Sweet Candy
Capitulo 6
Terça – dia 6
Sonhos, fugas e poker
Ali estava ela, sentada mesmo à sua frente. E tão sozinha. Sorriu, enquanto ajeitava a gravata e caminhava até à ruiva que estava a ler um livro qualquer com bastante atenção.
Assim que chegou ao pé dela, retirou-lhe o livro das mãos o que fez com que ela o encarasse.
"-Tu!" – murmurou fazendo com que o loiro sorrisse divertido.
"-Sim eu. Esperavas outra pessoa?"
"-Não esperava ninguém, e muito menos tu."
"-Ora Weasley, não vejo porquê, nós somos namorados mesmo."
A ruiva bufou e em seguida estendeu a mão dizendo:
"-Dá-me o livro Malfoy."
"-Não me parece."
"-Porque é que tu és sempre assim?"
"-Assim como?"
"-Imbecil."
O loiro pousou as mãos no banco onde ela estava sentada, uma mão de cada lado da perna dela, o que fez com que a face dele se aproximasse bastante da dela. A ruiva apenas sorriu, sem se afastar um milímetro, muito pelo contrário, ela elevou a mão direita até à gravata dele e puxou-a para si, colando os lábios do loiro aos seus.
Puxou-a para si, fazendo com que ela se levantasse e se abraçasse a ele, sem acabar com o beijo.
Sentiu algo estranho na boca do estômago quando ela cruzou as pernas em volta do seu quadril. Sorriu, com os lábios colados aos dela, enquanto a abraçava de modo a mantê-la ajeitada no seu corpo.
Rodou sobre si mesmo, sentando-se no banco onde ela estivera segundos antes. Sorriu contra os lábios quando a sentiu ajeitar-se mais no seu corpo.
Sentiu os dedos dela desapertarem sua gravata, e apenas aprofundou mais o beijo por isso. Queria mais, muito mais. Queria sentir a pele quente dela, queria vê-la tremer, queria ouvir os suspiros suaves da ruiva.
Deitou-a no banco, acomodando-se sobre ela, e afastando os lábios dos dela. Observou-a atentamente, debaixo de si. O cabelo ruivo espalhado pelo banco, os olhos castanhos que o olhavam como nunca havia acontecido, o sorriso suave nos lábios, as bochechas vermelhas, a respiração descompensada.
Passou com a mão na face dela, fazendo carinho o que fez com que ela fechasse os olhos de modo a apreciar bem a carícia dele.
"-Sabes uma coisa ruiva?" – indagou num murmúrio, beijando-a suavemente.
"-O quê Draco?"
Ele sorriu, beijando em seguida o pescoço dela, até alcançar o lóbulo da orelha da jovem, enquanto lhe abria os botões da camisa.
"-Eu amo-te."
"-AHHHH!" – gritou sentando-se na cama, sentindo o coração bater forte no peito e a respiração descompensada.
Suspirou fundo várias vezes, tendo a mão no peito numa tentativa de se acalmar. Olhou em volta em seguida, constatando que estava na sua cama, no seu quarto, e sozinho. Não havia vestígios de Weasley em lado algum.
Manteve-se sentado na cama durante longos minutos olhando para a parede, tentando não pensar em nada, e certamente não pensando no sonho que acabara de ter.
O que raio fora aquilo? Ele sonhara com a Weasley!
Pior, ele beijara-a no sonho, desejara fazer sexo com ela, e pior que tudo dissera que a amava.
Balançou a cabeça levantando-se da cama e caminhando até ao banheiro, no intuito de passar água bem gelada na cara.
Draco Malfoy não amava ninguém, e claramente jamais em tempo algo, amaria Ginevra Weasley.
….
"-Bom dia!"
"-Cala a boca Blaise."
"-Wow! Mas que mal humor Draco. O que foi, a princesa teve pesadelos, foi?"
"-Zabini, desaparece da minha frente, antes que eu te mate."
O negro apenas riu, deixando-se cair para cima do sofá da sala comum.
