No capítulo anterior

"... A morena caminhava pelos corredores do 6° esquadrão. Deteve-se em frente à sala de Abarai... De repente, escutou uns ruídos muito suspeitos… "Ahá, Renji eu sabia!"

Com a intenção de gritar "Surpresa!", deslizou a porta rapidamente… Porém foi ela quem teve a surpresa... Sim, ali estava Renji, mas também...

- NII-SAMA!"

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Capítulo VII: REALMENTE, FOI MAU...

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- NII-SAMA?! – Gritou a garota sem acreditar no que via. Seu amigo e seu irmão… O quê? O quê era isso?! Agh!

- Rukia-san… Rukia-san…

Não, não era possível! Que trauma mais horrível! Por favor, alguém a…

- Rukia-san!

A garota ergueu o rosto e abriu os olhos. Tudo estava embaralhado, demorou um bom tempo para perceber que não estava no escritório de Renji e que na sua frente não havia nenhum espetáculo traumatizante...

- Hana…tarou? - Perguntou a garota… Tudo dava voltas e apenas conseguia enxergar bem ao garoto que a olhava assustado.

- Sim, Rukia-san. Finalmente acordou!

- Eh… Onde… Hic… Estou?

- Ah sim, Nanao-san trouxe você aqui. Estamos no 4° esquadrão.

- Ah… Tá… Ugh! - De repente Rukia levou as mãos à boca e começou a procurar algo, não podendo aguentar mais, se abaixou sobre um cesto de papéis que estava próximo.

- Eu avisei que ela ia vomitar... - Murmurou o terceiro posto enquanto ajeitava os óculos.

- Es… Espero que esteja bem… - Disse Isane, logo se ajoelhou ao lado de Rukia e iniciou uma espécie de massagem nas costas da morena.

- Encontrei! - Exclamou o oitavo posto que entrava correndo enquanto carregava uma bandeja cheia de pílulas. Hanatorou a tomou nas mãos e dentre todas as pílulas, escolheu uma vermelha, entregando esta para Isane.

- Eto… Rukia-san… - A morena levantou a cabeça para vê-lo. Estava muito pálida tendendo ao verde, se via que não era uma bebedora com experiência. - Tome isto – e lhe entregou a pílula. – Com certeza, se sentirá melhor depois de tomá-la… - Rukia obedeceu e a engoliu. Após alguns segundos, a pequena Kuchiki já notava como o mal-estar desaparecia. Tudo voltava para seu devido lugar e não mais girava. – Esse remédio é capaz de acabar com os efeitos do álcool de uma só vez, o ruim é que...

- A realidade chega rápido… De uma forma muito cruel… - falou o loiro.

Mal havia terminado de dizer isso quando "Kia-chan" compreendeu a que se referia… Talvez bem demais… Pois logo, começou a suar frio, o corpo tremia, mas o pior era a dor de cabeça...

- Ah Hanatarou! Procure a pílula azul!

- Sim. – Respondeu nervoso o garoto, porém como era de se esperar, caiu e derrubou a bandeja. Pílulas e comprimidos voaram para todos os lados.

- Agh, como é atrapalhado! - Gritou o terceiro posto. – Vamos, temos que encontrá-la, essa é a que acaba com a ressaca.

Cinco minutos depois, ainda continuavam procurando a bendita pílula. Rukia tinha certeza de que ia matar alguém (cujo nome começava com M ou talvez com H, melhor, a ambos...). Claro, isso se a sua cabeça não explodisse antes… O pior dos males era que eles não podiam procurar em silêncio, mas tinham de fazer um escândalo. A morena levantou o rosto, com a intenção de gritar todos os insultos que havia aprendido no filme Scarface (Ichigo a obrigou a assistir, por causa da atuação de Al Pacino) quando viu uma mão em sua frente que detinha a pílula salvadora.

- Aqui está, Rukia-sama. - Era Unohana Retsu. Rukia, sem perder tempo, a tomou no ato. Ah, Sentia-se de volta a vida!

