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GOMENASAIIIIII!! GOMENASAIIIII! Buaaaaaaaaaaá
Gente, mil desculpas por ter demorado tanto T.T... Gostaria muito de ter postado o capitulo antes, mas realmente não deu, de verdade i.i...Espero que gostem desse capítulo e garanto que o próximo vai sair bem rapidinho, porque já estou na metade dele \o/
Um abraço a todos e não se preocupem, não vou desistir de escrever essa fic
Boa leitura
Se eu não tiver você
Capítulo VII
Jogou o paletó na cama e afrouxou o nó da gravata, na tentativa de ficar à vontade em sua própria casa, tarefa que parecia impossível naquele momento. Se tudo que havia acontecido nos últimos dias tinha um motivo, como Shiryu havia dito, então conhecer Saori havia sido como assinar sua sentença de "infelicidade".
- Droga! Como eu pude ser tão idiota?– esbravejou o rapaz, ainda tentando entender o porquê de tudo aquilo estar acontecendo com ele.
Não sabia ao certo se essa viagem era mesmo a solução para seus problemas. Talvez uma conversa sincera fosse a solução. Porém, conhecendo Saori como conhecia, em seus pensamentos isso seria impossível. Havia prometido que nunca mais a veria, e assim seria. Estava decidido: Hong Kong seria seu próximo destino o quanto antes e logo tudo teria um fim.
Saori e Julian haviam tido uma noite muito aprazível, num dos restaurantes mais caros da cidade. Quer dizer, Julian sim, Saori nem tanto. Não pela companhia, que era agradabilíssima. Conversar com Julian fazia muito bem a ela. Mas sim por uma culpa que não a deixava de maneira alguma. Lembrar daquele rosto sem o sorriso que a encantava tanto a deixava totalmente desajustada. Pior ainda era lembrar-se daqueles olhos que emanavam tanta decepção.
- Você ficou tão calada o caminho todo. - observou Julian, já parando seu carro na frente do prédio de Saori
- Fiquei?- disse ela com um sorriso, tentando disfarçar sua atitude- Deve ser impressão sua.
- Hum... - um pequeno silêncio se formou, até Julian continuar- Sei que deve estar achando que fui rápido demais. Mal nos conhecemos e já te fiz um convite para jantarmos.
- Bom... Essa é uma forma de conhecermos as pessoas, não é? E além do mais, precisava te agradecer pelo que fez por mim naquela noite. - ela respondeu com outro sorriso, sendo retribuída pelo jovem a seu lado. - Você já é um grande amigo pra mim.
- Um amigo... - Julian murmurou, fazendo com que Saori o olhasse com um pouco de receio. Receio que aumentou ainda mais quando sentiu o rapaz colocar a mão em seu rosto - Saori... Te vejo como muito mais que uma amiga. Te vejo como a mais admirável das mulheres. E embora nos conheçamos há dias apenas, eu sinto que você estará na minha vida por muito tempo. Diria para sempre. Reitero que estou indo rápido demais, mas não sou do tipo que espera que algo "caia do céu", e sempre corri atrás de meus ideais. E além do mais, não tenho culpa que você despertou sentimentos em mim com tanta rapidez também.
- Julian... O-o que está querendo me dizer?- agora Saori estava totalmente apreensiva.
- Estou pedindo que você me dê uma chance. Que nos dê uma chance. E que possamos tentar ser felizes... Juntos.
A moça de cabelos lilases não sabia o que dizer. Como ele mesmo afirmou, estava indo tudo rápido demais. Mas não via mentira nas palavras dele. Pelo contrário. Havia muita sinceridade no olhar do herdeiro da família Solo.
- Olha, eu sei dos riscos que corro. Mas como saberei das coisas se não arriscar? Muitos perdem oportunidades raras por não usarem o verbo "tentar" em suas ações. - continuou o rapaz- Você tem o tempo que quiser para me responder, mas peço que pense com carinho. Por que um homem apaixonado vai ficar esperando por você.
Se a Saori de antigamente estivesse presente, ela certamente "exterminaria" o moço a seu lado, por dizer tais palavras a uma pessoa que mal conhece. Mas a Saori atual passou a acreditar mais nas pessoas, ser mais flexível com elas. Menos quando essa pessoa se chamava Seiya.
