Eu sei que faz tempo, mas eu meio que desanimei com essa fic... vocês nãos comentam, eu acho que vocês não estão interessados, meu interesse em postar despenca, enfim... é uma bola de neve. Mas, eu acho que vale à pena continuar, primeiro porque a história é linda e segundo, se eu pedi a autorização para a autora para traduzi-la, devo me manter firme no meu propósito. Mas o apoio de vocês seria muito bem vindo!


Capítulo 7: Conforto

(Tradutora Mili YLJJ)

Na parte da manhã, eu acordei com olhos verdes olhando para mim. "Você estava me observando dormir?"

"É calmante para mim."

"Onde está Rosalie?"

"Ela voltou para o seu quarto antes do sol nascer. Sinto muito que ela tenha dormido conosco na nossa primeira noite."

"Não se preocupe com isso, Edward. Ela precisa de você."

"Você precisa de mim, também. Você me disse isso, enquanto dormia." Ele passou um dedo pelo meu nariz.

"Eu fiz? O que eu disse?"

"Você disse, 'Não me deixe, Edward. Eu preciso de você." Você acha que eu vou deixar você? Eu nunca irei. Sei que não é fácil para você, ter Rosalie se tornando uma parte da nossa dinâmica neste momento. Fico imaginando como isso deve ser para você. Se você tivesse um cara como melhor amigo e tivesse que ajudá-lo ou algo assim, eu não tenho certeza se eu poderia ser tão gracioso assim quanto você. "

"Rosalie acha que não tem mais ninguém, e ela é minha amiga também. Edward, não se sinta dividido entre nós, ok? Eu entendo que você tem que ajudá-la. Eu não estou questionando o seu compromisso comigo em tudo. Foi apenas um sonho".

"Por que você é tão perfeita?" Ele me beijou.

"Eu não sou."

"Sim... você é." Ele me beijou novamente.

"Rosalie me ouviu?"

"Ela pode ter ouvido. Eu não acho que ela tenha dormido."

Eu cobri meu rosto.

"Não se sinta constrangida. Eu sonho com você, também. E considerando os meus sonhos, é bom que eu não fale durante eles."

Eu ri, e ele me abraçou. "Você está na minha cama", ele disse. "Nossa cama."

"E eu estive aqui a noite toda."

Ele beijou a minha garganta, meu pescoço e atrás da minha orelha. "E você vai estar nela por todas as noites."

"Você tem que se preparar para a escola", eu respirei.

"Mmm... Bella, a sua voz. Você gosta disso?" Seus beijos viajaram pelo meu pescoço indo para a minha clavícula.

Eu o empurrei. "Você sabe que eu gosto. Não me provoque."

Ele beijou meus lábios antes de se levantar e vestir uma camiseta. "Vamos lá. Vamos verificar Rose".

Encontramos Rosalie lá embaixo na mesa da cozinha. Esme estava fazendo ovos mexidos para todos nós e conversando alegremente. Ela me lembrava de June Cleaver* ou Donna Mills** com a forma de como seu cabelo estava todo preso para cima, e ela já estava vestida com uma saia justa, blusa e salto para o trabalho. Enquanto nenhum de nós sequer tinha tomado banho ainda.

*June Cleaver - é um personagem principal da comédia americana de televisão Leave It to Beaver . June e seu marido, Ward, são invocados frequentemente como exemplo dos pais suburbanos arquetípicas da década de 1950.

**Donna Mills - é uma atriz e produtora norte-americana. Ela é mais conhecida por seu mandato de nove anos como Abby Cunningham no horário nobre da novela Knots Landing, e por seu papel como Clint Eastwood namorada no filme Play Misty for Me.

Edward e eu puxamos nossas cadeiras as colocando juntas e nos sentamos entrelaçando os braços um no outro como costumávamos fazer na escola. O que aconteceu com a família de Rosalie tinha instilado em nós uma necessidade de estarmos próximos constantemente. Sua mão estava na minha barriga, sentindo cada movimento do bebê.

