Disclaimer: [UA] Saint Seiya não nos pertence, e esta história não tem quaisquer fins lucrativos.
Capítulo Quarto.
As ruas de New York estavam desertas àquela hora da noite. Pandora não se incomodou de andar por elas sozinha, já estava vagando há quase uma hora desde que Camus saiu de casa. Ele não era mais a mesma pessoa por quem ela havia se apaixonado, na realidade ela nem ao menos sabia o motivo de estar casada com ele ainda. Talvez fosse por isso que ela esfregava arduamente o dedo onde a delicada aliança de ouro deveria estar.
A noite estava fria e ameaçava chover. Um vento gelado vindo do sul bagunçou os cabelos negros dela, fazendo com que a jovem esfregasse os braços, na intenção de que o atrito que ela causasse ali diminuísse o frio. Como de costume, seus pensamentos estavam longe, vagando entre o certo e o errado, entre o que a sociedade iria dizer sobre o que ela decidisse ou não. Para ela, Camus não iria ser impor em relação ao divórcio, ele não iria pedi-lo.
Ele até mesmo iria preferir viver infeliz a viver sem ela. O que era estranho, mas Pandora apesar de estar triste com o final do relacionamento dos dois, estava feliz em poder ter a sua liberdade de volta. Antes de ele sair do apartamento para encontrar Milo, eles discutiram feio, como todos os outros dias, mas naquele momento ela não pode aguentar, ela não iria mais suportar viver daquele jeito, então a proposta fora feita. Ela só não sabia se ele iria aceitar. Porque como sempre, ele preferiu deixar o assunto para depois, para depois que ele se divertisse.
Como sempre, ela ficava em segundo plano, na realidade, ela nunca foi a primeira opção dele. NUNCA. Mais uma vez ela se perguntava o porquê de ter casado com aquele homem. Seus pés a levavam para próximo do local onde seria a tal festa em que seu futuro ex-marido estava. Ela nem acreditava que tinha andado aquilo tudo. Mesmo estando longe, podia ver as luzes e os fotógrafos. Um carro de polícia estava estacionado em frente da festa e as pessoas não paravam de chegar.
- Nossa! Que ostentação! – Falou por entre os dentes.
Resolveu ir embora, ficar ali só serviria como tortura psicológica para ela mesma. Deu as costas para a bela festa e voltou a caminhar pelo mesmo longo caminho que fizera. Chegar até ali foi fácil, voltar para casa, talvez não fosse tão fácil assim. Agora ela podia sentir o peso em suas pernas, e podia sentir os seus pés doendo. Bolhas deviam ter ser formado ali, e com certeza ela iria se arrepender de ter ido caminhando até aquele antro. Virou a esquina logo a frente, e andou mais um pouco virando a esquerda em seguida.
Se ela estava sentindo os seus pequenos pés doendo, sentiria ainda mais agora. Ela nem ao menos viu de onde ele veio, só sentiu o encontro da roda de sua bicicleta em seu tornozelo. Na mesma hora, pode sentir também o chão gélido de encontro com as suas nádegas e pode escutar o grito desesperado que saiu dos lábios do jovem menino que a atropelou.
Sentiu todos os músculos do seu pé esquerdo se repuxando e gritando com ela. Estava doendo. Doendo muito. Pandora era o tipo de pessoa que não usava bicicleta e nem carro justamente por este motivo, não queria atropelar ninguém. Seu controle motor era péssimo, mas ali estava ela, sentada no chão com o pé doendo e tendo que olhar para a cara de assustado do rapaz a sua frente.
- Meu Deus! – Ele exclamou apavorado. – De onde você surgiu, mulher?!
- Daquela esquina ali. – Falou ironicamente. – E alias, lugar de bicicleta é na rua e não na calçada.
- Me perdoe. – Falou o jovem sem graça. – Deixe-me ajudar. – ele falou ainda sem graça, vendo que a jovem queria se levantar.
- Tudo bem, eu consigo sozinha! – Falou seca.
- Não, eu te ajudo. Seu pé está ficando inchado.
- Deve ter sido só uma luxação, mais nada.
- Você ainda diz só isso?! – Ele parecia incrédulo com a segurança dela. – Venha, suba na minha bicicleta, vou te levar no hospital!
- Não precisa!
- Claro que precisa! Deixa de ser teimosa.
O jovem a ajudou a montar na bicicleta. Ela reclamou um pouco da dor e ele fez uma careta junto com ela. Parecia que a dor dela, era a dor dele. Ele realmente se sentia um idiota de ter atropelado alguém, ainda mais em cima da calçada. A razão era toda dela. Maldita festa que o fez se atrasar, maldita festa não, ele que era o lerdo.
- Então, qual o seu nome? – Ela perguntou indiferente.
- Oi?
- O seu nome. – Ela quase pontuou as palavras.
- A sim. Bom, meu nome é Giannini. – Ele segurou a bicicleta com força, para que ela não virasse e voltasse para o chão com o peso da mulher. – E o seu?
- Giannini. Então já sei a quem eu devo processar! – Ela falou séria.
