Capitulo 04
É o fogo da juventude!
Arashi saiu da academia, um belo sorriso no seu rosto. Compreendia, por que do nada, Morino Ibikki decidira confiar nela.
Sakura teria matado seu pai a pancadas se soubesse que ele não respondera a nenhuma pergunta, que esperara pela décima questão para tentar responder. Sem mencionar Sasuke, que o chamaria de burro até o último dos seus dias.
Parando, Arashi franziu a testa. Uchiha Sasuke chamava Naruto de burro, sempre que podia. Quando não podia também. Sakura batia nele na mesma proporção.
- Eles não teriam descoberto... Teriam? – Arashi abanou as mãos, falando sozinha, como se estivesse espantando moscas na cabeça. Arashi virou-se, olhando a academia. Ainda estava sentindo a presença de Tenshi, o que significava que ele ainda estava em teste. O que ela achava engraçado era que no quesito avaliação, ela era muito impaciente. Agora, podia ficar horas a fio...
Ola. – aquela voz fez com que ela se voltasse imediatamente.
Ojisan Shino! Sabe o que a minhoca disse quando... – Ela abriu um largo sorriso, piscando quando percebera o que falara. – ops, foi mal. Vou ter que guardar a pergunta para daqui uns vinte e cinco anos.
Shino encarou a garota, que usava um conjunto de calça e casaco laranja e lilás. Reparando bem, ele percebeu que era um conjunto semelhante ao que Naruto usava, quando voltara do treinamento com Jiraya-sama.
Mas mudando a conversa, o senhor viu... – Arashi foi interrompida, por um barulho de choque. Virando a cabeça para a direita, Kiba em cima de Akamaru, pulou no chão.
Ei, Shino, quem é a sua amiga?
Saia de cima do Akamaru! Que eu saiba ele não é um cavalo!
Arashi não conseguiu deixar de brigar com Kiba. Saindo de cima do cachorro, Kiba a encarou com um sorriso.
Ei, gatinha, não precisa fic...
Gatinha é a obaasan! E ninguém maltrata um cachorro na minha frente e...
Maltratar? Pirou na batatinha foi, garota? O Akamaru...
Blá, blá, blá... Deixa eu descobrir o telefone da Sociedade Protetora dos Animais e você pode ter certeza que...
Uzumaki, daria para deixar para deixar ojisan Kiba em paz?
Tenshi falou, saindo do portão.
Ele que começou, quando...
Menos. – ele lhe lançou um olhar que fez a garota lhe mostrar a língua.
Como foi lá? – ela mudou o tom, quando percebeu um rasgo na camiseta que ele usava, na altura da bainha da manga esquerda.
Esqueci que a mocréia... – Tenshi engoliu em seco, virando-se para olhar por sobre o ombro. – Que... aquela senhora que você sabe quem tinha estudado com um...
Arashi começou a rir.
Para variar, você acabou levando umas bifas na bun...
Tenshi pigarreou.
Você também levaria se...
Nha, nha, nha, nha... – a garota desdenhou. - Só se lutaria com a Hinata-sama ou com Neji-san. E ainda assim, pois os respeito muito. Porque eu nunca na minha vida, que vou lutar com os meus jutsus secretos contra eles.
Tenshi sorriu.
E contra o Sexto Hokage?
Contra o meu pai nunca... Agora contra o Sexto, ele pode ter certeza que vai levar um belo... – parecendo se lembrar de algo, Arashi bateu as mãos. – Tenshi, minha carteira, imediatamente!
Por que?
Porque eu estou com fome e você devorou toda a comida que tinha lá em casa!
Você é a queridinha da obaachan Tsunade. Vá pedir...
Minha carteira ou... – Arashi sorriu. Piscou enquanto botava um punho fechado na mao esquerda. – vai ser do método Uzumaki.
Sou todo teu, meu amor. – Tenshi separou as pernas. Embora não estivesse com os braços na posição de punhos leves, Tenshi mantinha-se atento.
Eu não vou facilitar, só porque você me ama.
Tenshi estalou os dedos.
Para ser uma ninja lendária, você vai ter que comer muito lámen ainda.
