Capítulo 6 – Alice

Eu estava arrumando as minhas coisas. Havia decidido ir embora, eu não poderia ficar aqui com ela.

Hoje é segunda feira, o final de semana passou e eu fiquei pensando em Bella todo o tempo. Em como eu me senti quando ela chegou perto de mim, como eu me senti quando ela me tocou.

Era tudo maravilhoso. O modo de ser dela, seu sorriso, seus lindos olhos chocolate. Perfeita.

Então minha campainha tocou. Eu dou dez reais para quem adivinhar quem era!

_ Bella?

_ Edward – sua voz estava apavorada. Eu dei passagem para ela entrar, então ela voltou a falar – Alice sumiu, Edward. Ela não aparece desde o dia do jogo e não dá noticias. Eu estou assustada. E se aconteceu alguma coisa com ela? Desculpe te meter nisso, mas eu não tinha mais ninguém com quem falar. Jasper já está à procura dela, eu só pude pensar em você.

Calma, Bella – eu disse. Ela não ficava parada, andava de um lado para o outro mexendo as mãos e com os olhos sem foco – vou pegar uma água para você e então você me explica direito o que aconteceu ao certo. Sente-se – eu disse puxando uma cadeira da mesa que tinha no apê.

_ Ok – ela se sentou e eu fui até o frigobar pegar uma água para ela. Eu só estava calma assim porque sabia da frça de Alice e que nada teria acontecido a ela, mas Bella não sabia disso e estava apavorada.

Voltei a sala e lhe entreguei o copo. Ela respirou fundo e bebeu a água e sentei-me na cadeira a sua frente.

_ Você está me deixando – disse ela me surpreendendo com o rumo da conversa.

_ Desculpe?

Como ela sabia que eu estava indo embora porque precisava me afastar? Como poderia ser?

_ Você está indo embora. Está arrumando as suas coisas. Você vai voltar para trabalhar na filial da empresa do seu pai?

_ Não – eu disse desviando meu olhar. Minha voz soou fria. Tinha de ser assim.

_ Por quê? – perguntou com uma nota de choro e sua voz. Eu não poderia vê-la sofrer. Nunca.

_ Não daria certo entre nós, Bella – eu disse olhando em seus olhos. Eu precisava fazer isso, por ela. Eu ficava repetindo isso em minha cabeça, mas era difícil de agüentar, doía no fundo de meu peito dizer isso.

_ Por que não?

_ Você é muito imatura. E eu estou apaixonado por alguém – eu disse isso olhando em seus olhos, mas a cada som que saia de meus lábios, queimava meu peito. Eu nunca havia entendido o significado de coração partido, mas eu podia ver agora. Era como se dizer aquilo para ela me machucasse tanto, como se me partisse em vários pedaços.

_ Eu entendo – disse se levantando – estou indo embora, não quero criar mais problemas, perdoe-me te incomodar e obrigada por tudo.

Eu não disse nada e ela foi embora. Eu não queria ter visto isso. Ela ir embora. A única coisa que me fazia permanecer vivo era que o que eu fiz foi pelo bem dela.

Eu precisava ir embora, deixar tudo o que aconteceu para trás. Era o certo a fazer.

De repente eu ouvi varias batidas seguidas na porta, eram fortes.

Quando a abri minha boca foi praticamente até o chão.

_ Alice? O que faz aqui?

_ Edward, você é doente mental ou algo do tipo? – perguntou ela seria para mim.

_ Eu acho que nunca ouvi falar de um anjo com problemas mentais, Alice, mas sempre tem uma primeira vez – eu disse lhe dando um sorriso triste. Acho que nunca mais ia ser capaz de sorrir novamente. Não fazia mais parte de mim o sorriso. Bella levou com ela o resto de minha felicidade quando saiu por aquela porta.

_ Falo sério, Edward! Por que você fez isso com ela? Por que a fazer achar que está a fim e depois magoá-la desse jeito. Ela pode estar inconsciente disso ainda, mas ela te ama.

