avise-me. ^^.
Aviso ³: Esta enquête só é válida até 30/06/11.
