Demorei, mas cheguei, eu falei que num era para se acostumar, gente, eu sei que quase matei todo mundo com o fim do último e do penúltimo capitulo, prometo que dei uma aliviada nesse, juro, pelo menos no fim, mas o capitulo é um pouco tenso, espero que gostem, mas chega de enrolação, vamos a fic.
E não esqueçam das reviews, vou responder as novas no fim desse capitulo.
Beijo, beijo.
Boa leitura!
- Me espere aí meu bem, estou saindo daqui agora. – James murmurou.
- Não desliga Jay. – Ela pediu enquanto deitava na cama.
- Tudo bem meu amor, vai ficar tudo bem, respire fundo, tente se acalmar. – Era complicado para ele pedir para que ela o fizesse, percebeu a ruiva, ele estava tão mal quanto ela.
- Como você está Jay? – Perguntou depois de algum tempo em silêncio, pôde ouvir ele fechando a porta do carro e respirando profundamente.
- Ainda não sei meu amor, vamos descobrir quando eu chegar aí. – Lílian continuava segurando o exame entre seus dedos trêmulos.
- Não dirija falando no telefone. – Ela pediu delicada. – Vou ficar bem.
- Não quero parar de falar com você.
- Nem eu, mas não quero perder você, não você Jay.
- Eu chego já. – Murmurou prestes a desligar.
- Jay... – Ela o interrompeu.
- Sim.
- Eu te amo.
- Eu chego em pouco tempo. – Respondeu antes de desligar.
Era como pensar que depois de todo o trabalho para construir um castelo de areia tudo estava desmoronando, era dessa forma como a ruiva se sentia enquanto esperava James voltar para casa, ele estava mal, muito mal.
E ela podia estar ficando novamente paranoica, mas ele não havia dito que a amava de volta.
Tentou não pensar nisso, mas era impossível, depois de tudo, tudo o que eles fizeram e passaram, ela precisava acreditar que nada abalaria aquele relacionamento, mas parecia que o medo que ela sentia antes agora voltava, talvez eles não fossem forte o suficiente para aguentar a perca do bebê, mesmo que não estivesse grávida, mas até ela já se sentia melhor em relação ao fato de que seria mãe e então tudo desabara.
Novamente ela se viu em uma situação em que tudo o que poderia fazer era esperar, o medo a deixava tensa, andando de um lado para o outro em seu quarto, parecia tão pequeno agora quando na verdade não era tão pequeno assim, mas ela estava andando a tanto tempo que o espaço parecia sufoca-la.
Respirou fundo várias vezes, tentando se acalmar, onde James estava?
Ele estava tão nervoso quando falou com ela pela última vez, e se tivesse acontecido alguma coisa com ele?
Dirigindo daquele jeito ele podia ter sofrido algum acidente.
Estar em um hospital.
Ou pior...
No necrotério.
Meu Deus!
Respira Lílian, respira.
Calma, está tudo bem.
Mas podia não estar...
A batida na porta a despertou de seus pensamentos nada agradáveis.
- Quem é? – Perguntou e só percebendo naquele momento que estava amassando com força o papel do exame o transformando em uma pequena bola de papel.
- Sou eu querida.
Lílian correu para a porta ao ouvir a voz do James do outro lado, ela a abriu e a primeira coisa que sentiu foi o abraço desesperado de James contra o seu corpo, ele estava aos prantos, o rosto enfiado no pescoço dela, o coração da ruiva se apertou e ela ignorou o olhar preocupado da mãe antes de fechar a porta atrás deles.
Eles passaram o que lhe pareceram horas abraçados enquanto estavam sentados na cama dela, Lílian começava a ficar preocupada, ele estava tão mal pelo simples fato de que ela não estava grávida, aquilo era estranho, não esperara por aquela reação, mas se fosse realmente parar para pensar bem não sabia que reação esperar, tristeza, é claro, afinal os dois tinham ficado felizes, cada um ao seu modo, com o fato de que teriam um bebe, talvez um pouco de alívio, mas olhando a situação de onde a via agora, não conseguia ver alívio nenhum, nem da parte dela e muito menos da dele.
- Me desculpe por isso. – James sussurrou depois de algum tempo chorando, afastou-se um pouco dela para que pudesse vê-la melhor, ele não estava bem, o óculos estava preso em sua camisa e o terno amarrotado.
- Você fez o mesmo por mim. – Sussurrou se sentindo culpada, ela havia chorado porque achava que estava grávida, na verdade chorar foi apenas uma parte da situação, o que tinha acontecido mesmo era o desespero, total. Agora James era quem chorava, mas pelo fato oposto, ela não estava grávida, doía ter consciência de que a causa para a tristeza dele era ela.
- É mesmo, você. – Ele a olhou com aqueles olhos inchados e vermelhos pelo choro e piscou diversas vezes, parecia que ele só havia se dado conta de algo agora. – Como você está?
- Não sei. – Respondeu apertando as mãos dele.
- As coisas vão ficar bem. – Ele a garantiu, mesmo que nem mesmo ele tivesse certeza daquilo.
- Eu sei que vão. – Eu espero que fiquem. Pensou.
- Então você não está grávida?
- Nunca estive. – Murmurou com a cabeça abaixada, não queria encarar os olhos chorosos dele sentindo-se culpada.
- Mas está tudo bem com você? Eu digo com a sua saúde.
- Está, o teste de gravidez de farmácia deve ter dado um falso positivo ou sei lá. – Aquilo não parecia ter importância agora, mas devia, por causa daquele maldito teste toda a vida dos dois foi virada pelo avesso e agora estava sendo colocada de cabeça para cima com força total e sem aviso prévio, nem Lílian ou James seria capaz de apontar o norte deles, nem os seus e muito menos o do relacionamento dos dois, estava tudo revirado e misturado ali, e ninguém sabia como desfazer aqueles nós. – Desculpe. – Se viu murmurando para ele.
- Pelo que? – Perguntou confuso.
- Por ter feito você tão feliz e depois ter tirado tudo de você.
A declaração de Lílian o deixou mudo, agora ela era apenas um borrão de cabelos vermelhos a sua frente, o fato de que estava sem os óculos dificultava o foco na ruiva, mas ela estava mal, ele podia ouvir aquilo, mas ouvi-la dizer aquilo fê-lo se sentir mal.
Não era culpa dela, mas por algum motivo não conseguia dizer essas palavras, tudo parecia resultado de um choque forte com a água fria depois de um banho quente antes que ela pronunciasse aquelas palavras.
Lhe fiz feliz e depois tirei tudo de você.
Sua mente caiu na realidade.
Ouviu um baque surdo dentro da sua cabeça à medida que as palavras entravam em sua consciência. Estava caindo na real naquele momento, ela se sentia culpada.
Culpada por não estar grávida.
Não, culpada por contar que estava grávida.
- Do que está falando? – Perguntou. – Você não tirou tudo de mim, não pode ter tirado de nós algo que nunca esteve aqui Lil's. Não havia bebê...
- Mas nós achávamos que havia, mais importante, você achava que havia e estava tão feliz com esse fato que tirou de mim toda e qualquer preocupação que eu pudesse ter com esse fato e eu me permitir ficar feliz com isso também. – Ela falava mais alto agora e James sentiu como se ela tentasse convence-lo de que havia um culpado naquela história e era ela.
Bom, ela falharia naquilo.
- Lil's se por algum motivo, Deus sabe qual é, você acha que é culpada desculpe-me por contraria-la, mas você não é.
- Mas...
- Lílian, pare. – Disse firme calando a discursão. – Você não tem culpa, achou que estava grávida, foi procurar um médico, é claro ruiva, era o que você tinha que fazer, contou para mim, eu como pai tenho o direito de saber, contou para os seus pais eles também tinham esse direito, então descobriu que não estava, meu amor não é sua culpa. E pelo amor de Deus pare de achar que só eu estou triste com isso, você também está e eu não estou culpado ninguém, muito menos você, então pelo bem de nós dois de sua sanidade, pare.
A ruiva parou por um segundo encarando o noivo.
Respirou.
Depois mais uma vez.
E então deu um pequeno sorriso.
- Nós vamos ter um bebê. – Ela murmurou e completou sorrindo quando ele ficou branco: - Mas não agora.
- Seus pais já sabem? – Perguntou enquanto deitava a cabeça dela em seu peito.
- Não, mas acho que depois de contar para você vai ser moleza contar para minha mãe e para o meu pai, Lene vai surtar...de novo.
- Tenho certeza que ela vai superar e logo, em pouco tempo a gente consegue outro para ela. – Murmurou sorrindo.
- Posso dormir com você hoje? – Ela perguntou depois de um tempo em que ficaram calados.
- Não acho que os seus pais vão querer, não agora que a gente sabe que você não está grávida, pode ser que eles não deixem.
- Você fala como se não conhecesse a dona Ana. – Murmurou sorrindo contra o peito dele. – Ta tudo bem? – Ela perguntou. – Eu digo com a gente.
- Vai ser preciso muito mais do que isso para que as coisas fiquem ruins entre a gente ruivinha.
Foi difícil contar para os pais dela, mas James estava ali, Lílian percebera com o tempo que James estava sempre ali para ela, gostaria de ter a chance de mostrar que também estava ali para ele, mas enquanto isso não vinha ela o fazia feliz com pequenas coisas como o pudim que estava colocando na geladeira antes de ir para cama com ele.
- Sabe que você vai me deixar gordo se continuar fazendo esses doces Lily. – Ele murmurou recostado no batente da cozinha depois de ter lavados os pratos que ela usara.
- Você não está fumando nada para ficar gordo, gosto do seu corpo. – Ela disse enquanto passava por ele e subia as escadas.
- Então você gosta do meu corpicho. – Ele murmurou quando a abraçou por trás ao fim da escada.
- Claro que sim, você é sexy.
- Você também...
Ela gritou quando ele a pegou em seu colo e finalmente a beijou.