- Muito obrigada, Unohana-taichou! - Exclamou a garota, enquanto tentava ajeitar o cabelo, estava toda descabelada e com o kimono desalinhado. - Não sabia que existia este tipo de medicamento…

- Bem, isso é um segredo… - Disse a capitã com um sorriso maternal. - Se soubessem da existência de algo assim, passariam bebendo (com mais frequência do que já o fazem) sem pensar nas consequências. – Os demais concordavam atrás dela. – Mas para você abrimos uma exceção... Não suportaria ver a inocente irmã de Kuchiki-taichou com uma terrível ressaca.

- Ah… Obrigada…

- Mas esta será a primeira e última vez que virá aqui desse jeito, não é? - Murmurou Unohana-taichou ainda com seu sorriso, porém com um olhar que dava medo.

- Ah, claro! Isso não voltará a se repetir! - Prometeu Rukia, muito nervosa - Eh… Unohana-taichou… Eu…

- Não se preocupe com isso, Rukia-sama… Nenhum de nós mencionará nada disso com o capitão Kuchiki. - A pequena shinigami assentiu agradecida, entregou o pergaminho para Isane e saiu do quarto esquadrão.

Enquanto caminhava, a garota ia forçando seu cérebro, tentando recordar o que havia feito depois de aceitar o trago de Matsumoto. Mas era inútil, não se lembrava de nada… Só do desagradável sonho que teve antes de despertar... Esperava não ter feito nada do que pudesse se arrepender depois...

Surpreendeu-se ao perceber que estava em frente às portas do 7° esquadrão. Vejamos... Desde quando ia naquela direção? Entrou e se encontrou com o capitão Komamura, que mantinha o rosto coberto.

- Eh, o que foi Kuchiki?

- Eto… Estou procurando Iba-fukutaichou, sabe onde ele está?

- Mmmm… Se não me engano, ele foi visitar a tenente Matsumoto.

- Oh… - De repente, a garota lembrou que tinha visto um pé debaixo da mesa... Ah, devia ser mesmo Iba-san! – Então, o senhor poderia receber isto no lugar dele?

- Claro, Kuchiki. Só espere eu tirar isso... – E retirou seu "capacete". – Está fazendo muito calor, né? Ei, Kuchiki? – O semblante da morena se tornou sombrio.

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Flashback

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Sete meses antes na clínica Kurosaki, Rukia estava tranquila lendo um mangá no quarto das gêmeas. Bruscamente, Ichigo entrou no quarto, parecia muito emocionado. Isso era raro…

- Ei Rukia! Venha ver isso! Está passando um programa na TV que você não pode perder!

- O quê?! É um anime do Chappy?!

- Não, tonta! É algo muito melhor! - Disse ele sorrindo.

A garota o seguiu até a sala.

Na televisão estava dando os comercias, logo começou um anúncio mostrando que estavam assistindo ao Animal Planet e que o nome do programa era "Predadores". Na tela mostravam um bosque coberto de neve, então apareceram uns formosos coelhos brancos. Rukia pulou de felicidade na poltrona "Que lindos!". De repente, umas raposas selvagens saltaram dos arbustos e começaram a perseguir os coelhos. A morena quase teve uma parada cardíaca. Uma das raposas alcançou sua presa e a matou sem piedade. A shinigami ficou desolada e traumatizada com o que acabara de ver, porém a risada de Ichigo a trouxe de volta à realidade… Ah, aquilo entre as pernas de Ichigo não voltaria a ser o mesmo depois daquele dia...

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Fim do Flashback

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- O senhor… O senhor não come coelhos, né?

- Eh? Eu… Eh… Claro que não, Kuchiki! Sou vegetariano! - Exclamou Komamura muito assustado diante do olhar da garota.

- Bem… Estou de olho! – Disse Rukia, lhe entregou o pergaminho e se retirou, deixando o capitão bastante nervoso.