- "Seiya..."- pensou ela, enquanto Julian a olhava, esperando que ela dissesse algo, que desse um fora nele ou que simplesmente o "matasse".
-Saori?- Julian a chamou, fazendo com ela despertasse de seus pensamentos.
- Hã... Eu... Eu... Eu não sei... Não acho que isso seja certo. Estou muito confusa com tudo que me disse. E não quero magoá-lo de maneira nenhuma.
- Somos duas pessoas livres, que mal há nisso, hum? Ou você gosta de outra pessoa?- o rapaz deixou de sorrir ao pensar nessa possibilidade
- Não...- ela respondeu pensativa, ficando um pouco alterada logo em seguida – E- eu tenho que ir Julian.
- Me promete que vai pensar?
Ela apenas deu seu já conhecido sorriso sem graça e entrou no prédio enquanto Julian a observava. Se Saori não havia lhe dado esperanças, o tempo se encarregaria de fazê-lo.
O último quadrimestre havia sido um dos mais estranhos de todos. Talvez pela constatação de fatos ou talvez pela ausência de algumas pessoas. E pensar que há quatro meses tudo poderia ter sido resolvido. Bastava uma conversa, o uso do verbo "admitir". Bastava um pedido negado e um toque de mão evitado. Agora os resultados estão visíveis para todos, mesmo que eles contrariem qualquer sentimento existente. Quem sabe, aqueles que "tentaram", conseguiram tirar alguma vantagem.
Flash Back
- Mas não é possível Seiya... Essa já é a terceira chamada pro seu vôo. Entra logo naquela joça e pára de reclamar!- Shun repreendia o amigo, que se recusava a entrar no avião.
- Ah Shun, seja mais compreensivo. Você não vê que o bebê aqui tem "medinha" de avião?- Shiryu falava sarcasticamente, despertando a fúria do rapaz de cabelos castanhos
- Calem a boca! Não tô vendo ninguém com medo aqui! E bebê é a sua...
- O Senhor pretende viajar nesse vôo?- uma comissária interrompeu a "conversa amigável" dos três, fazendo Seiya se acalmar um pouco.
- Sim. Eu já vou- respondeu ele, dando um sorrisinho rápido em seguida.
- Então vai lá amigo. Sentiremos sua falta. - Shun se manifestou, dando um abraço no rapaz. O mesmo fez Shiryu.
- Tem certeza que é isso que quer? Sabe que ainda há tempo de desistir.
- Ah, Shiryu, eu tenho que perder esse medo de avião. Definitivamente!- Seiya respondeu em tom de brincadeira, recebendo um olhar de reprovação do amigo.
-Sabe que não é disso que estou falando.
- É... Eu sei. Mas já disse pra não se preocupar. Tenho certeza de que ninguém sentirá minha falta. Muito pelo contrário. - completou com um sorriso maroto, despedindo-se com um aceno logo em seguida e indo de encontro ao seu mais novo "inimigo".
Seiya entrou no avião e começou a procurar seu assento. O veículo não era muito grande, por isso não teve dificuldades de localizá-lo. Dificuldade mesmo seria manter-se preso àquele lugar.
Ao lado de Seiya estava sentada uma jovem. Ela percebeu que o rapaz estava meio que "inquieto". Ele estava realmente estranho e suava um pouco além da conta.
- Você me paga Shiryu!- Seiya reclamou baixinho, como se Shiryu tivesse culpa de ele estar ali. Mas a culpa tinha que ser de alguém, se não aquele não seria Seiya.
- Disse alguma coisa?- os cochichos de Seiya chamaram a atenção da moça.
- Hã? Eu? Eu não disse nada- ele deu uma risadinha completamente sem graça, voltando a falar mal do amigo em tom ameno- Seu desgraçado!
- O senhor está se sentindo bem?- preocupou-se a passageira, que não estava entendendo nada.
- Na verdade... Na verdade... Não... Eu abomino aviões. Quer dizer... Só tenho um pouco de receio deles.
