Desclaimer: Nada disso me pertence. Mas amo muito brincar com eles.
Capítulo 6 - Força
Sai do quarto e já perdi a noção do tempo. Regulus foi embora faz algumas horas. A desculpa de sempre: 'Mamãe pode desconfiar.' Eu dou risada e lhe beijando e falando 'tchau'. Não falo mais pra ele ficar, pra ignorar o que quer que ela fale. Mas ele não consegue, ele precisa ter sempre a aprovação dela.
Paro na porta do quarto treze e fico olhando, esperando que por algum milagre Edward saiba que estou ali fora, esperando que ele abra a porta e me convide pra entrar. Fico surpreso ao ver a maçaneta girar e a porta se abrir, mas não é pele pálida e cabelos acobreados que vejo. Na verdade, é um rapaz de cabelos negros e pele mais morena, com um sorriso malicioso nos lábios.
"Entra!" não é pedido, não é convite, é ordem. E eu entro. Entro no quarto tão familiar pra mim.
Vejo que Jacob, o rapaz que atendeu a porta, está somente de calças, sem camisa. Um corpo legal, apesar de me parecer que ele se exercita um pouco demais e cresceu além do necessário. Edward está sentado na poltrona, me olhando com os olhos negros, atentos.
"Seu irmão já foi?" ele me pergunta, sua voz mais séria do que eu já escutei.
"Foi." Vejo Jacob passando por mim, olhando-me como se quisesse premeditar cada passo meu dentro daquele quarto.
"Não ouvi briga ontem."
"Não teve. