O PRÍNCIPE E O MENDIGO
CAPÍTULO VII
-Aonde estamos indo?
-Para o quarto do Sasuke-kun! Tive uma idéia!
Corriam pelos corredores, na realidade, Sakura conduzia Sai a seu destino. O moreno estava no castelo desde manhã cedo, no entanto, ainda não fora tempo suficiente para situar-se, por isso, utilizava a garota como um ponto de orientação.
-Esconda-se! -De repente, Sakura vira-se e empurra-o atrás de uma coluna. -Kakashi-sensei está vindo!
Sai olhou de relance para o homem mascarado que, à primeira vista, parecia ser um sujeito legal e um tanto engraçado devido a sua aparência física. Pelo jeito, não o havia percebido porque estava entretido lendo um livro, sendo que vez ou outra soltava uma risada, lia enquanto caminhava.
A situação estava visivelmente ruim, Kakashi vinha na mesma direção. Sakura pensou um pouco, com certeza, o professor também iria ao quarto do Sasuke procurar por ele.
E pior, aquele era o caminho mais curto para o mesmo lugar em que ambos pretendiam ir. Tinham somente duas opções: Seguir em frente ou retornar. A segunda escolha era obviamente a mais segura, porém não poderiam executar o plano que Sakura tinha em mente e, como consequência, a farsa de Sai acabaria, deixando-o em sérios apuros.
Alguém tinha que ficar e atrasar o Kakashi!
-Presta atenção no que eu vou dizer! - A garota sussurrou para o moreno, sua voz estava firme e séria, diferente do tom metido e arrogante que utilizava de costume.
-Eu vou distraí-lo e você continua. O quarto do Sasuke-kun é o terceiro à direita após a escadaria, tranque-se lá dentro e não abra a porta de jeito nenhum!
Sai consentiu, recuou alguns passos e agachou-se. Curvado, tomara uma posição para correr de imediato assim que surgisse uma brecha, nenhum segundo poderia ser desperdiçado.
Sakura manteve a dianteira, estava pronta para ir de encontro a Kakashi, se uma voz não tivesse lhe interrompido.
-Kakashi-san!
-Ah, é você, Neji?
-Eu tenho uma dúvida sobre a história da arte...
Kakashi virou-se para atender o Hyuuga, que desviara toda atenção do professor para si, Sai observou de longe, sem entender se Neji teve a intenção de ajudá-lo ou não fez de propósito...
-Tá dormindo acordado?! Vamos, é a nossa chance! -Sakura agarrou o pulso dele e atravessaram o corredor sem maiores problemas.
Depois de ter retirado a aparente dúvida de Neji, Kakashi perguntou com os olhos fixos no livro:
-Quem são os dois atrás de mim que você está acobertando? -Embora tivesse notado a presença de duas pessoas, o professor estava de costas e não conseguiu reconhecê-los.
-São o Sasuke e a Sakura. -Respondeu de modo tão natural que soou convincente. -Enfim se acertaram e estão ficando há algum tempo, mas estão se encontrando às escondidas porque são muito tímidos, e têm vergonha de declarar o namoro abertamente.
-Ah, entendo... -Kakashi deu um sorriso pervertido por trás da máscara.
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-DEVOLVE LOGO ESSE ANEL SENÃO...
-Eu não posso. -Mizuki disse com um sorriso sarcástico. -Eu já o vendi.
-O QUÊ?! -Naruto esbugalhou os olhos e veias saltaram da testa.
-Que gritaria é essa na minha loja? -Um senhor de idade vem do interior do aposento, Naruto aponta para Mizuki mais uma vez:
-Vovô, não compre nada desse cara! Ele é um ladrão!
-Eu sei, sou eu quem o paga para fazer isso. -Naruto ficou assustado com a afirmação do dono da loja, Mizuki não conteve a felicidade com a ordem que recebera do patrão: -Livre-se dele!
-Será um prazer!
Tentara expulsar o loiro, mas este era bem mais ágil do que ele e desvincilhou com facilidade das mãos de Mizuki. Contudo, estavam em um local fechado e não importava o quanto corresse, não haveria escapatória.
-Naruto!!
Sasuke reapareceu do interior da loja. Inicialmente, achara a ação de Naruto impensada e estúpida, por outro lado, estava servindo como ótima distração. Enquanto o loiro berrava, deu tempo Sasuke entrar pelos fundos, procurar e encontrar o anel que, por sorte, ainda não havia sido derretido.
-Corre!!
O Uchiha pegou um pano que estava em cima de uma mesa e atirou-o certeiro, bem no meio do rosto de Mizuki, tapando-lhe os olhos, o que garantiria alguns segundos de vantagem para fugirem.
No entanto, o homem logo retirou o pano que obstruía sua visão e começou a persegui-los pelas ruas. Os garotos davam dois passos enquanto Mizuki, apenas um. Mesmo sabendo que os alcançaria, demoraria tempo, avistou um policial e decidiu-se por um meio mais rápido.
-Socorro, ladrões!
-ELE TEM A CARA-DE-PAU DE PEDIR AJUDA À POLÍCIA?! -Naruto gritou indignado.
O guarda facilmente alcançou os dois garotos e segurando-os, caminhou até Mizuki, que já esperava sorrindo. Naruto e Sasuke tentavam soltar-se em vão.
