Tomado por ódio, Yuukiko resolve se vingar dos assasinos de seu pai...

Yuki conseguirá evitar o pior?

Oboe no daitaihin no jutsu ( 覚えの代替品の術)

Usando os seus poderes, chega ao hospital, onde os bandidos encontravam-se internados. Ele salta para uma árvore, que dava visão da janela do quarto dos assasinos de seu pai. Uma segunda cauda azul começou a brotar, quando os seus pensamentos vão neles que estão vivos, para seu pai, morto.

Sem perder tempo, abre um pergaminho de cor verde, amarrado por várias tiras. Aquele era um jutsu proibido do Clã Uzumaki, pois, como consumia muito chakra, o usuário acabava morrendo. Mas, isso não era um problema para um jinchuuriki, ainda mais um, com uma raposa alva de nove caudas.

Segurando o pergaminho na boca, começa a fazer a sequência de selos para abri-lo, enquanto se concentra. Após alguns minutos, tira-o da boca e joga no ar, para depois fazer o último selo. O objeto desenrola sozinho e flutua no ar, na frente dele, contendo em seu interior, símbolos misteriosos alinhados e no centro, um círculo.

Começa a reunir uma esfera de chakra, mista com a dele e senjutsu. Ao mirar no pergaminho, este absorve-o e a cor muda para cinza.

Faz uma nova sequência de selos e bate no verso do pergaminho:

- Jutsu kinshi no zoku Uzumaki - Sei no keshin! (術 禁止の族うずまき - 生の化身 - Técnica proibida do Clã Uzumaki - Encarnação da vida)

O papel começa a brilhar dourado e após alguns minutos, muda para branco. Os símbolos somem e no centro, surge uma espécie de dragão ocidental alado, com chifres pontiagudos e olhar feroz. Aquela técnica consistia em dar vida, temporariamente, a uma massa de chakra, que é moldada de acordo com a imaginação do usuário e conforme o que coração deste deseja. Segundo o mito, foi depositado neste pergaminho, um pouco dessa habilidade oriunda dentre várias, pertencentes ao rinnegan do Rikudou Sennin.

A criatura abre suas asas imensas, soltando um rugido ameaçador que ecoava pela área. Batendo-as, alça vôo e pousa em frente ao hospital, guspindo um fogo intenso, azulado pelo ar. Ao ver a criatura assustadora, o pânico generalizado surge com ímpeto, todos correndo, gritando " Monstro!" , " Fujam, um demônio!" .Os policiais ficam atônitos e muitos fogem, temendo por suas vidas. Alguns, atiram flechas, lanças, que nada fazem a criatura, que bate a cauda grossa e pesada como um chicote dentre os guardas, que fogem apavorados.

Devido ao seu estado alterado, não pensou no perigo do pânico em massa e de que pessoas inocentes podiam morrer ao serem pisoteadas. Para piorar, aquilo era um hospital e sem contar o fato de que a criatura criada temporariamente, leva em consideração o desejo do usuário e em decorrência de seu ódio, esta passou a assimilar o desejo de destruição, portanto, ia destruir tudo o que conseguisse.

Mas, mesmo assim, ficara cego aos perigos, pois, em sua mente transtornada pela dor, só existia um objetivo. Vingar seu pai, sem se importar com as consequências.

No interior dele, a youma já sabia que a segunda cauda estava se formando, porém, ao escutar os gritos das pessoas e não conseguir mais sentir o coração dele, decidi abrir seus orbes azuis, preocupada. Por mais que a tenha magoado, não podia abandona-lo, pois, estava transtornado pela perda do pai, embora, que no intímo, sabia ter sido agravado pelo fato de nunca ter perdido alguém importante.

Havia muito tempo para retribuir a ofensa dele e aquele, certamente, não era o motivo, afinal, dos dois, ela pelo menos deveria agir de maneira madura. Se concentrando, passa a ver com os olhos do humano e fica horrorizada com o dragão e o pânico que foi instalado. Passa a culpar-se por deixa-lo ir tão longe e não ter feito nada, só porque estava injuriada. Por causa de sua teimosia e orgulho, pessoas inocentes poderiam morrer.