Enquanto andava pela Sereitei, a pequena shinigami apagou de sua memória esse horrível programa. Agh, é que ver assim de repente o rosto de Komamura a fez lembrar daquilo! Bem, ao menos Ichigo compensou sua brincadeira de mau gosto, realizando todos os seus desejos durante uma semana. Suspirou... Incrível como sentia falta até das babaquices do Morango.

- Kiaaaa-chaaaan!

- Hã? Ah! - A morena se voltava para ver quem a havia chamado, quando então alguém caiu sobre ela. - Yachiru-chan!

- Kia-chan! Finalmente te encontrei! - Exclamou a menina sentada no estômago de Rukia.

- Ugh… Yachiru-chan, saia de cima de mim, além disso… Kia-chan!? Que tipo de apelido é esse?!

- Hahaha! É que esse é mais curto que "olhinhos raros"! E eu gosto mais!

- Pois eu não! É muito vergonhoso! Não me chame assim!

- Hehehe… O que foi Kia-chan? Se foi você mesma me pediu pra te chamar assim. – Falou alguém na frente delas. Rukia ergueu o olhar e se encontrou com uma sorridente Matsumoto, acompanhada de Nanao, Hinamori e do capitão Hitsugaya.

- Eu? Claro que não!

- Vejo que já se encontra melhor, Rukia-san. – Murmurou Ise.

- Ah… Sim, muito obrigada pela ajuda, Nanao-san. - Disse a garota ao mesmo tempo em que se levantava e tirava a poeira de sua túnica. - Olá Hinamori-kun, Hitsugaya-taichou. - Momo respondeu ao cumprimento com um sorriso, enquanto o garoto se limitou a inclinar a cabeça. – Ah, é verdade, Hinamori-kun, tenho algo pra você. - Rukia lhe entregou o pergaminho e estava prestes a xingar Matsumoto quando… "Grlrlrlrlrrl…"

- Hehehe… Parece que alguém está com fome - disse Rangiku.

-"Droga!"- Pensou Rukia corada, ultimamente seu estômago despertava nos piores momentos… - Eh… É que não almocei… - Justificou a morena. – Acho que é melhor ir comer alguma coisa.

- Woosh! Então, Kia-chan nos convidará para almoçar! - Falou Matsumoto, todos lançaram olhares esperançosos, até mesmo Hitsugaya e Nanao.

- O quê? Eu não... Mas… Não posso, não tenho tanto dinheiro! - Todos ficaram com cara de que não estavam acreditando na desculpa, afinal ela era uma Kuchiki (Eles não sabiam que Byakuya era um pão-duro na hora de dar a mesada…). – Mas é verdade! - E pegou um saquinho de couro. – Isso é tudo o que eu tenho! – Mal terminou de mostrar e Matsumoto tomou a bolsinha das mãos de Rukia, começando a contar o dinheiro, juntamente com Yachiru.

- Bem, isto é mais do que o suficiente!

- Ei… Rangiku-san… Isso foi… - Murmurou a morena. Hitsugaya lhe deu uns tapinhas no ombro, que claramente diziam "Te compreendo...", Hinamori e Nanao simplesmente assentiram. Rukia suspirou… Não tinha jeito…

- Para o restaurante de Ramen*! - Exclamou Yachiru – Vamos lá, sigam-me!

- Claro que não! - Gritaram todos juntos.

Chegaram ao restaurante e cada um fez o seu pedido. Matsumoto solicitou que na sua sopa adicionassem syrup de chocolate, Yachiru ao ver que isto era possível, resolveu pedir o mesmo, os demais fizeram uma careta de nojo. Enquanto esperavam pela comida, Rukia calculava mentalmente quanto ia custar tudo... Mmm… Podia dar adeus as suas economias e ao Chappy que tanto queria comprar… Tsk… E o pior era que caso se atrevesse a pedir um adiantamento para Byakuya, teria que aguentar umas três horas de discurso sobre o valor do dinheiro e como administrá-lo... Ugh… Voltou a olhar para Matsumoto, que estava conversando alegremente com Yachiru… Peraí, como poderia estar tão tranquila e alegre?