-Obrigado, você salvou meu dia. -O mentiroso agradeceu.
-É o meu trabalho, diga-me, o que eles roubaram? -O policial altruísta perguntou.
-Um anel! -Respondeu sem pensar.
-Ah, então você é o Mizuki? -O guarda retirou um par de algemas do bolso e o prendeu. -Um tal de Iruka foi à delegacia e nos alertou sobre um homem chamado Mizuki que estava atrás de dois garotos por causa de um anel.
-IEBA! NÃO DISSE, SAI? IRUKA-SENSEI É O MÁXIMO! - Emocionado, abraçou o amigo que não gostou muito daquela demonstração de afeto em um local público.
-Venham! -Disse o policial. -Preciso do testemunho de vocês para colocar este homem atrás das grades.
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Chegaram ao quarto o mais depressa que puderam e fecharam a porta. Sai prensou o ouvido à parede, tentando escutar ruídos que vinham de fora.
-E agora, o que faremos?
-Deita na cama!
-O quê?! -Sai corou violentamente.
-Faz o que eu tô mandando!
-Claro que não! Essa é a sua grande idéia?!
Batidas foram ouvidas na porta e, em seguida, a voz de Kakashi perguntando pelo príncipe. Sakura empurrou Sai até a cama e sussurrou entre os dentes:
-Deita aí e cubra-se dos pés à cabeça, eu vou dar um jeito de enrolar o professor!
O moreno obedeceu, depois que já estava completamente coberto, Sakura abriu a porta com o seu mais belo sorriso.
-Oi, Kakashi-sensei!
-Oi, Sakura... Sasuke está aí? Está na hora da aula dele. -Tentou olhar entre a fresta da porta, por cima da cabeça da garota, ela deu passagem, estendendo o braço.
-Está, sim... Mas ele não poderá assistir à aula. -Fez uma carinha tristonha. -Sasuke-kun sentiu febre depois do almoço e desde então estou cuidando dele...Veja como ele está tremendo...
Sai percebeu a maldosa piadinha quanto ao nervosismo que sentia, não que estivesse tremendo pois tentava manter-se a sangue-frio.
-Certo, certo... Sasuke não precisa ir à aula. -Sakura não era a única a fazer indiretas, Kakashi mal continha o riso. -Sabe o que vai deixá-lo melhor?
-O quê...? -A garota fingiu interesse, o professor fez um gesto para ela aproximar-se e murmurou apenas entre os dois.
-Uma massagem bem relaxante! -Disse em voz baixa para Sakura, depois acenou e foi embora. -Se me dão licença, deixarei os pombinhos a sós.
Sakura ficou vermelha, de vergonha e raiva também, porque o professor acabara de insinuar que ela e Sasuke estavam tendo um caso. O que mais desejava é que fosse verdade, mas não era.
Tudo pareceu silencioso, Sai sentou-se na cama e retirou o edredom que o cobria para verificar se Kakashi tinha saído.
Somente para ver um travesseiro voando em sua direção.
- ESTÚPIDO! IMBECIL!!
Sai caíra com o primeiro golpe, Sakura começou a estapeá-lo , os ataques eram repetitivos embora não doessem muito. Por fim, colocou o travesseiro sobre o rosto do garoto, sufocando-o.
- Paguei o maior mico da minha vida por sua causa! Agora, o Kakashi-sensei pensa que sou pervertida que nem ele!!
Fora pego de surpresa, a garota estava tendo outro ataque histérico como da primeira vez que a conhecera. No entanto, já perdera o fôlego e a paciência não poderia imobilizá-la e esperar que se acalmasse como fizera anteriormente.
Empurrou-a com força e sem querer, derrubou-a no chão. Os olhos verdes, antes rancorosos, deram lugar à tristeza. Sakura abaixou a cabeça e lágrimas escorreram de sua face.
Sai ficou confuso no momento, apenas reagira, não queria vê-la chorar. Levantou da cama e ajoelhou-se próximo a ela.
-Desculpe, eu te machuquei?
- Me deixa em paz!
A garota ergueu-se em um impulso e fugiu pela porta, escondendo as lágrimas o máximo que podia. Sai não a impediu, apenas a observou afastar-se.
- O que deu nela?!
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Consegui atualizar!! \o/
Foi luta, parece lorota mas foi uma semana corrida. Vou resumir o que aconteceu: Íamos viajar de ônibus, é a chamada "visita anual aos parentes que moram longe", mas deu uma confusão e o pessoal da rodoviária ligou uma hora antes, alertando que o ônibus já tinha chegado. Nessa hora, eu tava era digitando minhas fics e não deu tempo nem passar pro pendrive. Quando desliguei o computador, já enfiavam minha mala no carro, saí avoada.
Cheguei de mãos vazias e pensei:'Meu Deus, como vou atualizar?'.Já tinha feito o sétimo capítulo quase todo, não tive escolha, armei-me de lápis e papel e refiz com que lembrava. A sorte é que minha madrinha é gente boa e me deixa usar o computador dela.
E graças à noite mal dormida no ônibus pude acrescentar alguns comentários pervertidos neste capítulo, espero que tenham se divertido.
Agradeço a:
Kinha Oliver
Reneev