Quando eu arrisquei um olhar para Rosalie, eu não consegui desviar o meu olhar. Os círculos sob seus olhos estavam mais escuros, mais profundos, e sua expressão em branco. Partiu meu coração vê-la assim. Eu queria abraçá-la tão forte, mas ela nunca aceitaria isso de mim, então eu abracei Edward, que me apertou de volta.

Nenhum de nós falou sobre Rosalie passar a noite em nossa cama, mas ela continuou a dormir com a gente pelas próximas duas noites. Ela sempre começava a noite no meu antigo quarto, tentando dormir sozinha, mas ela acabava na cama de Edward antes da meia-noite. Na segunda noite, ela bateu timidamente como tinha feito pela primeira vez, mas na terceira noite, ela caminhou na ponta dos pés, com cuidado para não nos acordar, mesmo Edward e eu estando acordados. E cada vez que ela subia na cama, ele sussurrava a pergunta, "Você está bem, Bella?" Eu balançava a cabeça, e ele me beijava e me dizia que eu era tudo. Adormecíamos com a respiração no rosto um do outro.

Na manhã do funeral da sua irmã, Rosalie se recusou a ir. Nós não poderíamos argumentar com ela, porque ela começaria a gritar e xingar, e testemunhar uma Rosalie assim era pior do que testemunhar o seu silêncio.

No seu quarto, com a parte inferior do seu corpo envolto em uma toalha, Edward sugeriu que eu ficasse em casa com Rosalie em vez de assistir ao funeral. "Eu não quero ver você chateada ou triste, de qualquer maneira", ele disse.

Eu concordei. Eu era a única que não conheceu Irina, e que não era muito próxima da família de Rosalie, então eu fiquei com ela.

Eu andei com Edward até o seu carro para dar o meu beijo de despedida. O sol da manhã estava escondido, como de costume, e as nuvens negras ameaçavam chuva, como de costume. "Mantenha sua distância dela", ele disse. "Você está aqui, caso ela precise de você, mas você não é obrigada a preencher o seu vazio. Eu não quero que ela pire com você. Estarei de volta logo após o término, ok?"

Ele estava tão preocupado sobre como o estresse podia afetar a minha gravidez que eu não podia discutir com ele, e eu pretendia fazer exatamente o que ele tinha me pedido. Eu balancei a cabeça e arrumei a sua gravata. Eu não queria deixá-lo ir. Ele levou a sua mão até a minha e a empurrou para baixo fazendo a gravata escorregar pelos meus dedos. Ele descansou o rosto contra o meu, nossos narizes se tocando. "Eu estarei de volta em breve, Bella. Tenho que ir agora."

Eu balancei a cabeça contra sua testa, com lágrimas nos meus olhos. Eu gostaria de poder mantê-las escondidas, porque já era difícil o suficiente ele ter que deixar Rosalie neste dia, de todos os dias, ele não precisava que eu acrescentasse mais sentimento de culpa nele. Ele deu um passo para trás e olhou para mim. "Você vai ficar bem?"

Eu balancei a cabeça novamente, prendendo a respiração e segurando as minhas lágrimas.

"Você não está falando."

"Vá", eu disse, lutando para manter a voz firme. "Você vai se atrasar."

Ele entrou no carro, fechou a porta, dando-me um último olhar antes de ir embora. Eu me virei e deixei minhas lágrimas derramarem. Eu não poderia imaginar o que Rosalie devia estar sentindo, e ela não estava me permitindo ajudá-la a passar por isso. Eu estava presa pelas barras que ela tinha colocado entre nós. Minha necessidade constante em confortá-la, convencê-la de que nada disso era culpa dela causou a formação de um nó no meu estômago. Esse nó crescia mais e mais aumentado cada vez que eu via o rosto inexpressivo de Rosalie. O vento soprou e tocou as minhas costas, como se estivesse me empurrando em direção a casa.