"-Não entendo porque estás assim. Hoje é terça-feira, e por isso não temos aulas à tarde, e segundo sei a tua namorada também não. Por isso, podes aproveitar a tarde toda com a tua Weasley."
O loiro focou o negro e teve ímpetos assassinos. Ele jamais iria aproveitar a tarde com a Weasley.
Naquele momento ele odiou a sua ideia. Porque raio, ele concordara em fingir que era namorado dela? Direitos de um namorado? Ele não tivera direito a nada, apenas a 3 ou 4 beijos, a confusões, dores de cabeça, e claro….pesadelos.
"-Eu vou mas é tomar o pequeno-almoço, estou farto de te ver." – Resmungou entre dentes.
"-Ui! Parece que teve mesmo pesadelos. Ou será que a namoradinha se chateou com ele? Foi isso Draco? A Ginny zangou-se contigo?"
"-Cala a boca Zabini." – Ameaçou o loiro apontando a varinha ao peito do amigo.
"-Muito bem, já vi que hoje não estás para brincadeiras."
"-Demoraste a entender. Julgava-te mais inteligente."
O negro encolheu os ombros e em seguida afastou-se do loiro. Era melhor deixar Draco sozinho por uns minutos, eles precisava de se acalmar. Sorriu, voltando-se para trás e dizendo:
"-Há uma maneira de te passa a neura. Sexo!"
E ao dizer isto Draco lembrou-se inevitavelmente do seu sonho. Não, pesadelo! Aquilo que queria esquecer.
Maldito Zabini!
Maldita Weasley!
….
Assim que saiu da sala comum dos Ravenclaw deu de caras com Blaise.
"-Bom dia." – Cumprimentou ele sorrindo.
"-Olá. O que fazes por aqui?"
"-Eu vim ter com a jovem mais bonita de Hogwarts."
"-Uau, tu também és clichê."
"-Desculpa?"
"-Frases feitas. Enfim…não te preocupes, eu gosto."
"-Ah…boa então."
A loira sorriu antes de beijar a face do negro e sussurrar:
"-Vemo-nos depois de almoço."
"-Mas, eu vim aqui para…."
"-Depois de almoço."
Blaise não disse mais nada, apenas ficou a olhar para a loira que se afastava e abanou a cabeça. Ele nunca a iria entender pois não?
Encolheu os ombros. Que se danasse, ele gostava dela por isso, ela era estranhamente diferente.
…
"-Olá!" – disse a voz dela ao seu ouvido o que fez a ruiva saltar de susto.
"-Luna! Não voltes a fazer uma coisa dessas, ou eu ainda morro de susto um dia."
A loira riu divertida e em seguida estacou em frente da ruiva não deixando a amiga continuar a andar.
"-Que é?"
"-Adivinha!"
"-Luna, eu não consigo adivinhar nada de barriga vazia. Vamos tomar o pequeno-almoço ok?"
"-Depois. Primeiro quero que saibas o que aconteceu."
"-Ok. O que aconteceu?"
"-Ele estava à porta da sala comum, só para me ver."
"-Ele, quem?"
"-Ora, o Blaise óbvio."
"-E, tu estás toda animada só por causa disso."
"-Só por causa disso? Não é só….ele veio para me ver. Isso quer dizer que ele realmente gosta de mim."
"-Boa, a intenção é mesmo essa certo?"
A loira parou de sorrir no mesmo segundo. O que Ginny queria dizer? Ela referia-se ao jogo?
Mas é claro que ela se referia ao jogo, mas Luna não. Afinal, ela não queria mais saber do jogo, ela não queria descobrir se ele era o melhor ou se era Harry ou Draco, isso não lhe importava. Não mais.
Na verdade, ela não queria nem saber de terminar com ele no fim do mês. Ela não queria terminar com ele nunca.
"-A intenção era essa, e será essa para sempre."
"-Sempre?" – indagou a ruiva chocada vendo a amigar afastar-se. – "O que raio queres dizer com sempre?" – perguntou correndo atrás dela.
