-Together-
-E se eu não quiser parar de implicar você?
-Cara, você é chato!
-Você também.
-Imaturo.
-Velha.
-Imbecil.
-Criança.
-Babaca.
-Cobra. – as pessoas que passavam começaram a observá-lo e diminuir o passo.
-Quatro olhos.
-Sou mesmo.
-Tanto faz.
-Você fala muito.
-O que você tem a ver com isso? – colocou a mão na cintura.
-Eu, nada, mas meus ouvidos sim. – cruzou os braços.
-Você que esta me seguindo. Há! – completou vitoriosa.
-Eu apesar queria saber por que você me assediou aquele dia. – falou inocentemente. Alguns alunos até pararam.
-Eu? EU?! Isso foi antes ou depois de você ter me agarrado? – perguntou se aproximando fervendo em fúria.
-Na verdade foi quando você apertou minha bunda.
"Oh" escutou-se, bom, era para eles terem escutado, mas não. Apesar de a platéia ter parado para escutá-lo, eles pareciam não ver as pessoas.
-Apertei mesmo. – exclamou transtornada e corada.
As meninas soltaram risinhos e os rapazes urros de aprovação.
-Mas não se preocupe, não foi nada demais.
-Tem certeza? Foi com tanto gosto.
-Ah, já peguei em melhores. – escutou-se gargalhadas em volta.
-Já beijei melhores. – falou com certo rancor.
-Me desculpe, mas é bem difícil fazer algo quando alguém praticamente tenta arrancar sua boca fora. Acho que você andou faltando a muitas aulas, Potter. – aproximou-se mais sussurrando com raiva.
-Olha quem fala. Baixinha.
-Você não pareceu se importar com isso quando enfiou, com nenhuma sutileza, devo ressaltar, sua língua na minha boca.
-De olhos fechados isso não importa. Poderia ser qualquer uma.
Pansy arregalou os olhos e lhe deu um tapa no rosto.
-Eu não sou uma de sua vadias, Potter. Então não me trate como igual.
-Não aja como uma.
Humilhada e ofendida, Pansy segurou as lágrimas e o olhou com desprezo.
-Realmente, grifinórios são imprevisíveis. – falou com desgosto dando meia volta.
Deu dez passos e seu pulso foi agarrado com violência, fazendo-a se virar. Tentou se soltar, mas ele era mais forte, e a puxou para si, unido seus lábios.
Apenas se encostaram e mais nada.
-Não chora. – pediu.
-Acredite, não é por você. – falou com a garganta pressa pelas lágrimas.
-Queria que fosse. – a menina se assustou e prendeu a respiração.
-Você é maluco? Olha o que esta dizendo! – exclamou.
-Não que eu queira vê-la chorando.
-Potter! Cala a boca.
-Desculpa. – pediu.
-Pelo que?
-Não fui sincero.
-Potter, você não vai se declarar em publico, vai? – perguntou receosa.
-Não estraga o momento. – exclamou bravo e ela logo se calou. – Apesar de ser sonserina você me chamou a atenção, eu admito.
-Você é chato.
-Você é burra, lembra que eu te segui, quando íamos para a aula de Transfiguração? Eu poderia ter inventado qualquer outra desculpa e deixado você se ferrar sozinha.
-Mas você me ajudou.
-Exatamente. – a olhou profundamente.
-Sabe. – começou. – eu adoro a cor de seus olhos. – falou imitando a fala dele.
Harry abriu um sorriso lembrando-se do dia em que falara isso para ela.
-Sério?
-Sim. – olhou travessa.
-Obrigada, Parkinson.
-É a verdade, eles combinam com você.
-Esta me cantando?
-Estou conseguindo?
-Esta.
Pansy não agüentou e gargalhou.
-Que bom. – o beijou sem espera.
'... I used to think that happiness could only be something to happen to somebody else…' [Eu costumava pensar que a felicidade poderia ser algo que acontecia somente com as outras pessoas]
Realmente, eu pensava isso.
Quer dizer, até o Blaiser tinha arranjado alguém, cara. O Draco tinha se amarrado e eles pareciam tão felizes. E eu queria um pouco dessa felicidade. Todos merecemos ser felizes, não? Merecemos um pouco de amor, nem que seja um pouquinho só.
Sabe aquela expressão "gostar-gostando"?
Então, eu nunca gostei-gostando de alguém.
Deixe-me explicar: Eu gosto do Draco, do Blaiser. Eles estão "gostando-gostando" da Luna e da Gina. É algo como amar e se apaixonar, mas não é isso, talvez por que seja mais forte e mais seguro que isso.