Eu fui atraída para Rosalie – trancada no meu antigo quarto. Eu colei a minha orelha na porta como eu tinha feito algumas noites atrás, quando ela tinha tomado banho. Mais uma vez, só o sufocante silêncio estava do outro lado. Eu a abri devagar e espiei dentro. As cortinas de seda estavam fechadas, mas mesmo através da escuridão eu pude ver que ela estava dormindo, agarrada a um dos vestidos de maternidade da sua irmã em seu rosto. Apesar da minha promessa a Edward, fui obrigada a ir até ela. Deitei-me na cama, colocando uma mão em seu braço, com um aperto muito sutil. Em seu sono, ela trouxe uma mão para cobrir a minha. Eu permaneci assim ali até eu a sentir se mexer, então saí do quarto tão silenciosamente quanto tinha entrado.

Rosalie não saiu do meu quarto até que Edward retornou. Mas ele não veio sozinho. Jasper e Alice entraram atrás dele, e Emmett, trás de todos eles. Estavam todos tão silenciosos que, enquanto descíamos as escadas, nem Rosalie nem eu poderíamos ter conhecimento que havia alguém lá embaixo. Abracei Edward e beijei o lado de seu pescoço.

"Como você está, amor?" ele perguntou, devolvendo o meu abraço.

Eu não poderia dizer que eu estava bem, então tudo o que eu disse foi: "Você está de volta."

Alice foi a única pessoa a dizer alguma coisa para Rosalie.

"O funeral foi lindo", ela disse, pegando as mãos de Rosalie. Rosalie a puxou para longe dela e se virou para Edward, que me lançou um beijo e foi até ela e a levou para o canto mais distante do hall de entrada. Ela colocou os braços ao redor da cintura dele e encostou a cabeça no ombro dele, de frente para a parede.

O restante de nós se afastou e nos sentamos ao redor da sala de estar. Sentei-me no sofá com Alice e Jasper, enquanto Emmett sentou-se na cadeira.

"Nenhuma mudança?" Emmett perguntou.

"Não", eu disse.

Todos nós seguimos o seu olhar para o hall de entrada, onde Edward ainda estava abraçado a Rosalie. Ele se virou para mim. "Como diabos você aguenta isso? Porra, eu não posso nem olhar - Eu vou ter que ir. Eu deveria estar aqui para Rose, mas não é como se ela me quisesse por perto, de qualquer maneira."

"Ela não quer nenhum de nós por perto", Jasper disse. "Não é só você."

"Não é só comigo", ele zombou. "Eu só sou apaixonado por ela, isso é tudo. Apaixonado por ela e não tenho permissão para tocá-la."

"Emmett," Alice disse, mas ele a interrompeu.

"Eu tenho que sair daqui." Ele foi em direção a porta, mas não conseguiu sair sem abordar Rosalie. "Rose," ele disse. Ela andou lentamente para longe de Edward, elevando os olhos até a camiseta de Emmett, recusando-se a olhar para o seu rosto. "Eu estou aqui quando você precisar de mim, mas até então, eu vou ficar de fora. Eu não vou gostar nem um segundo disso, mas vou manter a minha distância." Ele estendeu a mão para tocar o seu rosto, mas ela se afastou. Ele saiu sem dar outro olhar.

Naquela noite, ela passou a noite inteira no meu antigo quarto, e a próxima noite, seis dias depois da morte de sua irmã, ela voltou para sua casa.

Rosalie não cuidava de sua aparência. Ela simplesmente usava jeans e camisetas, os cabelos em um rabo de cavalo, e sem maquiagem. Ela tinha se tornado a nova eu na escola – era o que eu achava. Não sugerindo que ela não estivesse linda. Sua beleza estava mais natural agora, e ela também.