- Eto… Rangiku-san, você já está bem?

- Eh? E por que haveria de me sentir mal? - Perguntou Matsumoto perplexa.

- Bem… Se não me engano você bebeu mais que eu...

- Não se preocupe com isso Kuchiki, esta mulher é capaz de tomar dez garrafas de sake e num instante já andar como se não tivesse bebido nada. - Disse Hitsugaya.

- Sério? Incrível… - Murmurou a morena.

- E isso não é tudo, também é capaz de se lembrar do que fez quando estava bêbada. - Comentou Nanao. - Mmm… Se bem que, às vezes, isso não é algo muito bom...

- Verdade? – Inquiriu Rukia, enquanto observava seu prato de ramen que acabavam de servir.

- Sim! - Respondeu Matsumoto ao pegar seu hashi - Oh! E agora que me recordo... – Sorriu maliciosamente. – Hehehehe… Kia-chan eu conheço teu segredo...

- Segredo? - Disse a garota um tanto confusa. Oh não, o que havia dito a Matsumoto?

- Aham… Querem que eu diga?

- Eh… Melhor não Rangiku-san, afinal de contas é algo particular de Rukia-san. - Disse Hinamori.

- Sim, o mais certo é que seja um segredo um tanto... Íntimo… - Comentou Nanao, com um sorriso malicioso. Todos pareciam estar pensando "coisas" maldosas.

- O quê? Ela não disse isso! – Exclamou Rukia – Não pensem mal!

- Ah… Porém tampouco negou...

- Fala! Fala! - Começou a cantar Yachiru.

- Hehehe, não se preocupe Kia-chan, se não quer que eu fale, não direi nada…

A pequena Kuchiki franziu o entrecenho, observou a cara de seus companheiros… Sim, podia notar… Eles estavam imaginando "coisas"… Maldição! Até ela estava imaginando! O que poderia ter contado? Agh... Estava morrendo de curiosidade... Mas, e se fosse algo ruim...

- Aaaaah! Não deve ser algo bom, para que Kia-chan fique nervosa desse jeito! - Exclamou Yachiru.

Rukia fez uma cara feia… Vejamos, ela não tinha feito nada de mau, então não precisava esconder nada. Bah! Com certeza Matsumoto só queria zombar dela! Além disso tinha que proteger a sua imagem…

- Tsk… Não me importo, anda, pode falar… - Disse Rukia com um sinal de indiferença e começou a comer. Matsumoto sorriu de forma a dar inveja aos sorrisos de Gin.

- Então… Se é assim… Adivinhem que… No dia de hoje… Kia-chan me confessou que… - Todos se aproximaram para ouvir, até Hitsugaya. - Está perdidamente apaixonada por Ichigo!

- PPPFTFTFTFTFTFT!

Rukia começou a se afogar, Hinamori preocupada lhe deu uns tapinhas nas costas.

- O QUÊ? EU JAMAIS DIRIA ISSO! – Gritou a morena fora de si.

- Mmm… Talvez, normalmente não… Mas sob os efeitos do álcool… - Supôs Nanao.

- Por isso, é uma mentira!

- Bem… Quem sabe? Além do mais estava bêbada, poderia muito bem dizer aquilo que sóbria não teria coragem... - Comentou Nanao com ar de entendida, Hitsugaya concordou e Hinamori fez cara de "Ah, agora entendo…"

- Mas NÃO, isso não é verdade! Como eu iria gostar desse idiota!? É insuportável, imaturo, chato, irritante, tonto, sempre anda com a testa enrugada, é um insensível, egoísta, super- protetor…

- Hehehe. Sabe, falando assim está piorando ainda mais a sua situação... - Disse Matsumoto. – E parece que você sente muito a falta dele...

- O quê? Eu não…

- Ah, e também o fato de estar corada não ajuda muito… - Apontou Nanao.

- Isso é verdade Rukia-san, você está vermelha e bastante nervosa. - Acrescentou Hinamori. Hitsugaya pôs os olhos em branco, ah mulheres!

