Título: Hurt
Beta: Piper Winchester
Advertências:Trata-se de Wincest. Contém cenas de sexo entre homens. Morte. Universo Alternativo
Descrição: Sam tem 21 anos, estudante de direito, mora com Dean seu irmão e também o homem por quem ele esconde um amor incondicional. Mas a morte insiste em andar do seu lado.
N.A.: Primeiramente eu queria agradecer muito a quem ainda está acompanhado a fic mesmo eu atrasando horrores, vocês são uns amores eu adoro ver que estão por aqui ainda. Segunda coisa, eu não sou psicologa e nem conheço ninguém que é para me ajudar, então não vou entrar muito em detalhes sobre as consultas do Sam com o Jimmy (estou ferrada porque tenho que fazer os dois interagirem, mas é isso aí, eu adoro um desafio). Vou fazer o melhor que posso e espero que vocês me entendam, eu gosto muito de escrever essa história e não vou abandoná-la podem ficar tranquilas. Agora chega de enrolação e aproveitem o capítulo que está bem família e para a sorte de algumas de vocês o Alex está indo embora, mas agora tem o o Jimmy HEHEHEHE.
VII
Dean apenas deu espaço para seu irmão fazer o que queria, não iria encher o garoto de perguntas, pelo menos não agora, esperaria o momento certo. Apenas deixou que Sam fosse para seu quarto descansar, quem sabe mais tarde pediria uma pizza ou alguma outra coisa que o moreno gostasse mais.
Como era domingo e estava cansado, resolveu ficar a tarde inteira em casa, com medo de deixar Sam sozinho ou de ele ter alguma outra crise e precisasse de ajuda, faria o que fosse preciso para ajudar seu irmão.
Alex ainda estava com eles e também resolveu ficar em casa no domingo, seu voo de volta era meia-noite e queria esperar Sam acordar para se despedir dele. Aproximou-se da sala, Dean estava sentado no sofá de dois lugares olhando fixamente para um ponto no chão sem realmente vê-lo.
- Você está bem? - Perguntou ao mais velho, sentando na beirada do outro sofá. Dean estava abatido, provavelmente por conta da noite mal dormida no hospital.
- Eu estou... Sabe... – Dean deu um suspiro pesado. – Às vezes eu penso que não dei conta de cuidar do Sam como devia. Não dei a atenção que ele precisava ou até mesmo a educação certa depois que nossos pais morreram... Não dei o amor que ele merecia de mim. – O loiro finalmente encarou Alex que tinha a feição triste.
- Não diga isso Dean, olhe só pra vocês! – Alex fez um gesto com as mãos apontando para o outro. – Vocês tem a casa que era dos seus pais, você cuidou da oficina que seu pai deixou e o negócio está indo bem... O Sam está fazendo faculdade, tudo como você queria e como deve ser.
- Não Alex, você não entendeu... – O mais velho sentia os olhos ficarem marejado. – O Sam sempre foi mais sensível, mais emotivo e eu não percebi o quanto ele precisava de atenção... Eu... Eu estava com medo, assustado. Quando meus pais morreram eu meio que sem notar joguei a culpa nele, eu não conseguia ser o irmão mais velho.
O loiro limpou uma lágrima que insistia em cair e abaixou a cabeça, ele tinha que contar pra alguém, depois do que aconteceu ele percebeu o que realmente tinha acontecido desde o acidente de carro que matou John e Mary.
- Eu amo o meu irmão, amo muito mesmo, mas... – Tomou coragem para confessar, sabia que podia contar com Alex. – Se não fosse por ele, eu... Eu iria embora, eu queria fugir de tudo, eu quase... Eu quase saí pelo mundo deixando meu irmão para trás. Céus eu sou uma pessoa horrível.
Alex não conseguiu não conter as suas lágrimas diante dessa confissão de Dean e apesar de ficado, não conseguiu deixar de sentir pena dele. Sabia que o rapaz nunca teria coragem de fazer o que disse, até por que ele estava ali com Sam e cuidou dele mesmo assim. Levantou-se e sentou ao lado do loiro, colocando uma mão em seu ombro. Dean ainda tinha a cabeça baixa e chorava baixinho.
- Dean, olha pra mim... – Pediu e depois de alguns segundos viu os olhos verdes cristalinos por culpa das lágrimas. – Você não é uma pessoa horrível, você ainda esta aqui e não abandonou seu irmão e Sam é um cara incrível, eu... Eu nunca conheci uma pessoa tão maravilhosa como ele e... E como você. – Se surpreendeu quando o mais velho lhe deu um abraço, mas passou os braços envolta dele.