Edward me disse que ela se recusava a ir almoçar com todo o grupo, por isso ele a mantinha separada. Agora que eles eram sêniors, eles eram autorizados a saírem do campus na hora do almoço. Ele disse que era a única vez que ela falava durante o horário escolar, quando estavam apenas os dois.

Emmett havia se tornado uma casca de si mesmo, também. Ele tinha abandonado todos os seus interesses, incluindo as suas disputas mentais.

"Nunca foi tão impossível mantê-lo envolvido em uma conversa sobre o nosso presidente", Edward disse da sua mesa quando eu o distraí do seu estudo com as minhas perguntas. "Eu até perguntei se ele acreditava em outras dimensões. Tudo o que ele fez foi dar de ombros, então eu perguntei a ele se quando você tropeça, se ele achava que você estaria tropeçando em uma pessoa de outra dimensão. Porque, sério, Bella, às vezes você tropeça em nada."

"Eu sei", eu disse. "O que ele disse com relação a isso?"

"Nada. Na verdade, ele mudou de assunto. Ele disse que desejava que Rosalie gritasse com ele novamente. Ela dá a ele nada além de silêncio e agora ele não pode suportar mais."

Para piorar a situação tanto de Emmett quanto de Rosalie, rumores já estão voando em torno da escola. O primeiro deles, claro, era que Rosalie estava grávida e Emmett tinha chutado ela para o meio-fio. A outra era a de que Rosalie e Edward estavam tendo algum tipo de relacionamento em segredo. Eu parei de perguntar sobre os rumores depois que eu ouvi isso.

Edward continuou a trazer Rosalie para a casa dos Cullen depois da escola. Às vezes, ela falava comigo, outras vezes, não. Eu sempre tentei deixá-la ditar o ritmo.

Hoje, eu estava de joelhos na terra do jardim, arrancando ervas daninhas. Rosalie se juntou a mim em silêncio e ajudou. Não pareceu incomodá-la o fato de que suas calças estavam enlameadas, também. Edward estava no trabalho, então éramos só nós duas. Eu chamei a sua atenção uma vez e sorri, mas ela não sorriu de volta. Eventualmente, a inevitável chuva de meados de setembro nos atingiu e ambas voltamos para dentro de casa. A essa altura, eu estava tão desconfortável com o silêncio que eu tinha que fazer algum barulho. Eu fui até o quarto de Edward, peguei um livro da prateleira, e o trouxe, Rosalie estava limpando a lama da sua calça jeans com uma toalha de papel molhado na cozinha.

"Aqui," eu disse, entregando-lhe o livro. "Eu sei que nós falamos sobre The Sun Also Rises, mas eu não tenho certeza que você já tenha tido a chance de lê-lo. Pegue a minha cópia."

Ela pegou o livro de mim e olhou para ele, tocando a capa tentando descobrir se ele era real ou não. "Obrigada", ela disse, se afastando de mim, indo para a sala de estar. Eu a deixei ir. Parecia que era o máximo que eu conseguiria dela hoje.

Depois do jantar, enquanto Edward estava levando Rosalie para casa, eu o esperei na cama. Ele entrou, tirou a camiseta como um bom menino, e se deitou comigo, com o braço por cima do meu estômago. Ele me deu um abraço e um beijo. "Ela está ficando cada vez melhor."

"Como você sabe?"

"Porque quando falamos agora, muitas vezes é ela quem inicia a conversa. Eu não tenho que trabalhar tão duro por isso."

"Sim, ela realmente só fala com você."

"Ainda assim, é uma melhoria. Além disso, ela falou sobre a sua irmã e do nosso bebê a caminho de casa."

"Ela falou?"

"Sim. Ela me disse que o lugar mais seguro para a cadeirinha é na parte de trás."

"Minha caminhonete não tem banco traseiro."

"Eu sei, é por isso que eu acho que deveríamos trocar de carro."

"Sério?"

"Talvez devêssemos trocar agora. Essa caminhonete é enorme comparada a você. Eu nem sei como você está subindo nela com esta barriga."

