Profecia
Título: Profecía
Autora: Paula Moonlight
E-mail: paula (underline) sg13 (a) yahoo (ponto) com
Original: www. slasheaven .com/ viewstory. php?sid (igual) 13496
Tradutora: Alexa Black
Beta: Miyu Amamyia
Resumo: Uma nova profecia de Trewlawney fará que a luz e a escuridão lutem para ganhar o coração de Severus.
Cap 7: (NA) Sei que estamos perto do natal, mas estas são histórias de Halloween... Atenção que tem um que entra na batalha e um que perde!
Parejas: Severus / Vários
Classificação: NC-17 (M)
Advertências: slash (relação homem x homem), violação e grandes surpresas.
Disclaimer: Os personagens e o universo de Harry Potter são propriedade de J.K. Rowling, Scholastic & Editoras Associadas e Warner Brothers. Esta fanfic não possui fins lucrativos.
Isso é uma fic SLASH, S-L-A-S-H , então se não lê esse tipo de história essa é a hora de fechar essa janela.
NT: Esta é uma tradução da fic "Profecía", que está sendo realizada com total consentimento da autora da fic. Tendo Paula Moonlight todos os créditos pela criação da fic. Espero que gostem da história. Deixem reviews com suas opiniões. BOA LEITURA!!!!!!!!!
POV Ponto de Vista.
Parcel
-Diálogo-
Ênfases ou lembranças
oOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOo
Capítulo 7: Histórias de Halloween
POV Harry Potter
Lindo...
...a minha completa mercê...
... e só para mim.
Meu para dar-me prazer, meu para dar-lhe prazer... para levá-lo a cúspide do orgasmo e para fazê-lo gritar meu nome.
Atado de pés e mãos, os olhos vendados, aquela beleza escura estava ali, gemendo ante o contato do gelo em seu peito. A cada centímetro que avançava colocava um beijo que acelerava sua respiração. Saboreando sua pele e deleitando-me com os gemidos que tentava reprimir, circulei seu umbigo e me dirigia ao erguido membro que silenciosamente suplicava por minha atenção.
Eu não ia lhe negar. Lambi toda sua extensão, enquanto minhas mãos jogavam com seus testículos e, triunfante, desfrutava de seus – agora – muito audíveis gemidos. Eu não agüentaria muito mais, nunca tive demasiada paciência nisso. Assim que, sem esperar mais, sondei com um dedo o lugar onde desejava chegar, o senti esticar-se ante aquele toque e recém nesse momento pensei em que aquele adusto homem provavelmente nunca havia sido o submisso.
Adentreio dedo e um grito estrangulado me indicou que se não virgem, ao menos faz muito tempo que ninguém reclamava dessa forma a Severus. Busquei sua próstata e, ao encontrá-la, se arqueou em minha direção, buscando mais desse pequeno prazer, mas as ataduras o impediram.
- Não seja ansioso, Severus... logo te darei o que deseja – disse
O preparei e lubrifiquei sua entrada cuidadosamente e logo tirei a venda dos olhos. Desejava que me visse tomando-o, e lhe dei um casto e doce beijo, como forma de pedir perdão pela dor que com certeza lhe causaria. Me posicionei entre suas pernas e o penetrei lenta e cuidadosamente, tirando um gemido baixo dos lábios de Severus.
Era tão estreito, tão delicioso... e ele se via tão lindo: a pele brilhava pelo suor, seus olhos resplandeciam de prazer, seu rosto ruborizado e seus lábios inchados pelos meus beijos se entreabriam ofegantes sem controle.
Comecei a mover-me e Severus lançou um ruidoso grito, ao mesmo tempo em que eu gritava. Nossos gemidos se intensificavam igual que meus movimentos e não pude resistir à tentação de tomar outra vez esses lábios nos meus, de deixar minha marca em seu pescoço. O beijei. O mordi, por todo seu pescoço e seu queixo, para logo sussurrar em seu ouvido.
- É lindo... é delicioso, Severus... tão estreito... tão quente... Oh Severus!... é meu... será sempre meu...
As minhas palavras em parcel se uniram à seus murmúrios, súplicas de que continuasse, que acelerasse. Essa voz gemendo por mim, pedindo mais, me descontrolou e comecei uma frenética cavalgada enquanto masturbava seu membro. Logo as costas de Severus se arquearam deliciosamente e suas paredes apresarammeu excitado membro fazendo-me alcançar o máximo prazer.