- Obrigado Alex. – Dean ainda estava abraçado com o menor, sentia os dedos dele nos seus cabelos lhe fazendo carinho e sentia-se um pouco mais aliviado nos braços do jovem que amava, sabia que podia contar com ele, Alex sempre foi uma pessoa de bom coração. – Obrigado por estar sempre com a gente, por me ouvir e me ajudar... – Se soltou do abraço disse ainda o encarando. – Por ajudar o Sam, você sempre esteve do lado dele e foi um bom amigo. Sei que você gosta muito do meu irmão.
- Dean eu... – Começou a tentar se explicar, mas foi interrompido.
- Não Alex, tudo bem não precisa de explicações. – Começou o loiro. – Não te culpo por gostar dele e não de mim... Apesar de tudo nós sempre fomos como uma família, eu considero o Bobby como um pai também, então acho melhor nós deixarmos isso pra outra hora.
- Tudo bem. – Alex deu um sorriso sem graça e limpou uma lágrima que molhava seu rosto e viu Dean também fazer os mesmo. – Mas quero que saiba de uma coisa, eu sempre vou estar ao seu lado e ao lado de Sam, pode sempre contar comigo e Dean... Agora você tem que ajudá-lo mais que tudo, você é a única pessoa que ele tem, ele ama você.
- Agora eu não vou abandoná-lo... Vou ajudá-lo a passar por essa, você vai ver. – Dean tinha feição um pouco mais suave agora e deu um sorriso fraco. – Tem certeza de que você tem mesmo que ir embora hoje?
- Tenho sim... – O loirinho disse entristecido. – Ainda tenho algumas provas pra fazer e também alguns trabalhos para entregar antes das férias.
- OK! – Dean respirou fundo e olhou para TV que estava ligada no mudo. – Volta nas férias, não é?
- Volto sim. – Alex deu um sorriso e se levantou do sofá. – E ficarei minhas férias inteira pra ajudar você e o Sam. – No fim da frase já estava entrando na cozinha.
- O que você vai fazer? – O Winchester mais velho estava curioso com a saída repentina do loirinho e resolveu ir atrás vendo Alex mexer nas prateleiras. – O que está fazendo?
- Depois dessa preocupação toda precisamos de algo pra melhorar esse humor... Ahh aqui. – Tirou de dentro do armário uma lata de leite condensado. – Um brigadeiro de panela vai ajudar.
- Quer ajuda? – Dean encostou-se ao batente da porta aos risos.
- Do jeito que você é desastrado na cozinha. – O garoto também estava aos risos. – Acho melhor, eu me viro. E você deve ter dormido mal naquele hospital, por que não se deita um pouco?
Nesse momento o telefone tocou na sala e Dean foi atendê-lo e rapidamente voltou para a cozinha.
- Quem era? – Alex perguntou enquanto colocava os ingredientes na panela. Algum problema?
- Não, era seu pai. – Dean tirou uma garrafa de água da geladeira e se serviu de um copo. – Ligou para avisar que virá aqui mais tarde para ver o Sam e se despedir de você.
[...]
Sam acordou meio perturbado, isso acontecia sempre quando dormia em horário não convencional, olhou na janela de seu quarto e ainda era de dia, mas não devia ser tão cedo. Pegou seu celular que estava na cômoda ao lado da cama e constatou que era fim de tarde, já tinha dormido de mais, provavelmente dormiu todo o sono atrasado e não aguentava ficar mais nenhum minuto naquela cama e certamente teria problemas para dormir de noite.
Ao descer as escadas e chegar à sala encontrou seu irmão e Alex na sala, rindo e xingando um ao outro, jogando algum jogo de luta no Xbox e quando os dois o viram acordado pararam o que estavam fazendo.
- Hey... Até que enfim acordou a bela adormecida! – Alex olhava para ele do sofá. – Está tudo bem?
- Estou bem sim... – Sam se aproximou do sofá ao lado e se sentou. – Na verdade eu estou com fome, tem alguma coisa pra comer?
- Já pensamos nisso. – Desta vez foi a vez de Dean responder e deixou o controle de vídeo game na mesinha de centro. – Acabamos de ligar e pedir uma pizza.
- Será que vai demorar muito? – Sam coçou a cabeça que estava com os cabelos bagunçados e em seguida pousou a mão no estômago. – Estou morrendo de fome.
Os três deram risada ao mesmo tempo, o moreno estava se sentindo bem melhor agora, mas evitava ficar pensando no acontecido, tinha medo de lembrar-se daquelas sensações e queria evitar ao máximo tocar naquele assunto com os outros.