- Hahahahaha! Kia-chan e Ichi-kun embaixo de uma árvoreeee… - Cantou Yachiru.

- Ah! Não é isso, não é isso!

- Então negue! De verdade! - Soltou Matsumoto.

- Hã… Mas e o que é que eu estou fazendo?

- Mas faça sério. Diga, que de verdade, você não sente nada por Ichigo e que jamais sentiu algo antes. - Exclamou Rangiku, os demais concordaram com a cabeça.

- Eh… Pois é isso mesmo, eu não… - Rukia hesitou… Por que? Era tão fácil dizer que não e acabar logo com o assunto… Bem, tinha saudades de Ichigo e não podia falar que não sentia nada, afinal sentia muito carinho por ele, mas como amigos! "Até agora!" Agh… Durante os últimos meses se pegava pensando nele, mas nunca lhe passou pela cabeça estar apaixonada... Apaixonada? Ela? Por ele? Só de imaginar já lhe dava vontade de rir... Mas mesmo assim... Droga! Sua mente estava um redemoinho causado pela confusão de sentimentos... Jamais lhe ocorrera considerar algo assim... Porém, agora que analisava... E se era esse o caso? "Vamos, admita! Simplesmente aceite! Você o ama!"

- E então… O que nos diz? - Inquiriu Nanao.

- Bem… Eu…

- Vamos, fale!

- É que… Talvez sim, esteja um pouco apa…

- Como é...?

- Ah, está bem! Sim, estou apaixonada por ele! Satisfeitos? - Gritou a garota. Eles (ou melhor dizendo, elas e ele) caíram de suas cadeiras, devido à surpresa. A morena tampou sua própria boca "Agh, o que havia dito?!"

- Kia-chan admitiu! - Exclamou Matsumoto. Rukia começou a considerar a possibilidade de se afogar no seu prato de ramen. Nanao ajeitou os óculos e disse: "Eu sabia." Hinamori juntou as mãos e comemorou "Que maravilha Rukia-san!". Yachiru se pôs a cantar de novo e Hitsugaya se limitou a continuar comendo, tentando dissimular sua reação anterior.

- Muito bem e agora?

- E agora o quê? – Resmungou Rukia.

- Bem, você tem que contar a ele, não é?

- Er… Não. - Respondeu a garota, já terminando de comer.

- Como que não!? - Gritaram Matsumoto, Nanao, Hinamori e Yachiru ao mesmo tempo (embora esta última não fizesse a mínima ideia do que estavam falando).

- É isso mesmo, não vou lhe dizer nada. – A garota se colocou em pé. - Então, até logo pessoal. Tenho que terminar meu trabalho – desapareceu usando o shunpo. As shinigamis ficaram de queixo caído.

- Com licença. – Disse o dono do estabelecimento. - Aqui está a conta.

- Eh? – Exclamaram os cinco – Agh, foi embora sem pagar!

Ooo

Meia hora depois, Rukia saía correndo apavorada do 12° esquadrão. Ah, que trauma psicológico acabara de ganhar!

Quando chegou no escritório de Nemu, havia encontrado uma enorme seringa em cima da mesa. A morena teve um calafrio. Não gostava nada de injeções. Após receber o seu pergaminho, a tenente Kurotsuchi perguntou por que Kuchiki estava tão pálida e ela cometeu o grave erro de confessar sua aversão a injeções. Para Nemu a melhor forma de perder o medo da agulha era... Ter uma série de vacinas, até se acostumar!