Alguns dias depois, no sábado, Sirius estava decidido a ter uma conversa séria com Lene sobre a bebida, na quinta-feira ela tinha aparecido novamente bêbada a sua porta, dessa vez chorando como se alguém tivesse morrido e se recusou a sair dos braços dele durante horas, novamente os pais haviam brigado, e ela havia bebido nas palavras dela 3 Mississippi de cerveja, o que o fez ficar ainda mais preocupado foi o fato de que quando ela chegou lá não era cerveja que ela segurava, era novamente vodca, no fim nem ela sabia o quanto tinha bebido o Mississippi dela encheu tanto que alagou todos os EUA.
Agora ele a tinha colocado em seu carro e a levaria até um psicólogo que um amigo tinha indicado, ela iria ter ajuda quer quisesse ou não, ele que não a deixaria se afogar em bebida sempre que ficava estressada, afinal era uma adolescentes e adolescente se estressam naturalmente por porra nenhuma.
Ela estava resmungando e lhe dando língua como uma criança de cinco anos o que provava mais uma vez a sua teoria de que ela não era madura o suficiente para lidar com aquilo sozinha como a mesma havia dito antes de começar a birra para entrar no carro.
- Vamos lá, nós dois sabemos que é para o seu bem. – Sirius pediu quando parou o carro.
- Eu já disse que não há a menor necessidade de me colocar em um terapeuta. – Murmurou em resposta com o rosto virado para a janela.
- Então me prove indo. – Retrucou.
- Mas eu não preciso. – Repetiu pelo que parecia ser a centésima vez.
- Você pode não precisar, mas eu preciso que você vá, me entende? – Disse segurando a mão dela.
- Porque? – Ela agora o encarava com os olhos desafiadores.
-Por que eu quero saber se está tudo bem como você diz, vou ficar me sentindo culpado se eu tiver que limpar a bagunça que você faz quando bebe e não puder fazer nada para evitar que você beba. – Deu um beijo na testa dela e sorriu. – Por favor? – Pediu antes de morder o lóbulo dela.
- Você realmente se preocupa comigo né? – Marlene perguntou como que surpresa.
- Mas é claro que sim morena.
- Ninguém sabia sobre a bebida Six, a Lílian desconfiava que tinha algo errado, mas ela nunca teve certeza, ou ela mesma já teria me trazido aqui. – Murmurou constrangida.
- Você escondeu bem. Eu nem se quer desconfiava até aquele dia.
- Eu faço o que posso para esconder os meus defeitos de você. – Confessou começando a ficar vermelha.
- Não devia, porque assim eu não me apaixonar por você e sim por algo que não é você e nenhum de nós dois quer isso. – Ele segurou a cabeça dela entre as mãos e a olhou nos olhos. – Eu faço isso porque amo você.
- Mesmo? – Perguntou a beira das lágrimas.
- Eu amo você. – Ele repetiu. – E quero você por bastante tempo comigo e bem, Lene se eu estivesse atrás de bêbadas eu estria em um bar procurando por alguém.
- Você não estava me procurando quando me achou, eu meio que ataquei você.
- É você meio que atacou. – Respondeu sorrindo e a viu baixar os olhos em constrangimento. – Mas foi por questão de tempo, mas algum e eu mesmo teria atacado você, além de tudo você nunca fez nada sozinha no que diz respeito a nós dois.
- Eu te amo. – Ela o beijou demoradamente e Sirius soube que ficaria tudo bem.
- Também amo você, agora vá porque eu tenho que ir me encontrar com o advogado do divórcio, vamos assinar os papeis hoje.
- Uma notícia boa finalmente, espero que a maluca não de nenhum piti.
- Ela está em condicional, não vai arranjar problemas com a justiça, em poucos dias eu volto a ser seu vizinho.
- Eu mal posso esperar.
Lene chegou feliz em casa, teria paz e sossego por algum tempo então visitaria Lílian, teriam que estudar, alguma coisa sobre física, nada que ela pudesse entender sozinha, sorriu para a mãe e subiu as escadas sorrindo, alguma coisa impediu que ela abrisse a porta de imediato e ela teve que forçar a porta para que ela abrisse.
Não tinha ideia de porque a porta estava daquele jeito, mas não esperava encontrar aquilo no quarto:
Havia pedras espalhadas pelo quarto, pareciam enroladas em calcinhas, sim estavam enroladas em calcinhas, pretas, vermelhas, sua janela estava quebrada, o quarto parcialmente danificado, as lâmpadas estavam quebradas, seu abajur e porta-retratos também, não precisava ser um gênio para descobrir quem tinha sido responsável por aquela bagunça
A responsável por aquela bagunça.
Desceu as escadas pegando fogo, irritada, queimando, Dorcas iria ouvir tudo o que estava entalado em sua garganta, saberia que se sua mãe tinha uma boca suja ela era ainda pior. Como ela ousava ter aquele tipo de atitude?
Quem ela pensava que era?
Mas antes que pudesse sair de casa a consciência invadiu sua mente.
Sirius havia pedido para que ela não batesse de frente com a Maluca da Casa ao Lado por um tempo, as coisas estavam complicadas no tribunal porque Dorcas resolvera expor que ele tinha outra e fizera questão de ressaltar a idade da mulher em questão.
