Charlotte tomara sua decisão. E não havia nada ou ninguém que a fizesse mudar de idéia. Era sua escolha. Sempre fora. Sabia desde o inicio que seu fim culminaria naquele momento.

"Você não tem nada na sua cabeça? Sabe o que isso significa? Tem noção do que está pensando? Ficou maluca? Por Griffindor, Charlotte!" – vociferou Sirius na noite anterior. Mas Sirius não era seu amigo. Nem aquele bando que andava com ele. Charlotte não tinha amigos.

"Apesar de ser veemente contra, nós te aceitamos" – falou Tiago Potter em uma certa ocasião para a menina extremamente pálida na sua frente. "Ele não é contra, só está brincando." – interferiu um garoto de cabelos castanhos claros e sorriso fácil no rosto. "Estou cansado de ouvir só besteiras masculinas. Uma garota será legal."

Mas Remo Lupin era o mais idiota dos quatro, concluira Charlotte. Ele e aquela coisa medonha chamada Pedro Petrigrew. Ela só tinha receio de Tiago que era espero e inteligente. E Sirius. Este a convencera de que ela podia ter amigos, que não precisava ficar sozinha, que existiam pessoas que a amavam e se preocupavam com ela.

"MENTIROSO!" Charlotte tremia de ódio. Sentiu uma onda tão intensa de raiva que seria capaz de matar aquele garoto que a fizera acreditar naquelas bobagens. E enquanto pensava nele, Charlotte nem percebera as lágrimas que escorriam como riachos furiosos sobre sua face, encharcando por completo sua blusa negra. Somente quando pegou seu sobretudo preto sob a cama e caminhou-se em direção a porta foi que o espelho que ficava no fim do corredor a denunciou. Parou por um instante, analisando a imagem.

Uma menina de olhos profundos, tristes, o rosto tão sem cor que médicos trouxas diriam que ela carregava uma doença grave. Tocou nas lágrimas que persistiam em cair. Tão espessas. "Malditas. Eu as odeio." E desejou, no mais profundo do seu íntimo, não ser aquela pessoa do espelho.

Pegou a varinha no bolso direito do sobretudo e apontando para a imagem que agora transbordava ódio, pronunciou:

- Diffindo!

O barulho dos estilhaços do espelho caíram ao chão como um estrondo. Olhou para a parede, agora vazia. E era assim que deveria ser. O vazio. Estava acostumada com ele. Era mais feliz com ele.

Três horas depois Charlotte regressara, e carregava algo que estranhamente a fez sentir mais forte, mais viva, mais destemida. Estava feito. Passou pelo corredor, direto para o quarto.

E um dos fragmentos do espelho refletiu uma um crânio com uma cobra saindo pela boca no braço direito da menina.


N/A: Veio as 3 da manhã de ontem! Escrevi, digitei e aqui está. Desculpem quaisquer erros. O tempo no computador está curto! Não deu pra verificar a formatação e etc.. Um beijo super hiper mega especial pra meninas: Victoria Tuaska Black e Angel Prince Black. O apoio de vocês... putz.. fez TODA A DIFERENÇA! E pra minha Erika Black Winchester que estava acordada na hora do... "pânico"... me suportando DAY BY DAY! huashaus! Beijinhos!