Em Busca da Lança Quente

Por Kamui e Josiane Veiga

Capitulo VI

No capítulo anterior, nosso herói Goku foi colocado dentro de um bolo de aniversário como condição para conhecer o segredo da Lança Quente. E agora, será o grande momento?

Afrodite orientava os cavaleiros de bronze quanto ao melhor local para o bolo.

- Mais para a direita, não, não muito... Um pouquinho para a esquerda...

- Senhor, acho que aqui está bom. - falou Seiya, já suado e cansado, segurando um dos lados do bolo.

Enquanto isso dentro do bolo...

"Isso deve ser parte do treinamento, e se eu conseguir me manter neste ambiente escuro e apertado, conseguirei elevar meu Ki... Falando em Ki, estou sentindo um tremor estranho no meu estômago. Será que isto já é a manifestação do Ki?"

Foi quando um sonoro PUM tomou conta do interior do bolo.

"Céus! Se o Ki é tão fedido assim, poucos podem sobreviver a este treinamento."

Fora do bolo...

- Está bom, garotos.. aí está ótimo! - disse Afrodite.

- Afrodite, você não está esquecendo nada? - perguntou alguém de voz grossa e forte, próximo a uma das colunas da sala.

Todos olharam para ver quem era.

- Ikki, meu irmão querido! - exclamou Shun, com lágrimas nos olhos e correu na direção do irmão, esse sempre com seu ar arrogante, de braços cruzados, e encostado na coluna.

- Fale Ikki, me esqueci do que! - indagou quase desesperado o cavaleiro de Peixes, tentando revisar mentalmente sua lista de tarefas, mas sem sucesso.

- Ikki, irmão, pensei que não te veria mais. - falou Shun abraçando o irmão.

- Calma, Shun. - falou Fênix - Só fui à mercearia do Seu Manoel buscar as velas.

- As velas! - bateu com a mão na testa Afrodite, correndo ao cavaleiro de Fênix e o abraçando também, afinal não perdia a chance de agarrar um jovem tão bonito.

- Tá aí as velas. Só fiz a minha parte. - disse Ikki e estressado com tudo aquilo, empurrou Shun e Afrodite e se afastou.

- Mas Ikki, você não vai ficar para a comemoração?

- Vou, Shun, mas... - dizia Ikli mas então silenciou e ficou com a expressão séria.

- O que foi? - perguntou Afrodite.

Todos aguardavam uma resposta.

- Ah, droga! Esqueci de comprar o fósforo. - falou Fênix.

Afrodite chegou a ficar mais pálido, mas então Shun o tranqüilizou.

- Ah, só isso? Não é problema, eu tenho um isqueiro. - disse Andrômeda.

- Shun! Mas para que você anda com um isqueiro! - exclamou Ikki preocupado e desconfiado.

- Pra facilitar a queima do cosmo, ué! - disse com simplicidade.

- Silêncio, silêncio. - interrompeu Afrodite. - O mestre está vindo, apaguem as luzes e se escondam!

Os cavaleiros obedeceram, e na escuridão total se ouviu:

- Tira a mão da minha bunda, Afrodite! - ralhou Shaka.

- Desculpe, Shakinha, esse escurinho me faz agir por impulso...

- Shiiiu... fiquem quietos. - falou Aldebaran.

O silêncio tomou conta do ambiente. E eis que o mestre entrou na sala.

- Mas o que significa esta escuridão? - indagou-se o mestre.

- Pra mim você pergunta? - ele falava consigo mesmo - Eu sei menos que você! ­

- Está me escondendo algo! - acusou-se.

- Eu não! Não tenho motivos para te aborrecer.

- Então aquela mão de vaca na Athena não pagou a conta da luz?

- Dever ser...

- Tá vendo? Quando digo que aquela pirralha não serve para nada, que merece morrer, ninguém acredita! - disse e seguiu andando na escuridão.

- Você está sendo muito... - diz o lado bom do mestre, mas então tropeçou com tudo e se estatelou no chão.

- Inferno! - berrou. - Como vou ficar nessa maldita casa sem luz! - dizia indignado, caído no chão, quando as luzes se ascenderam subitamente, surpreendendo-o com a túnica erguida na altura da cintura, deixando a mostra sua ceroula branca com desenhos de patinhos.

- Surpresa! - todos gritam.

- Que isso! Socorro! - berrou o mestre, tentando se recompor, sem entender nada.

Então a musiquinha familiar e as palmas revelaram a festa surpresa.

"Parabéns para você, nesta data querida..."

Atordoado com tudo aquilo, o mestre ainda no chão, foi o auxiliado por Afrodite.

- Sei que está emocionado, mestre, mas outra maravilhosa surpresa ainda o aguarda. - sussurrou Afrodite ao ouvido do mestre, levando-o em direção ao bolo.

- Mestre, pensei que o senhor estivesse acompanhado, me pareceu que conversava com alguém... - comentou Aldebaran se aproximando.

- Ah, é? Não... É só essa minha mania de falar sozinho... - foi a desculpa esfarrapada que ele deu.

O grande bolo cor de rosa ao centro da sala aguardava o grande momento, que estava então muito próximo. A música foi trocada por um hit mais animado, vindo de um potente equipamento de som, localizado logo atrás do bolo.

"It's rain man..."

- Mas que música é essa? - indagou o mestre.

- Mestre, achamos que o senhor vem trabalhando muito e o estresse não vem lhe fazendo bem. Então... é hora de liberar a franga que existe atrás desta máscara! - desmunhecou Afrodite.

- Ai, até que enfim! - gritou Goku de dentro do bolo e levantou com tudo.