Por algum motivo desconhecido a humanidade Dorcas estava muito puta com aquele fato e estava disposta a infernizar a vida dos dois, o melhor que tinha a fazer era ficar quieta, contaria para Sirius o que havia acontecido, mas não agora.
Agora ela iria sair, andar um pouco, arejar a cabeça e pensar um pouco ou talvez não pensar.
Ignorou o olhar curioso da mãe e saiu da casa, respirou fundo e andou na direção oposta a casa vizinha, se ela realmente quisesse uma briga teria que ela mesma ir procura-la porque Lene não cairia no seu joguinho.
Pouco mais de uma hora depois Sirius recebeu um telefonema que o deixou aflito, estava irritado com as complicações que Dorcas estava causando por causa da porcaria de um apartamento que ninguém mais lembrava, nem mesmo ele, então teria que procurar Deus sabe onde a papelada sobre aquilo tudo, que provavelmente estava enfurnada debaixo da cama no flat.
Mas agora uma preocupação maior ainda recaia sobre a sua cabeça, a mãe de Lene tinha ligado para ele a poucos minutos completamente desesperada porque a filha tinha saído de casa a quase duas hora super irritada e também contou do pandemônio que estava o quarto dela.
Droga!
Ele sabia muito bem a responsável pelo pandemônio que provavelmente fora a causa da saída dela, mas o que realmente o preocupava não era o fato de que ela tinha saído e que ninguém conseguira falar com ela e sim pelo fato de que a terapeuta havia conversado com os pais e com ele dizendo que qualquer estresse poderia ser um estopim para a volta da bebida na vida de Lene.
E era aquilo que a preocupava.
Ele sabia alguns lugares onde ela poderia estar, mas achou melhor ligar para Lílian antes, mas ela também não sabia onde a morena estava e tudo o que ele tinha conseguido era deixar mais uma pessoa nervosa.
Preocupado Sirius rodou pela cidade procurando qualquer indicio dela, foi ao parque, rodou a pé dentro do shopping todo, andou pela parte antiga da cidade, mas ele não conseguira encontra-la por fim passou em seu flat para ter certeza de que ela não estava lá, mas como ele desconfiara a morena não estava e nem havia passado por ali segundo o porteiro. Frustrado ele voltou para a casa dos pais dela.
Nenhum dos dois sabia onde a filha estava, já haviam ligado para a polícia, mas lhe disseram que tinham que espera vinte e quatro horas antes de fazerem uma queixa.
Aquilo só os deixou mais aflitos.
Poucas horas depois Lílian e James apareceram na casa a ruiva estava pálida e não largava o celular, a amiga podia ligar, mandar uma mensagem, e-mail, sinal de fumaça, qualquer coisa!
Estavam esperando várias coisas, nenhuma realmente boa, mas não havia nada que pudessem fazer, Lene provavelmente estaria bêbada e perdida em algum lugar da cidade ou fora dela. Então o celular de Lílian tocou assustando a todos.
Os dedos pálidos estavam trêmulos quando ela atendeu, os dedos pressionavam com força a mão de James que ao mesmo tempo que tentava acalmar a ruiva dava força para o melhor amigo.
- A-alô... – Então ela ficou pálida, mais do que já estava e o corpo pendeu para o de James, os tremores aumentando e as lágrimas começaram a cair. – Po-pode repetir po-por favor?
Quando ouviu a ruiva pedindo aquilo James simplesmente puxou o telefone da mão dela e assumiu as rédeas do telefonema, a reação de Lílian havia deixado os outros três na sala piores ainda, a mãe de Lene acabara de desmaiar no colo do marido que parecia apenas um pouco menos desesperado do que o Sirius que parecia estar com algum tipo de problema para sentar porque não conseguia ficar parado andando de um lado para o outro.
O ouvido de Lílian parecia entupido e ela não conseguia ouvir mais nada ao seu redor o rosto enfiado no pescoço de James, a respiração irregular e sentindo as mãos dele apertadas protetoras em sua cintura.
- Ela está viva? – Perguntou James e aquilo a ruiva conseguiu ouvir então segurou com mais força o corpo dele. – Não vamos demorar. – Ele disse antes de desligar.
- E então? – Perguntou Sirius depois que o telefone foi desligado.
- Ela está no hospital, foi atropelada. – Murmurou sem saber como amenizar a notícia, então achou melhor ser direto e não florear a verdade para facilitar, porque sabia que acabaria deixando tudo pior.
Foi a vez da ruiva desmaiar em seus braços e a sua vez de ficar mais aflito do que já estava.
Depois de um tempo em que a Martha e Lílian acordaram e tomaram seus respectivos copos de água com açúcar James fez com que Sirius sentasse a poltrona.
- Ela está viva, em cirurgia, mas me garantiram que nada realmente grave aconteceu com ela, aparentemente estava bêbada demais para desviar de um carro que subiu na calçada.
- Temos que ir para o hospital. – Disse o pai de Lene quando se levantou do sofá.
Ela estava com um olho roxo e um dos braços engessados, a hemorragia no outro havia sido controlada na mesa de operações e havia ganhado um galo na cabeça, mas estava viva.