AHá. – Arashi encarou Tenshi com um sorriso. – Tem certeza? Depois não vai ir se queixar para a mamãe?
Minhoca, minhoca, me dá... – Tenshi começou a cantar uma musica infantil, que fez as bochechas de Arashi corarem.
Covarde! – Arashi cuspiu com vontade nas mãos. Encarou o moreno, enquanto espalhava o liquido pelas mãos. – É guerra que você quer? É guerra que você vai ter!
Arashi pulou em cima dele, que se esquivou. Eles ficaram nesse jogo de gato e rato por minutos. Shino e Kiba olharam-se, gotas aparecendo no Inuzuka. Akamaru latiu, abanando o rabo, parecendo estar se divertindo.
Por fim, Arashi afastou-se dele, com uma carteira em forma de flor na mão.
Agora você perdeu, Tenshi-chan! Ojiisan dos mangás, prepare-se para faturar o mês inteiro em uma única compra!
Devolva essa carteira agora mesmo!
Venha me pegar, senhor dos sapos! – Arashi gritou, antes de sair correndo.
Volta aqui, Uzumaki! – Tenshi saiu correndo atrás dela. – quando eu puser as minhas mãos em você, o seu traseiro vai ficar vermelho! – gritou, quando Arashi parou em cima do muro, mostrando-lhe a língua. Em seguida, a garota voltou a correr. Tenshi bufou, saltando o muro.
Arashi caiu de uma arvore. Após ver que o moreno já tinha saído de vista, colocou os polegares no rosto e balançando os dedos, mostrou a língua.
Aha! Prefiro ter só dois neurônios que funcionam do que um bilhão adormecido! – tirou todo o cabelo do rosto. Fez um tchauzinho para Shino, enquanto saia cantarolando.
Shino e Kiba olharam-se.
Não tem o cheiro do Neji.
Uzumaki. Fico com a garota. – Shino começou a afastar-se na direção da loira.
Isso é injustiça, sabia? – Kiba virou-se para o cachorro, que balançava o rabo. - Akamaru, tem certeza que eles não são perigosos?
O cachorro latiu, balançando o rabo.
Aff, que ajuda! – Kiba reclamou, virando-se e seguindo atrás de Tenshi.
O moreno ainda corria atrás do clone de Arashi que, parava de tempos em tempos, para irritar ainda mais Tenshi, que jurava esgana-la, encher de palmadas o seu traseiro, enfia-la em um vestido...
Tenshi alcançou-a apenas cerca de dez quarteiroes. Estava extremamente irritado. Quando o clone se virou, pela ultima vez, antes de desaparecer, acenou se despedindo, em seguida uma fumaça ocupou seu lugar. Tenshi teve que se segurar, para não soltar todos os palavrões que conhecia, envolvendo a senhora Uzumaki. Mas quem passava por ali, sentiu as orelhas arderem, ao escutarem ele desabafando um pouco a raiva.
Ele ia dar prosseguimento ao caminhada, quando uma placa chamou sua atenção. Sorriu. Olhando brevemente em volta, para verificar se não havia alguém lhe seguindo, Tenshi caminhou diretamente para a loja comercial. Quem dissera que a vingança não era divertida... Era por que não o conhecia!
RAPOSA LOIRA RAPOSA LOIRA RAPOSA LOIRA RAPOSA LOIRA
RAPOSA LOIRA RAPOSA LOIRA RAPOSA LOIRA RAPOSA LOIRA
Então, chefinha amada, posso ser considerado algo melhor que uma ameba? – Ashita sorriu para Sakura, que tinha a boca aberta.
Você é mesmo um ninja médico.
Bem, se não fosse, eu não estaria na missão com o Tenshi e com a Arashi-chan.
Como assim?
Bem... Devido a varias experiências no passado... – Ashita franziu a testa. – quero dizer que para mim equivale no passado de Konoha, mas que é o presente... Bom, o Sexto Hokage, junto com a obaasan Tsunade, conseguiram instituir a regra que nenhum time sairia de Konoha, sem um ninja médico na equipe. Alias, se não fosse assim, acho que aqueles dois que estou acompanhando, já estariam na cidade dos pés juntos.
Ora, a Testuda está aqui sim!
