Entre a Raposa e o Falcão
Escrita por BastetAzazis
Capítulo 7: Presente de Aniversário
Algumas coisas não são o que parecem.
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- Sakura...
Encontrar o Sasuke daquela maneira, de surpresa e sozinhos num lugar onde ela não estava totalmente familiarizada, ainda a deixava mais insegura que o normal. Ele sempre conseguira desconcertá-la em situações como aquela, sem saber como agir perante aqueles olhos que não expressavam nada. Mas ela precisava mostrar que não era mais a mesma garotinha que só se preocupava em agradar o Sasuke-kun... Precisava mostrar que também tinha amadurecido, e que há muito tempo ele deixara de ser o principal assunto de seus pensamentos. Sem esperar que ele continuasse depois de chamá-la pelo nome, ela começou a conversa:
- Eu consegui desenvolver o antídoto.
Discretamente, mas não para os olhos treinados da Sakura, Sasuke soltou um leve suspiro de alívio.
- Avisarei Yuzu e os demais ninjas encarregados da ala hospitalar – ele disse, calmamente. – Precisaremos produzi-lo em grandes quantidades se nossos shinobi sofrerem um novo ataque com o mesmo veneno.
Sakura apenas assentiu com a cabeça, considerando-o pela fraca luz entre eles.
- Obrigado mais uma vez, Sakura – a voz do Sasuke soou um pouco mais séria, e ele caminhou na direção dela, saindo das sombras. – Eu... Eu tenho uma coisa para você.
Sakura o observou, agora com a ajuda da iluminação perto dela, e notou que ele segurava uma pequena caixa nas mãos.
– Eu procurei uma forma de me desculpar por tirá-la de Konoha nesta época. Imagino que você tinha planos melhores para o seu aniversário que cuidar de um chuunin de outra vila.
Sakura arregalou os olhos com o esboço de um sorriso que se formou nos lábios do Sasuke. A descoberta de que ele ainda lembrava da data do seu aniversário era surpreendente.
- Sasuke-kun... Você não precisa... Eu não... – ela começou várias frases sem terminá-las, sem saber exatamente o que responder e lutando contra o corpo que insistia em tremer com a proximidade dos dois.
- Aceite isso como um presente da Vila do Som – ele a cortou, oferecendo o pacote que tinha em mãos. – Um pequeno agradecimento por tudo que você fez pela vila.
Sakura observou de perto a caixinha em madeira finamente trabalhada. A própria embalagem já denunciava que seu conteúdo não era simplório. Abrindo-a, ela descobriu uma peça capaz de encantar até os olhos mais insensíveis: uma presilha em forma de flor, toda trabalhada em cristal finíssimo. Havia ainda um leve tom de rosa nas bordas de cada pétala, mas tão delicado que não deixava se perder a transparência do cristal, formando claramente o desenho de uma sakura.
Levantando a peça na altura dos olhos para examiná-la com mais cuidado, Sakura admirou-se por um breve momento com a leveza e o bom gosto do presente, até sentir uma pontada no estômago. Aquilo não era o pagamento por uma missão. Era um caríssimo presente de aniversário, que pela própria forma do cristal, denunciava que Sasuke o adquiriu justamente pensando nela.
Assustada com a idéia, Sakura depositou a presilha novamente em sua caixa e a devolveu para o líder do Som.
- Eu não posso aceitar isso – ela explicou, a voz e os braços trêmulos com o nervosismo da situação. – É um presente pessoal demais para um simples agradecimento.
Sasuke deixou a caixinha aberta com a flor de cristal à mostra, suspensa pelas mãos de Sakura no espaço entre eles. As lembranças do dia em que ele vira aquela peça pela primeira vez ainda estavam vivas na memória...
Estava a menos de um ano sob o treinamento com Orochimaru, ainda acordava no meio da noite com as palavras do Naruto ou o choro da Sakura ressoando em sua mente, lutando para esquecê-los pelo próprio bem deles. Entretanto, quando achava que a lembrança dos companheiros de time começava a desaparecer, a primavera havia chegado com as sakuras que desabrochavam em qualquer lugar que as andanças com seu novo mestre os levavam.