Sirius entrou no quarto como se não a visse a séculos e estivesse sedento de saudade e a abraçou com um cuidado que a sua mãe não havia tido quando o fizera mais cedo, aquilo a fez sentir-se menos um lixo do que quando ele ainda estava fora do quarto.
- Que pensa que estava fazendo? – Ele sussurrou contra os cabelos dela em um tom desesperado.
- Acho que não estava pensando... – Murmurou envergonhada evitando o olhar de Lily que estava sentada no sofá claro ao seu lado.
- Esse é o seu problema, pensei que tinha parado de fazer esse tipo de loucuras morena. – Tudo o que Lene conseguiu fazer foi ficar calada enquanto ele balançava o corpo dela para frente e para trás junto com o seu.
Pouco tempo depois Martha e Lílian perceberam o quanto estavam sobrando e saíram sem que nenhum dos dois percebessem, agora que estava mais calmo, a adrenalina havia ido embora e Sirius estava tremendo um pouco enquanto distribuía beijos calmos por todo o rosto dela.
- Quando o James disse que o carro tinha subido na calçada em cima de você eu quase tive um troço Lene. Nunca mais faça isso.
- Não fui eu quem fiz, o cara que subiu em cima da calçada. – Ela retrucou irritada, ele não tinha que estar a mimando?
- Eu disse para nunca mais sumir, nunca mais beber, nunca mais me deixar pensando que o pior aconteceu com você e para nunca mais surtar desse jeito, não que você tenha muito controle sobre a última parte, mas tente tudo bem? – Pediu segurando o rosto pálido pela falta de sangue dela entre suas mãos ainda tremulas.
- Desculpe por ter bebido, eu sei que provavelmente não estaria aqui se estivesse sóbria, não existe desculpa para o que fiz.
- E fico feliz que o saiba, não existe desculpa para deixar ninguém preocupado. – Sussurrou irritado antes de beijá-la nos lábios.
- Mas e Dorcas? – Ela perguntou interrompendo o beijo como se de repente tivesse lembrando de algo super importante que na verdade não merecia o mínimo do tempo e atenção dos dois.
- A polícia já a levou por destruição de propriedade novamente, dessa vez ela não conseguiu a condicional e concordou em assinar os papéis. – Sussurrou feliz.
- Então você está livre? – Perguntou ansiosa.
- Vou estar em alguns poucos dias. – Respondeu a apertando com cuidado contra o próprio corpo.
- Vai ficar tudo bem não é?
- Vai meu anjo, mas tem que parar de beber e de me dar sustos.
- Eu prometo tentar, agora me beija.
Duas semanas depois ela finalmente pode sair do hospital, já sem o gesso e sem muita vontade de ficar longe de Sirius que praticamente passara a morar no hospital durante aquele tempo, agora que finalmente iriam se separar ela já se sentia mal acostumada, não era para aquilo estar acontecendo. Eles não deveriam estar se separando e esse foi o único fato que a fez querer continuar no hospital, mas ela estava cheia de todo o resto.
Todos aqueles médicos e enfermeiras de olho em Sirius, o seu homem, além de tudo a comida era horrível, a roupa era horrível, as paredes eram horríveis, a cama era horrível, a falta de sexo com Sirius era horrível.
Resumindo tudo era horrível naquele hospital
Ela literalmente beijou o chão ao sair do hospital o que fez Sirius ter um treco achando que ela estava desmaiando quando a garota se ajoelhou no estacionamento.
E tudo o que ela fez foi gargalhar da cara dele.
Aquilo a fez se sentir melhor.
Ela adorou a sensação de entrar no quarto quando chegou em casa e vê-lo do modo como deveria estar antes da vaca-vizinha-loira destruí-lo com o seu ataque de pedras-revestidas-de-calcinhas.
Respirou profundamente absorvendo tudo ao seu redor.
Estava tudo bem agora, pensou enquanto fechava a porta atrás de si deixando Sirius e sua mãe parados do lado de fora da porta.
- Preciso de um tempo sozinha. – Falou para que os dois que deviam estar ainda parados do lado de fora do seu quarto.
Correu para o banheiro, precisava de um banho quente. O cheiro de hospital estava impregnado nela o que a incomodava.
Ligou o chuveiro e jogou as roupas que usava no chão antes de entrar no box enquanto soltava o cabelo. Experimentou a água com as mãos e entrou de cabeça debaixo da água morna e gemeu de êxtase com a sensação de relaxamento que tomou conta de seu corpo tenso.
Agora para tudo ficar perfeito faltava apenas o divórcio finalmente sair, o que Sirius disse faltar apenas algum dia para acontecer, era apenas uma questão do juiz aprovar tudo e então ele poderia voltar para a sua casa.
Sirius a ouviu chamando quando estava sentado na sala e correu para cima, alguma coisa poderia ter acontecido com ela e por isso subiu aos trancos e barrancos para o quarto dela, abriu a porta desesperado e parou ao vê-la nua deitada na cama.
Rapidamente fechou a porta atrás de si e sorriu.