A loira não lhe respondeu, apenas correu mais depressa, o que fez com que Ginny parasse. Odiava correr, especialmente de manhã antes de comer. Sorriu.
Luna estava apaixonada! Isso era bom?
…
"-Demoram muito?" – indagou gritando para a escada, ouvindo o namorado e o amigo a descerem as escadas.
"-Não Hermione, já aqui estamos." – Respondeu Ron abraçando a morena.
"-Óptimo, porque daqui a nada são horas de irmos para a aula e ainda nem tomámos o café da manhã."
"-Relaxa."
"-Qual relaxa qual quê Ronald? Nós estamos atrasados. Vamos logo."
O ruivo soltou a morena e em seguida encolheu os ombros olhando para o amigo que se mantinha calado. Calado desde manhã.
"-Harry, está tudo bem?" – perguntou sem ter o efeito pretendido. Ao menos podia olhar para si certo? – Harry! Harry, tu estás a ouvir-me?"
"-O que foi?"
"-Eu perguntei se está tudo bem?"
"-Tudo óptimo Ron."
"-Mas, vocês os dois vêm ou não vêm?"
"-Estamos a ir Hermione." – Respondeu Ron começando a caminhar para fora da sala comum mas reparando que o moreno não saíra do local. – "Harry! Vens?"
"-Não, não tenho fome. Vemo-nos na aula." – Respondeu voltando a subir as escadas.
"-Mas, o que se passa com ele?" – indagou Hermione que tinha vindo buscar os dois rapazes.
"-Não sei, está estranho desde ontem. Será que foi a Parkinson? O que será que aquela cobra lhe fez?"
A morena não respondeu. Uma coisa era certa, a Parkinson tinha algo a ver com o estado do amigo, só que ela tinha a ligeira impressão que o motivo não era exactamente aquele em que Ron pensava.
Poderia Harry sentir algo pela Slytherin? Algo que não fosse ódio e repulsa?
….
Sentou-se ao lado de Blaise e revirou os olhos vendo o sorriso realmente parvo que o amigo tinha na face.
"-Que sorriso estúpido é esse?"
"-Nada, porquê?"
"-Porque estás com um sorriso estúpido."
"-Eu estou apaixonado. Já te disse isso, mas não me canso de o dizer. Apaixonado pela jovem mais linda, perfeita e louca que já conheci."
"-Concordo com o louca. Quer dizer, a amiga dela não lhe fica atrás."
"-Estás a falar da Ginny? A tua namorada?"
Draco arqueou a sobrancelha. Maldição, tinha esquecido.
"-Sim…dela mesma."
"-Mas…tu acabaste de lhe chamar louca." – Constatou o negro.
"-Assim como tu à Lovegood."
"-É, tens razão. Estamos apaixonados por duas loucas." – Disse o negro sorrindo em seguida.
Draco engoliu em seco. Ele não estava apaixonado por ninguém, e muito menos pela Weasley. Mas o problema era que o amigo estava apaixonado por alguém que apenas estava a brincar com ele. Ele tinha que fazer algo!
Olhou para a ruiva que sorria enquanto conversava com alguém da sua casa, e engoliu em seco. Tinha que fazer algo também relacionado com aquelas vontades estranhas que tinha, relacionadas com ela.
Porque é que tinha vontade de ir ter com ela e beijá-la?
….
"-Finalmente!" – murmurou Ron assim que Harry se sentou ao seu lado. – "Daqui a nada o Snape aparece e eu estava a ver que ias chegar atrasado."
"-Não cheguei pois não?"
O ruivo abanou a cabeça e em seguida viu quando o amigo olhou para a porta da sala.
"-Procuras alguém? São só Slytherins."
"-Eu não estou à procura de ninguém não. Nem estava a olhar para elas nem nada."
"-Ainda bem, tu já andas estranho o suficiente."
O moreno sorriu. Ainda bem que o amigo era meio lento naquelas situações, ou já teria entendido o que ele andava a pensar. Pior, em quem ele andava a pensar.