- Puf… Nemu está louca, percebe-se que é filha de Mayuri. - Murmurou a pequena shinigami, apoiando-se em uma parede. Tirou um lenço de dentro do kimono e limpou o suor da testa. – Pelo menos só falta um pergaminho... Eh? Um? – Contou nos dedos. - Ah não, perdi um documento! – Com nervosismo revisou o pergaminho. Tinha o número 13, isso significa que... – Perdi o do 6° esquadrão! – Começou a bater a cabeça contra a parede. Maldição! Onde poderia estar? Inesperadamente, um dos golpes lhe revelou a verdade... A terrível verdade... No escritório de Kenpachi…

- "Ahá, está ali!" – Pensou a garota, quinze minutos depois, enquanto observava a sala do capitão. Estava deitada no teto de um edifício em frente ao escritório, dali tinha uma boa visão. O pergaminho estava embaixo da mesa de Kenpachi. Naquele instante Zaraki se distraía tentando equilibrar um lápis no nariz (estava entediado) e Yachiru desenhava, sentada em cima da mesa. Ah, teria que tirá-los dali!

Mas como? Como? De repente, teve uma ideia maravilhosa. – Mae Sode no Shirayuki!

- Ahá, não contavam com minha astúcia! - Exclamou a garota, colocando em prática seu plano. Com a ajuda da zanpakutou criou um grande bloco de gelo e logo, para o espanto e indignação de Sode, usou a espada para cortar e moldar o gelo. Resultado final: Uma horrorosa escultura de Ichigo (suas habilidades para escultura eram piores do que para desenhar). Sode estava decidida a matar sua dona, na próxima vez que a visitasse em seu mundo interior. Como se atrevia a usá-la para picar gelo?! - Woosh! Ficou perfeito! – Sode se foi emburrada.

Rukia se escondeu, havia deixado a escultura na posição exata para que Kenpachi pudesse vê-la desde a sua janela. Tomou fôlego e gritou: "ZARAKII!

Em questão de segundos o capitão, acompanhado de sua tenente, avançou sobre a pobre escultura. Rukia aproveitou e entrou na sala, pegou o pergaminho e a ponto de sair estava quando viu o desenho de Yachiru: "O pato", o inimigo número um de Chappy. A morena não pode evitar, pegou uma caneta e riscou o pobre pato, logo escreveu: CHAPPY RLZ!

- Olha lá Ken-chan! É a Kia-chan! - Rukia resmungou e começou a correr (de novo) com Zaraki atrás dela. "Nota mental: devo tolerar mais ao pato!"

Ooo

Por volta das seis da tarde, a pequena shinigami chegou ao 6° esquadrão (desta vez, foi mais difícil fazer Kenpachi se perder). Além do mais, estava exausta… Parou em frente à sala de seu amigo… Ah não... De novo esses ruídos suspeitos… Aiai por favor, nãooo... E preparando-se para o pior, deslizou a porta...

- Renji? E… Keiko-san?!

- Rukia?! - Seu amigo parecia muito assustado, por outro lado, Keiko dava a impressão de que estava prestes a desmaiar.

- Vocês… Vocês? – Começou a indagar a morena. Abarai confirmou. - Nossa… Isso sim é uma surpresa... Felicidades!

- Não está brava, Rukia-san?

- Hã? Brava? E por que estaria? Pelo contrário, estou feliz por vocês. Na verdade… Já estava me preocupando o fato de Renji não ter namorada.

- Oye!

- Hehehe… Bem, é melhor eu deixá-los a sós, né? – E atirou o pergaminho para seu amigo. – Até mais. Ah, Keiko-san! Se Renji te fizer algum mau me conte, que eu me encarregarei dele, ok?

- Certo! Tchau Rukia-san! - Disse a jovem, o ruivo engoliu saliva.

Ooo

- Ah… Kuchiki. Já acabou? - Perguntou o comandante general. Estavam no escritório de Yama-jii, a morena foi lhe informar sobre o resultado do seu trabalho.

- Sim, já terminei.

- Hehehe, muito bem Kuchiki. Aqui está sua outra missão.

- Hã?

- Não se preocupe é para a próxima sexta-feira, se bem que você vai adorar este trabalho. Hahaha, e mais, prometo que durante a missão sobrará tempo para atividades extracurriculares…

- Eto… Não entendo.

- Kuchiki Rukia sua próxima missão será fazer uma pequena supervisão… Na cidade de Karakura… Mmm… Sabia que você ia gostar…