- Você tem certeza disso? – Perguntou, mas já estava desatacando o cinto antes mesmo de terminar de falar.
- Você parece ter mais certeza do que eu. – Ela murmurou sorrindo e levantou da cama. – Pode deixar que eu faço. – Murmurou tirando as mãos apressadas dele do cinto com um sorriso no rosto. – Você cuidou de mim por uma semana, é a minha vez de fazê-lo com você.
- Então vou ser mimado? – Ele perguntou sorrindo enquanto era empurrado para o banheiro.
- Completamente, primeiro... – Ela abriu a porta do banheiro pequeno e o fez entrar. – banho.
As luzes do banheiro estavam apagadas, mas o banheiro estava iluminado pelas velas com aroma que estavam espalhadas pelo banheiro. Sirius sorriu e fechou a porta do banheiro com o corpo dela e encostou seus lábios no dela. Ele a beijou com força enquanto as mãos passaram pelo corpo dela remarcando território, ele ficou tenso e ela se afastou.
- Que foi? – Ela perguntou enquanto tirava os botões das casas na camisa dele.
- Você está mais magra. – Respondeu preocupado.
- Mas é claro que minhas curvas sensuais desapareceram aquela comida do hospital me fez virar pele e osso. – Falou irritada enquanto tirava sem nenhuma paciência tirou a camisa dele. – Eu preciso que você tenha carne para pegar, se não meu bem, eu sei que danço. – Ela murmurou tirando a calça dele que ele se livrou jogando para longe junto com o sapato.
Sorrindo ele a prendeu novamente contra a porta com um pouco mais de força dessa vez.
- Eu nunca vou largar você. – Declarou sério. – Muito menos por causa de carne, essa é a coisa mais fácil de se conseguir de volta, desde que o que tem aí dentro não suma vai ficar tudo bem.
- Pode deixar que eu consigo de volta, agora para o banho antes que esfrie. – Ela murmurou quando ele estava completamente nu e o empurrou para banheira já cheia e cercada por velas. – A quanto tempo não se barbeia? – Perguntou depois que ele estava sentado dentro da banheira e puxou a barba que crescia em seu queixo.
- Não vai entrar comigo? – Ele perguntou ignorando seu questionamento.
- Já tomei meu banho, agora é a sua vez de ser mimado, visto que passei as duas últimas semanas sendo mais paparicada do que a Rainha de Sabá. – Ela pegou a esponja e colocou um pouco de gel. – Devemos ser justos, certo? – Rindo ela passou a esfregar as costas dele.
- Queria conversar com você. – Ele murmurou.
- Eu sei, mas num tô nem um pouco afim de fazê-lo porque eu sei sobre o que é.
- Você prometeu que não iria mais beber. – Sirius disse preocupado e com uma cara emburrada.
- Não ache que estou orgulhosa disso. – Respondeu enquanto fazia uma massagem nas costas dele.
- Não acho, mas você fez uma promessa, e na primeira oportunidade você a quebra, isso me faz perguntar se eu devo realmente confiar no que você me promete e isso me doí muito, mas muito mesmo. – O moreno fez uma pausa por um momento. – Olha pra mim.
Resignada sentou em um banquinho ao lado da banheira e olhou para ele como havia lhe sido pedido.
- Eu amo você. – Sirius com a mão molhada colocou uma mecha do cabelo dela para trás da orelha. – Não quero você machucando a si própria desse jeito, dessa vez foi um acidente não tão sério, mas sabe-se lá Deus se da próxima vez não vai ser pior. Não quero esse tipo de preocupação, me dói saber que a qualquer minuto algo pode acontecer com você, não quero te manter presa, mas parece que vamos ter fazer isso por algum tempo.
- Eu entendo. – Sussurrou envergonhada. – Eu fiquei tão irritada com ela, mas sabia que não devia ir lá e falar com ela, claro que não adiantou de muita coisa, minha mãe fez isso por mim. Eu não consegui me segurar, quando eu vi já estava com uma garrafa na mão.
- Eu fiquei tão assustado... – Ele a abraçou com força e beijou toda a testa e as bochechas dela. – Sua mãe ficou assustada, seu pai ficou, a Lily ficou apavorada e consequentemente o James também ficou. – Segurou com força a cabeça dela entre as mãos e olhou para o fundo dos olhos dela. – Nunca mais faça isso, está me ouvindo?
- Desculpe. – Sussurrou em resposta. – Mesmo, eu sei que tenho problemas Six, não pense que não estou pensando na bronca que vou receber de Dumbledore.
- Tenho certeza que o seu terapeuta vai lhe dar um bom puxão de orelha, e não ouse ficar emburrada com isso, está me ouvindo? – Perguntou.
- Sim, vai ficar me perguntando isso sempre? – Sorriu tentando quebrar o clima.
- Quero ter certeza de que entendeu muito bem a gravidade do problema, então vou perguntar quantas vezes forem necessárias até eu achar que foram suficientes. Não quis falar nada disso quando você estava no hospital porque me ensinaram que deveríamos mimar doentes, mas agora é necessário colocar juízo nessa cabecinha linda.