Como ele conseguiria esquecê-la com aquelas malditas flores crescendo em todos os cantos? Lembrando-lhe da menina que deixara sofrendo por ele, da única pessoa que fora capaz de entender seus sentimentos a ponto de se oferecer para partir junto com ele? A cada sakura que ele observava cair de seus galhos, uma ponta de remorso parecia corroer seu coração, imaginando os olhos e sorriso radiantes que se fecharam na noite que ele partira de Konoha. Mas a efemeridade era típica daquelas flores, assim como, infelizmente, o destino fez da Sakura uma existência passageira em sua vida.
Eles estavam seguindo em direção a uma vila de artesãos, famosa pelas técnicas de manipulação de cristais, recém devastada por uma guerra entre vilas vizinhas. Como Sasuke percebera que era a rotina de Orochimaru, seu mestre estava à procura de crianças cujas vidas foram destruídas pela guerra, prometendo-lhes poder e um novo lar no Som para aqueles dispostos a obedecê-lo cegamente e servirem de cobaias para suas experiências com Kabuto.
Caminhando a esmo pelo que restara da vila num dos raros momentos que Orochimaru o deixava em paz, Sasuke se pegou admirando um artesão já bem idoso trabalhando com o vidro até se tornar uma fina peça de cristal. Parecia uma cena destacada da miséria a sua volta, um único ponto de beleza em meio à paisagem devastada.
- As sakuras são passageiras – o velho falou, despertando-o de sua admiração –, mas sempre há uma maneira de tentarmos eternizá-las.
E então ele entendeu por que a cena havia prendido sua atenção. Aquela pequena beleza, que ironicamente veio na forma de uma sakura, era capaz de apaziguar seu coração. De alguma forma, a idéia de eternizar um momento tão efêmero lhe dava a sensação de que, um dia, as coisas que ele abandonara pudessem voltar a ser o que eram. Olhando para aquele cristal tão delicado ele podia acreditar que um dia poderia voltar e secar as lágrimas que deixara para trás. E era esse sentimento que lhe dava esperanças de que seus planos para o Orochimaru poderiam realmente se concretizar, que um dia ele estaria livre da sua maldição e da vingança que o atormentava. Neste dia, ele poderia voltar e dar aquele presente a pessoa que realmente merecia aquela beleza...
Sasuke tirou os olhos da sakura de cristal e os levantou para encarar o artesão, que acenou para que ele se aproximasse.
- É um trabalho muito bonito – Sasuke respondeu assim que entrou na casa.
No mesmo instante, o barulho de vidro quebrado chamou a atenção de Sasuke para outro canto da casa, onde ele observou três crianças tentando se esconder e, ao mesmo tempo, espiar a conversa dos mais velhos. O artesão, percebendo que seu maior tesouro fora descoberto, puxou Sasuke pelo braço e começou a implorar:
- Por favor... Meus netos são a única coisa que me restou. Não deixe que seu mestre os encontre...
Sasuke continuou encarando o velho, impassível. Mas por dentro ele se corroía por ter escolhido fazer parte do terror que Orochimaru espalhava pelas vilas do País dos Campos de Arroz. Sem pensar, seus olhos desceram mais uma vez para a sakura de cristal nas mãos do artesão, e a única pessoa que ele conseguiu lembrar foi na menina de cabelos rosados que tinha o nome daquela flor. Ela não pensaria duas vezes antes de ajudar aquela família.
- Não se preocupe – Sasuke respondeu. – Ele não está por perto. Não saberá de nada se eu não lhe contar.
O velho deixou um largo sorriso se formar em seu rosto. Sasuke apenas assentiu e deu as costas para aquele lugar, pronto para sair. Entretanto, seus ouvidos apurados perceberam o homem que deixara para trás se levantar e buscar alguma coisa em suas prateleiras.
- Tome! – o artesão insistiu, fazendo Sasuke se voltar para ele novamente. Ele estava com uma caixinha trabalhada finamente em madeira, a sakura de cristal dentro dela. – Aceite isso como um pagamento... por proteger o que restou da minha família...
- Eu não... – Sasuke começou, não se sentindo confortável em aceitar algo de tanto valor como pagamento de uma missão que ele jamais cobraria.