Para mim isso é nomvo, admito, nunca senti isso por ninguém. bizarro, não? Mas é verdade. Parece que eu sou feita de pedra, mas não sou.
Até por que o palerma do Potter chegou. Eu só não entendi por que ele nunca tentou antes, quer dizer, se ele realmente gosta de mim, como ele mesmo disse, esse sentimento não pode ter chegado do nada, assim. Pode? Boa pergunta, vou falar com ele depois.
Enfim, eu só não entendi como ele conseguiu fazer isso em poucas semanas. Conquistar um pobre coraçãozinho solitário. Talvez seja isso. Coração solitário. Talvez não, por que, modéstia parte, homem é o que não falta. Agora homem que preste é outra coisa.
Sabe, depois que eu o beijei em Hogsmeade, em poucos segundos, todo mundo sabia que estávamos juntos. Puf! Pessoal fofoqueiro é fogo. De qualquer jeito nós não tínhamos por que esconder, assim como Blaiser e Luna, nosso amor era bem estranho, mas era amor, então não reclamávamos.
Teve um dia que meu pai mandou uma coruja para ele, quier dizer como diabos ele ficou sabendo disso? Como uma fofoca foi parar no Sul de Londres? Merlin! Só se foi a coruja a jato. Puf! Bom, Harry quase teve um enfarto quando meus pais o convidaram para um jantar. Quer dizer nós ainda não tínhamos nada sério, então pra que a merda do jantar.
Mandei uma carta para meu pai dizendo isso. Sabe o que ele falou?
"Eu não posso saber com quem minha filha esta ficando? Eu sou velho, não antiquado."
Minha família é bem bizarra, cara! Quer dizer, que pai quer saber com quem a filha fica se pegando pelos corredores de Hogwarts? Ter pais liberais é bem legal, mas as vezes me assusta. Daqui a pouco mamãe vai colocar uma estante no meu quarto só com poções anticoncepcionais e meu pai vai querer saber se o garoto é virgem. Miinha Nossa! Ia ser hilário e cabuloso.
Ah, sobre o jantar.
O Harry falou que iria assim mesmo. Vocês acreditam que ele me pediu em namoro em frente aos meus pais? Quase morri, pensei que explodiria de tão vermelha, mas eu aceitei. Até por que eu realmente gosto dele. quer dizer, gostar é uma formiguinha em frente ao que sinto quando estou perto dele.
Sei lá, ele faz com que eu me sinta bem, eu consigo ser eu mesma perto dele.
Ai, eu não tenho mais o que falar. Cara, eu fico pensando se eu não soubesse desse trem de Blog, com quem eu iria falar? Os meninos não iriam me agüentar, e você, se lêem ou não, não vão me descriminar.
Eu achei super interessante, por que você não sabem como eu sou e mesmo assim me fazem companhia.
Essa sou eu. Não sou lá essa coisa, mas dá para o gasto. O Harry sempre fala que eu sou muito bonita e bem magra, mas eu não concordo. Ele sabe me agradar, mas eu nunca vou dar o braço a torcer.
Ah, e o Harry? Bom, ele é o tipo de garoto que toda menina quer. Pode parecer suspeito eu falar, mas é verdade. Ele é romântico na medida certa.
Moreno de olhos verdes, como esmeraldas, cabelos despenteados, Pele branquinha, e um tanquinho de fazer inveja.
Gostosão, não? Bom, pode tirar o olho que esse tem dona.
Opa, sou eu! /risos/
Pessoal, muito obrigada por terem escutado esse relato enorme. Caraca,o maior de todos. Mas eu acho que vou tirar umas férias de você.
Bom, até o próximo relato. Beijos.
Pansy [L]
-Acabei! – falou fechando o notebook.
-Graças. – celebrou.
Pansy riu.
Estavam nos jardins de Hogwarts. Pansy estava sentada com o aparelho sobre as pernas e Harry deitado de costas na grama.
Colocou o notebook de lado e foi engatinhado até o rapaz.
-Eu precisava me despedir. – deitou-se sobre ele.
-Você nem os conhece.
-E daí? Eles me escutaram por um bom tempo.
-Hum, e tem algo sobre mim nessa coisa?
-Tem, até demais.
-Que bom, assim eles sabem que você tem dona.
-Chato.
-Velha. – beijaram-se.
-Ei! Eu estou com fome. – reclamou a menina.
-Eu não.
-Vai me deixar morrendo de fome, Harry? Que coisa feia.
-Você pode me comer. – os dois gargalharam.
-Acho melhor você não falar isso, vai que eu acredito que é verdade. – brincou se levantando.
-Vamos para a cozinha.
-Sim, vamos.
De mãos dadas entraram no castelo... Juntos.