- Só "um pouco" de receio? Sei... –ela sorriu- Bom, imaginei que seria isso. Mas não se preocupe. Esse avião não irá cair, por que se não você poderia ganhar muito dinheiro como vidente.
Seiya fitou-a, um pouco irado. Era incrível como ele conseguia atrair pessoas sarcásticas para perto de si.
- Ha ha ha... Isso! Brinca com a desgraça alheia. - ele, que já estava nervoso, ficou mais ainda quando ouviu o anúncio de que o avião iria partir- Ai, meu Deus!
A jovem não pôde conter uma gargalhada ao ver a reação de Seiya. Ele realmente tinha medo de voar. Então resolveu ajudá-lo nessa tarefa tão "difícil".
- Se quiser, eu posso segurar a sua mão enquanto o avião decola.
- Hum?- Seiya a olhou desconfiado, mas com um alivio enorme de ter alguém que passasse um pouco de segurança a ele. Mesmo que essa pessoa fosse uma total desconhecida. - Tá...
O avião logo começou a entrar em movimento e Seiya apertava a mão da pobre moça com tanta força, que ela teve que repreendê-lo
- É assim que você vai me agradecer por te ajudar? Quebrando a minha mão?- disse ela em tom divertido, sentindo ele aliviar a pressão sobre a mesma.- Muito obrigada... E prazer, me chamo Yuuri.
- Ah... Eh... Eu sou Seiya. E me desculpe... Yuuri.
/Flash Back
- Quatro meses. -a moça pôs-se a pensar- Ainda não posso acreditar.
- São quatro meses de teimosia e infelicidade. Você pensa que eu não percebo que não é isso que realmente você quer?
Saori e Shunrei estavam jantando, depois de outro dia de trabalho. As empresas Toshio fariam aniversário naquela semana e por conta de um evento comemorativo, o trabalho havia sido redobrado para todos os funcionários. A conseqüência disso tudo? Funcionários altamente desgastados e estressados.
- Ah é? Então já que a senhorita sabe tanto assim, o que é que eu quero, hã?- perguntou Saori, já alterada.
- Quer saber de verdade? Eu acho que o que você quer está lá em Hong Kong. - alfinetou a chinesa, causando a ira de Saori. As duas eram grandes amigas e justamente por isso, a relação entre elas não era só "o mar de rosas" que predominava no começo. Enfim, características de uma amizade normal e muito forte.
- Em Hong Kong?- Saori gargalhou- Eu não ouvi isso...
- Sabe que é verdade o que digo. – Shunrei continuou- Até hoje me lembro da sua expressão quando soube que ele tinha ido embora. E não era exatamente uma expressão "muito feliz". Era imensamente longe disso.
- Não sei de onde você tira tanta imaginação. - disse Saori, vendo a amiga levantar-se para levar seu prato até a pia.
- Ele já está voltando, sabia?- novamente Shunrei "destilou seu veneno" em cima de Saori. Sim, esta é a Shunrei. E não, ela não foi abduzida por seres extraterrestres. Ela simplesmente tentava pôr um pouco de juízo na cabeça daquela criatura teimosa em demasia que habitava em seu apartamento. E não havia jeito melhor que esse. Era a materialização da expressão "Ou vai ou racha de vez".
- É mesmo?- Saori não pôde evitar um sorriso, tentando disfarçá-lo logo em seguida- Digo, legal pra vocês. O casamento será logo e pelo menos não precisarão adiar por causa dele.
- Ele ligou para o Shiryu e disse que chegará a tempo de ir ao evento da empresa. Não acha isso interessante?- Shunrei sorria
- Não, não acho! E quando a Marin resolver sair do corpo da Shunrei você me avisa tá?- Saori já se dirigia a seu quarto quando Shunrei a chamou
- Calma ai mocinha!Você não sai daqui antes de eu dar dois recados. Primeiro: sabe que pode contar comigo pra tudo, não é? Menos pra contribuir com a sua teimosia. Ou seja, faça aquilo que você já devia ter feito há muito tempo. Aproveita a oportunidade. Pode ser a última - Saori olhava Shunrei estranhando as palavras dela – E segundo- ela completou com um sorriso sarcástico nos lábios- A louça do jantar é toda sua hoje. Estou muito cansada. Boa noite!