"Ok, então trocaremos de carros pelo bebê e por causa da minha barriga. O que mais Rosalie disse?"

"Ela me disse que sua irmã costumava ler para o seu bebê enquanto estava grávida. Era para estimular o cérebro do bebê e ajudá-lo a conhecer a sua voz. Posso ler para a sua barriga?" Ele riu. "Ou isso seria estranho?"

"Vá em frente." Olhei para a sua estante. "O que você vai ler? Crime e Punição ou Guerra e Paz?"

"Eu estava pensando em algo mais pesado, como O Coelho de Pelúcia".

"Mas esse está no outro quarto. Você vai sair?"

"Eu vou voltar."

Quando ele voltou com o livro, ele se sentou na cama, levantou minha camiseta e estudou a minha barriga. Então ele colocou uma mão em cada lado. "Olhe para isso. Seu estômago parece uma entidade separada. Suas pernas são finas." Ele agarrou minha coxa com uma mão. "Seus braços são magricelos." Ele levantou meu braço. "Eu não sei como você não cai mais vezes ao tentar ficar em pé."

"Não chame os meus braços de magricelos."

"Eles são...", ele beijou de cima até em baixo do meu braço. "... Bem, perfeitamente, magricelos."

Eu puxei meu braço e fingi ficar de bico embora eu tenha sentido falta dos seus lábios contra a minha pele.

Ele riu, depois ficou sério. "Me dê a sua mão." Ele pegou a minha mão, ligando os nossos dedos juntos. "Você está feliz, Bella?"

"Com você, eu estou."

"E sem mim?"

"O que você quer dizer?" Eu tentei puxar a minha mão da dele, mas ele a segurou com mais força. Eu parei de puxar, sem saber por que eu tinha começado a ação em primeiro lugar.

"Quero dizer, quando eu estou na escola ou no trabalho. Você está feliz no geral?"

"É um momento difícil para ser feliz, Edward. Mas, considerando tudo o que o universo tem jogado em nós, estou feliz onde eu estou."

"Comigo".

"Sim, com você! Por quê? Eu não entendo o que você está tentando dizer."

"Desde o acidente, eu estive pensando sobre o quão rápido a vida pode ser tirada. É fácil pensar na vida como se ela não tivesse fim. Eu sempre me senti como se nós ficaríamos juntos para sempre. Mas não temos o para sempre." Ele beijou a palma da minha mão.

"Nós temos o agora."

"Eu sei. Isso é porque eu quero ter certeza de que você está feliz."

"E você? Você está feliz?"

"Veja isso." Ele ergueu as nossas mãos ligadas. "Veja como se encaixam? Isto me faz feliz. Ninguém mais se encaixa como você."

"Como você sabe? Você já tentou? A mão de alguém pode se encaixar na sua como a minha."

"Eu não estou falando apenas da sua mão. Esta mão está ligada a este braço..." Ele moveu a mão no meu braço, "E este ombro... e peito... e este coração." Ele colocou a mão sobre o meu coração, em seguida, beijou meus lábios. "É tudo um ajuste perfeito", ele disse em meus lábios.

"Edward?"

"Sim?"

"Eu sinto falta de fazer sexo com você."

"Eu também. Você não sabe o quanto eu quero você. Eu preciso sentir você de perto - Tão perto quanto possível. Deus, Bella. Talvez a gente pudesse ... tentar."

Olhei em seus olhos. Eles estavam um tom de verde mais escuro e um pouco brilhantes - Eu podia ver o seu desejo. Esse desejo me atraía como uma força. Ergui a cabeça quando ele abaixou a sua e nossos lábios se chocaram.

"Talvez possamos esquecer o bebê por um tempo", eu disse, enquanto seus lábios se moviam para minha garganta.

"Talvez nós possamos", ele disse, levantando a minha camiseta. Sua mão percorreu minha barriga e ele a beijou, mas Masen se moveu com os beijos carinhosos de Edward. "Eu sinto muito, Bella. Eu não consigo esquecer. É muito estranho."