Seus olhos encontraram os olhos negros da Slytherin e viu quando ela sorriu de lado. Sorriu também, sendo apanhado por quem não queria.
"-Tu gostas dela?" – indagou a voz de Hermione ao seu ouvido.
"-De quem?"
"-Ora, não te faças de desentendido."
O moreno apenas sorriu para a amiga e logo em seguida a porta foi fechada com força pelo professor o que fez com que Hermione se voltasse para a frente e deixa-se de o encarar daquela maneira.
Afinal ele não estava a fazer nada de mal.
Nada mesmo!
….
Era quase hora de almoço e Ginny só queria que aquele dia acabasse. Na verdade queria que o mês acabasse porque assim que terminasse o maldito jogo ela iria acabar com o convívio ridículo com o Malfoy e certamente deixaria de pensar nele o dia todo.
Quando raio é que aqueles pensamentos tinham começado? E porque pensara nele a manhã toda?
Porque é que o sorriso trocista dele não lhe saia da mente?
Pior! Porque é que o queria beijar?
"-Ginny!"
"-Céus Luna, que susto. Novamente. Paras de me assustar se fazes favor?"
"-Oh, desculpa. Mas é que tu nem imaginas o que me aconteceu."
"-O que é que te aconteceu?"
"-Tive uma ideia maravilhosa."
"-Como? Melhor…qual?"
"-Ora, depois de almoço vais ficar a saber. Vamos almoçar."
A ruiva foi puxada pela loira até ao salão principal.
"-Mas qual é a tua ideia?" – indagou assim que se sentaram.
"-Depois de almoço vais descobrir." – Respondeu Luna procurando por Blaise na mesa em frente.
…
Caminhava lentamente até ao salão principal para ir almoçar quando sentiu uma mão enrolar-se ao seu pulso e puxá-la para trás de uma das enormes estátua do corredor.
"-Har…."
O moreno colou seus lábios aos dela. Se não fosse perderia a coragem, ou alguém apareceria, ou ela fugiria. E ele tinha prometido que a beijava assim que a visse.
Sentiu a mão dela na sua face, encaminhando até ao pescoço de modo a puxá-lo mais para si.
Afinal não era só ele que a queria beijar.
….
"-Afinal onde vamos?"
"-Não queres saber qual foi a minha ideia?"
"-Sim Luna, mas precisamos de ir a algum em especial?" – sabia perfeitamente como eram as ideias da Luna. Muitas das vezes, melhor, maior parte das vezes eram estranhas e assustadoramente estúpidas.
"-Chegámos." – Disse ela assim que alcançou Blaise e Draco que se encontravam a caminhar para as masmorras.
"-Oh…olá."
"-Olá Blaise. Olá Draco." – Cumprimentou a loira.
Draco olhou da loira para a ruiva se estava atrás dela, e viu quando esta encolheu os ombros.
"-Luna, porque é que viemos ter com eles?" – perguntou Ginny tentando entender o que se estava a passar.
"-Porque precisamos deles."
"-Porquê? Afinal qual foi a tua ideia?"
"-Streep Poker." – Respondeu ela com um sorriso.
Ginny abriu a boca surpresa, Draco olhou-a chocado e Blaise apenas riu.
"-O que acham?" – indagou vendo que ninguém dissera nada sobre a sua ideia.
"-Eu tenho razão, ela é louca." – Respondeu Draco. – "Eu não vou jogar isso com vocês."
"-É…Draco está certo." – Concordou Ginny.
"-Não! A ideia da Luna é brilhante."
"-Nem sonhes Blaise, eu não vou participar num jogo ridículo como esse."
….
"-Esta é a ideia mais parva em que já participei." – Resmungou ele ao ouvido da ruiva.
"-Pensava que era o "namorares" comigo!"
"-Ok…depois dessa."
Ela riu, ouvindo em seguida Blaise dizer:
"-Primeiro passo é cada um ter o mesmo número de roupa, contando com roupa interior. Eu tenho 5 peças de roupa. Luna?"
"-6 Peças de roupa. Bem….tiro a camisola."