Despertei bruscamente no meio da noite, arqueando as costas em um poderoso orgasmo. Coberto de sêmen e suor, tentei acalmar minha respiração e reconhecer onde me encontrava.
Aquele sonho havia sido tão real. Tive sonhos desse tipo antes, mas nenhum tão estranho e excitante como esse.
E nenhum havia incluído a Severus Snape como protagonista.
Eu sonhando com Snape amarrado e vendado? Isso nem sequer me tinha passado pela mente na vida real... Aquela imagem de Severus atado, completamente disposto a mim, em êxtases e gemendo debaixo de mim, era uma imagem que não conseguia tirar da minha cabeça... como se realmente a tivesse vivido.
Havia sonhado que fazia amor com Snape... isso me parecia incrível. Seria alguma mensagem do meu subconsciente, talvez devido ao comentário de Albus?... sim assim era, acredito que preciso me internar urgentemente no São Mungos.
Snape?
Bem, olhando bem criticamente, ele não estava tão mal, como dizia Gui, só necessitava uns retoques.
Mas ainda assim. Snape? Só o conceito dele e eu juntos era algo que minha mente não podia conceber, uma coisa era atração, uma trégua implícita devido a Remus... mas ambos éramos como o dia e a noite, sem nada em comum.
Esse sonho nunca poderia chegar a passar na realidade, seria para sempre só um sonho.
... só um sonho.
Por que então me sentia triste por ele?
POV Severus Snape
Talvez eram os últimos acontecimentos sucedidos com o Senhor Escuro que me tinham tão suscetível, mas durante a celebração de Halloween me sentia vigiado pelos olhares de todos... sobretudo os olhos verdes de certo professor e os azuis de certo ruivo.
As de Gui já me pareciam normais. Nos últimos meses, já tinha me acostumado à sua presença e a seus impulsivos beijos, mas nunca a havia sentido tão notória como nessa noite. Albus havia decidido fazer uma festa de disfarces e no meio de todos os alunos, disfarçados de piratas, vampiros, múmias e até trouxas, Gui me seguia como um inseto a luz, e desde de cedo se movia diante de mim sedutoramente e já havia dado, mais de uma vez, um pequeno roce a meu traseiro.
É que não entendia que os professores não estávamos ali para flertar, se não para vigiar aos alunos?... Ademais parece que Gui não entendia que a mim não me agradava as coisas em público.
- Sabe me sinto um pouco mal – disse Gui pendurando-se – Estou mareado, acredito que bebi demais.
Não me estranhava, havia bebido todas as cervejas amanteigadas que tinham conseguido chegar a sua mão.
- Devia tê-lo detido antes, esta sendo um mau exemplo para os alunos – disse sustentando-o em meus braços.
Foi naquele momento que novamente os olhos esmeraldas de Potter se cravaram nos meus. Desde a manhã que me olhava estranho, havia algo em seus olhos que não conseguia decifrar, principalmente porque cada vez que tentava olhá-lo aos olhos ele fugia do meu olhar. E agora me olhava de uma forma que me colocava muito nervoso, acaso era nojo, fúria? Bem, essa seria um olhar usual em Potter faz alguns meses atrás, mas ultimamente nos estávamos levando bem... O que havia feito para causar esse olhar?
- Tem razão, não estou dando o melhor exemplo... me ajuda a chegar ao meu quarto, para passar desapercebido... estou algo mareado – disse Gui em tom forçado, distraindo-me dos olhos verdes.
- Está bem, segure-se em mim – disse, se ia ao seu quarto seria um olhar a menos da que me preocupar.
Mas alguém distraiu minha atenção do olhar de Potter e de Gui: Kingsley Shaklebolt, entrou no salão com seu metro e noventa de altura, impactando com sua sóbria e imponente presença. Alto e fornido, entrou vestido de pirata, com uma camisa branca, que mostrava grande parte do seu robusto peito, contrastando maravilhosamente com sua pele, e umas ajustadas calças de cor negra.
Recorreu com seu olhar o salão e quando me viu, elegantemente foi se deslizando até mim.
Ele também me olhava de forma estranha.
POV Gui Weasley
Estava ali, a seu lado, por minutos que me faziam eternos. Me esticava sensualmente, brincava com seu cabelo, lhe sussurrava ao ouvido e inclusive me atrevia a roçar seu traseiro.
Nada.
Snape não fazia nada!
Apenas bebia e comia e sua conversa eram as curtas frases e monossílabos de sempre. O único que fazia era vigiar os alunos e tirar pontos... Por Merlin, isso é uma festa! E me tem a seu lado paquerando-o... Leve-me de uma maldita vez ao seu quarto e fazemos amor!!