"Eu sei." Guiei o seu rosto de volta para o meu e o beijei, em seguida, o empurrei contra o seu peito até que ele estava de costas. "Feche os olhos."

"Por quê?"

"Porque eu disse." Eu cobri os olhos dele com a minha mão e beijei os seus lábios, coloquei a minha língua, até que o ouvi gemer, e então eu beijei o seu pescoço, o peito, o estômago, até a parte inferior. Eu olhei para Edward que estava olhando para mim, seus olhos ainda profundamente com desejo - talvez muito mais agora. Eu empurrei a sua cueca para baixo e o toquei - primeiro com os dedos, depois com a minha mão inteira, em seguida, com a ponta da minha língua, então com a minha boca.

Suas mãos agarraram meus cabelos. "Bella. B-Bella..."

Eu não podia responder porque a minha boca estava cheia e eu não ia fazer uma pausa por um segundo. Se ele dissesse mais alguma coisa, sairia incoerente de qualquer maneira, até que tudo o que eu ouvia eram os gemidos de Edward, eu sorri e não afastei a minha boca, até que tinha completamente terminado. Eu descansei a minha bochecha contra seu firme abdômen, minha cabeça levantando-se com cada uma de suas respirações.

Ele pegou meus braços e me levantou para a altura do seu rosto, beijando minha testa, minha bochecha, meu queixo, meu pescoço. "Eu te amo pra caralho", ele disse.

"Eu sei. Eu te amo assim também."

"Eu sei", ele disse e riu. "E quanto a você?"

"Nada sobre mim. Estou satisfeita por agradar você." Eu quis dizer essas palavras. Depois de tudo o que ele tinha passado nas últimas duas semanas, ele merecia uma noite só para ele.

"Bella, você nunca me diga que você não é perfeita novamente."

Olhei para ele e disse a ele mentalmente que eu não era perfeita.

"Você é", ele disse, como se estivesse discutindo com meus pensamentos.

"Você não ia ler para Masen?" Perguntei

"Oh, sim." Ele puxou a cueca, pegou o livro em cima da cama, depois roçou seus lábios contra meu estômago antes de ler a história de como os brinquedos se tornavam reais. Esta se tornaria uma rotina noturna para nós - ele leria para Masen até que eu adormecesse.

Bem antes do amanhecer, acordei com calor e me sentindo desconfortável. O braço de Edward estava muito pesado em cima de mim, então eu resmunguei e o empurrei, juntamente com os lençóis, chutando-os praticamente para fora da cama. Eu não estava tomando nem mesmo cuidado para não acordar Edward. Seu consolo era a última coisa em minha mente.

"O que está acontecendo?"

"Eu não posso ficar confortável. Eu deveria dormir de lado, mas eu continuo acordando, e agora está quente e meu cabelo está grudado em mim. Meu cabelo está muito comprido. Eu nem me lembro a última vez que eu fiz um corte de cabelo." Eu gemia. "Quanto mais tempo?"

Ele empurrou meu cabelo suado da minha testa. "Apenas mais quatro semanas, Bella. Você pode aguentar mais um pouco?"

"Não, eu estou pronta agora!" Eu empurrei o meu cabelo dos meus ombros. Ficou ainda mais quente da maneira como ele me envolveu parecendo um cobertor. Sentei-me e puxei meu cabelo para cima do meu pescoço. "Ugh! Tem muito disso."

"Faça um corte. Agende um horário."

Eu olhei para ele. "Você cortaria ele? Agora mesmo?"

Ele meio que riu, então franziu o cenho para mim, quando ele percebeu que eu não estava brincando. "Você quer que eu corte o seu cabelo?"

"Sim, eu quero."

"São duas horas da manhã."

"E além da sua mãe e do seu pai, quem mais está dormindo?"

"Você está falando sério?"