- O que?! – Ele quase gritou. – Não precisa disso tudo, me desculpe, prometo que não vai mais se repetir.
- Promete?! – Ela dirigiu um olhar penetrante para ele.
- Prometo. – Ele quase fez um reverencia para ela.
- Então está bem. – Pandora olhou para ele e sorriu. – Meu nome é Pandora.
Nini se surpreendeu como aquela mulher podia mudar de expressão com tanta facilidade, uma hora estava séria, outra hora estava sorrindo. Uma hora ameaçava ele e na outra era como se nada tivesse acontecido. Aquela mulher era estranha.
- O que você estava fazendo a essa hora na rua?
- Caminhando para distrair a mente. – Ela segurou o guidom da bicicleta com força. – Não vai me deixar cair daqui hem.
- Pode ficar tranquila, não cometo dois erros em uma mesma noite.
- Que bom. – Ela relaxou o corpo. – E você? Está vestido igual a um pinguim por quê?
- Ah! Eu tenho uma festa para ir. – Falou sem graça. – Bom, pelo menos eu tinha.
- Hoje é o dia das festas! – Falou mais para si própria. – Não se incomode comigo, me deixe no hospital que de lá eu me viro.
- De jeito nenhum. Pretendo te levar em casa.
- E você acha mesmo que irei deixar um desconhecido me levar em casa?!
- Bom, se você está me deixando te levar no hospital, não vejo problema algum de deixar eu te levar em casa, afinal, se eu fosse fazer algum mal a você já tinha feito.
- E o meu pé não foi nenhum mal causado por você?
- Bom... – Ele sentiu as bochechas corarem. – Isso foi um acidente.
- Ok. – Ela deu de ombros. – Me leve para o hospital e logo depois para casa. Garanto que a sua festa vai ser um programa melhor que esse, mas já que faz tanta questão.
- Não seria educado e nada gentil te deixar lá no hospital sozinha, meus pais me deram educação.
- Então você teve bons pais.
Eles caminharam em silêncio por um longo período de tempo. Quando a luz do hospital público ficou visível, Pandora suspirou aliviada. Não por estar ali com ele, e sim por saber que logo, logo a dor em seu pé passaria. Seu tornozelo estava mais inchado do que antes e com certeza ela teria que colocar no mínimo uma tala ali em volta. Suspirou mais uma vez.
- Está doendo muito, né? – Ele perguntou triste.
- Está, mas nada que eu não aguente.
- Você está meio pálida sabe, deve estar doendo muito e você fica se fazendo de durona.
- Está doendo, mas eu não vou ficar falando toda hora isso.
- Durona.
- Não sou fresca. Não preciso de um homem em um lindo cavalo branco para me salvar.
- Toda mulher precisa, mesmo que ele use bicicleta.
*O*O*O*
Ana chegou à empresa no horário certo. Muitos jornalistas e fotógrafos estavam parados na entrada tirando fotos das pessoas que chegavam. Ali de fora dava para escutar o som alto que vinha lá de dentro.
Um pequeno sorriso se formou em seus lábios. "Então era isso." Pensou revirando os olhos. Ela gostava da cantora em si. As músicas eram boas e ela sempre foi muito carismática e simpática, fora que ela realmente iria colocar o povo para dançar.
Olhou ao redor a procura de alguém conhecido, mas não viu ninguém, Abby não estava ali fora, talvez a amiga estivesse lá dentro já. Empurrou as rodas da cadeira devagar, não queria ficar suada ou sujar o vestido. Passou por alguns jornalistas, que lhe dirigiram vários olhares, pelo fato dela usar uma cadeira de rodas.
Mais a frente, uma ruiva batia o pé descontroladamente no chão, suas mãos estavam na cintura e ela tinha uma câmera em volta do pescoço. Não estava vestindo um vestido e sim um terno simples, até que elegante. Quando Ana chegou perto dela, ela parou de conversar com o jovem que estava a sua frente e lhe dirigiu um olhar meio enviesado.
- Você é funcionária? – Perguntou um pouco seca.
- Sim, sou. – Ana sorriu. As pessoas podiam ser grossas com ela ou até mesmo ignorantes, ela sempre respondia com um sorriso. – Por quê?
- Porque temos que tirar uma foto sua. – Falou ela de uma forma mais gentil. – Connor, prepare a sua câmera enquanto eu vou posicionar ela de uma forma que a luz desses postes não atrapalhe.
Ele fez um sinal afirmativo com a cabeça enquanto Marin, sem nem ao menos pedir permissão, puxou a cadeira dela, colocando ela de frente para a luz. Ana não disse nada, não queria ser indelicada e a ruiva só estava fazendo o trabalho dela. Quando finalmente Marin ficou satisfeita, Connor foi até a jovem cadeirante e tirou três fotos.
Ana agradeceu pela gentileza e se dirigiu para dentro da empresa, não antes de escutar a ruiva reclamar que aquilo não era seu trabalho, que ela deveria estar investigando um assassinato e não ali tirando fotos de pessoas que não tinham importância para a sua carreira. Aquelas palavras não a ofenderam, de forma alguma, só a fez pensar em como essa menina deveria ser amargurada e sozinha.