Quando tentava sentir o coração dele e procurar qualquer resquício de consciência, se chocou com as trevas no coração dele, que ria malignamente:

- Ora, ora... veja quem está aqui...

- Você está se aproveitando, não é?- rosna violentamente.

- Seus rosnados não me intimidam... agradeço pelo seu chakra, graças aos meus sentimentos negativos, posso molda-lo para um bem mais maligno... e abrir, com isso, um leque de possibilidades...

- Desgraçado! Não vou permitir! - mostra suas presas pronunciadas.

- Não tenho medo da sua cara de mau... além de que, também conto com o apoio de sua parte negra... não estou sozinho...

Nisso, uma outra raposa felpuda de nove caudas surge, igual á ela, só que a pelagem é negra e os olhos vermelhos como sangue. Reconhece como sendo seu lado obscuro.

- Você...!

- Surpresa? Não deveria...

Ela olha de um para o outro, enquanto tenta processar o porque dela aparecer. Então, um estalo surge em sua mente:

- Surgiu pois estou com raiva, né? - soando mais como uma afirmação do que uma interrogação em si.

Um sorriso é exibido nas mandíbulas negras, enquanto a fita com o olhar divertido. O lado negro do coração de Yuukiko, acariciava o focinho de sua parte obscura. Então, ao relembrar do acontecimento passado, descobriu que naquele instante, sentira raiva pelo que fizeram ao seu jinchuuriki e no intímo, bem lá no fundo, uma voz acossava-a, para deixa-lo fazer a "desforra".

Mesmo agora, percebia que por mais que tentasse ajuda-lo, uma parte dela, desejava vingança e esta, era atraída pelos sentimentos negativos dele.

Já no lado de fora, aproveitando a confusão do dragão, pega outro pergaminho e abre. Faz um corte no polegar direito com os dentes, jogando para o alto e ao terminar os selos, reune seu chakra, ou melhor, o da bijuu, pois o seu se esgotou na técnica proibida.

Ativa o pergaminho ao segura-lo com a mão direita, o filete de sangue manchando-o e usando a esquerda, deixa o dedo do meio e indicador, retos, em frente á sua face:

- Jutsu no kinshi - Tengoku Kyouka! ( 術の禁止 - 天国 許可 - Técnica da proibição - Permissão Celestial)

Uma espécie de barreira surge, envolvendo a área que cerca o quarto onde se encontram os assasinos de seu pai. Aquele jutsu forma um kekkai circular, evitando que qualquer outro ser adentre ou saia. Só permite aquele que conjurou o jutsu, entrar e sair livremente.

Não longe dali, o dragão guspiu labaredas de chamas azuladas imensas, que atingiram carruagens, provocando explosões violentas e avançava lentamente contra o hospital, se divertindo ao destruir tudo em seu caminho.

Yuukiko salta para o quarto, destruindo a parede com o seu punho. Os assasinos estão sem algemas e somente feridos. Com medo, por ouvirem as palavras "ataque" e "demônio", tentavam abrir a porta desesperadamente, porém, sem sucesso.

Ao vê-lo, sentem um pavor incontrolavél:

- Seus bastardos... - fala cada nota com um rosnado audivél e ensurdecedor.

- N-N-Não pode fazer nada conosco... somos ricos, nossos... pais são donos de minas de pedras preciosas... - um dos três, fala, reunindo a parca coragem que ainda possuía.

Aquilo somente serviu para insuflar o ódio do jovem e favorecer o surgimento da terceira cauda, juntamente com a segunda, sua mente aos poucos deixando de ser humana, para se tornar bestial. Suas feições gradativamente dão lugar a traços ferais. Fica de quatro, os rosnados ainda mais audivéis e os três se encolhem nas paredes ainda mais, com o puro pavor em seus olhos.

Dentro dele, ouvira o que falaram. Decide se concentrar e ao ver seu estado atual, fica assustada, pois, estava mais maligno do que antes. O Yuuukiko negro gargalha gostosamente e fala:

- Dessa vez, não pode intrometer-se... aqueles porcos desgraçados não haviam ferido o gatinho, mas, agora é diferente... o que fizeram, não há perdão...