- Sai daqui sua impostora!- Saori exclamou em tom divertido, vendo Shunrei sair dali rapidamente.
Dez minutos depois, a cozinha já estava arrumada e Saori poderia dormir tranqüila. Dormir tranqüila? Será que ela conseguiria?
Seguiu em direção ao seu quarto, mas algo a fez passar direto pela porta do mesmo e ir parar no dormitório de sua amiga. Shunrei ainda não dormia. Sabia que Saori iria procurá-la.
- O que você quis dizer com "pode ser a última oportunidade"? – perguntou uma triste Saori, parada na porta.
Distante da casa de Shunrei e Saori, mais precisamente em uma cobertura de alto-luxo bem no centro de Tóquio, um casal conversava. Se não for levado em consideração que aqueles dois o estavam fazendo abraçados numa cama, aquela conversa poderia ser como outra qualquer.
- Você já está sabendo do evento que será feito em comemoração ao 45° aniversário das empresas Toshio não é?
- Claro que sim! E já está tudo planejado. Nesse evento, o Toshio saberá o que o aguarda!
- Já te disse que não quero que nada aconteça ao meu velho. Quero apenas que cumpra sua parte do trato. – completou o rapaz- Mas uma coisa me preocupa: os seus amigos. Eles podem abrir a boca pra falar algo. E se isso acontecer, sabe que não terei piedade deles.
Os cabelos verdes da mulher ali presente balançavam com o vento que adentrava o quarto através da imensa janela que estava completamente aberta. Era possível ver as luzes de Tóquio através dela, sem ao menos ter o trabalho de levantar-se.
- Não se preocupe. Mino e Miro não sabem de nada. Eles nem ao menos desconfiam de que estou envolvida nisto. Não há perigo.
- Boa menina- disse ele, provocando-a com um beijo logo em seguida- Por isso que eu adoro você.
- Eu sei que sou irresistível. Nem você, sendo do jeito que é me escapou.
Ele apenas gargalhou, sendo seguido pela mulher. Agora teria que "pagar o preço" por tê-la provocado.
Shunrei sentou-se em sua cama e pediu para Saori fazer o mesmo. A feição dela já denunciava sua total incerteza perante àquela situação
- Por que você tem tanto medo?
- Medo? - a indagação da chinesa deixou Saori surpresa
- Sim! Você tem medo. Parece que encontrar alguém igual a você te deixou covarde.
- E suponho que "essa pessoa igual a mim" seja o Seiya, né?- Saori se irritava só de pronunciar esse nome.
- Os defeitos que você vê nele são os mesmo que vê em si própria. Por isso quer manter-se longe. Ele te faz lembrar que Saori Kido não é modelo de perfeição e muito menos de felicidade. Que Saori Kido precisa ser complementada. E que esse complemento está bem na frente dela e ela não quer aceitar!
Depois de ouvir tudo isso da amiga, Saori não conseguiu falar mais nada. Era evidente que aquelas palavras haviam mexido profundamente com ela
- Eu apenas quero alertá-la. Se não parar com essas bobagens, vai se arrepender depois. A felicidade é um bem que tantos buscam, muitas vezes sem sucesso. Creio eu que você a tem entre os dedos, bastando apenas segurá-la. - completou Shunrei, com uma clama invejável.
- Eu já a agarrei. Sou muito feliz com Julian- respondeu sem muita convicção- Agradeço muito pelo o que está fazendo por mim, mas o que está decidido está decidido. Eu nunca me arrependo do que faço.
- Nunca se arrepende... Entendo...
- É... Eu nunca me arrepen... – instantaneamente, Saori mostrou-se completamente transtornada. Aquela última frase havia soado como uma bomba para ela. - Nunca me arrependo... Do que faço...
- O que foi Saori?- Shunrei preocupou-se. Saori estava pálida e suava frio.
- Nada... Eu apenas... Lembrei de uma coisa- disse ela se levantando- Eu... Eu... Vou pro meu quarto. Boa noite...
CONTINUA...