Havia esperado semanas esta oportunidade, o ambiente propicio, relaxado, animado, perfeito para engatusara Severus e ao final fazer-me seu.
E justo agora que havia se arrumado para a ocasião, ele está mais interessado em vigiar aos alunos que vigiar meu traseiro.
Bem, pois eu quero sexo essa noite e não ficaria com vontade, a estratégia do "rapaz mau com iniciativa" que havia usado até agora, não parecia funcionar quando Severus estava no seu rol de "o dever é o primeiro". De todas as estratégias que conhecia para levar-se alguém para a cama a única que talvez serviria seria a de "me sinto mal, leve-me até a cama", com muito ênfases em cama, era o plano reservado para situações criticas; e essa era uma situação critica assim que...
- Sabe me sinto um pouco mal – comecei a dizer pendurando-me de seu braço e dobrando as pernas. – Estou mareado, acredito que bebi demais.
- Devia tê-lo detido antes, esta sendo um mau exemplo para os alunos – disse Severus apresando-se a sustentar-me em seus braços.
Mau exemplo? Sim, essa era uma boa desculpa.
- Tem razão, não estou dando o melhor exemplo... me ajuda a chegar ao meu quarto, para passar desapercebido... estou algo mareado – me esforcei em pronunciar essas últimas palavras devagar, como se me custasse falar.
- Está bem, segure-se em mim.
Teria feito um baile da vitória nesse mesmo instante, mas, naturalmente, isso teria acabado com minha atuação, tomando o braço de Severus nos encaminhamos até a saída.
Nisso vi a Kingsley entrando, pelas portas. Vestia-se muito bem e provocativo. Já!...mas é muito tarde Kingsley, eu já tenho a Severus justo onde o queria.
Aferrei-me mais a Severus, querendo ver esse olhar enfadado nos olhos negros do auror, mas o que vi neles foi burla. O que planejava que o tinha tão seguro de si mesmo?... e então uma cabeleira ruiva saiu detrás da imponente figura de Shaklebolt, seguida de outra mais...
Não podia acreditar.
Esse maldito tinha trazido a minha mãe!
- Gui, querido... - disse minha mãe dando-me um beijo na bochecha, enquanto via a Rony ir na direção de Harry.
- Bom dia, Severus, Gui – saudou a sua vez Kingsley, com um sorriso de burla. – Gostou da surpresa que trouxe, Gui? Encontrei com sua mãe e seu irmão no Centro de Treinamento de Aurores e como tinha que vir para cá, decidi convidá-los.
- Tinha ido deixar para Rony algumas mudas de roupa, quando Kingsley nos disse que viria... faz tanto tempo que não te víamos que não podíamos dizer que não – dizia sorrindo minha mãe. – Não te vejo muito bem, carinho...
- Não é nada mãe, só estou algo mareado... acredito que não me medi com a cerveja amanteigada.
- Agora mesmo ia ajudá-lo a chegar ao seu quarto – disse Severus.
- Oh querido!... descuide, eu o acompanharei e conversaremos até que passe esse mareio.
Adeus a minha noite de sexo, pensei.
POV Harry Potter
Halloween. Sempre tinha sido uma data em que coisas estranhas me passavam, geralmente más: a morte dos meus pais, Duda presumindo seus doces, enquanto eu passava Halloween preso em casa (se me atrevia a pedir doces, a gangue do meu primo sempre terminava me tirando), um enfrentamento com um troll, o desastroso aniversário de morte de Nick-Quase-Sem-Cabeça (graças a Deus nunca mais me convidou), a primeira mensagem de que a câmara secreta havia sido aberta, não tinham me deixado ir a primeira saída a Hogsmeade, um perigoso assassino, Sirius, havia tratado de entrar a Torre da Grifinória, me tinham elegido campeão do Torneio Tri-Bruxo, foi pouco depois de Halloween que Umbridge me suspendeu de jogar quadribol... e assim uma larga lista até hoje.
Quando esta noite de Halloween, descobria que sentia ciúmes por Snape.
Meu horrível dia tinha começado com aquele sonho erótico e tinha continuado com uma contínua observação de Snape e uma exaustiva reflexão sobre meus sentimentos sensações para ele.