Eu não lhe respondi. Levantei-me, desci as escadas em nada mais que a minha camisola demasiadamente apertada, peguei um par de tesouras da gaveta da cozinha, e fiz meu caminho de volta para Edward. Eu segurei a tesoura para ele.

"Bella". Ele balançou a cabeça. "Eu não sei como cortar cabelo. Vou estragar tudo."

"Não é como se eu estivesse pedindo para cortar em camadas. É apenas em linha reta. Vamos." Peguei a mão dele e coloquei a tesoura nela.

"Esta não é nem mesmo uma tesoura de cabelo, eles são para papel."

"Ela está afiada. Ela vai cortar, por favor. Prometo não ficar de mau humor mais se você fizer isso por mim."

"Não haverá mais a Bella mal-humorada?"

"Não".

Ele não disse mais nada.

"Ok, eu vou entrar no chuveiro e deixá-lo molhado para você. Encontre-me no banheiro com a tesoura."

O chuveiro foi um alívio, a água fria trouxe arrepios a minha pele. Não havia mais suor, mais desconforto. Eu até sorri quando eu lavei o meu estômago.

"Edward," Eu chamei, enquanto passava uma toalha seca no meu cabelo. Então eu passei a confortável toalha em volta do meu corpo e nos meus cabelos emaranhados. "Edward. Vamos."

Ele já estava lá, vestindo apenas a cueca, olhando para mim, com uma tesoura na mão. "Você está falando sério? Você quer que eu faça isso?"

"Sim, eu estou falando sério. O quanto é difícil entender." Virei-me ficando de costas para ele. "Vá em frente."

"Quão curto você quer isso?"

"Você decide. Apenas os tire das minhas costas."

Ele tirou o pente de mim e começou a cortar. "Eu não posso acreditar que eu estou fazendo isso." Ele riu. "Estou tão cansado. Que eu faria qualquer coisa que você pedisse."

"Sabe o quê, eu faria qualquer coisa que você pedisse, também. Agora, pare de falar sobre isso e se concentre."

Ele não parou de falar. Eu supus que ele precisava conversar porque ele estava nervoso. "Seu aniversário é nesta sexta-feira. O que você quer fazer?"

"Sem festas. Por favor, sem festas. Eu não estou em um estado de espírito para festa."

"O que aconteceu com não mais a Bella mal-humorada?"

"Você não terminou ainda. Além disso, eu disse, por favor."

"Ok, então - Que tal um jantar? Só você e eu?"

"Perfeito. Você está cortando o suficiente?"

"Eu vou cortar ele até aqui." Ele tocou entre as minhas omoplatas.

"Bom."

"Nós vamos para Port Angeles. Eu vou tirá-la de Forks por uma noite."

"E ninguém mais vai estar lá? Sem surpresas como no nosso Baile na Casa-Cullen?"

"Eu prometo, mais ninguém. Eu não vou contar a ninguém para onde estaremos indo."

"Ok".

"Certo", ele disse, "está feito. E não conte a ninguém sobre isso."

Corri meus dedos através dele e me virei para encará-lo. "Muito melhor".

"Eu não acho. Tentei fazer o melhor, mas eu não sou a porra de um cabeleireiro."

Olhei no espelho e puxei ambos os lados sobre os meus ombros. "Eu não posso dizer." Eu o enfrentei. "Como eu estou?"

"Bonita. Você está linda."

Eu sorri e beijei seus lábios. "Você é meu herói."

"Hei," ele tocou o meu sorriso. "A Bella mal humorada sumiu. Você estava certa."

~ ~ ~NWY~ ~ ~

Alice veio alguns dias depois e tentou me convencer a fazer uma festa. Ela dizia coisas como: "Você tem certeza?" ou "Na sua festa, eu estou pensando em trazer um bolo em forma dos números, de dezoito anos. Alguma vez você já esteve na padaria da Senhora. Nolan? Eles deixam você saborear os bolos e alguns deles são como doces... do lado de fora e o bolo mais macio com recheio de creme no interior. É só..."