"-Graças a Merlim, a camisola é horrível." – Murmurou Draco o que fez com que Ginny lhe desse uma cotovelada no estômago. – "Au!"
"-Draco, quantas peças tens?"
"-6 Também."
"-Despe o casaco então."
"-Não!"
"-Tens que despir."
"-Mas, eu não quero."
"-Amor deixa de ser assim. Tu adoras tirar a roupa." – Disse a ruiva sorrindo o que fez Draco olhá-la em pânico.
"-Como?"
"-Oh, tu sabes, adoras estar sem roupa, para fazermos….tu sabes, eles sabem."
"-É nos sabemos Draco. Vamos lá, tira o casaco."
O loiro retirou o casaco, sem desviar o olhar da ruiva. Ela tinha acabado de mentir, pior, ela tinha dito que eles faziam sexo. Eles não faziam sexo. Ele nunca o faria com ela.
"-Tua vez Ginny."
"-Mas, eu só tenho 5 peças de roupa."
"-Ah ok. Vamos começar então." – Disse Luna toda entusiasmada, dividindo as cartas.
Cada um pegou em 5 cartas, e Draco viu quando a ruiva trincou o lábio inferior.
"-Mau jogo?"
"-Cala-te."
Minutos depois Luna mostrava o seu jogo, era impossível, alguém ter mais que ela.
"-Oh!" – murmurou a ruiva revelando as cartas que tinha nas mãos. Era impossível alguém ter pior que ela.
"-Péssimo Ginny." – Disse Blaise, mostrando as cartas e em seguida Draco mostrou as dele. – "Bem Ginny, és a primeira a despir."
A ruiva suspirou e em seguida olhou para o loiro. Bem, primeira peça de roupa a sair, era fácil.
Meias!
"-Isso é batota."
"-Não, não é.
"-Mas são meias."
"-Blaise, ela é minha namorada." – Disse Draco sentindo algo estranho por causa da indignação do amigo.
"-Ok…vamos continuar? Cartas novas."
Minutos depois era Blaise que tirava a primeira peça de roupa, a camisola.
"-Uau!" – disseram Ginny e Luna ao mesmo tempo, o que fez o negro sorrir convencido.
"-Tudo natural meninas."
Elas riram por causa do convencimento dele, o que não deixou Draco muito bem disposto.
"-Eu é que sou o teu namorado." – Murmurou ao ouvido da ruiva.
Ela olhou-o e sorriu, pegando as cinco cartas novas.
"-Então…e agora o que vai ser? Camisa para se ver roupa interior, ou saia, para se ver roupa interior?" – perguntou Luna sorrindo.
"-Que bela amiga Luna."
"-Eu não tenho culpa que tu não saibas jogar este jogo. Eu ainda não perdi nenhuma vez."
"-Certo…." – Murmurou a ruiva completamente corada.
Naquele momento Draco olhava-a. Havia uma parte de si, a maior parte, que queria que ela tirasse uma das peças de roupa, mas ele queira isso para ele puder ver. Só ele. Mais nenhum rapaz. E depois havia a outra parte de si que não queria que ela tirasse pois o Blaise iria ver.
Suspirou quando viu ela abrir os botões da camisa, e sentiu um nó na garganta ao mesmo tempo que suas mãos tremiam. Porque raio, ele estava a tremer? Já tinha visto muitas sem camisa, ela não era nada de especial.
Quando a ruiva pousou a camisa no chão o único pensamento de Draco foi:
'Eu realmente faria sexo com ela. Na verdade, faria muito mais do que isso com ela. Durante muito tempo…. '
"-Bem…é tudo natural também?" – indagou Blaise sorrindo, especialmente depois de ver a cara de furioso de Draco.
"-Sim." – Respondeu a ruiva corada.
"-Muito bom."
"-Sabes…se tu quiseres depois eu mostro-te o tudo natural que eu tenho." – Disse Luna rindo, o que fez com que Blaise a olhasse e sentisse algo estranho no estômago. O que é que ela tinha acabado de dizer?