Custei admitir a mim mesmo que começava a estar de acordo com todos aqueles comentários de Gui sobre Snape. Era impossível negá-lo quando agora mesmo via à Snape vestido em um ajustado trajenegro..., era uma visão muito excitante e sensual, talvez porque ainda tinha em minha retina aquela imagem do meu sonho. Mas não podia negar que a imagem do meu sonho se acercava muito ao que se podia deslumbrar entre as capas de roupa que Snape usava Tinha chegado à conclusão que minha opinião anterior sobre ele, aparte de seu descuidado cabelo, era só causado pelo seu caráter azedo e permanente testa franzida.
Caráter que tinha modificado radicalmente desde que certo lobisomem havia pactado pelos dois um acordo de paz. Graças a Remus, nas últimas semanas tinha chegado a apreciar a companhia de Severus, e com surpresa tinha descoberto que ele se parecia um pouco a mim em muitos aspectos: ambos éramos pessoas solitárias e independentes, e, embora com opiniões algo distintas de como fazê-lo, ambos buscávamos um mundo mais justo.
Reflexionando sobre ambos, me havia dado conta que em realidade, não éramos como a noite e o dia, se não mais bem como a lua e o sol, tínhamos seguido caminhos diferentes e aparentemente opostos em nossa vida, mas ao igual que ambos astros, nossos caminhos sempre terminavam cruzando-se e causando algum eclipse... talvez algo entre ele e eu não fosse tão descabelado.
O que me trazia de volta ao feito que estava arruinando o Halloween desse ano: Estava sentindo ciúme.
Raios!... faz um par de semanas, teria estado fazendo barra para Gui, animando a seguir adiante, feliz de saber que eu já não teria que sacrificar, mas enquanto o observava paquerar descaradamente e mexendo-se diante dele sem parar a vista de todos, o único que conseguia sentir era o ciúme me consumindo...
E mais em cima agora se pendura no seu braço!... e como não, Snape o aceita assim não mais... Desde quando Snape é tão carinhoso em público?... Diabo, como odeio que lhe faça caso! Solta ele! Acaso não via que a Snape isso o incomodava?
Ah!... e como se não tivesse suficiente agora aparece o rival de Gui, Kingsley já tardava em chegar... Mas que demônios! A senhora Weasley?... jajaja... pobre Gui, acredito que Kingsley arruinou sua noite.
- Ei companheiro! – me sobressaltei ao ver a Rony ao meu lado – Que tal vai? De que ri tanto?
- Estou bem – e com vontade de dar um chute em seu irmão, pensei para mim. – Ria do seu irmão, creio que Shaklebolt arruinou sua noite – disse apontando-os.
Agora já me sentia melhor, sabia que Severus só via a Kingsley como um amigo.
- O que diabo faz meu irmão nos braços do morcego seboso?
- Creio que era um intento de Gui de levá-lo para a cama.
- Que?!... não está falando sério.
- Muito sério... desde que está como professor que está tentado.
- Um Weasley não pode ter tão mau gosto!!... Acredito que tenho que falar seriamente com meu irmão... ou talvez seja melhor interná-lo de uma vez por todas em São Mungos.
Ri da reação de Rony, mas internamente me perguntava se não devia internar-me... porque os ciúmes que tinha sentido esta noite me deixaram muito em claro que os Potter também tinham mau gosto.
POV Kingsley Shaklebolt
Foi uma sorte encontrar-me com Moly. Com ela, Gui não poderia fazer nada essa noite e sem o ruivo interpondo-se as coisas seriam muitos mais fáceis... já veria essa doninha quem teria primeiro a Severus.
Tinha me vestido mais provocadoramente do que acostumava, mas não ia rebaixar-me a mexer o traseiro como fazia esse pentelho... não, eu conhecia muito melhor a Severus, talvez um bom traseiro podia esquentá-lo, mas ele era um homem inteligente, um cabeça oca como Weasley não o entreteria mais de uma noite...
Uma vez que Severus reparasse em mim, não duvidaria em me eleger, eu não só podia complacê-lo na cama, se não também sou superior a Gui em inteligência e força, um companheiro muito mais apto para Severus em muitos outros sentidos que só o físico.
Tirei do meu bolso um whisky e o ampliei ao seu tamanho original.
- Diga Severus, não tem vontade de que tomemos um trago.
- Kingsley, estou vigiando aos alunos, não posso beber agora.
- Vamos, é Halloween... É nossa noite!... Deixe que Filch se encarregue de aborrecer aos alunos e vamos desfrutar desse Whisky Escocês de 20 anos.
- 20 anos?