- Ele está certo... anime-se, vou cuidar bem dele quando ganhar a quarta cauda... afinal, eu estarei no controle, sobre a orientação dele, claro - fala, virando para o lado negro do coração que sorri.

Infelizmente, o que falaram era a mais pura verdade. Mas, pensando bem, havia uma maneira, embora não fosse nada fácil e expõe o risco, de possivélmente, seu lado negro ficar ainda mais forte, mas, antes ela do que Yuukiko. Sorrindo tristemente, inspira e começa a concentrar seu chakra. Claro, seu jinchuuriki saíria bastante ferido, porém, era melhor do que deixa-lo fazer a besteira, para se arrepender amargamente mais tarde.

- Mas... o quê...? - a parte negra dele fica estarrecida.

- Entendo... esse garoto vale tanto assim, a ponto de se arriscar dessa maneira? - o lado negro dela a olha curiosamente, confessava, que era divertido.

Vivia trancada em seu coração e tinha poucas oportunidades de descontrair-se. Então, nada mais justo do que se divertir quando podia.

O que faria, inicialmente, não traria maiores danos, porém, o que aconteceria em seguida, aí sim, o prejudicaria, porém, não havia escolha. Entre seu chakra, sem interferência negativa, da do "contaminado", a escolha mais lógica era o dela, só esperava que o selo aguentasse. Sabia, que não teria muito tempo e quanto mais rápida fosse, melhor.

Ela faria surgir a quarta cauda nele, para controla-lo e aumentaria gradativamente. Percebendo, o lado negro fica irado:

- Como ousa? Raposa desgraçada!

No lado de fora, o trio tenta fugir, mas, o chakra dele os atira na parede, fazendo eles ficarem inconscientes temporariamente. Ele salta sobre um deles, rosnando. Todos ficam desmaiados com o impacto. Espera eles acordarem. Ao abrir os olhos o que estava rendido embaixo deste, ele ergue a pata para cima, para golpea-lo. O assasino arregala os olhos e clama por ajuda.

Instantes antes do golpe atingir seu inimigo, sente seu corpo ser paralisado e atirado para trás. A quarta cauda surge imediatamente, porém, é diferente das outras. O corpo dele se transforma em uma miniatura de pelagem azulada e não alva da Yuki, ao surgir mais duas caudas, em um total de seis, ele aumenta de tamanho e um esqueleto se forma, cobrindo-o. Mas, a energia deixava aos poucos de ser maligna. As flores que mucharam com o chakra anterior, começavam a se recuperar pela energia da natureza que fluía agora, livrando-se da "contaminação"

Estava tão apavorados, que não conseguiam emitir nenhum som. Ele agarra os assasinos, sua mente agora controlada por Yuki, que não gostava disso, porém, não tinha outra opção para dete-lo.

Ao mesmo tempo que fazia isso, controlando-o como sua marionete, o lado negro deste começava a desaparecer, perdendo a voz gradativamente em meio ao xingos e o dela, continuava forte. Não podiam ataca-la, quer dizer, ele, pois seu lado negro estava ocupada se divertindo, flutando no ar, com as pernas cruzadas e um sorriso divertido no rosto.

Resolve liberar ainda mais chakra, para que subjulgasse por completo o controle do lado negro dele, mas, antes, o tiraria do hospital. Antes de partir, neutralizaria o jutsu proibido, antes que mais pessoas se machucassem ou pior, morressem. Não sentira por intermédio de seu jinchuuriki, nenhum chakra da área desaparecendo, porém, com certeza, haviam muitos feridos.

As caudas agarram os bandidos e que por mais que lutem para se libertar, é inútil e em um piscar de olhos, Yuukiko está na árvore, longe dali. Como era o chakra livre de influência, não os feria, embora, também não fosse nada agradavél. Vira-se, vendo o dragão.