Naquele momento todos os que estavam presentes na sala olhavam para a loira que sorria como se tivesse dito a coisa mais natural do Mundo.
"-A sério?"
"-Claro. Não queres?"
O negro engoliu em seco, e Ginny deu um pontapé na perna da amiga. O que estava Luna a fazer?
"-Quero." – Respondeu ele.
Draco abriu a boca chocado, sentindo-se enojado com a cena. O que era aquilo?
"-Óptimo. Vamos?" – perguntou ela.
O negro não respondeu, apenas olhou para ela e sem aviso prévio beijou-a.
"-Zabini!" – resmungou Draco desviando o olhar do casal à sua frente.
Ginny olhou para o loiro, e sentiu algo realmente estranho quando viu o olhar cinza dele sobre si, meia despida.
"-Que tal irmos embora?" – perguntou Luna.
"-Perfeito."
Meio minuto depois Draco e Ginny encontravam-se sozinhos na sala.
"-Acho que o melhor é eu vestir-me."
"-É…" – murmurou ele simplesmente.
A ruiva sorriu pegando na camisa, mas Draco não o permitiu. Pegou-lhe no pulso e puxou-a para si.
"-Mas o que…."
"-Shi!" – murmurou ele pousando o dedo indicador nos lábios dela.
Não disse mais nada, apenas sentiu os lábios dele pousarem delicadamente na sua bochecha esquerda e em seguida fechou os olhos. Os lábios dele vaguearam entre a sua bochecha e o seu ombro, depositando beijos lentos e carinhosos.
Sorriu quando ele beijou a ponta do seu nariz, e logo em seguida ele beijava-a nos lábios.
Acomodou-se no corpo dele, passando com ambas as mãos pelo pescoço do loiro, puxando-o mais para si.
…
As mãos do moreno seguravam-na fortemente pela cintura e naquele momento ela não fazia a mínima ideia de há quanto tempo estava a beijar Harry Potter. Mas isso pouco importava, a única coisa que lhe importava no momento era que ela queria continuar a beijá-lo.
Afastaram-se apenas para respirar, e ela sorriu, quando ele encostou a testa na sua.
"-Queres fugir de mim?" – indagou ele.
"-Porque haveria?"
"-Porque, tu és a Pansy Parkinson e eu o Potter. Podias querer fugir."
Ela sorriu, passando com a mão na face dele e dizendo:
"-Não, não vou fugir."
Ele apenas a beijou novamente como resposta.
E ela fora sincera, não fugiria. Seria por causa do jogo? Ela não sabia responder de momento, não conseguia pensar em nada.
….
"-Vamos deixá-los sozinhos?" – indagou Luna mal saíram da sala.
"-Eles são namorados certo? Então, acho que querem ficar sozinho mesmo."
A loira sorriu. Se Blaise soubesse que não realidade eles não eram namorados ficaria chocado. Tremeu levemente, ao sentir as mãos fortes dele no seu quadril.
O que poderia Blaise dizer quando soubesse que ela se aproximou dele por causa de uma ideia ridícula? Mesmo agora, ela gostando dele.
Sorriu, passando com a mão na face dele.
Ela gostava dele. Gostava a sério.
Puxou-o pelo pescoço fazendo com que as duas testas se encostassem e em seguida sorriu, antes de ele a beijar.
….
Era incrível como naquele momento nenhum deles se lembrava que na verdade não namoravam, que na verdade deviam de se odiar. Mas isso não importava agora, e importou muito menos quando os lábios de Draco alcançaram o pescoço da ruiva.
Sentiu-a tremer, ao mesmo tempo que os dedos dela se embrenhavam nos seus cabelos, arrepiando-o. Era a primeira vez que alguém o arrepiava, a primeira vez que alguém lhe tocava tão suavemente na nuca, a primeira vez que não queria que ela parasse de acariciar seu cabelo.
Ginny sentiu quando as mãos dele rodearam seu quadril, aconchegando-a mais ao corpo dele. Sentia-se quente como nunca tinha acontecido. Tinha vontade de tremer, vontade de desfalecer nos braços dele. Aquilo era incoerente, não conseguia entender porque sentia aquela necessidade tão grande de se sentir protegida nos braços dele. Porque é que beijá-lo era algo tão certo? Tão necessário?