*O*O*O*
- Nossa! Você ficou linda de azul. – Jhonny estava praticamente babando. – Quer dizer, me desculpe... Você está muito elegante. – Concluiu sem graça.
- Você acha? – Seika perguntou sorrindo. Ela realmente gostou do vestido, mas o que ela mais gostou foi da cor avermelhada que o rosto dele ficou quando a elogiou.
- Claro que acho! Você está incrível! Não que antes você não estivesse, mas é que agora... Essa cor cai bem com a tonalidade da sua pele.
- Oh! Você entende de moda? – Ela perguntou se olhando no espelho. Realmente o vestido era lindo, não tanto quanto um Gucci, mas tinha ficado melhor, já que não era uma cor clara. – Pode dar algumas aulas?
- Se eu entendo? – Ele ficou sem saber o que responder. – Eu...
Ele olhou em volta. É claro que ele não entendia de moda, o que ele entendia era das roupas que as strippers usavam. Só que ele não poderia dizer isso a ela. Ela era tão meiga e gentil. Seu sorriso o cativava e ele só a conhecia há alguns minutos. "Será que estava apaixonado?" Sacudiu a cabeça para evitar pensar aquilo.
- O que foi? – Ela perguntou gentilmente. – Está com uma cara estranha.
- Não é nada. – Ele falou rápido demais. – Você já está pronta?
- Sim... Só que... – Ela olhou ao redor triste.
- O que foi? – Ele perguntou sem entender o porquê dela ter ficado triste tão subitamente. – Não gostou do vestido? Quer outro?
- Não, eu amei! – Ela apressou-se a dizer. – Ele é lindo. É só que... – Ela suspirou.
- É que?
- Se eu for, você não vai poder ir comigo não é mesmo? – Seika perguntou rápido de mais, talvez para tentar afastar a timidez e ter coragem de ir até o final.
Ah! Aquilo tinha pegado-o desprevenido. Então era esse o problema, ela queria que ele a acompanhasse na tal festa. Ele não era muito de festas, não festas desse nível. Era mais do povo, mas de sair para uma balada ou ir a um barzinho mesmo beber com os amigos, não saberia nem se portar em uma festa elegante.
- Você quer ir nesta festa? – Ele perguntou olhando para as próprias mãos. – Porque eu posso te levar em outro lugar se quiser, um lugar que gosto muito.
Seika o encarou por alguns segundos. Ele realmente tinha feito aquela proposta a ela? Ela não sabia o que dizer, só sabia que queria estar com ele, não sabia o porquê disso, talvez o fato dele tê-la salvo devia ter despertado algo que estava adormecido dentro dela. Pensou na ideia de não ir à festa. Megan não iria se importa e se ela falasse a verdade no dia seguinte, talvez nem toda a verdade, mas só um pedaço, ela no final não se importaria, até ficaria compadecida dela.
- Aonde nós vamos? – Pergunto enfim.
- Sério?! – Ele a encarou sorrindo. – Você realmente vai deixar de ir nesta festa chique para ficar comigo?
- Vou. – Falou decidida. – Afinal, você salvou a minha vida!
- Não. – Ele disse chegando perto dela. – Você salvou a minha.
Seika ficou sem reação quando escutou aquelas palavras, mas sentiu seu rosto ficar vermelho e um sorriso tímido formou em seus pequenos lábios. Ele segurou seu rosto com as mãos e ela pode mergulhar na imensidão do olhar dele.
Jhonny só queria sentir os lábios dela nos dele. O rosto dela estava quente de encontro com as suas mãos, os lábios dela estavam entreabertos o convidado, ele nem pensou duas vezes, tocou seus lábios nos dela com delicadeza. No começo ela não fez nada, mas depois ela retribuiu o beijo.
Ah sim, os lábios dele eram macios como ela imaginava, o gosto era de hortelã e o beijo era cheio de promessas veladas, seja o que for que começou a acontecer naquele instante, ela não queria que acabasse nunca.
*O*O*O*
- Cara, eu já disse para você largar isso ai e vir aproveitar a festa. – Dohko andava de um lado para o outro na cozinha. – Você trabalha demais, Deba.
- Esse é meu trabalho, Dohko! – Exclamou o amigo. – Eu estou ganhando para estar aqui, você sabe disso, né?
- Claro que eu sei, mas desde a hora que a gente chegou você está trancado aqui dentro e o Shion ainda não apareceu. Eu não quero ir lá pra dentro sozinho.
- Deixa de ser fresco. – Deba tacou uma amêndoa nele. – Parece um viado.
- Olha quem fala! – rebateu o amigo. – Delegue logo essas malditas ordens e vamos aproveitar. Porra!
- Já que você pediu com educação. – Deba dirigiu um olhar azedo para uns dos garçons. – Eu quero essas bandejas cheias. Quero todos os convidados com uma taça na mão. Vamos, mecha-se!
O garçom pegou uma bandeja de prata cheia de taças de champanhe e saiu elegantemente da cozinha. Deba revirou os olhos e voltou a sua atenção para o amigo.