- Nem um mais, nem um menos... Te negará o prazer de desfrutá-lo?
- Admito que tenta, mas não seria bom que nos vejam bebendo whisky... Albus já deu permissão de trazer cerveja amanteigada, se vêem isso os meninos de 7º, seguro que se tomarão mais liberdades.
- Então, vamos a seu quarto, desfrutamos desta delicia longe deste bulício.
Severus aceitou e, sentados frente às tranqüilas chamas da chaminé, bebemos quase toda a garrafa de whisky, e logo ambos conversávamos com confiança e muito animados. Eu tinha tomado uma poção que minimizava os efeitos do álcool, assim não me afetava tanto.
- Oie, Severus – disse enchendo seu vaso. – Esta se divertindo muito com o ruivo?
- O que quer dizer?
- Vamos Severus, não se faça de tonto... vi como o garoto mexe o traseiro. Admito que é bonito, mas não é demasiado jovenzinho para você?
- Está dizendo que ele não deveria meter-se com alguém da minha idade.
- Não me mau interprete, Severus – disse acercando-me mais a ele. – Não há nada de mau que relacione com ele, mas não crê que é muito pouca coisa para você?... Você é um homem sério, experimentado... duvido que desfrute dos jogos de um adolescente, ademais vi como te molesta que te paquere em público.
- Nisso tem razão, lhe disse... mas todos os grifinórios são uns imprudentes.
- Não é que seja um grifinorio ou não. É ele quem é assim de solto por natureza. Na verdade, acredito que você e ele não tem nada em comum... diga. Já dormir com ele? – notei que Severus se movia algo incomodo no seu lugar.
- Não, não fiz.
- Ah, então é por isso que segue te perseguindo!... Aposto que quando consiga levá-lo para a cama, a novidade e o desafio que significa para ele acabara. Cansará de você e te deixará, tão rapidamente como chegou a sua vida...
Acerquei-me novamente a ele... Já só centímetro nos separava, apoiando meu braço atrás do encostode Severus, quase o tinha encurralado em um dos braços da poltrona. Foi nesse momento em que vi sua varinha e sem que se desse conta com um feitiço silencioso a lancei longe. Com voz profunda e suave disse muito perto do seu ouvido;
- Severus, você precisa de uma relação mais séria, mais madura com alguém mais inteligente e de mais caráter, alguém que seja seu apoio, com quem conversar de coisas sérias... não um garoto mau criado.
- E essa pessoa é você? – me perguntou ironicamente, levantando uma sobrancelha.
- Não, é Remus – disse tentando eliminar a tensão do ambiente; e ri um bom tempo antes de voltar a ficar sério. – Bem, se deseja que o diga diretamente. Sim, sou eu. Gosto de você, Severus, nos levamos bem. Não acha que podemos tentar algo juntos, algo que seja mais que só sexo e hormônios alvoroçadas?
- Kingsley, eu não...
- Não me diga que não... – o interrompi – Não sem antes provar a mercadoria.
- Kingsley, realmente eu não estou interessado em nenhuma relação.
- A não?... e então. Por que deixa que esse tipo te beije e toque? Essa é a relação que quer... a de um par de transasrápidas e tchau até amanhã – talvez disse tudo isso muito violentamente, pois Severus franziu a testa. Tentando acalmar-me, disse mais suave: - ...Eu também posso te dar isso Severus, isso e muito mais...
- Não, King... – calei suas palavras com meus lábios, demonstrando que podia ser igual ou mais fogoso que esse ruivo, mas Severus me mordeu os lábios e me obrigou a deixar de beijá-lo.
Por uns minutos me senti furioso, os beijos desse os aceitava com sorrisos e a mim me mordia, mas logo me excitei, se Severus fazia as coisa difíceis, isso simplesmente fazia tudo mais interessante... não me renderia por uma simples mordida, não deixaria que Weasley me ganhasse. Severus seria meu.
- Gosta das coisas brutas, Severus... bem faremos do seu modo – disse.
Joguei-mecom tudo, apresando-o contra um dos braços da poltrona, capturei novamente seus lábios com os meus, tirei bruscamente a capa e destrocei os botões da camisa. Vi então que o pescoço de Severus apresentava muitas marcas recentes de dentes, seguramente feita por esse prostituto ruivo e eu me propôs a apagá-las e ocultá-las atrás das minhas.
-Shaklebolt, sai de cima! – gritava Severus, enquanto eu mordia seu pescoço, pior não planejava deixá-lo ir tão facilmente... eu o faria provar o céu e quando o fizesse ele não ia querer ninguém além de mim.