E que reacção era aquela que as mãos dele provocavam no seu corpo? Estava arrepiada, trémula, não conseguia controlar.
Sorriu, sentindo suas costas contra o chão gelado e encolheu-se contra ele. Draco parou de a beijar, olhando-a.
Era incrível como naquele momento ela não lhe parecia a Weasley que conhecia. Era verdade que ele a achava gira e tudo isso, e que realmente pensava em coisas com ela desde há uns dias, mas naquele posição, naquele momento, ele percebeu. Percebeu que era diferente. Algo diferente, só não sabia dizer o quê.
Não sentia necessidade de ser desagradável com ela, de fugir, de a deixar mal. Na verdade sentia necessidade do contrário. De a continuar a beijar. De tocar a pele quente dela.
Passou com os dedos pelo colo despido da ruiva, observando atentamente aquelas sardas dispersas. Nunca havia reparado que ela tinha tanta sarda nos ombros e no colo. Mas estranhamente não achava aquilo feio, achava lindo. Como se ela tivesse sido pontilhada por anjos ou assim.
Sorriu para si mesmo, abanando a cabeça. Pensamentos estúpidos.
Encontrou os olhos castanhos dela, e reparou que havia algo diferente neles. Estavam brilhantes, mas ela não estava prestes a chorar, nem estava irritada consigo. Era um brilhante diferente.
Viu quando ela se encolheu, assim que pousou a mão gelada no ventre dela. Beijou-lhe os lábios levemente, como nunca tinha feito a ninguém e passou com os dedos pela zona do umbigo dela sentindo-a tremer.
Deitou-se ao lado dela, apoiando a cabeça nas mãos.
"-Porque estamos assim?"
Ela encolheu os ombros não respondendo, segundos depois a ruiva aninhava-se no peito dele, e Draco sorria. Até que uma lembrança o assombrou. Seu sonho.
"-Eu amo-te." – Dissera ele no seu sonho. Porque se lembrara disso naquele momento.
Engoliu em seco, mas logo em seguida olhou-a. Ela tinha adormecido, e nunca a imaginara tão calma e serena como naquele momento. Não a iria acordar, iria apenas ficar ali, a vê-la dormir calmamente.
O que raios era aquilo entre eles?
….
Estava sentado na sala comum, olhando o fogo e sorrindo. Tinha-a beijado, tinha-a beijado durante imenso tempo e ela não se havia afastado.
Poderia Pansy sentir algo por ele? Melhor, ele sentia algo real por ela?
Abanou a cabeça. Claro que sim. Já o sabia, mas assim que a beijou a primeira vez teve a certeza. Gostava dela. Não como amiga, muito menos como inimiga, gostava dela como mulher.
Não poderia mais negar. Sabia que estava apaixonado, e daquela vez era algo diferente de todas as paixões que já tivera. Era como se acordasse só para ver o sorriso dela. Como se os beijos dela fossem essenciais para si.
Possivelmente não era só paixão que sentia por ela. Sabia que havia mais, mas naquele momento não queria pensar nisso. Paixão estava bom….por agora.
….
Encontravam-se na torre da astronomia, a famosa torre para onde os casais costumavam fugir para fazerem coisas indecentes. Mas eles não estavam a fazer nada de indecente. Afinal o que pode haver de indecente quando um rapaz beija quem ama, e é correspondido?
"-Que horas são?"
"-Que importa isso Luna?"
"-Eu não gosto de estar fora do dormitório depois do toque de recolher."
Ele riu. Como ela era ingénua.
"-Pensa que estás com a Ginny e a Pansy a comer doces."
"-Não posso, não jantei. Melhor, não jantámos."
O negro afastou-se dela, de modo a contemplá-la. Ela estava certa não tinha jantado, e na verdade ele nem tinha sentido fome. Passaram horas na torre apenas a beijarem-se, e a conversarem.