- Acho que podemos sair. – Disse ajeitando a gravata. – As coisas estão indo bem, não devo ter problemas daqui pra frente.
- Graças a Deus! – Dohko jogou as mãos para o alto. – Vamos aproveitar essa festa! Preciso de uma bebida forte
- Eu não posso beber. – Falou triste. – Estou de serviço.
- Uma taça de champanhe não vai te matar Deba.
- Só uma.
Dohko olhou para o amigo com uma expressão estranha no rosto. Seja o que for que se passou pela mente dele, Deba sabia que ele não beberia apenas uma taça de champanhe. Dohko e Shion já deviam ter preparado o roteiro da noite.
*O*O*O*
Abby estava ao lado de Ana, as duas já tinham tirado fotos juntas e agora estavam apenas conversando sobre a decoração da festa e claro, sobre Chloe que corria para cima e para baixo. Suas assas batiam nas pernas dos convidados deixando Abby sem graça.
Logo quando ela chegou Chloe correu em direção aos fotógrafos e ficou fazendo pose para eles. Nenhum deles pareceu se importar com a menina exigindo várias coisas, eles até riam e tiravam várias fotos dela. Ela começou a falar e a desfilar e mais uma saraivada de flash.
Aquilo fez Abby rir. Sua filha estava do jeito que queria, igual pinto no lixo. Toda feliz. Realmente tinha sido uma boa ideia trazê-la para a festa. Ela estava contagiando os convidados com a sua alegria. Megan nem tinha dito nada, só pego Chloe no colo e lhe enchido de beijos. Tirou varias fotos com a menina, junto com a irmã e as outras sócias, que por sinal até cogitaram em levar Chloe para a casa delas para passar um final de semana lá.
Seria ótimo ter um final de semana para descansar e quem sabe sair com alguém e paquerar. Abby com certeza pensaria nessa possibilidade e Chloe ficou tão feliz ao lado das suas chefas. Então não via problema algum em ceder um final de semana a sua filha.
*O*O*O*
- Boa noite. Hoje iremos cobrir o evento do ano. Nas belas ruas de New York uma empresa de moda está sendo inaugurada. As donas propuseram um lindo evento entre os funcionários e claro, entre todas as celebridades que fazem parte da empresa. Muitos artistas estão passando neste exato momento pelo tão estimado tapete vermelho. No local dando maiores informações está Shaka. Boa noite Shaka, como estão as coisas por ai?
- Boa noite Fantine, tudo está bastante agitado. Desde a hora que eu cheguei aqui, há uma correria para lá e para cá entre as próprias proprietárias. Muitas pessoas chegando de diversos lugares, neste exato momento acabou de passar o Governador de Nova Iorque. O evento pode ser de moda, mas conta com grandes personalidades públicas. É esperada também a presença do Ministro da Cultura mais tarde essa noite.
Shaka caminhou pelo tapete vermelho entrevistando um ou outro que ele julgava ser digno. Ele mesmo não esperava aquela proporção toda, muitas pessoas que estavam ali deveriam ser convidadas de convidados e não das proprietárias, afinal, elas não eram tão conhecidas assim. Sua atenção foi completamente tomada quando o maior proprietário da Indústria Têxtil começou a andar pelo tapete vermelho ao lado de sua magnífica esposa. Shaka se apressou e correu na direção deles.
- Fantine, neste exato momento está passando por aqui Sr. e Sra. Farrell, os pais de duas das proprietárias, que quando meninas sofreram aquele sequestro que comoveu os Estados Unidos todo. Vou ver se consigo dar uma palavrinha com eles.
Shaka correu até o empresário e gentilmente pediu para que os dois respondessem algumas perguntas feitas por ele. Os dois sorriram e gentilmente concordaram.
- Senhor Farrell, a sua empresa irá trabalhar junto com a Beauty Enterprise?
- Sim, nós fizemos um acordo. Iremos disponibilizar os nossos serviços à empresa e elas irão ceder seus modelos para usarem as nossas marcas.
- Depois de muito tempo sem fazer qualquer tipo de contrato com outra empresa, você voltou a negociar com empresas dos EUA, por qual motivo Senhor Farrell?
- Creio eu, que depois de velho a gente repense alguns assuntos.
- Você ficou afastado devido ao sequestro de suas filhas?
Nicolas sentiu um leve tremor percorrer seu corpo, aquele era um assunto há muito tempo esquecido e ele pretendia manter aquilo do jeito que estava, sentiu as delicadas mãos de suas esposa lhe forçarem para seguir adiante. Nicolas apenas sorriu para Shaka e o ignorou, deixando-o sozinho no tapete vermelho.
- Bom Fantine, acho que o famoso empresário ainda não consegue falar sobre este assunto em particular, mas até o final da festa, talvez eu consiga tirar algumas coisas dele. Mais a frente como pode ver, as quatro donas estão cumprimentando os convidados, neste exato momento elas estão falando com Nicolas Farrell e sua esposa. Marin ficou encarregada de entrevistá-las, eu vou voltar para o tapete vermelho e ver quem mais veio prestigiar as meninas. Voltemos ao estúdio.