Oh, ou... – Ashita entrou rapidamente em um quarto. Quando saiu, havia feito a transformação. Piscou para Sakura, encostando-se na parede.
Testuda, você está ai! – Ino falou alto, aproximando-se.
Não, ela está no Pólo Sul, dando de comer para pingüins anêmicos. – Ashita resmungou, fazendo Sakura rir.
Testuda você não sabe quem voltou para Konoha! – Ino falou excitada, sem reparar na morena que olhava debochada para ela.
Hum... eu acho que... – Ashita coçou a cabeça, imaginando como iria escapar das duas.
O Sasuke-kun!
É mesmo? – Ashita não conseguiu deixar de falar desinteressado.
Escuta aqui, garota... – Ino pareceu finalmente perceber que havia uma terceira pessoa na conversa. – Quem é você?
Eu sou... hãn, quem é aquele ali? – Ashita apontou atrás delas.
Acha que eu vou cair nesse golpe estúpido?
Quem? – Sakura virou-se, arregalando os olhos quando percebeu que dois garotos apoiavam um terceiro. – você novamente? Andou tentando convencer a Tsunade-sensei a...
Dessa vez a Tsunade-sama é inocente, Rosinha. – o cara que estava sendo apoiado falou sonsamente. – A culpa é daquele Hyuuga filho da... Só porque eu mexi com a loirinha que estava com ele.
Rosinha é a tua... – Sakura começou a rosnar.
Sakura-san, cuidado com a pressão arterial, doçura. – Ashita exibiu um sorriso, que fez a médica de cabelos rosas quase jurar que era um sorriso que Sai exibiria. – Se quiser, eu posso atender o senhor...
Doçura? Quem é a maluca, Tes...
Divirta-se! – Sakura deu de ombros, até mesmo sua Inner dando risadinhas. Uhame Yusuke havia se mudado para a vila a poucos meses. Era o maior pervertido depois de Jiraya, que Sakura tivera o desprazer de conhecer. Espionava as garotas nas termas e mesmo quando apanhava de alguma delas, por alguma cantada extremamente grosseira, continuava a se achar o maior Don Juan do planeta. Alem que as médicas que haviam tratado dele, haviam sido tocadas... com atrevimento.
Sakura olhou para Ino sem conseguir esconder o brilho de divertimento.
Ino-porquinha, o que você queria me contar mesmo? – Sakura engoliu o riso.
Testuda, quem é essa garota? – Ino olhava sem piscar para Ashita. Na sua "forma feminina", Ashita possuía cabelos na metade das costas, olhos tão negros quanto os cabelos, usava um calção negro que deixava boa parte das coxas a mostra e uma blusa leve, que não saberiam dizer se era vermelha salpicada de negro ou uma blusa negra que era salpicada de vermelha, dada a proximidade entre as manchas.
Nas costas, havia o símbolo do clã Uchiha.
Quem essa lambisgóia pensa que é para usar... – Ino se enfureceu ao perceber aquele detalhe. Sakura a segurou, quando percebeu que a loira estava disposta a bater em Ashita.
Calma porquinha! Você não sabe...
Sua doida psicótica!
Vai passar a mão na tua mãe, seu ero filho de uma... – Ashita jogou Yusuke janela afora, depois de socá-lo, chuta-lo enquanto segurava-o pela gola da camisa. Bufou, quando percebeu que a janela estava aberta. Preferia que estivesse fechada, para que aquele... ser, quebrasse o vidro. – E uma coisa. A obasan Hinata foi a única que nunca me xingou, tentou me bater ou coisa parecida. Fale novamente dela e eu vou te arrebentar, ouviu bem, baka? Humf. – virou-se em direção aos amigos dele. – mais algum ero para eu curar?
Os dois nem se olharam. Com os olhos arregalados, fizeram que não.
Excelente. – sorriu novamente antes de se virar para a dupla de garotas, que estava com as bocas caídas. – Acho que sou mais irmão da Katame do que achava. – sorriu meio sem jeito. Estava andando em direção as garotas, quando um dos amigos que ainda estavam no corredor, assobiou. Ashita apenas virou-se, os dentes cerrados, pronto para arrebentar os dentes de quem tinha sido o baka, quando apenas viu a poeira deixada pelos dois. – Assim está muito melhor.