- Sam, seu cabelo está um caos sabia. – Dean se levantou e sentou-se ao lado do irmão e bagunçou mais os cabelos dele. – Isso que dá não ter os cabelos lindos como o meu.
- Idiota. – O moreno dizia tentando se livrar das mãos do loiro, Alex apenas assistia a cena rindo. – Me deixa... Para de mexer no meu cabelo.
- Mas é uma mocinha mesmo... – O mais velho disse em brincadeira quando parou de mexer nos cabelos do irmão. – Não pode ficar com o cabelo bagunçado... – Parou e observou o moreno com carinho. – Você está bem mesmo? Quer conversar sobre o que aconteceu?
Sam olhou para o irmão, ele estava diferente, parecia mesmo se preocupar com a sua situação e no fundo se sentiu feliz com isso, mas também frustrado por não poder ter Dean nos seus braços. Olhou na direção de Alex que sempre estava ali, sempre companheiro, não queria preocupar as pessoas que amava com isso, mas estava feliz por estarem do seu lado.
- Eu estou bem sim. – Disse concordando com a cabeça e deu um leve sorriso. – Eu só não quero ficar tocando nesse assunto, tudo bem?
Os outros dois concordavam com um balançar de cabeças e quando Dean abriu a boca pra dizer alguma coisa a campainha tocou e Alex levantou animado.
- Será que já é nossa pizza! – Correu para atender a porta e ao abrir viu seu pai parado do lado de fora, Bobby deu um sorriso ao vê-lo.
- E aí garoto, como você está? – Deu um abraço no loirinho e foi entrado na casa.
- Eu estou bem pai, o Sam esta ai na sala com o Dean. – Alex fechou a porta e acompanhou o homem até a sala.
Sam olhou o velho quando ele entrou na sala, Bobby tinha o olhar preocupado, com certeza iria querer saber o que aconteceu e ele não queria tocar nesse assunto. Não o culpava e entendia muito bem a preocupação de Bobby, pois ele que ajudou Dean a cuidar de tudo depois do acidente então sorriu e se levantou para abraçá-lo.
- Como você está Sam? – Ouviu a voz de Bobby enquanto se abraçavam. - Você nos deu o maior susto!
-É... – Sam sorriu tímido depois que se soltou do abraço e olhava para aquele velho barbudo que agora tinha como pai. – Me desculpe por isso Bobby, mas agora eu estou bem melhor.
- Tem certeza disso? – Bobby olhou para Dean que veio lhe dar um abraço e se afastou em seguida. – Dean, Alex... Eu gostaria de falar com Sam a sós.
Os dois se entreolharam e depois para Sam que apenas consentiu e ambos subiram para seus quartos.
- Me traga uma cerveja antes! – Disse Bobby sentando-se no sofá e Sam foi até geladeira rindo, entregou a cerveja e sentou ao lado de Bobby.
- Eu estou bem Bobby, pode ficar tranquilo. – Começou a se explicar, mas o mais velho parecia não dar ouvidos ao que ele dizia e o olhava como se não acreditasse em uma palavra sua.
- Então vai ser assim... – O velho o encarava. – Você vai fingir que nada aconteceu, ou não querer falar sobre o assunto, como sempre. – Tomou um gole da cerveja. – Olha filho... Eu realmente me preocupo com você e com seu irmão, vocês são como filhos pra mim assim como o Alex, mesmo antes de tudo acontecer. Eu sempre tive muito carinho por você e me sinto na obrigação de te dar apoio... Então é melhor começar a falar.
- OK... – Sam mordeu os lábios, sabia que não conseguiria driblar aquele velho ranzinza, mas iria explicar tudo de forma que ele entendesse. – Eu não sei... Não sei mesmo o que está acontecendo comigo Bobby, mas eu quero que entenda que eu não quero falar sobre o que aconteceu ontem... Você sabe que eu tive uma crise de fobia social, mas lembrar daquelas sensações... Eu não estou a vontade pra falar disso.
Sam estava começando a sentir desconfortável, lembrar-se de tudo era muito ruim e tinha medo de ter aquela crise novamente. Sabia muito bem que as possibilidades disso acontecer dentro de casa era difícil, mas mesmo assim era perturbador demais. Sentia as mãos suarem e passou-as pela lateral das coxas para secá-las.
- Tudo bem Sam... – O velho percebeu que o moreno não estava se sentindo bem com aquilo e sua intenção ali era apenas ajudar. – Não quero te prejudicar, mas quero que saiba que pode conversar comigo, pode ir atrás de mim a hora que precisar que eu vou te ajudar, OK? – Colocou as mãos no ombro do rapaz. – Agora me dê um abraço.