A verdade era que cada minuto que passava fazia com que ele a amasse ainda mais. Como é que nunca tinha entendido aquilo? Porque é que só recentemente a olhara como mulher? Porque se sentia tão bem com um simples olhar dela?
Voltou a beijá-la. Não iria deixá-la ir embora naquela noite. Queria ficar com ela ali, só com ela. Para si.
….
Abriu os olhos sentindo as costas dormentes por causa do frio. Voltou-se de modo a ver Draco dormir bem ao seu lado. Sorriu, tocando o braço dele que se encontrava sobre o seu ventre. Porque não se importava com aquilo?
"-Acorda." – Murmurou ela fazendo com que ele despertasse no mesmo segundo.
O loiro sentou-se observando-a. Sentia algo estranho na boca do estômago, o que raio poderia ser aquilo?
"-Já é tarde." – Disse ela pegando na camisa e vestindo-se rapidamente.
"-É."
"-Vou indo."
"-Certo."
Olharam-se durante segundos, até que a ruiva se levantou e saiu da sala. Ele não a impediu. Não queria impedir e sabia que ela não queria ser impedida.
Porque se isso acontecesse, ambos cometeriam uma loucura, que claramente não queriam. Certo?
….
Estava deitada na sua cama, de barriga para cima, com os braços atrás da cabeça encarnado o tecto. Tinha conseguido fazê-lo apaixonar-se por si, era certo. E também era certo que Harry Potter beijava muito bem.
Suspirou. Aquele jogo estava a tomar proporções drásticas, afinal ela sentia algo por ele. Possivelmente confusão. Ela não sabia. O melhor era dormir.
…
Empurrou-o levemente afastando o negro do seu corpo e em seguida começou a correr escada abaixo.
"-Volta aqui Luna." – Gritou o negro correndo atrás da loira que gargalhava à sua frente.
"-Não me apanhas."
"-Vais acordar toda a gente." – Murmurou ele, fazendo-a parar. Ele estava certo.
"-Que horas são?"
"-Quase duas da manhã."
"-Oh Merlim. Eu tenho que ir."
Ele sorriu. Sentiu os lábios dela contra os seus e em seguida a loira corria para longe de si. Deixou-a ir. Sabia que de manhã a voltaria a ver, a voltaria a beijar. Eram só umas horas de espera.
….
Ainda conseguia ver as sardas dela, ainda sentia o calor da pele dela nos seus dedos. O sabor dela mantinha-se nos seus lábios, e ele cheirava a ela.
Sentou-se na cama, levando as mãos ao cabelo.
O que raio era aquilo? Desejo? Paixão? Amor? Necessidade? Estupidez?
Ele votava na estupidez definitivamente, afinal só se estivesse estúpido é que poderia amá-la.
Deixou-se cair para cima da cama. Como é que se tinha metido naquele confusão?
…
Como deixara aquilo ganhar tamanha proporção? Como se podia ter apaixonado? Não! Ela não estava apaixonada. Afinal….porque é que ela se apaixonaria por um Malfoy?
Fim do capitulo 6
Continua….
N/A: Desculpa a sério não tenho. Não vou dizer que é falta de tempo, porque mentiria, eu na verdade tenho algumas tardes livres, apesar de a faculdade apertar. A verdade é que há meses que tento escrever nesta fic e não sou capaz. Mal sou capaz de ler fics, quanto mais escrever. Tenho vontade, juro que sim, mas não tenho inspiração nem cabeça para tal. É muito estranho eu sei. Este capitulo foi escrito há muito tempo, mas não tenho actualizado porque estão a terminar os capítulos escritos e daqui a nada não tenho mais nada escrito. Queria ver se a inspiração voltava para reescrever, mas não sei se isso vai acontecer.
Mas pronto, aqui ficou mais um capitulo.
Não sei se ainda alguém se lembra dos capítulos anteriores ou assim. A verdade é que por muito que queria não tenho conseguido.
Desculpem!
14 de Maio de 2008
Rute Riddle