Mas antes mesmo de continuar, ele foi interrompido:
- Eu faço questão – o velho insistiu mais uma vez. – Um dia você encontrará alguém que a mereça. Se é que já não a encontrou... – ele completou, piscando um olho.
Ele tinha guardado aquela peça por anos e anos enquanto esteve com o Orochimaru. Quando começava a duvidar que algum dia se livraria da escravidão dissimulada a que fora submetido, era a esperança de entregar aquela presilha a pessoa que realmente a merecia que lhe dava certeza que ele seria capaz de derrotá-los: Orochimaru e, depois, Itachi.
Mas quando finalmente achou que tinha cumprido sua promessa de vingar o clã Uchiha, ele descobriu que sua vingança ia muito além de Itachi. O retorno a Konoha teve que esperar, e quando a hora chegou, Sakura não era mais aquela menina que ele deixara para trás. Ela havia amadurecido e ficado mais forte, ela havia perdido as esperanças nele. Ele não a culpava; mas não havia mais o momento certo para o presente que ele carregara por tantos anos. Sem razões para continuar em Konoha, ele decidiu voltar para o Som, e a sakura de cristal que tantas vezes lhe dera esperanças continuou trancada entre seus bens mais valiosos.
Quando ele já tinha novos laços que o obrigaram a pedir a presença dela no Som, Sasuke finalmente entendeu que havia algumas coisas que ainda precisavam ser ditas entre eles. A menina que ele deixara em Konoha podia ter crescido e amadurecido, mas ainda era a mesma Sakura. A mesma determinação, a mesma bondade, a mesma dedicação com as pessoas que ela jurara proteger. A Sakura que ele conhecera como uma menina irritante, mas que em pouco tempo havia se transformado numa das presenças mais importantes em sua vida. Tão importante a ponto dele precisar magoá-la para protegê-la. Ela merecia um pedido de desculpas, uma explicação, um reconhecimento por tudo que ela já tinha feito por ele, mesmo sem saber.
Entretanto, o que ele jamais esperaria é que ela recusasse seu presente. Pego de surpresa numa situação que estranhamente ele não havia planejado, Sasuke continuou encarando-a, sem aceitar de volta a peça que ela lhe oferecia.
- Isso deve ter custado muito caro – Sakura continuou, explicando. – Eu não a mereço. Tudo o que eu fiz não foi nada além da minha obrigação como uma kunoichi médica.
- Neste caso – Sasuke insistiu –, não a aceite como um pagamento, mas como um presente meu, pelo seu aniversário.
Ainda assim, Sakura balançou a cabeça, contrariada.
- Sasuke... – ela continuou. – Eu não posso aceitar. Um presente tão valioso... Não seria apropriado...
- É um presente para compensar todos os outros aniversários que eu não pude estar perto de você – Sasuke respondeu, a voz firme fazendo-a dar um passo para trás, levemente assustada.
Sakura sentiu seu coração bater acelerado no peito, mas decidida a não se deixar levar pelos encantos dele, ela respondeu com a voz dura:
- Isso finalmente é um pedido de desculpas, depois de tantos anos?
Sasuke soltou um suspiro contrariado, praguejando internamente a maneira como Sakura conseguia deixá-lo tão sem ação. Perante a expressão dura dela, ele foi obrigado a confessar:
- Talvez. – Pegando na mão dela, Sasuke empurrou o braço que ainda segurava a caixa com a presilha de cristal na direção de Sakura.
Sabendo que isso era o mais próximo de um verdadeiro pedido de desculpas que ela ouviria dele, Sakura pegou o presente da caixa e, virando-se para seu reflexo numa das paredes de vidro da estufa, usou a presilha para prender uma mecha teimosa do cabelo para trás. Era realmente uma peça muito bonita e delicada, chegando até a espantá-la a idéia de que fora um presente escolhido pelo Sasuke.
- Obrigada, Sasuke-kun – ela agradeceu, virando-se novamente para ele. – É mesmo muito bonita.
Ele simplesmente assentiu com a cabeça, observando a peça que guardara por tanto tempo, agora enfeitando os cabelos de sua única e verdadeira dona. Os olhos brilhantes dela mostravam que Sakura realmente gostara do presente, e fizeram-no relembrar da menina alegre e muitas vezes irritante que ele tanto praguejara quando descobrira que estavam no mesmo time.
