Capítulo VII

"Eu Te Amo, Jacob Black"

As amigas não tiravam os olhos de Renesmee, ao mesmo tempo que seguravam risadinhas ao ver a figura do belo moreno avançando velozmente para o lado dela. Renesmee sentiu o rosto esquentar.

- Olá, Ness. _ ele cumprimentou.

- Oi, Jake. O que faz aqui?

- Vim te buscar. Incomodo? _ ele questionou.

- Bem...

- Nem um pouco. _ Kelly respondeu por ela, enquanto seus olhos percorriam o corpo todo do rapaz _ Ela não está nem um pouco incomodada. Não é, Ness?

As três olharam para ela. Renesmee baixou os olhos, sem graça.

- N-Não... N-Nem um pouco.

- Não vai nos apresentar, Ness? _ pergunta Felipa, esperançosa.

- Ah... Sim. Meninas, este é o...

- Jacob Black, muito prazer. Sou amigo íntimo da Ness. _ ele diz, com um sorriso maravilhoso que deixa as garotas moles.

Jacob sempre vinha vê-la na saída, mas esta era a primeira vez que tinha ido até ela e, conseqüentemente, também era a primeira vez que conversava com as meninas. Elas se encantaram logo com ele.

Ficaram sabendo que ele e Renesmee se conheciam a anos e que agora ele estava na faculdade, mas eles continuavam convivendo como sempre.

Instantes depois, Jacob, muito charmoso, pediu desculpas as jovens porque teria que seqüestrar Renesmee, já que seu pai a esperava em casa.

- Fique a vontade. _ disse Kelly

- Hã? _ Renesmee decididamente não queria ficar sozinha com ele naquele momento. _ Não... É que eu...

- Que isso, Ness... _ diz Felipa _ Ele está sendo gentil, vai recusar carona?

- É Ness... _ Jacob se virou para ela com cara de ofendido, que teve o efeito estragado por estar segurando o riso _ Vai recusar minha carona?

Renesmee o fuzilou com os olhos. Ela odiava ser contrariada. Tinha puxado isso principalmente de sua mãe.

Jacob sorriu, vitorioso, entregando-lhe o capacete.

Ela o pegou de má vontade e subiu atrás dele na moto.

- Pode segurar mais forte. Não vou ficar constrangido por isso. _ ele soltou.

As garotas deram risadinhas.

- Não. Estou ótima assim.

- Bom... Você é quem sabe. _ e se virou para as amigas _ Tchau, garotas.

- Tchau. _ as três responderam, juntas.

Sem aviso prévio, Jacob acelerou a moto no último fazendo Renesmee assustar e segurá-lo com força pela cintura.

- Jacob seu idiota! _ ela gritou _ Quase me mata do coração.

- Eu disse para segurar mais forte! _ ele gritou em resposta, rindo da irritação dela.

A moto foi andando em grande velocidade enquanto passava pelas árvores.

- Porque resolveu ir de moto? _ ela gritou, mau humorada _ Você é muito mais rápido do que qualquer meio de transporte.

- Eu tenho que manter a fachada, não? _ ele gritou em resposta _ Além disso, queria te levar a um lugar.

- Que lugar?

Ele não respondeu.

Alguns quilômetros a diante, Jacob virou a moto, entrando em uma trilha. Parou a moto alguns minutos depois.

Renesmee olhou em volta. Estavam em um lugar em que nunca tinha estado antes. Era um lugar belo, com árvores frondosas, flores e uma pequena queda d´água que seguia em um riacho corrente. Podia-se ouvir o canto dos pássaros e raios de sol atravessavam a copa das árvores.

- Que lugar é esse?

- Eu o descobri a alguns dias. Tinha muita vontade de te trazer aqui, mas não tive oportunidade.

- Porque não? Ficamos juntos quase que o tempo todo.

Jacob olhou sério para ela.

- Eu queria que sua vinda aqui fosse especial. Queria que não ouvesse mais segredos. É um lugar romântico. Aqui podemos conversar as claras.

Jacob mantinha um olhar sério para ela e, aos milímetros, se aproximava dela. Renesmee ficou inquieta com o rumo que a conversa tomou. Quis mudar de assunto.

- A-As garotas gostaram de você.

- É... _ disse, cheio de si _ Em geral produzo esse efeito nas pessoas.

- A moto também ajudou. Elas gostam de caras com locomoção própria.

- Sério? Nem tinha prestado atenção nisso...

Mas Renesmee não se convenceu.

- Aposto que fez de propósito. Vem com essa história de "manter a fachada" mas no fundo só queria se exibir para elas...

Renesmee em geral percebia as atitudes de Jacob, mas estava tão distraída que não percebeu quando o rapaz cubriu a distância que os separava na velocidade da luz e já tinha uma mão percorrendo suas costas, os olhos nos seus lábios e a voz rouca:

- Está com ciúmes, Ness?...

Renesmee sentiu o rosto corar. Empurrou-o com força.

- Ness... _ diz ele, súplice _ Porque nega o que sente? Eu sei que também me ama... Porque não admite.

Renesmee ficou em silêncio por um momento.

- Jacob... E-Eu... Eu não vou negar que realmente te amo, mas...

Uma onda de alegria o invadiu, mas em seguida ele murchou.

- "Mas"?...

- Jacob... Eu estou confusa... Num momento somos melhores amigos depois viramos um casal por causa de uma "coisa de lobo"? Isso é... É muito estranho. Eu estou assustada.

Ele voltou a abraçá-la.

- Não fique... Eu posso ensiná-la a me ver de outra forma se é esse o maior problema. Eu posso fazê-la ver o que sente e ajudá-la nisso.

- Jake...

Ele sorriu.

- Não é isso...

- O que é, então?

- Eu não quero que nos envolvamos apenas por causa do seu Imprintig. Eu sempre sonhei com uma relação normal. Tentei com meus antigos namorados (Jacob fechou a cara nessa parte) mas não foi realmente o que eu esperava. Eu sonhei com sair para se divertir, um cinema... Um passeio ao luar... Depois jantaríamos, poderíamos sair para dançar e... No final da noite... Ele me deixaria em casa e me daria um beijo de despedida com a promessa de que voltaríamos a nos encontrar...

Renesmee sentia o rosto esquentar a cada palavra. E mais ainda ao perceber que as pronunciava em voz alta.

- Nunca tinha me dito essas coisas. _ Jacob disse.

Renesmee ficou em silêncio. Depois virou os olhos para o chão.

- Jake, eu... Eu... Eu realmente amo você... Como amigo... Como irmão... E... Recentemente... Descobri que o amo também como homem.

Jacob sorriu. Ele intensificou o abraço.

- Ah, Ness... Eu sabia que você enxergaria... Eu...

- Não vou negar o que sinto... Mas quero ter certeza de que não é só por causa do seu Imprintig, entende?

Jacob se afastou dela, observando-a. Logo captou o que ela queria. Deixando seu lado "lobo" de escanteio, ele foi se aproximando sedutoramente dela, fazendo-a ir para trás e se encostar em uma árvora. Em seguida, encostou o braço dobrado no tronco da árvore cercando-a da mesma forma que um cara qualquer em uma balada faria. Deu um sorriso torto.

- E aí, gata? Não tá afim de pegar um cinema comigo hoje a noite? _ ele disse, no tom mais "xavequeiro" que conseguiu reunir.

CONTINUA