capítulo VII - O Vôo e a mensagem

pov-Lucy

Hoje seria um dia especial, depois de 11 anos preza ao chão, eu finalmente vou poder a voar. Tudo começou a uma semana, com o anúncio das aulas de vôo, mesmo que a idéia de usar uma vassoura pareça clichê, eu ainda estou animada.

Eu vivi como Tanya por 58 anos dos quais eu passei boa parte voando, fosse em missões, treinamento e mais tarde por prazer, era algo que fazia para relaxar. Mas nessa vida eu ainda não tive nenhuma oportunidade de voltar aos céus.

Quando nos reunimos com os lufa-lufas para ter nossa primeira aula minha animação rapidamente se esvaiu. Durante a semana tinha ouvido muitos dos membros da minha casa reclamando que, as vassouras fornecidas pela escola, eram antigas e difíceis de controlar.

Sendo a maioria dos membros da Sonserina vindas de famílias mágicas ricas, eu pensei eles estavam desgostosos por ter que usar equipamentos de segunda mão, por isso quando compreendi a verdade não pude deixar de amaldiçoar. As vassouras não eram apenas modelos antigos, mas pareciam que estavam sendo usadas desde que o próprio Dumbledore era um aluno do primeiro ano.

Tentando me acalmar procurei aquela que parecia ter a menor chance de se quebrar durante o uso. Quando a professora Hooch chegou estávamos todos prontos. Depois de recebemos permissão, eu dei um pequeno impulso e flutuei a alguns centímetros do chão, não confiando na velha vassoura para funcionar corretamente (minhas experiências anteriores mostraram que usar equipamentos defeituosos para atividades, como voou, era mais perigo do que jogar roleta russa).

Esse pensamento havia apenas acabado de passar por mim quando a vassoura de uma garota da lufa-lufa, que estava na minha frente, subiu rapidamente a uma altura de 7 metros e começou a chacoalhar quase jogando a garota no chão. Vendo a professora distraída com outro aluno, tomei um aperto firme na minha vassoura e a emparelhei com a da menina, a
puxando para mim e rapidamente indo para o chão.

Quando pousei Hooch estava olhando para nos com uma careta, ela rapidamente se aproximou para ver se a lufa-lufa estava bem.

"Está tudo bem, pessoal! Foi apenas um susto." disse ela aos outros alunos e depois completou "40 pontos para a Sonserina por pensar rápido senhorita Fernandez."

"Obrigada professora, más eu gostaria de deixar essa aula mais cedo, essas vassoura não parecem muito seguras." Eu disse olhando ao redor onde algumas outras vassouras pareciam estar dando alguns problemas menores.

"Entendo, você pode ir e acompanhar a senhorita Lopes até o castelo" disse ela, se referindo à garota que ainda se segurava em mim.

"Obrigada professora" dissemos juntas e aproveitando a oportunidade perguntei.

"Teria algum problema eu usar uma vassoura de um amigo em vez dessas?"

"Não vai haver nenhum problema. A anos eu venho dizendo para substituírem essas vassouras e eles continuam dizendo que tem outras prioridades" ela disse com uma mistura de irritação e raiva.

Quando voltei para a sala comunal e contei a Astória o ocorrido (ela escolheu não frequentar essa aula), ela foi rapidamente a sua irmã e Dafine prontamente concordou em me emprestar sua vassoura.

Quanto ao assunto de resgatar um lufa-lufa, a maioria dos sonserinos não se importaram, afinal tinha resultado em 40 pontos para a casa e a permissão dos primeiros anos a usar vassouras emprestadas em vez das defeituosas da escola.

Sinceramente, após esse incidente as aulas de vôo ficaram muito mais seguras. Os alunos se recusavam a usar as vassouras da escola preferindo a pegar emprestado a de alunos mais velhos. Graças a isso ganhei uma boa quantidade de reconhecimento e respeito dos alunos do primeiro ano.