Até o dia em que ele acordou com ela chorando desesperadamente em seu peito, achando que ele estava morto. Naquele dia ele entendeu que não estava mais sozinho, que novos laços haviam substituindo os que ele perdera, que talvez ele pudesse sonhar com uma existência diferente da que seu irmão havia traçado para ele desde aquela noite sangrenta. Naquele dia ele havia jurado proteger seus novos laços, jurado impedir que alguém que se importava tanto com ele derramasse mais lágrimas. Entretanto, por várias vezes ele falhara naquela missão.
Ainda admirando a pequena flor de cristal, que agora se transformara num simples detalhe perante a linda mulher a sua frente, Sasuke não conseguiu impedir sua mão de se levantar até os fios presos pela presilha e acompanhá-los até a altura do pescoço, lembrando-se como eles costumavam ser mais compridos quando ele a conhecera.
- Me desculpe – ele disse de repente.
Aquilo deixou Sakura ainda mais surpresa e paralisada enquanto o observava se aproximar e acariciar seu cabelo livremente, sem a distância característica que ele sempre procurava manter dela. Se seu coração já batia acelerado, agora ele palpitava tão forte que ela chegou a temer que Sasuke pudesse senti-lo. Ela tremia por dentro e lutava para que ele não conseguisse perceber o quanto aquela aproximação a inquietava.
- Se eu tivesse despertado alguns minutos antes – ele continuou calmamente, a voz firme e o os olhos mirando o nada – eles não teriam encostado um dedo em você.
- Sasuke-kun? – Sakura franziu o cenho, confusa.
- Eles machucaram você – ele continuou, sem lhe dar atenção. – E a obrigaram a cortar o cabelo. Eu lembro como isso era importante para você.
Com aquilo ela entendeu que ele se referia ao episódio na Floresta da Morte, ao dia que ela cortara o cabelo e lutara sozinha contra três ninjas do Som enquanto ele e Naruto estavam desacordados. Ela estremeceu só de lembrar da fúria incontrolável que tomara conta do Sasuke quando ele a encontrara derrotada.
- Sasuke – Sakura o chamou com a voz mais forte, fazendo os olhos dele focarem nos dela. – Isso foi há tanto tempo. Não tem mais importância.
- Foi a primeira vez que eu falhei com você – ele respondeu. – Depois vieram tantas outras...
Sakura tentou responder, mas sua voz havia sumido, pega de surpresa com as palavras dele. O rosto dele estava perto demais, a respiração quente dele chegava a encontrar o seu rosto, fazendo-a temer não conseguir controlar o próprio corpo se ele resolvesse se aproximar ainda mais. Os olhos dele não eram mais os olhos frios do líder do Som, eram olhos arrependidos, doces... Ou será que era a antiga Sakura que o via assim, a menininha que ela escondera em si para se fortalecer, e que com aquele gesto, Sasuke conseguiu libertar?
- Não, Sasuke... – ela se pegou dizendo antes mesmo que conseguisse controlar a língua. – Não me faça acreditar que alguma vez você se importou realmente comigo para depois me transformar numa piada para os seus novos amigos. – A voz dela era firme e seca, lutando para impedir que os olhos dele libertassem a menina que morrera com as palavras da Karin.
Sasuke franziu o cenho. Ele não tinha a mínima idéia do que ela estava falando, mas o tom irritado com que ela se referiu aos "novos amigos", só podia estar se referindo ao seu antigo time Taka. Mas o que a Sakura poderia saber sobre os três ninjas que ele selecionara entre a elite do Orochimaru quando não podia pedir ajuda a ela ou ao Naruto? E foi então que, como um raio, as imagens deles chegando a Konoha vieram a sua mente.
A única pessoa do Taka que sabia sobre a Sakura era a Karin. A única vez que ele caíra nas armadilhas dela e revelara a identidade da única pessoa que conseguiu atingir seu coração no dia em que ele partira da sua vila natal. Seja lá o que fosse que a Sakura estava querendo dizer, só podia estar relacionada com a kunoichi ruiva que nunca mediu esforços para tentar fazê-lo esquecer dos que ele abandonara em Konoha.