Jogou uma parte do cabelo para trás, indo ao encontro das duas adolescentes que iriam ser suas chefes.
Sabem, é a primeira vez na minha vida, que eu tenho um ataque digno da Bruxa... quer dizer da minha irmã. E sinceramente, se vir aquele verme novamente... – um sorriso que Sakura apenas podia definir como falso. – vou mostrar algumas das técnicas secretas que aprendi com o ojisan Naruto.
Técnicas secretas... Naruto? – Sakura caiu na gargalhada.
Ojisan Naruto? Garota, você é louca, retardada ou uma mistura das duas opções? – Ino pediu a Ashita, que riu.
Minha mãe me diz isso, todas as vezes que eu mostro ter a mesma capacidade imaginativa que a minha irmã de cinco anos.
Você tem uma irmã de cinco anos? – Sakura parou de rir.
É. Uma linda e imaginativa irmãzinha de cinco anos... Que eu espero que continue assim, para desespero do meu pai.
Escuta aqui, sua coisa, eu não sei quem você é, mas fique sabendo que...
Sakura? – as garotas viraram-se para o Anbu que surgiu na janela. – Hokage-sama solicita sua presença junto com o Uchiha.
Iremos agora mesmo. – Sakura respondeu. Quando virou-se para o local onde Ashita deveria estar, somente encontrou o vazio.
Onde ele está?
Andou tomando sol demais na testa, Sakura? Quem estava ali era uma garota!
Escuta aqui, Porquinha...
O anbu ficou encarando a briga das garotas por um momento, antes de ir reportar o acontecido para a Hokage.
Raposa Loira
Raposa Loira
Shino logo encontrou a garota. Alias, ela não estava nem tentando se esconder, como se não tivesse nada a esconder. Ela encarava a tudo e todos com uma certa curiosidade. Diversas pessoas foram cumprimentadas por ela, virando-se depois que ela tinha passado, como se tivessem tentando se lembrar de onde conheciam a garota.
Ele a seguia com passos cautelosos, quando do nada ela parou. Abaixando-se, curvou a cabeça. Levantando-se, ela sumiu da vista de Shino. Quando ele estava erguendo os braços, para mandar os insetos procurarem-na, escutou algo caindo atrás de si.
Virou-se, ela o encarava como se pedisse uma boa explicação.
Sua mãe não ensinou que é perigoso seguir alguém como o senhor estava fazendo? – Arashi cruzou os braços, enquanto esperava a resposta.
Não estava lhe seguindo.
Certo. E eu sou a obaachan Tsunade, que é casada com o Jiraya ero-sennin, que é um exemplo de retidão moral.
Shino não falou nada, continuando a encara-la.
Ojisan, o senhor é extremamente complicado. Problemático, como diria Shikamaru-san. E irritante, como diria o ojisan Sasuke.
E na sua opinião?
Alem de complicado, uma pessoa extremamente introspectiva, que obriga quem convive com você a queimar os poucos neurônios que tem. Exatamente o caso em que eu... – um cheiro que o estomago dela reconheceria mesmo que tivessem se passado milênios desde a ultima vez que tivesse comido. Shino ergueu uma sobrancelha, antes de dar alguns passos. Parou em frente a uma padaria. A garota apontava as várias coisas que queria, que a atendente ia colocando em uma sacola. Depois que a garota pagou, saiu com a sacola em um braço, um enorme pedaço de torta em suas mãos, cravando os dentes com vontade nele.
Encarando-o, estendeu a comida, enquanto resmungava alguma coisa que ele supôs ser um oferecimento, que recusou com a cabeça. Engolindo, ela retrucou.
Assim sobra mais... Sinceramente, o melhor vai ser que eu é que não vou precisar me aturar. – ela piscou, como se estivesse flertando com ele. – Doces tem açúcar.
Shino continuou encarando-a por trás dos óculos. Não retrucou.
Por isso que eu gostava de falar com o Saito. Podia ser carrancudo, mas pelo menos falava "Uzumaki, cale a boca, loira tagarela."
Arashi ficou pálida ao perceber o que falara.