Boa noite Shaka. Bom, pelo que deu para perceber a festa está bastante movimenta. Logo mais, depois dos comerciais, nós voltamos com a tão esperada entrevista da Marin e com mais Shaka e tapete vermelho.
O comercial foi para o ar e Fantine teve o seu momento de alívio. Estava trêmula desde a hora que começou o jornal. Sentia as mãos dormentes e a barriga doía sem parar. Como que Shaka conseguia fazer aquele tipo de coisa tão naturalmente?! Talvez com o tempo ela começasse a ficar mais tranquila e tirasse de letra, igual a ele. Os maquiadores correram até ela e começaram a cobrir qualquer imperfeição que possa ter passado despercebida.
- Vocês têm apenas 30 segundos. – Disse o diretor para todos no estúdio. - Contando. 5, 4, 3,...
O diretor fez os número nos dedos e ao mesmo tempo todos no estúdio se calaram. Fantine repirou fundo e se preparou mais uma vez para entrar ao vivo.
Voltamos com a nossa transmissão. Agora vamos até Marin ver como estão às coisas por lá.
Marin estava entre Megan e Bea. Violet estava ao lado da irmã e Rachel ao lado da amiga Bea. Marin parecia tranquila e até mesmo um pouco triunfante em estar fazendo aquele tipo de trabalho. Afinal, ela sabia coisas que nem mesmo Shaka podia imaginar.
- Meninas me digam como é inaugurar uma empresa desse porte?
- Difícil. – Falou Rachel. Ainda mais quando seu cunhado decide trazer uma stripper que quer pegar seu namorado, ela acrescentou mentalmente. – Nós três nos dedicamos durante dois anos de nossas vidas para montar a empresa e ela sair assim, perfeita.
- Bom, quase perfeita, mas estamos trabalhando sempre nisso, queremos sempre dar o melhor. – Acrescentou Megan.
- Como que as quatro conseguem entrar em um acordo? Tem muitas brigas entres vocês?
- Bom, em toda família há briga. – Falou Violet. – A gente sempre briga, mas no final tudo se resolve.
- A Megan é a que mais briga. – Falou Bea sorrindo. – É a mandona do grupo.
- Agora pouco vocês estavam falando com o Sr e Sra. Farrell, eu soube que vocês duas, Violet e Megan, são filhas do casal, isso procede?
- Sim. – Megan falou um pouco desconfortável. – Somos as filhas deles sim.
- Isso é relevante? – Perguntou Violet ironicamente.
- Bom, então supostamente vocês duas são as outras meninas que foram sequestradas junto com as irmãs Farrell?
- Olha, sem querer ser indelicada com você, mas este é um evento de moda. Será que podemos falar sobre moda? – Perguntou Bea.
- Só mais uma pergunta meninas, o que aconteceu há quinze anos?
- Você não tem...
- Megan. – Rachel segurou o braço da amiga a contendo. – Não vale apena.
Megan olhou para Rachel e soltou o ar que estava prendendo.
- Marin não é? – Perguntou Megan.
- Sim. – Disse a ruiva animadamente. – Vocês podem falar sobre o que aconteceu?
- Claro. Podemos falar sobre o que aconteceu na organização da festa. – Disse Rachel educadamente.
Marin fez caras de poucos amigos. Ela até pensou em insistir, mas ao olhar para o lado percebeu que os seguranças já estavam apostos em seus lugares para tirá-la dali. Aquilo poderia prejudicar a sua carreira, resolver fazer as perguntas em um momento quando só tivesse as meninas e mais ninguém. Assim ela não sairia perdendo e talvez até publicasse algo. Ter ido até lá, até que tinha valido apena, valeu todos os seus esforços de pesquisar sobre as quatro mulheres.
- O que deu mais trabalho? Montar a empresa ou organizar a festa? – Perguntou voltando à formalidade de antes, como se nada tivesse acontecido.
- Deixa que esta eu respondo! – Falou Bea animada. – O que deu mais trabalho foi com certeza me arrumar.
Violet olhou para irmã e conteve um sorriso. Megan ficou ligeiramente vermelha quando escutou a amiga falando de si própria ao invés do evento, porém aquilo a alegrou um pouco. Megan sabia que a amiga estava querendo fazer com que as coisas ficassem um pouco mais leves.
- Com certeza você está certa, Bea. – Falou Violet. – Você como sempre é a atrapalhada.
- Olha quem fala. Você é igualzinha a mim. As que são organizadas é a Rachel e Megan. Principalmente a Megan.
- Soube que vocês ganharam um show do pai de vocês, quem irá abrir a pista de dança? – Perguntou a ruiva buscando a atenção das mulheres.
- Nossa! Você sabe de muitas coisas. – Falou Rachel entre os dentes. – Onde consegue esse tipo de informação?
- Tenho que lhe dizer que não é fácil! – Respondeu Marin cheia de si. – Amo o meu trabalho.
- Percebe-se. – Desdenhou Violet.