Além das aulas de vôo um dos meus outros passatempos era assistir aos treinos de quadribol, mesmo que fosse algo sem nenhum benefício direto, esportes ainda eram uma ótima maneira de começar conversas e aparentemente era um dos assuntos preferidos entre os sangue - puros.

salto no tempo dia das bruxas

Pode ser só eu, mas acho que realmente a algo de errado em bruxos de verdade comemorarem o Halloween. Todo o castelo estava enfeitado de acordo com o tema. No grande salão havia morcego encantados e lâmpadas de aboboras flutuando no teto, mas em vez de fantasias as pessoas simplesmente usavam seus uniformes completos com seus chapéus pontudos, era um pouco cômico.

O banquete estava ótimo, centenas de pratos diferentes e dezenas de sobremesa, uma coisa que se poderia dizer sobre os bruxos era que eles têm bom gosto quando se tratava de comida.

Seguindo o exemplo de Astória comecei a pegar pequenas porções de cada um dos pratos, para experimentar. Quando o banquete terminou estávamos todos satisfeitos e sonolentos, começamos a seguir o caminho para nossos quartos quando o garoto na minha parou de andar.

Apoiando-me na ponta dos pés forcei meu olhar por cima, para ver o que tinha acontecido. Havia três garotos no corredor com o que parecia um gato morto e uma mensagem escrita com sangue na parede.

A CÂMARA SECRETA FOI ABERTA.
INIMIGOS DO HERDEIRO, CUIDADO.

Logo depois um aluno que ela reconheceu, como sendo um dos maiores filhinho de papai que ela já vira em suas três vidas, se adiantou e disse

"Inimigos do herdeiro, cuidado! Vocês vão ser os próximos, sangues ruins!" Isso imediatamente me deixou tensa, aparentemente havia sido algum extremistas que havia feito isso e para deixar uma ameaça desta, diante de todo o castelo, ou a pessoa era muito confiante e cheia de si ou tinha algo na manga. Seja o que fosse ela deveria ser mais cautelosa apartir de agora.

Voltando a realidade, atraídos pelos gritos de Draco, vários professores se aproximaram, quando viram a situação eles rapidamente pegaram os garotos e os levaram embora. Enquanto passavam eu os reconheci das histórias e boatos que me contaram, era o trio do desastre. Eles viviam se colocando em perigo e atraiam confusão onde quer que estivessem.

A última coisa que queria era estar relacionada com essas pessoas, então quando tudo se acalmou peguei Astória e corri para o dormitório. Eu tinha que começar a coletar informações o mais rápido possível.

Na manhã seguinte comecei minha pesquisa, uma das coisas boas da Sonserina é que, contanto que você fosse da casa e soubessem a quem pedir, você poderia conseguir praticamente tudo dês de informações sobre outros alunos até livros de magia negra. Portanto não foi difícil conseguir informações sobre a lenda da câmara secreta.

Durante meu tempo no exército boatos e exageros eram comuns entre os soldados, mas se você pudesse pegar os traços de verdade nas histórias dava para pegar uma visão geral do quadro. Portanto consegui determinar o seguinte:

1: havia uma lenda sobre um dos fundadores ter criado uma sala secreta e deixado algum tipo de animal mágico( que somente ele e seu herdeiro teriam o método para controlá-lo) para atacar os alunos trouxas.
2: Uma série de ataques ocorreram a cerca de 50 anos atrás, com vários alunos petrificados e uma pessoa morta, aparentemente haviam capturado um suspeito, mas não encontraram nenhum mostro ou câmara secreta.
3: Não havia nenhuma informação sobre quem era o suspeito ou as vítimas na biblioteca, o que quer que tenha acontecido alguém não queria que os alunos descobrissem.
4: Havia alguém na escola usando o mesmo estilo e método.

As questões eram: a pessoa de 50 anos atrás voltou ou nos tínhamos um imitador? Se fosse um imitador onde teria conseguido as informações, com o assassino original ou foi outra fonte? E finalmente quem vinha tentando abafar o caso é por quê?