Ola pessoas! Como vão? Bom, aqui esta mais um capítulo para vocês! Muito obrigada por todos os comentários!


Capítulo 7

Hinata levantou a mão e então abaixou-a de novo.

Ela não ia acovardar agora! Não mesmo. Mas parada ali diante da porta do escritório do Kazekage, de Gaara, era difícil não pensar duas vezes.

Aquilo era loucura. Ela estava ali numa missão temporária. Ela não podia se jogar no colo do líder da vila daquela forma. Infelizmente... Não, não! Menina má, maus pensamentos, Hinata!

Ela nunca se sentira tão ansiosa como ela tinha se sentido nas últimas horas. Ela mal dormira pensando nas milhares de possibilidades plausíveis para Gaara chamá-la para o escritório dele. Ele podia ter uma noticia urgente de Konoha. Ele podia ter algum comentário sobre as aulas dela. Ele podia estar planejando deita-la na mesa dele e... Plausíveis, Hinata! Não hormonais!

Kami, ela estava ficando fora de controle. Ela podia jurar que tinha sentido os olhos dele nela durante toda a aula, apesar de ela não tê-lo visto. Ino tinha desconfiado de que alguma coisa estava acontecendo, mas a loira não disse nada. Ela sabia que cedo ou tarde Hinata iria precisar desabafar com alguém.

Hinata respirou fundo. Não adiantava querer adiar o inevitável. Ela bateu na porta.

-Entre.

Hinata inspirou profundamente uma última vez antes de abrir a porta e entrar na sala.

Gaara estava sentado em sua mesa, escrevendo alguma coisa. Ele sequer levantou os olhos quando ela entrou no recinto.

-Eu já estava me perguntando quando você ia finalmente criar coragem e bater na porta. –ele comentou sem levantar os olhos dos seus papéis.

Claro que ele sabia que ela estava ali parada na porta se fazendo de idiota. Mas Hinata se recusava a corar. Ela não era uma menininha mais.

-Não é todo dia que eu sou intimada a comparecer a sala de um Kage. –ela falou, fazendo a palavra intimada sugestiva –Eu estava tentando repassar todas as minhas ações e ver o que eu podia ter feito de errado. Eu estou aqui para ser punida?

Diante do tom sugestivo Gaara finalmente levantou os olhos dos papéis. E aqueles incríveis olhos verdes correram por ela como uma carícia.

-Não. –uma pausa muito premeditada –Por enquanto. –ele completou.

-No que eu posso ajuda-lo, Kazekage? –Hinata perguntou. Era melhor terminar a tensão sexual por ali, antes que ela atacasse o Kazekage. No bom sentido.

-Eu recebi uma carta de Tsunade-Sama, pedindo um relatório seu. –ele informou –Eu estou a ponto de mandar algo para Konoha, então talvez você queira aproveitar e fazer seu relatório agora.

Hinata se refreou de falar que era totalmente desnecessário, especialmente porque cartas eram despachadas de Suna para Konoha todos os dias. Ela não tinha porque escrever o relatório dela agora, ali. Mas ela estava curiosa sobre o real motivo de Gaara tê-la chamado ali. Então por enquanto ela ia jogar esse jogo.

-Obrigada, Kazekage-Domo. –ela falou, se curvando e se encaminhando para a mesa que ele indicara que ela podia usar.

Em silêncio a Hyuuga se sentou e começou a escrever. Agora era só esperar para ver...


Gaara levantou um pouco os olhos dos papéis que analisava para mais uma vez analisar Hinata.

Ele tinha feito bastante disso nas últimas duas horas. Quem ele queria enganar? Ele vinha fazendo isso desde que ele a vira pela primeira vez.

A morena parecia calma e estava escrevendo tranqüilamente. Ela nem levantara a cabeça, nem por um minuto. Isso estava incomodando Gaara.

Ele não tinha certeza do porque ele a chamara ali. Ele ia admitir que quando ele proferira a ordem na noite anterior ele tinha toda intenção de agarra-la e beija-la assim que ela passasse pela porta.

Mas uma noite de problemas nas fronteiras, um grupo de ninjas, aparentemente sem pátria, estivera rondando a vila, e ele conseguira pensar com mais calma. Ok, ele não ia agarra-la. Imediatamente.

Ele queria entende-la primeiro. Conhece-la um pouco. Entender porque ela exercia essa fascinação nele. Talvez fossem os olhos dela. Ele nunca tinha visto olhos como os dela. E a pele perfeita, ou talvez os lábios que imploravam por beijos, ou talvez fossem as pernas que...

Bom, ele já não estava mais pensando direito...

Então de repente Hinata se levantou.

-Eu terminei, Kazekage. –ela declarou.

Gaara simplesmente estendeu a mão, esperando que ela lhe entregasse a carta. E Hinata fez exatamente isso.

-O que você tem achado de Suna, Hinata-Sama? –ele perguntou, aparentemente surpreendendo-a. Ele não culpava a morena. Ele tinha supreendido a si mesmo agora.

Hinata pareceu pensar por um minuto. Garra se perguntou se ela estava tentando arrumar um jeito educado de dizer a ele que ela odiava Suna.