- Pelo que pude notar, é uma diva. – Falou Bea. – Não tão diva quanto eu, mas diva.
- Bea. – Repreendeu Megan. – Não ligue para ela.
- Nós temos muitas divas. – Falou Marin. – Vocês não tem mais nenhuma pista?
- É segredo para a gente também! – Falou Rachel.
- Que pena! – Marin cumprimentou as quatro mulheres e se dirigiu para o câmera man. – Bom, ficamos por aqui. É com você Fantine.
Obrigada Marin. A festa está bastante animada por lá. Nós vamos ficando por aqui, porém nos intervalos das programações a seguir, fiquem com Shaka e Marin. Eles continuam mandando todas as informações para gente. Tenham uma boa noite!
*O*O*O*
Dohko, Shion e Deba estavam de olho no telão. A entrevista das proprietárias tinha sido passada para todos os convidados. Em um canto os três puderam notar a aflição que atingiu a família Farrell, ao mesmo tempo em que Shion ficava branco ao perceber que a mulher que ele havia esbarrado na rua era a chefe do seu irmão e estava no mesmo lugar que ele. Mu que estava junto de Afrodite, chamou o amigo para se reunir perto do irmão e dos amigos. Os cinco ficaram em silêncio sem saber o que falar. Afrodite achou um absurdo que aquelas quatro mulheres não tivessem lhe contado sobre seus passados, a vida dele podia estar em perigo, já que o caso delas tinha sido arquivado, já que o seqüestrador nunca fora encontrado.
- Como que elas não disseram isso para nós? – Perguntou o loiro totalmente enojado.
- Elas não têm que dar satisfações da vida delas para a gente, Afrodite. – Falou Mu ligeiramente impaciente.
- Você fala isso porque está pegando uma delas. – Rebateu o amigo.
- O que? – Perguntou Shion. – Uma daquelas é a mulher que você se referiu hoje mais cedo? – Shion rezou internamente para que não fosse a mesma mulher com quem ele havia esbarrado outro dia atrás.
- É a Megan. Irmã da Violet. – Ele disse Apontando para o Telão. - A loira de olhos azuis. A que está de vestido roxo.
Shion sentiu seus músculos aliviarem a pressão em seu corpo. A tensão sumiu. Seu irmão não estava se relacionando com a mulher que ele achava intrigante. Porém ele ainda achava a história das quatro jovens horríveis. Ele se lembrava dessa época, dos seus pais comentando sobre um sequestro, sobre quatro meninas que ficaram duas semanas sequestradas, mas este fato ocorreu na Califórnia, não ali em New York.
- O que houve Dohko? – Perguntou Deba. – Você está tão quieto.
- Não é nada. – Falou dando de ombros. – Está tudo bem.
- Você está com uma cara estranha. – Deba colocou uma mão no ombro do amigo. – Tem certeza de que está bem?
- Tenho, grandão! – Dohko forçou um sorriso. – Está tudo bem.
- Bom, tenho que ver as minhas chefas! – Disse o brasileiro cansado. – Tenho que saber se o serviço está sendo satisfatório.
- Eu vou com você.
- Tem certeza, Dohko? – Perguntou Deba. – Você queria curtir a festa.
- Eu estou curtindo. – Mentiu.
- Então está bem. – Deba acenou para Mu e Shion e partiu com Dohko em seus calcanhares. – Bom, agora pode me falar o que está realmente acontecendo. – Exigiu o amigo.
- Não está acontecendo nada, Deba.
- Você acha mesmo que eu nasci ontem? – Perguntou o amigo.
- Você está viajando já!
- Sei. Bom, vamos saber se estou realmente viajando logo, logo. Afinal, eu não sou cego.
- Você e suas maluquices.
- Olhem elas ali. – disse Deba apontando para Violet e Megan. – Vamos aproveitar a oportunidade que as irmãs estão sozinhas.
Dohko não disse nada, apenas seguiu o amigo. Quando os dois chegaram perto das duas irmãs, Dohko trincou os dentes. Ele não sabia o porquê, mas aquela mulher o deixava irritado e ele só havia visto uma entrevista dela por um telão, pessoalmente então, tudo estava ficando pior. Ao lado dela, estava uma pessoa conhecida. Ele conhecia a jovem da sua academia, ela fazia balé lá. Ele só não estava lembrando-se do horário, mas tinha certeza que conhecia a garota.
- Senhoritas. – Cumprimentou Deba.
- Oh! Você é o senhor que está responsável pelas comidas, não é?! – Perguntou Violet ligeiramente interessada.
- Sim. Sou eu mesmo. – Falou todo orgulhoso.
- Nossa, está tudo divino. – Violet aproveitou que um garçom estava passando com uma bandeja de champanhe e pegou uma taça para ela e a irmã. – Sério, experimentei uns canapés e eles estão divinos.
- Obrigado. – Disse cheio de pompa.
- Não fique se achando muito Deba. – Cutucou Dohko.
- Aldebaran, obrigada pelo magnífico serviço. – Megan falou entre um gole e outro de champanhe. – Está tudo muito bom.