Ela falou aquilo vagarosamente.

_ Nem se eu quisesse poderia, Alice. Ela não vai me perdoar por ter falado para ela o que eu disse. Foi cruel. Eu antes dei a entender uma coisa e agora neguei tudo! Ela não vai me perdoar por mentir, por magoá-la. Eu não vou me perdoar, Alice!

Ela me olhou com um brilho no olhar que eu nunca havia visto antes.

_ Então é porque existe alguma coisa – disse calmamente, como se fosse super normal um anjo da MORTE se apaixonar por quem devia matar.

_ Alice, eu a amo! Não agüento a possibilidade de magoá-la ou fazê-la sofrer. Eu quero protegê-la e estar com ela a cada segundo da eternidade.

_ Então o faça – berrou ela de volta para mim – quem ama perdoa, Edward. Bella não está muito longe daqui, posso senti-la por perto. Vá atrás dela e...

Os olhos de Alice perderam o foco, então pude ver pavor inundar seus angelicais olhos.

_ BELLA!

O pavor que ela sentia passou para meu corpo como em uma corrente elétrica. Havia algo errado. Muito errado. Mesmo os anjos da guarda mais habilidosos não poderiam sentir um protegido assim.

_ Alice, o que há de errado?

_ Bella, Edward! Bella vai sofrer um acidente! Ela está voltando para Phoenix, o avião em que ela vai partir daqui a cerca de uma hora vai cair no caminho!

Minha visão ficou turva, meu coração hesitou, minha garganta fechou.

Eu não quis matá-la, mas o destino faria isso por mim.

_ Onde, Alice? De onde o vôo vai sair?

_ Do aeroporto de Seatle.

Depois disso eu não esperei mais nenhuma palavra que saísse de sua boca, não queria perder o resto das minhas esperanças. Saí correndo do meu quarto, pegando apenas a chave do carro.

Cheguei ao estacionamento já abrindo a porta, o carro chegava a quase 200 por hora e eu ultrapassava qualquer um que estivesse na minha frente. A idéia de ver Bella pálida, lívida, sem corar seu belo rosto doía tanto que perdi o ar.

Cheguei ao aeroporto depois de conseguir algumas multas pelo caminho, fui correndo para o portão de embarque que fazia a última chamada para o vôo de Phoenix. Chegando lá, vi uma mulher com seus cabelos chocolates em um robô de cavalo. Seus olhos castanhos vermelhos, como se tivesse chorado por um longo tempo. Bella. Ela estava dando o primeiro piso para embarcar no avião. A partir daí não medi mais meus movimentos.

_ BELLA – eu gritei com desespero, minha voz tremula, com um nó na garganta – NÃO VÁ! ME PERDOE, EU PRECISO DE VOCÊ!

Seus olhos viraram para mim e eu notei incredulidade neles, como se ela achasse que eu fosse uma alucinação.

_ Edward? – disse ela se virando para me olhar de frente, saindo do portão, finalmente.

_ Bella – disse um pouco mais baixo, implorando – não me deixe – eu pedia.

_ Você que me deixou, Edward.

_ Não! Eu não posso te deixar! Mas você não vai me aceitar se eu falar a verdade.

_ Eu te amo como você é, Edward – disse ela, mas parou abruptamente no final da frase, como se tivesse falado algo errado.

_ Não por muito tempo, Bella.

N/A: Gente, me desculpem em primeiro lugar por nao ter falado com ocês no outro capitulo, o fanfiction net simplesmente as vezes resolve não ir com a minha cara.

Em segundo lugar desculpem pela demora, é que eu fiquei na casa do meu primo nesse feriado e sem PC.

Agradeço por lerem minha fic e prometo postar o proximo capítulo o mais rapido que eu puder!!

Me deixem felizes e talvez eu poste mais rapido(nem chantagem neah?!)! É facil.. facil. Só apertar nesse botaozinho verde ai embaixo Babys!

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AMO VOCÊS!!

Blood kiss=**