Se concentra, afinal, tinha muito chakra dela na criatura e após alguns minutos, este, desaparece completamente. Corre velozmente e ao ganhar distância, faz mais duas caudas surgirem, deixando-os ainda mais horrorizados, pois observam em pavor absoluto, ele ganhar músculos e seu corpo aumentar de tamanho, embora, os olhos estivessem azuis escuros, sem a coloração rubra de antes.

No interior, Yuki fitava o lado negro que sumira quase praticamente, só restando a face, que nada falava, embora seus olhos estivessem esbugalhados de tanta raiva.

Ela sorri triunfante e dá o golpe derradeiro, liberando ainda mais chakra.

Faz a nona cauda surgir e aparece uma raposa de nove caudas, imensa, de pelagem cinza e não alva como da bijuu, mas, curiosamente, com os orbes verdes, assim como os de Yuukiko. Agora, tendo-o subjulgado completamente, faz o humano voar para o céu.

Após meia hora, desce numa clareira e a youma ao sentir que o selo estava a ponto de rompe-se, faz Yuukiko retornar a forma humana, embora, seriamente ferido. Não iria transferir o dano para ela, ainda, pois tinha alguns assuntos para resolver.

Como estava inconsciente, ela sai pelo selo, na forma de uma raposa e nota os bandidos ainda inconscientes. Suspirando resignada, olha para ele, ferido, inspirando com dificuldade, sua pele toda machucada, porém, sabia que não corria risco eminente de vida. Para evitar que fique muito no chão, cria uma espécie de cama de gelo, só que não era fria e sim, quente.

Faz colunas geladas surgirem abaixo dos bandidos e espécies de correntes de gelo, envolverem eles. Não havia escolha, não queria que ele manchasse suas mãos de sangue, se alguém faria isso, era ela, uma youma, afinal, eram tidos como demônios. Inspirando profundamente, senta, sua cabeça pendurada e as orelhas abaixadas.

Longe dali, a mãe dele chega no local e vê a devastação. Ouvindo os relatos, descobre o único que poderia fazer aquilo. Desesperada, se concentra, usando um jutsu de teletransporte, porém, quanto mais longe a pessoa, mais demorava. Havia feito um selo em seu filho, para que teleportasse junto dele, mas, infelizmente, distâncias absurdas, influenciavam e muito.

Os bandidos despertam e começam a gritar desesperados, ao verem-se amarrados e observados atentamente pelos orbes azuis úmidos, porém, contendo uma certa raiva:

- Espero que estejam preparados... vou me vingar... não acho certo, ele sujar as mãos com escórias como vocês... - termina rosnando.

- Você fala?

Apenas, continua fitando-os.

- É um demônio! - grita horrorizado.

- Começemos então...

Apavorados, vêem chamas azuladas irromperem do chão. Começam a se debater, gritando e chorando, um deles implora:

- Não!

- Por favor, não quero morrer!

- Poupe-nos! Nossos pais são ricos, daremos todo o dinheiro que quiserem! Não quero morrer! - um deles implora, chorando, se debatendo.

As chamas se elevam e começam a ser queimados vivos. Ela não os olha, fica cabisbaixa o tempo todo, lágrimas escorrendo por sua pelagem alva e fofa, caindo na grama verdejante. Se aconteceu tudo aquilo, ela era a culpada, se tivesse agido com mais firmeza e interrompido os planos de vingança dele, nada daquilo teria acontecido, ou, pelo menos, pessoas inocentes não seriam ameaçadas ou feridas. Carregada de pesar e culpa, põe-se a chorar compulsivamente.

Os gritos ecoam por toda a floresta, mas, era inútil, verificara que não havia um chakra de ser humano a um raio de 10 quilomêtros dali. Após alguns minutos, impera um silêncio total.

Mesmo mortos, as chamas continuando queimando seus corpos. Nisso, Minako surge, vendo as colunas e vestígios de restos humanos carbonizados em meio as labaredas intensas. Depois, olha a bijuu e em seguida, seu filho. Corre até ele e nota que apesar dos ferimentos, está bem e o fuuin intacto. Era a segunda vez que a via e ao olhar os restos mortais dos bandidos, grita:

- Como ousa! Pensei que você...