- Foi ela quem gritou com você no telefone, né? – Perguntou Dohko alto o suficiente para que as irmãs ouvissem.
Aldebaran cutucou o amigo e sorriu sem graça para as jovens. Violet escondeu um sorriso enquanto terminava a sua bebida, já Megan olhou Dohko de cima a baixo.
- Oi?! – Ela lançou um olhar enviesado para o homem de olhos verdes. – Quem é você?
- Eu só disse que você foi a grossa que gritou com o meu amigo durante essa semana inteira. – Dohko não sabia o porquê estava sendo grosso e rude com ela, mas algo em seu instinto o fazia agir daquela forma. – Desculpe, mas não sou alguém da alta realeza. – Ele disse gesticulando com os braços para mostras as pessoas à volta.
- Percebe-se pelo modo grosseiro como está me tratando. Você nem ao menos me conhece. – Megan segurou a taça com força em suas mãos trêmulas. – Deve ser normal para alguém como você sair insultando as pessoas por ai.
- Na realidade, não.
- Senhorita, Dohko, é melhor paramos com isso, vocês estão chamando a atenção dos convidados.
- Deixe Deba, minha irmã adora ser o centro das atenções!
- Violet! – Megan olhou incrédula para irmã.
- Não está mais aqui quem falou. – Violet pegou outra taça de champanhe e puxou Deba pelo braço. – Me faça companhia, aposto que esses dois têm muita coisa a dizer um para o outro, são idênticos, não vê?
- Vejo. – Falou sendo guiado pela bela jovem. – Se eles se matarem a culpa é sua.
- Isso não irá acontecer.
Violet deixou a irmã para trás e seguiu seu caminho com Aldebaran, porém não antes de dar mais uma última olhada em sua irmã.
- Agora que estamos somente nós dois, pode me explicar o porquê de você ter sido tão rude comigo? – Perguntou Megan. – Eu nem ao menos te conheço para você me tratar assim.
- Eu não fui rude. Eu apenas disse a verdade. Você passou a semana inteira maltratando o Deba.
- Eu?! Eu só estava cumprindo o meu dever!
- Seu dever?! Não sabia que seu dever era ser rude com as outras pessoas!
- Não sabia que o seu amigo precisava de um advogado de defesa!
- E depois diz que não é rude com os outros! Foi rude até mesmo com a jornalista!
- O que?! – Megan deu um passo involuntário para trás. – Jornalista?
- Eu vi a sua entrevista.
- E o que tem ela?
- Por que você simplesmente não responde a pergunta?
- Por que eu não a respondi?! – Megan sentiu o sangue sumir de seu corpo. – Eu não tenho que te dar satisfação do que eu faço ou deixo de fazer.
- Você ao menos podia ter contato para os seus empregados o que aconteceu no seu passado!
- Eles não têm que saber da minha vida! Eles têm apenas que trabalhar!
- Egoísta! – Dohko deu as costas para ela e começou a ir embora.
- Idiota. – sua voz subiu algumas oitavas.
Megan sentiu os olhos arderem e deixou o arrogante ir embora. Como ele podia ir até ela, sem nem ao menos a conhecer e jogar um bando de palavras ofensivas assim na sua cara? O grosso e o rude era ele. Ele que não sabia lidar com uma mulher de sua classe. Ela nem sabia o que uma pessoa como ele estava fazendo ali! Girou o corpo na direção contrária, pegando outra taça de champanhe que um garçom trazia, bebeu tudo em apenas um gole, pegando outra em seguida.
- Estúpido. – Falou passando pelos convidados sem dar atenção a nenhum. – Grosso!
*O*O*O*
Sybil que estava completamente feliz com o seu lindo vestido preto todo colado ao corpo não parava de se olhar no espelho do bar. Seus longos cabelos estavam soltos e o vermelho de encontro com o preto, era simplesmente magnífico. Victoria estava ao seu lado, como sempre introspectiva. Apesar disso, estava divina. Usava também um vestido preto, só que ele era curto, nada de longo. Modelava o seu corpo perfeito e deixava a mostra suas longas pernas.
Até que Sybil também queria um vestido curto ao invés do longo. Mostrar as suas pernas seria bastante conveniente em um ambiente como aquele. Estava cheio de pessoas importantes e bem sucedidas. Talvez, quem sabe ela não conhecesse alguém inteligente e bastante capacitado para bancá-la.
- Estou adorando este lugar. – Falou Sybil pegando um copo com Uísque. – Está tudo tão maravilhoso e cheio de brilho.
- Uísque é bebida para homens, Sybil. – Falou Tori. – Você vai acabar ficando bêbada ai.
- Isso aqui é uma festa, logo, podemos ficar bêbadas.
- É bem provável que acabe dando um vexame isso sim!
- Deixa de azedar o meu dia, Tori! – Sybil bebericou o uísque apreciando o sabor. – Esse aqui é de boa qualidade.
- E você queria o que? – Tori revirou os olhos para amiga. – Tudo aqui é de boa qualidade.
- Magnífico! – Exclamou a ruiva. – Garçom pode me dar um pouco daquele também. – Pediu a menina.