-Suna é muito bela. –ela falou por fim –Completamente diferente de Konoha, com certeza, mas ninguém disse que diferente tem que ser ruim, certo? –ela sorriu –Eu adoro o por do sol aqui. E o nascer também. As cores são mais intensas, parece mais emocionante. As pessoas são mais fechadas a primeira vista, mas eles se tornam gentis e conversativos depois que se acostumam com você... –ela pareceu pensativa por um minuto –Eu não acho que eu vou conseguir me acostumar com areia, no entanto. É um tanto irritante. Mas no geral eu gosto daqui. É diferente, mas um tipo de diferente que é bom.

Gaara se sentiu aliviado que ela gostasse de Suna. Ele não sabia porque, mas para ele era importante que ela gostasse da vila dele.

-Se isso era tudo, Kazekage...

Gaara adoraria falar que não, mas ele não tinha mais nenhuma desculpa para mantê-la ali.

-Sim, isso é tudo, Hinata-Sama.

Foi ai que ele viu que ela na verdade estava olhando para os papéis na mesa dele.

-Kazekage-Domo, posso perguntar o que é isso? –ela parecia genuinamente interessada.

-Isso é o projeto de um poço para uma das vilas menores que ainda são minha responsabilidade. –Gaara falou –Alguns desses lugares têm sistemas de poço completamente arcáicos. Nós queremos implemtenta-los, colocar purificadores de água... Mas tudo requer muito trabalho.

-Eu sei. –Hinata falou, e Gaara se espantou ao ouvir a voz dela bem ao seu lado. Ela tinha se movido de forma que agora ela estava do lado dele e podia ver a planta também –Eu trabalhei em alguns projetos do tipo, antes de entrar para o ANBU. Por causa do Byakugan eu consigo ver abaixo da terra e procurar lençóis de água, que podem ser usados.

Gaara olhou para ela, surpreso.

-Essa habilidade é muito interessante. –ele comentou.

Hinata sorriu para ele.

-Seria um prazer ajudar Suna. Se você precisar, é claro, Kazekage.

-Eu terei que falar com Tsunade, afinal, não foi para isso que você foi enviada aqui. Mas se você pudesse ajudar, seria ótimo.

-Eu tenho certeza de que a Hokage não se importará.

Eles se olharam em silêncio pelo o que pareceu um longo tempo. Gaara estava sentado em sua cadeira, por isso Hinata, que estava de pé, tinha que olhar para baixo para encara-lo.

-Por que você me chamou aqui, Gaara? –ela perguntou, usando o nome dele de propósito –De verdade, sem desculpas.

-Eu queria te ver. –Gaara respondeu sem hesitar. Ele não achava que tinha algo a esconder. Ele estava atraído por ela e tinha certeza que ela sentia o mesmo. Não havia nada errado com isso.

-Me ver, por que? –ela insistiu.

-Eu achei que pelo menos isso, Hinata, era óbvio. –ele falou, encarando-a.

Bom, o que uma mulher podia fazer diante de uma declaração dessa? Hinata se inclinou um pouco mais na direção dele.

-Eu não tenho certeza se nós deviámos estar fazendo isso... –ela murmurou, o hálito dela indo contra os lábios dele. Eles estavam tão perto agora.

-Eu também não, mas eu não ligo. –ele confessou.

Os lábios deles se roçaram e uma corrente elétrica percorreu todo o corpo de Hinata. Isso tinha que ser certo, se não fosse certo ela não se sentiria tão bem... Certo?

Gaara mordiscou o lábio inferior de Hinata, como que exigindo atenção. Ela estava a ponto de se inclinar mais e fazer daquilo um beijo de verdade quando a porta se abriu.

-Gaara, você viu a Hi... –a voz de Kankuro parou de repente, mas Hinata já tinha praticamente pulado para longe de Gaara –Ah, pelo jeito você já achou ela. –o outro falou com um sorriso maldoso.

-Kankuro-Kun. –Hinata falou, nervosa como uma criança pega roubando bolachas antes da janta –Procurando por mim?

-Na verdade a Ino estava. –Kankuro informou, o sorriso maldoso ainda estampado no rosto –Claro que ela vai entender que você está super ocupada...

Se isso era possível Hinata corou ainda mais.

-Não eu não estou ocupada. –ela falou rapidamente –Eu estou completamente livre. Kazekage. –ela se curvou rapidamente e saiu tão depressa que quase esbarrou com Temari que vinha entrando no escritório.

-O que aconteceu? –a loira perguntou confusa.

-Eu acabei de pegar o Gaara com a boca na botija. Ou melhor, com a boca na professorinha... –Kankuro falou, antes de cair na gargalhada.

Gaara pratricamente rosnou para o irmão.

-Gaara, sério? –Temari perguntou, revirando os olhos –Eu sei que a Hinata é atraente e tal, mas você tem certeza do que você está fazendo?

-Temari, cuide da sua vida. –Gaara avisou.

-Gaara, eu me preocupo com você, só isso. –Temari falou –E eu sei que você está acostumado a conseguir tudo o que você quer, mas isso pode virar uma questão diplomática com Konoha. É extremamente anti-ético da parte de vocês dois se envolverem. E você sabe disso muito bem.

Gaara não respondeu nada. Mas ele sabia que Temari estava mais do que certa. Ele não podia se envolver com Hinata. Era anti-ético e até um pouquinho errado se ele fosse admitir. Mas então por que mesmo assim ele a queria desse jeito que ele nunca quisera ninguem antes. Por que a herdeira Hyuuga e mais ninguem fazia o mundo dele tremer?


Ok, não foi dessa vez, mas capítulo que vem vai ferver! CONFIRAM! E REVIEWS, por favor!