Mas, cessa, quando ela olha com um olhar umidecido e de uma tristeza profunda como o oceano, que de tão intenso, podia sentir em sua pele. Não era necessário palavras, vira, que esta não fizera de livre e espontânea vontade. A humana, põe-se a curar seu filho e pergunta, embora, soubesse quem fora o responsavél pelo que aconteceu ao hospital, ao ver os pergaminhos de jutsus secretos e proibidos na mochila dele:

- Foi Yuukiko...?

A bijuu nada fala e torna a olhar para frente, tornando a ficar cabisbaixa, falando melancolicamente após alguns minutos de inércia:

- Não pude controla-lo de imediato, fiquei ferida com o que ele disse para mim... portanto, tenho minha parcela de culpa e não é pouca... deveria tê-lo detido antes... no final, deixei-o ir muito longe, tomado pelo ódio e tristeza, quando resolvi ajuda-lo, o estrago já havia sido feito, inocentes feridos que poderiam ter sido mortos... e algo, que ele lamentaria para frente, após passar a fase de revolta pela morte do pai, senão o tivesse impedido - nisso, lágrimas incessantes brotam de seus olhos cerrados, seus pêlos já úmidos de tanto verter lágrimas.

- Entendo... - fala cabisbaixa, sua franja ocultando seu rosto.

- Tive que fazer vingança por Yuukiko-kun... ele não ia sossegar... e poderia correr o risco de fazer alguma loucura... podendo não haver uma segunda vez, para que eu interferisse... resolvi que minhas patas ficariam manchadas de sangue, mas, as mãos dele, não, afinal, o sonho dele é ser médico...

- Você é muito gentil... e tem uma boa índole - a humana fala e a youma não responde, tendo somente seu lamento.

Cada uma delas, encontrava-se imersa em tristeza, embora, que entre as duas, a que se encontrava pior era a raposa, segundo a humana.

As chamas queimam os corpos, até que reste comente pó. Ouve um suspiro profundo carregado de pesar, quando a última chama se extingue a as colunas de gelo desaparecem.

- Quando ele recobrar a conciência, vai... - ao pensar nisso, fica apavorada, pois, com toda a certeza, agora mais calmo, veria a extenção da desgraça que fez à pessoas inocentes.

- Não pode saber a verdade... tem certas coisas que não se ganha nada falando... - fala sem olhar a genitora de seu jinchuuriki.

- Não adianta, ele é esperto... - nisso, começa a se desesperar.

Vê a raposa se aproximar e olhar para seu filho. Notou, que esta tinha profundos sentimentos por ele, de fato, o protegeria de tudo, mesmo, que tivesse que sofrer em seu lugar. Após, alguns minutos, fala, sem olha-la:

- Use o Oboe no daitaihin no jutsu ( 覚えの代替品の術 -Técnica da reposição da memória)

- Como? - olha com os olhos arregalados para ela, pois, não imaginava que conhecesse esse jutsu.

- Faça ele pensar que fui eu que cometi aquela destruição, pois, me irritei com o que disse, resolvendo fazer uma "desforra" ... assim, pensará que não causou isso... mesmo que se sinta indiretamente responsavél, sofrerá menos, do que saber ter sido o responsavél... o mais sensato, é eu, sendo uma youma, carregar esse fardo e encarar possivélmente seu desprezo ou raiva... modifique desde que ele saiu do parque e coloque a memória de que ele acabou ficando inconsciente ao cair um galho em sua cabeça...

- Mas, Yuukiko poderá ficar com raiva de você... - ela comenta, preocupada.

- Ele me perdoará, por mais que demore, o sentimento de culpa indireta o forçará a isso, posso lidar com a indiferença dele temporária... vou fazer o que faço de melhor, dormir... - olha com os olhos úmidos para ela - vou auxilia-la com meu chakra... o mais sensato seria você também esquecer... caso a polícia resolva investigar...

- Vou fazer, somente, caso me procurem...