Acho... melhor seguir a ordem não dita. – continuou a comer, perdera a vontade de ficar conversando. Por mais que Saito fosse mais velho que ela, tivesse um comportamento parecido com o de Shino, ela não conseguia esquecer de um fato em particular. Saito estava morto.
Shino percebeu que ela ficara estranha, como se tivesse dito algo que não devia.
Shikamaru-san! – ela se adiantou, deixando Shino para trás. Shikamaru virou-se, franzindo a testa. – Vai jogar shougi?
Não. Você é quem?
Arashi começou a rir, limpando a mão na calca, antes de oferece-la a Shikamaru.
As pessoas que não vão com a minha cara costumam me chamar de Filha do Capeta, mas pode me chamar de Uzumaki. Se me chamar de problemática, aviso que vai virar um panda.
Uzumaki? Eu não me... – A testa franziu-se mais. – Eu não te conheço?
Dizem que sou parecida com o meu pai, mas eu não acho tudo isso. – coçou com a mao livre a cabeça, antes de voltar a falar. – está bem, eu sou loira como ele, uso bastante as técnicas dele... Mas... sei lá. Ele detesta qualquer coisa que o faça ficar sentado mais que cinco minutos! Com exceção de comer lamem, mas isso não conta.
Você é parente do Naruto? – Shikamaru resolveu soltar um palpite.
Até quando eu sai da minha casa, eu era. – ela pensou no parentesco entre eles. Shikamaru não acreditaria se ela dissesse. – Então se o senhor não vai jogar Shougi, vou ver se encontro alguém que jogue e que tenha dinheiro para perder. Hum... Asuma-san está pela cidade?
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Como é que é? – Tsunade levantou-se tão rápido que a cadeira caiu. – Ele simplesmente fugiu?
Sim. – Sakura estava verdadeiramente roxa de vergonha. Ela tinha que admitir, que Uchiha Ashita era bom. Muito bom. Quando estava analisando os prontuários, quando conversara com os pacientes, ele não hesitara, não errara um prognostico.
Bem... Shizune, você já obteve uma descrição do malandro. E quanto a você, Sakura... Precisamos ter uma conversa. Muito séria.
Sakura engoliu em seco. Shizune saiu dali, bufando. Ela não era nenhuma espécie de... caça-fujões-irresponsáveis-que-não-gostam-de-trabalhar. Shizune não tinha a menor idéia de onde procurar Ashita. Começou a andar, observando com atenção as pessoas ao redor. Segundo a descrição de Sakura...
Shizune-san! - uma garota loira correu até ela, a abraçando. – Me diz que a obaachan Tsunade te liberou a tarde inteira! Eu estou quase batendo com a cabeça na parede para achar alguém para jogar shougi!
E você é...?
A futura ninja lendária, Uzumaki Arashi! Agora – Arashi pegou a mao de Shizune, arrastando-a – nem que eu tenha que comprar um maldito tabuleiro, eu vou jogar shougi!
Uzumaki... – Shizune ficou com os olhos do tamanho de pires. – Você é a filha do Naruto?
Até a ultima vez que sai de casa, eu era. Agora, sou uma pobre e inocente garotinha que está doida para jogar shougi.
Shizune começou a rir.
Certo. Como a filha do Naruto pode gostar de shougi?
Fácil. Meu ojiichan gosta de jogar. E quando eu era criança, ele jogava com Neji-san, e eu ficava no colo do ojiichan até quando ele começou a jogar comigo. Acho que eu tinha uns quatro anos. Agora chega de enrolacao! Eu acho um tabuleiro e...
Você conhece Uchiha Ashita? – Shizune olhou atentamente a garota. Arashi revirou os olhos.
Desde que eu tinha uns cinco minutos de vida.
Sabe onde ele esta agora?
Depende. De quem ele está fugindo? Da Ino-porca-problematica ou da obasan Sakura-velha-irritante?
De Tsunade-sama.
Ih... Acho que posso começar a considerar a Akiko como viúva. – Arashi coçou a cabeça, antes de rir. – Acho que ele está nas termas... como diria o próprio ero... "fazendo pesquisa médica"... Se bem que a verdade é que ele está espiando as mulheres meio peladas!