- Eu não sei o que a Karin lhe disse – ele testou, a voz e o olhar sérios –, mas se fosse a verdade sobre o que eu falei de você para ela, certamente não seria uma piada.
Os olhos verdes ficaram enormes de repente, e pela primeira vez desde que Sakura chegara no Som, Sasuke conseguiu visualizar a mesma expressão que ele vira anos atrás, quando eles se reencontraram pela primeira vez depois de anos que ele estava com o Orochimaru. Ele não podia fazer nada naquele dia, tinha que provar para si mesmo e para os próprios amigos que seus laços não o impediriam de continuar com os seus planos, e teve que abandoná-la mais uma vez.
Mas agora era diferente. Não havia mais vingança, não havia mais um mestre a ser enganado, havia apenas a Sakura, parada a centímetros de distância, trazendo à tona todos aqueles sentimentos que ele enterrara de propósito para não se desviar do caminho. Não havia nada que o impedisse de prosseguir com o desejo que ela mesma fizera crescer dentro dele quando gritou todo o desespero dela no dia que ele partiu. Ele precisava ter certeza se aquela menina ainda existia por trás da kunoichi talentosa que se apresentara dias atrás para salvar o Satoshi. E só havia uma maneira dele descobrir aquilo...
Sakura ainda tentava raciocinar as palavras dele, lutando para não se deixar levar pela proximidade entre os dois quando o percebeu inclinando o rosto na direção dela. Ela ainda teve tempo de pedir mentalmente que ele não fizesse aquilo, pois sabia que não poderia mais responder por si mesma se seus lábios se encontrassem, mas foi inútil; no instante seguinte, eles já estavam se beijando.
Ao contrário da imagem que ela criara do Sasuke para tentar esquecê-lo, o beijo dele não era rude ou dominador. Era um beijo terno, sincero, que a surpreendeu quando seus lábios se abriram instintivamente para recebê-lo em sua boca. Ela sentiu a barriga girando dentro dela como sempre sentia perto dele quando ainda faziam parte do mesmo time. Mas eles não eram mais crianças, e aquele beijo foi apenas um início. Logo, as mãos ficaram mais ousadas, e nenhum dos dois era capaz de deixar que a razão os controlasse. Eram anos escondendo uma vontade que agora havia sido colocada à tona, ambos sabiam que haviam despertado um monstro que só se acalmaria depois que chegassem ao ápice do prazer.
Ele não pediu permissão para levantá-la no colo e tirá-la daquela casa de vidro, caminhando pelos corredores exclusivos ao líder do Som até o seu aposento privativo. Tampouco Sakura teria condições de impedi-lo, o corpo e a mente ainda se acostumando com a idéia de estar totalmente entregue a ele, mesmo depois de tê-lo enterrado tão fundo em seu coração. O beijo dele, o toque dele, eram tão cedentos, tão desejosos, que ela se sentia a mulher mais cobiçada de todo o mundo. A única coisa que podia fazer era ceder aos carinhos dele, ninguém em sã consciência seria capaz de negá-los.
E foi quando ele a deitou na cama, livrando-se das roupas e conhecendo o corpo dela aos poucos que ela compreendeu. Ele não precisava encher os seus ouvidos com palavras amorosas ou declarações, não precisava abraçá-la e beijá-la toda hora em público, o brilho dos olhos escuros gritavam aos quatro cantos o quanto ele a amava.
Sim. Ela estremeceu, mordendo os lábios, quando sentiu a força do olhar dele sobre ela. As pernas se abriram para recebê-lo, tremendo de ansiedade quase como se fosse sua primeira vez novamente. De certa forma, era, sim, a primeira vez para os dois. A primeira vez que eles faziam e sentiam amor; livres de qualquer compromisso, laço, dever ou promessa. Porque naquele quarto eles eram apenas o Sasuke e a Sakura, e finalmente compreenderam que um jamais seria totalmente feliz sem o outro.
Continua...
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N.A.: Ufa! Este capítulo era para ter sido publicado no dia 2 de Janeiro, como "Presente de Aniversário" para a maior defensora do casal mais lindo de toda a história dos mangás.
Cassi... com dois meses de atraso, aí vai o prometido! Espero que goste! Bjin.