Já não era só por uma missão que nos dava Albus, nem o respeito... Era por orgulho, não deixaria que nenhum garotinho me ganhasse.
Severus buscou sua varinha e vi o pânico em seus olhos quando não a achou, eu a havia jogado longe a tempo; tentou forcejar comigo, tirar-me ao chão, mas o álcool lhe tirava força e coordenação. Nunca poderia lutar contra mim, era maior, mais forte, mais ágil e me encontrava mais sóbrio que ele.
- Não resista Severus, sei que vai gostar.
Meti a mão dentro da sua calça e comecei a masturbá-lo, enquanto novamente tomava seus lábios entre os meus.
Ele se retorcia contra mim e gemia, quando a porta se abriu.
- Oh, sinto muito! – disse Remus e fez um âmago de retirar-se.
Isso ao parecer me distraiu, pois Severus conseguiu libertar-se dos meus lábios e gritou.
- Não, Remus... ajuda!
Remus que já ia de saída, deu a volta e olhou melhor a situação.
- Shaklebolt, o que acha que está fazendo! – gritou Lupin, enquanto me arrancava de cima de Severus de um puxão. Ele podia ser mais baixo que eu, mas tinha a força de um lobisomem.
Estava furioso... eu queria demonstrar a Severus quanto valia... que tinha opções muito melhores que esse Weasley, e cegado pela fúria dirigi meu punho até o rosto de Remus. Ele deteve minha mão e a retorceu sobre minhas costas me imobilizando. Doía, e a dor conseguiu que me acalmasse e olhasse ao meu redor.
E então meus olhos se toparam com os de Severus e vi neles, asco e medo. Ele tinha o pescoço avermelhado, seus lábios largos umedecidos e um pouco sangrentos, sua capa rasgada e sua camisa feito tiras... e definitivamente, não estava para nada excitado.
Deus o que tinha feito.
POV Albus Dumbledore
- Realmente, Kingsley, isso nunca teria esperado de você. Pedi que conquistassem o coração de Snape... Não que o violassem!... se algo podia afastar a Severus definitivamente de nos é essa atitude. Não tomou em conta seus sentimentos nem por um minuto.
Estava realmente enfadado com ele, a legilimância me mostrava que Kingsley estava arrependido, mas era demasiado tarde, o dano estava feito e tinha um candidato menos para lutar pelo coração de Severus e lamentavelmente, antes desse desastroso incidente, era um dos que mais tinha conseguido a simpatia de Severus.
Não quero nem pensar como isso teria machucado o meu pobre garoto.
- Eu sinto muito, Albus...
Espero realmente que o sinta. Tinha convertido essa importante e delicada missão em uma estúpida competição de masculinidade. O orgulho de Kingsley de estar perdendo frente à Gui, o fez pensar que conquistar o coração de Severus, equivalia a meter-se em suas calças... devia prevenir a Gui de cometer o mesmo erro.
- Não é comigo com quem tem que desculpar-te, embora não estou seguro de que Severus consiga perdoá-lo – logo fixei meu olhar na pessoa que tinha permanecido todo esse tempo calado, mas com um olhar de fúria nos olhos. – Remus, suponho que pode tomar as rédeas do clube de duelo.
- Por suposto, Albus, será um prazer – contestou o lobisomem.
Continuará...
oOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOo
N/B: Wow. E eu pensando no início "Boa, King!" com o maior entusiasmo. Agora eu penso "Boa, King" com o maior sarcasmo. Tsc, tsc. Ele me decepcionou, a vocês não? Mas continuo pensando "Boa, Harry!" com animação. Avisar o irmão é golpe baixo e certeiro! Agora, palmas para a Alexa, por mais uma fic ótima que nos traz e para a Paula Moonlight que fez essa fic maravilhosa!! Som de palmas ao fundo
NT: Primeiramente, obrigada Miyu por betar mais esse capítulo para mim e que bom que esteja gostando da fic. Afinal como todas as fics da Paula, essa é mais um sucesso. Espero que tenham gostado do capítulo que foi bem movido e ao final ficamos com um concorrente a menos pelo coração do Sevvie. Bem, agradeço a todos por acompanhar a fic e nos vemos daqui duas semanas nesse mesmo bat-local.
E mandem reviews para essa pobre tradutora, se não eu choro!!!!!
Não fere e não mata ninguém!!!
Bjus
Alexa
(\(\
(' :')
(,('')('')