Mas o meu lindo namorado afastava isso de mim. "Não terá uma festa, Alice. Nós vamos respeitar o desejo do décimo oitavo aniversário da grávida Bella de oito meses, não iremos?"

"Sim", ela olhou para baixo como uma desiludida criancinha de cinco anos de idade.

"Nós vamos compensar isso no seu aniversário, ok?" Eu disse.

"Você promete?" Ela olhou para mim com um sorriso diabólico.

"Claro. E Masen estará aqui até então. Dá para acreditar?"

"Masen? Como você sabe que é um menino? Eu pensei que você não soubesse."

Eu dei um suspiro exasperado, recostando-me no sofá. Eu estava tentando controlar meu temperamento, porque Alice ainda não tinha sido atingida por um parafuso das minhas rápidas mudanças de humor. Meu melhor humor depois de ter o corte do cabelo há dois dias já tinha desaparecido e os humores imprevisíveis estavam de volta.

"Não importa se for menino ou menina, Alice," Edward disse dando-lhe um olhar de advertência.

"Claro, nos dias de hoje muitas meninas têm nomes de menino."

"Se for uma menina," eu disse, "Eu vou ter a certeza de lhe dar um nome do meio realmente feminino apenas para agradá-la."

Ela franziu a testa. "Obrigada. Hum .. Eu posso fazer alguma coisa por você, Bella?"

Eu cobri meu rosto. Por que a sua oferta me irritava tanto? Eu não poderia ter perdido a sensação de que ela estava sendo condescendente, embora a lógica me lembrasse que esta era Alice, a verdadeira Alice. "Não. Obrigada."

"Alice", Edward disse, "você já viu o bebê se mexer?"

"Eu o senti. Como assim ver? Você viu?"

"Sim. Parece estranho, a maneira como o bebê empurra contra a sua pele. Bella, se Masen começar a se mover, mostre para Alice."

"Eu não sou um display. Você mostra a ela." Eu levantei a camiseta dele, eu estava ciente que o que eu estava fazendo não fazia absolutamente sentido nenhum.

"O quê?" ele disse e puxou a camiseta para baixo.

"Veja, você não gosta de mostrar o seu abdômen, também."

"Ok," Alice disse, levantando-se. "Talvez eu devesse..."

"Não", Edward disse. "Basta dar a ela alguns minutos. O mal humor vai passar."

Eu olhei para ele, mas ele estava sorrindo e tocou o meu rosto. "Bella, eu só estou brincando. Nós sabemos que você está se sentindo desconfortável, mas não é culpa nossa. Bem, talvez seja culpa minha."

Tentei suprimir a minha risada e me empurrei contra seu braço. "É tudo culpa sua." Eu sorri e o beijei.

"A Bella está de volta!" Alice disse e se sentou no sofá ao meu lado.

"Eu te disse", Edward disse. "Fique um pouco mais, minha Bella." Ele me beijou atrás da orelha uma e outra vez, como se as suas palavras não fizessem sentido suficiente para manter a sua Bella feliz por mais tempo.


Nota da Tradutora

Gente eu não sei o que eu faria com um situação dessa, porém eu não teria essa paciência da Bella toda não, não mesmo e olha eu sou calma! Agora a melhor Amiga vir dormir na cama do meu namorido? Como assim!

E se eu tive um mal humor assim nas minhas gravidezes eu nem me lembro; medo da Bella vez ou outra tadinho ele sofre com essa Bella do mal humor!

Bjos

Mili YLJJ


Mili é tão diplomática... de luto ou não eu já teria agarrado Rosalie pelos cabelos e mandado sair de cima do meu namorido... palhaçada!

Até a próxima! Lembrem-se: reviews fazem as tradutoras felizes e por consequência, os capítulos chegam mais rápido!

Beijo!

Nai.