- Entendo... agora, faça... depois, vou leva-los até a casa de vocês com meu teleporte... lá, irei fazer a "transferência".

- Transferência? - ela arqueia a sombrançelha.

- Transferência de dano é um método que utilizo para cura-lo sem precisar curar rapidamente, acabando por encurtar a vida de um jinchuuriki... eu transfiro o dano dele para mim e vice-versa, como não tenho nenhum, ficará bom instantaneamente... mas, eu... se bem, que como sou uma bijuu, me curarei rapidamente.

- Obrigada por cuidar dele e sinto por assumir a culpa no lugar dele, embora, isso não seja bom...

Ela fala, dividida entre a justiça e a injustiça, pois, seu filho provocara toda a destruição e não ela, além de causar indiretamente, o assasinato dos bandidos. Uma inocente pagaria pelos erros deste, mas, era mãe acima de tudo e como toda a mãe, iria preferir o bem estar de seu filho à "verdade nua e crua" a ele

- Estamos falando de um grande número de feridos e vingança, senão envolvesse mortes ou tantos feridos, não haveria motivo para poupa-lo de assumir seus erros... - fala, ainda fitando-o, apoiando delicadamente sua pata felpuda em cima da mão dele.

Achando-se uma cretina hipócrita, pois, sempre pregou a justiça e agora, nesse momento, deixava seus sentimentos maternos comandarem. Começa a fazer os selos, enquanto uma cauda de Yuki repousa no ombro dela, para fornecer um pouco de seu chakra, fazendo o equilíbrio com o existente dela e com a sincronia também.

Yuki não viu, que ela fizera uma outra sequência rápida de selos, antes de usar a técnica de reposição da memória, e somente após fazer esses selos, cerrando os olhos, se concentra no momento que deve começar a modificação e a plantar as memórias falsas:

- Oboe no daitaihin no jutsu! ( 覚えの代替品の術 -Técnica da reposição da memória)

Uma luz violeta envolve a cabeça dele, para depois entrar.

"Pelo menos não sou totalmente uma cretina hipócrita... espero que com aquela técnica, as memórias verdadeiras retornem, quando ele puder lidar com elas"

- Vou leva-los para casa... - fala com suas orelhas cabisbaixas, já deprimida, imaginando a reação dele.

Olhando tristemente para Yuukiko, que derruba uma única lágrima solitária, que verte pela pelagem alva, macia, enquanto prepara para teletransporta-los.

Quando Minako piscou, já encontravam-se em frente de casa. Deitando-o num lençol, vê ela repousa a cabeça felpuda em cima do abdomên dele cuidadosamente e ao cerrar seus olhos, se concentra, uma luz dourada envolvendo ambos e ao dissipar, o jovem Uzumaki está curado, mas, a Kyuubi recebera seu dano. Por causa da pelagem espessa e fofa, não via a pele, que estava em carne viva.

Ela sente muita dor e ganindo, se contorce em agonia. Embora os pêlos a protegessem, ela sentia a pressão e isso, doía e muito.

- Yuki-san! - ela corre até a youma, caída, deitada, que ofegava.

- Guarde... segre.. segredo... por favor.

Nisso, a bijuu se concentra e transformando-se numa esfera de chakra, entra dentro do selo do abdômen de Yuukiko. A mãe pega seu filho, levando-o para dentro, depositando-o na cama. Iria ajudar os dois, o máximo que conseguiria. De fato, ele estava certo, ela é mesmo diferente dos demais bijuus.

No interior dele, entra na sala e enrosca as caudas para dormir, suas feridas já começando a cicatrizadar. Lágrimas escorrem de seus orbes, em um choro silencioso, para depois, cerra-los, forçando-se a dormir. A dor fisíca não era o pior e sim, a do coração, essa era insuportavél e imensamente dolorida.

Espero que tenham gostado, agora, vem drama XDDDDDDDDDDDDDDD

E nada melhor, que uma passagem de tempo, né?

Enfim, está chegando na fase que estou ansiosa para que chega, a dele jovem, entre 17 anos, por aí XDDDDDD

Muito obrigada pelos reviews