- Não quero que não confie em mim, então quero que saiba que eu vou aceitar qualquer tipo de restrições e vigilância que estiver disposto a me impor, eu não me importo, sei que não devia ter feito o que fiz que deixei todo mundo maluco com o que fiz, e não importa quantas vezes eu me desculpe eu sei que não vai ser o suficiente. – Os olhos dela estavam baixos, ela estava envergonhada, mas aquilo não aliviaria a situação dela. – E saiba que a ruiva não esperou eu sair do hospital para me dar uma puta bronca.
- Certa ela, eu estava querendo ser mais delicado, eu preciso ser. – Ela lhe deu um beijo rápido e ficou de pé. – E antes que eu me esqueça você deu muita sorte, todo mundo ficou completamente preocupado com a sua saúde, não somente por causa do acidente, mas você saber o que a bebida pode fazer, não quero que fique realmente doente, sabe o quanto um transplante de fígado pode ser complicado?
- Está me assustando Six.
- Que bom, porque eu também fiquei assustado quando o médico nos disse isso, sua mãe ficou branca, não vai chegar perto de uma garrafa por bem ou por mal e eu vou monitorar você, obsessivamente, - Disse com a voz desesperada. - não tente me impedir ou fugir ou as coisas vão ser piores, muito piores, não pense que vou abandonar você por causa disso, não seria capaz, mas quero que saiba que posso tomar medidas rígidas para o caso das coisas ficarem perigosas para você.
- Entendo o que quer dizer, desculpe, sei que não é o suficiente, mesmo, mas é tudo que eu posso fazer antes de começar a fazer o que prometi, amo você e por nós dois vou parar, mas eu sei que preciso de ajuda, mesmo, não pense que vou reclamar de você me perseguindo ou me monitorando.
- Não me importaria a sua opinião a esse ponto, mas fico feliz de que vá fazê-lo de boa vontade, prova que posso tentar voltar a confiar em você nesse ponto, quero que você se prove capaz de minha confiança, porque amo você e porque fiquei muito assustado com o que aconteceu.
- Mais uma vez, me desculpe, eu sei que deixei todo mundo de ponta cabeça.
- Me dê um beijo agora. – Ele pediu e teve seu pedido atendido.
- Amo você também, mas precisa sair, vamos fazer essa barba que está começando a me incomodar, não vou transar com você usando isso.
- Não vai transar comigo pelas próximas semanas. – Ele disse enquanto ela ajudava-o a vestir o roupão.
- Porqueeee? – Perguntou manhosa. – Esse castigo é horroroso Six, até mesmo para um homem preocupado.
- Acredite não é por falta de vontade, embora também sirva como castigos, mas você fez uma cirurgia para conter a hemorragia, os médicos privaram você disse e de qualquer atividade física. Mas eu tenho uma, ou melhor duas boas notícias para você.
- Quais? – Perguntou sorrindo.
- Você vai ficar na minha casa, visto que estou voltar a morar aqui do lado, seus pais estão preocupados porque vão ter que viajar muito para que não precisem passar o natal fora de casa, mas é claro que não vou deixar que fique sozinha e segunda boa notícia é que você já tem autorização para voltar a escola.
- Desde quando isso é boa notícia? – Perguntou o abraçando.
- A Lílian acha.
- A ruiva é doida Sirius, guarde bem isso, doida.
- Amo você.
- Idem.
- Como está se sentindo? – Perguntou James enquanto sentava ao lado de Lílian em sua casa.
- Melhor, mais ainda vou dar uma surra em Lene quando ela estiver melhor. – Murmurou enquanto deitava a cabeça no colo dele.
- Tenho certeza que sim. – Ele passou a massagear os cabelos dela. – Não sabia desses problemas dela com bebidas.
- Ninguém sabia, nem mesmo eu que vivo com ela desde que me entendo por gente ou antes disso. – Lílian parecia emburrada com aquilo. – Quase me sinto uma idiota por não ter percebido, se alguém tivesse visto antes talvez as coisas estivessem melhores, mas pelo menos as coisas não foram tão graves, podia ser pior, muito pior e só de pensar no que poderia ter acontecido eu tenho vontade de matar a garota.
- Isso não seria a mesma coisa? – Perguntou sorrindo.
- Não porque aí eu teria feito. – Respondeu. – E isso é muuuuuuito diferente.
James apenas sorriu, mas ele tinha que admitir que também havia ficado preocupado, principalmente com o Sirius, o amigo tinha ficado completamente sem chão quando viu a noiva na sala de recuperação, mas saber que ela estava viva também havia feito muita diferença para ele que depois de saber que ela estava bem Sirius finalmente se permitirá chorar quando segurou a mão dela e não havia saído do lado dela nenhum instante, ele que tivera que passar no flat para pegar algumas roupas, porque sabia que o amigo não teria capacidade para fazê-lo, ele já conhecia as enfermeiras do andar depois de passar duas semanas morando no quarto de Lene.
- Lílian mudando completamente de assunto eu comecei a pensar sobre o nosso casamento.
- Que tem ele?