Os dois se abraçaram por uns instantes e Sam ficou feliz por saber que ainda tinha pessoas que se preocupavam com ele. Gostava da companhia do velho e sabia que podia contar com ele, mas não poderia lhe ajudar com o problema chamado "Dean".
- Valeu mesmo Bobby... – Sam tinha um sorriso leve no rosto. – Pode ficar tranquilo que eu vou me esforçar pra melhorar, você vai ver.
A campainha tocou novamente, desta vez devia ser a pizza, Sam se levantou do sofá pra atender a porta, mas Alex veio correndo das escadas.
- Deixa comigo. – Disse passando pelos dois e pegou as pizzas pagando o entregador e levou as caixas para a cozinha, Dean veio logo em seguida.
- Janta com a gente Bobby? – Disse parando na sala ao lado de Sam que ainda estava em pé. – Mas hoje só tem pizza.
- Tem cerveja gelada na geladeira? – Perguntou esperançoso e Dean confirmou aos risos. – Então eu fico de qualquer forma tenho que levar esse pentelho para o aeroporto depois.
- Eu ajudo a colocar a mesa. – Sam disse animado e o loiro ficou aliviado ao perceber que ele parecia bem melhor.
Todos se fartaram de comer pizza conversaram mais um pouco sobre as artes que os garotos faziam quando crianças no ferro velho, uma vez Sam se cortou em uma das peças de um carro que estava bem enferrujado e teve que tomar sua primeira vacina para tétano, passou uns dias com uma febre fraca, mas no fim ficou tudo bem.
Quando deu a hora de Alex ir para o aeroporto ele pegou suas malas e todos estavam na calçada se despedindo do garoto.
- Eu vou, mas volto... – Disse assim que deu um abraço no Dean. – Não pensem que vão se livrar de mim tão cedo.
- Só avisa quando for chegar que eu vou te pegar no aeroporto. – Dean se afastou e Alex apenas confirmou.
- E você, vê se toma jeito, ok? – Deu um abraço apertado em Sam que correspondeu na mesma intensidade. – Logo eu estou de volta.
- Pode deixar. – Viu o loirinho entrar na caminhonete do Singer se despediu dele também e viu o veículo se afastar.
[...]
Passou-se uma semana e tudo sem novidades, Dean trabalhou na loja e Sam apenas ficava em casa. Bobby veio mais algumas vezes visitá-los. Uma semana como qualquer outra e hoje era o dia da primeira consulta com Jimmy, o novo psicólogo de Sam.
Dean insistiu em levar o moreno para o consultório mesmo contra a sua vontade, mas no fundo Sam estava aliviado em saber que o loiro o levaria, ainda não estava se sentindo muito confiante em sair de casa sozinho e seria a primeira vez que fazia isso.
- Anda logo Sam! – O mais velho gritava do fim da escada. – Está pior que uma noiva, isso é só uma consulta.
- Estou descendo... – Sam terminou de se arrumar e deu uma ultima olhada no espelho aprovando o que via, pegou o frasco de perfume e esborrifou no pescoço. – Vamos!
Chegando lá Sam começou a se sentir um pouco ansioso, mas não por medo ou qualquer motivo que o levasse a ter outra crise, até que estava tudo bem em relação a isso, mas estava ansioso para ver o psicólogo, não tinha tirado aqueles olhos azuis da cabeça desde o dia no hospital. Passou até a pensar que aquilo era a única coisa boa que tirava do caos que tinha virado sua vida.
A recepcionista os recebeu com muita educação, educação até demais pensou Dean, ela não tirava os olhos de cima de Sam e isso o deixava irritado. Até que a moça era bonita, tinha os cabelos compridos de cor escura que lhe caiam nos ombros e tinha um corpo atraente, mas o loiro sentiu uma pontada no peito em imaginar seu irmão com ela. Estranhou tal sentimento.
A moça chamou pelo nome de Sam o avisando que ele poderia entrar, seu coração acelerou um pouco e entrou na sala. Era um lugar bonito, os móveis todos de madeira escura e como de praxe um diva ao lado de uma poltrona e mais ao lado tinha uma mesa, onde Jimmy Novak estava sentado. "Céus, que homem lindo", pensou Sam e quando ele o viu abriu um sorriso levantou-se e tirou os óculos deixando os lindos olhos mais visíveis.
- Olá Sam! – Abriu um sorriso e veio de encontro ao moreno que se sentia meio bobo na presença daquele lindo homem. - Como está se sentindo hoje? – Disse pegando apertando a mão de Sam.
Continua...
Reviwes? *-*