- Depois não diz que eu não avisei.
- Meninas. – Chamou Violet. – Estão aproveitando?
- Sim estamos. – Sybil já estava bebericando outro tipo de destilado. – Além das bebidas, os canapés estão ótimos.
- Ah! Deixe-me apresentar, este aqui é o Aldebaran, o grandão que preparou o bufe.
- Nossa! Grande mesmo. – Tori o olhou de cima a baixo. – E forte.
- Obrigado. – Falou todo sem graça. – Eu malho muito.
- Nota-se! – Tori tocou no ombro dele e apertou em seguida. – Não é bomba, é?
Aldebaran ficou sem graça com aquela pergunta, mas simplesmente negou com a cabeça.
- Não, é pura malhação mesmo.
- Interessante. – Falou a ruiva.
- Bom, se vocês me derem licença eu tenho que averiguar como está indo as coisas na cozinha.
- Toda. – Falou Violet. – Então meninas, vamos ver quem aguenta beber mais?
- Ei você. – Shion segurou o braço da jovem que ele tanto almejava em voltar a ver.
Violet olhou para a mão que segurava sem braço. Seus olhos foram de encontro com os azuis do dele. Foi ai que a ficha caiu. Ela sabia quem ele era já o tinha visto, pelas ruas de New York, quando ela estava fazendo compras.
- Oh! – Ela levou as mãos ao seio. – Veio aqui para me apalpar de novo?
- Não. – Falou completamente sem graça. – Vim aqui saber o seu nome.
- A sim. – Ela disse sorrindo. – Violet. Meu nome é Violet.
Sybil e Tori que escutavam a conversa se entreolharam.
- Vamos estar logo ali Violet, quando acabar nos encontre, já vamos começar a beber sem você. – Falou Tori puxando uma Sybil fofoqueira pelo braço.
- Ok. – Falou Violet.
- Então, que mundo pequeno, eu não fazia ideia que meu irmão trabalhava para vocês! – Shion soltou o braço dela quando percebeu que ainda segurava.
- Seu irmão? – Perguntou sem compreender. – Quem é seu irmão?
- Mu. – Ele disse sem rodeios.
- Ah! O loiro bonitinho que está pegando a minha irmã! Sim, ele trabalha para a gente. Alias, ele teve uma bela visão hoje, mas depois você pergunta isso pra ele, bom eu tenho um compromisso, é só isso que você queria saber?
Shion a encarou por alguns segundos. Ela não parecia com aquela menina que ele havia esbarrado na rua, parecia outra pessoa, uma pessoa mais fechada. Como se estivesse se concentrando em outra coisa.
- Está tudo bem? – Ele perguntou ligeiramente apreensivo. – Você parece diferente.
- Está sim. Bom, se me der licença, eu tenho que ir. – Violet lançou um beijinho para ele e o deixou para trás. Não queria conversar com ninguém, apenas queria esquecer que estava ali, queria beber até cair em algum lugar.
- Nossa! Essa foi forte! – Falou Dohko atrás do amigo. – Essa é a tal mulher que você disse para nós?
- Sim, quer dizer não sei. Ela não parecia ser a mesma pessoa.
- Bom talvez esse evento esteja afetando todo mundo. – Dohko disse dando de ombros. – Lá vem o Deba.
- E ai, Dohko como foi lá com a loira furacão? – Perguntou o amigo esbaforido. – Nossa, andar de um lado para o outro cansa. Tudo bem Shion? Tu estás com uma cara.
- Ele foi dispensado. – Dohko colocou a mão no ombro do amigo em sinal de solidariedade. – Não fique triste, eu também fiz uma burrada.
- O que você fez? – Perguntou o loiro.
- Foi um cavalo com a Megan. – Falou Deba. – Tu tinha que ver quando os dois estavam juntos, dava até choque!
- Sério? – Perguntou Shion. – Mu disse que ela era um anjo.
- Anjo?! – Dohko perguntou inconformado. – Anjo sou eu.
- O que ela fez para te irritar? – Perguntou Shion sem entender o que realmente estava acontecendo ali.
- Nada. É melhor deixar isso para outro momento.
- Eu também acho. – Deba segurou os dois amigos pelo braço. – A atração principal já vai entrar. Fiquei sabendo quem era. – Ele disse todo animado. – Vocês não vão acreditar quem vai cantar.
- Quem? – Perguntaram os dois em uníssono.
- Beyoncé!
Continua...
*O*O*O*
Depois de um longo tempo esperando pelo capítulo, finalmente ele saiu. Não conseguimos responder as reviews uma por uma, mas no próximo voltaremos a fazê-lo. Este capítulo foi divido em dois, pois estava ficando muito grande, então para não cansar a leitura, resolvemos fazê-lo assim. Espero que nos perdoem pela demora, mas uma hora tem que sair. Os próximos, se Deus quiser e ele a de querer, não levará tanto tempo assim.
Beijos para todos que estão lendo e por terem sido tão amáveis em esperar. Quem não apareceu nesse, vem no próximo, prometemos.
Esperamos que gostem.
Boa leitura.
Three Whishes.