- Depois de todo o negócio da gravidez não falamos mais sobre ele e acho que deveríamos começar a fazer, não quero esperar tanto tempo.
- Nem eu, quando você quer casar? – Perguntou sorrindo como uma boba.
- Logo depois que você se formar, um pouco antes de que você vá para universidade, aliás você quer ir?, nunca perguntei isso a você.
- Quero ir, mas também quero casar antes. – Murmurou sorrindo. – Mas também não quero ficar tanto tempo longe de você logo depois de casar.
- Nem eu, mas temos que pensar no seu futuro, podemos aguentar um tempo se for por você, além de tudo vamos passar um bom tempo juntos antes que você vá para lá, vamos ter uma lua de mel beeeem longa.
- Ei, eu gosto disso.
- E acha que eu não? – Ele deu um beijo longo nela.
- Jay, o que vai fazer no natal? – Ela perguntou interrompendo o beijo.
- No natal? – Perguntou rindo. – Faltam dois meses ruiva, eu estava pensando em ir para casa dos meus pais, geralmente eu e Six vamos para lá nessa época do ano, mas ele não vai querer sair de perto da Lene, não sei o que vou fazer ainda esse ano, mas por que?
- Meus pais começam muito cedo esse tipo de preparação, geralmente os pais da Lene passam o natal com a gente, isso claro quando a minha irmã não vem, mas ela disse que não viria esse ano, então pensei em chamar você, é claro se você quiser. – Ela disse envergonhada.
- É claro ruiva, eu adoraria passar o natal com você, mas você vai passar o ano novo comigo, isso é claro, se seus pais deixarem, quero que conheça os meus pais.
Ela ficou calada de repente por um longo tempo o que o deixou preocupado.
- Lil's?
- Sim?
- O que você acha, conhecer os meus pais? – Perguntou ansioso.
- Eu estou com medo. – Respondeu sincera e vermelha.
- Por que? Meus pais são muito compreensivos ruiva, e eles já sabem sobre você e sobre a Lene, você sabe que o Six e eu somos meio que irmãos, porque os meus pais o adotaram, e não falaram nada, se você quer saber. São bem compreensivos, até demais na verdade.
- Mas e se eles não gostarem de mim?
- Então terei que deixar você, não é? – Perguntou com um sorriso.
- Jay. – Exclamou indignada.
- Isso seria impossível meu amor, meus pais são pessoas normais e pessoas normais gostam de gente como você, linda, adorável e muito apaixonada pelo filho deles. E se não gostarem de você, paciência, não vou deixar você, mas não posso simplesmente em deixar de falar com eles, eu sei que você também não quer ficar longe de mim, mas não tente pensar que eles não vão gostar de você, porque acho que isso é impossível.
- Pode relaxar, eu não vou fugir dos seus pais.
- Mas então vamos voltar a falar sobre casamento. – Ele disse voltando ao primeiro assunto. – Verão?
- Oh, sim, por favor. – Respondeu animada.
- Igreja?
- Não e também não seria apropriado, não sou católica, mas se você for e quiser eu não tenho problemas com isso.
- Não, apenas pensei que talvez você fosse querer, o que quer então? – Continuou entusiasmado.
- Em casa, sempre quis casar em casa ou em um ambiente familiar pelo menos.
- Não tinha pensado nisso, mas gosto da ideia, minha casa ou a sua?
- Não sei, também não quero tanta gente assim em casa, não gosto de pensar em uma festa pomposa cheia de gente é só um casamento, não uma exposição.
- Casamento, ok. Agora vamos falar de algo mais importante, lua de mel. – Murmurou malicioso. – Onde?
- Pensei em um lugar longe do mundo, sempre pensei em lua de mel como um período para ficar junto e não para gastar um bom dinheiro para ir em lugar paradisíaco e ficar trancado em um quarto de hotel fazendo sexo, podemos fazer sexo em qualquer lugar, principalmente se for longe do mundo.
- Escute, estou gostando cada vez mais de você meu amor, sim nós podemos fazer sexo em qualquer lugar e pensando bem tenho um chalé que se encaixa perfeitamente nessa sua discrição e pode ser um bom lugar para podermos fazer exatamente o que você quer.
- Parece perfeito para mim, mesmo, estou completamente apaixonada por você sabia? – Disse enquanto ficava de joelhos no sofá e o abraçava.
- Sim, mas estou apaixonado por você também.
- Vamos ser felizes, certo?
- Completamente. – Murmurou antes de beijá-la. – Lene vai ficar bem, nós vamos ficar bem e Sirius vai fazê-la feliz ou sendo seu amigo ou não ele vai morrer.
James apenas riu em resposta e a beijou.
Resposta ao Review: SÓ UM PORRA!
LuPotter: Eu realmente te adoro, você está realmente acompanhando a história e estou feliz por estar tirando um pouco do seu tempo para deixar reviews, é realmente importante para mim. Obrigada por gostar do capitulo e eu concordo com o que você diz, mesmo, eu fiquei realmente surpresa com a Lene, mas pareceu ter sentindo, espero que tenha gostado, mesmo, desse capitulo. Obrigada, até o próximo capítulo.