O quase desnudo sayajim, ainda sofrendo os efeitos de seu próprio Pum, começou um movimento estranho, com as mãos e as pernas na tentativa de se livrar do odor desagradável. Ficou como uma galinha batendo as asas, e nisso o fio dental que vestia entrou bem no seu... err... bem, começou a incomodá-lo bastante. A solução foi dar pulinhos.

O mais incrível de tudo que ficou no ritmo da música!

- Olha só, mas que bom dançarino. - elogiou Afrodite

- Não achei... mais parece um animal no cio. - falou Shaka, que abriu seus lindos olhos azuis para ver a tal cena.

- Deve ser assim que ele se aquece para entrar no jogo. - comentou Camus que tinha chegado com Milo à pouco.

- Como assim? - perguntou Milo. - Que história é essa?

- Ah... nada - engasgou Camus, envergonhado pelo fora. -... ele só queria marcar uma pelada...

- Pela sua cara, é uma partida de pelado, isso sim!

Goku percebeu então em meio a vários cavaleiros de ouro. "Isso só pode significar uma coisa..." pensou.

- Passei no terrível teste! A Lança Quente de Afrodite finalmente será minha! - gritou contente.

A música parou e o silêncio invadiu o lugar.

Afrodite quase desmaiou ao sentir todos os olhares sobre si. Mas com dignidade, ele se aproximou do bolo e cochichou pra Goku.

- Mas será que você não podia esperar a gente ficar a sos primeiro!

Enquanto o Sayajin aprontava no santuário de Athena, na Grécia, lá longe em sua casa, Chichi que voltava das compras, chamava por seu marido.

- Goku querido, voltei... - ela gritou ao entrar.

Sem qualquer resposta, Chichi estranhou e procurou Goku pela casa inteira, mas nada do Sayajin.

- Não acredito que aquele inútil saiu sem me avisar! E justo agora que podíamos curtir um momento sozinhos...

Chateada, ela olhou o relógio e percebeu que não faltava muito para a hora do lanche de seu marido.

- Ah... já sei, farei uma surpresa!

Chichi correu para o quarto. Vestiu sua roupa de couro preferida, prendeu um chicote e algemas no cinto e pegou um capuz preto. Ao sair do quarto, percebeu alguém abrindo a porta da frente.

"Três horas! Exatamente na hora do meu amorzinho comer" pensou Chichi se posicionando atrás da porta da cozinha, bem camuflada pelo seu esconderijo e pronta para atacar. Sua respiração agitada demonstrava sua ansiedade. "É Baby...é hoje que a porca torce o rabo!"

A porta da cozinha foi aberta lentamente e a luz invadiu o ambiente que estava no breu, e assim que a figura masculina entrou pela cozinha foi atacado e sua cabeça enfiada no capuz.

Muito ágil, Chichi prendeu rapidamente os braços do homem forte com suas algemas. A vítima só murmurava coisas sem nexo. Chichi se aproximou colando seu corpo ao de sua presa.

- Querido... - sussurrou. - Hoje você vai conhecer o real significado da palavra prazer. - e mordiscou por cima do capuz a orelha dele.

A vitima murmurava desesperado, mas a mulher não lhe deu atenção, ao contrário, agia com brutalidade. Deu-lhe um tapa forte na bunda, fazendo o coitado gemer de dor.

- Agora vamos para o meu cativeiro, escravo!

Chichi o levou para o quarto. Lá, ela circulou seu escravo, que já tremia de medo. Tirou do cinto seu instrumento preferido (o chicote) e com agilidade e força fez com que ele estralasse bem próximo ao seu escravo que se assustou.

- Oh, então é medroso? - reclamou ela. - Cadê sua coragem de guerreiro, hein? Fala que sou sua rainha, vamos fala!

Estalou o chicote mais uma vez e se aproximou do seu escravo lentamente desabotoando a calça e abrindo o zíper, depois foi por trás do corpo de sua vítima que só sussurrava desesperado. Desceu o corpo junto com as calças do escravo. Chichi sempre teve fetiche por bumbum, especialmente o do Goku que tinha uma marca especial...

Mas foi então que ela soltou um berro.

- Você não é Goku!

O homem à sua frente murmurava descontrolado.

Chichi correu ao interruptor, ligou a luz para ver quem era. Foi então que percebeu que o capuz havia amordaçado a boca do homem impossibilitando-o de falar. Ela desatou o nó e tirou o capuz. Revelando quem era o seu escravo.

- Vegeta! - berrou.

- É, sou eu, sua maluca assassina! - vociferou Sayajin, mas corado de vergonha, e ainda por cima de calças arriadas.

- O que está fazendo aqui! - indagou a mulher.

- Posso até explicar se soltar as algemas e deixar eu me vestir. - disse o Sayajin

- Ah...sim, claro! - disse e correu ao armário, para pegar as chaves.

Desfeita a situação constrangedora, ambos deixaram o quarto. Na sala, Vegeta explicou o motivo de ter vindo atrás de Goku.

- Lança Quente? - indagou Chichi enrubescida.

- É... - confirmou ele, ainda mais vermelho.

Sem querer falar mais do assunto com Chichi depois do que tinha acabado de acontecer, Vegeta se levantou e foi em direção à porta.

- É melhor eu ir. Foi um erro ter vindo aqui.

Chichi consentiu. Depois, que a figura de Vegeta sumiu pela porta ela começou a chorar.

- Mas que situação! Será que estou sendo tão malvada com o Goku que ele preferiu ir atrás da lança quente!

CONTINUA...

Nota dos autores: Agradecimentos a todos que estão acompanhando o fic. E desculpe pelo atraso, tanto em quanto Kamui estamos na troca de trabalho e não ta dando pra deixar tudo ok.

Cat-chan...valeu por betar mais uma vez..te amamos!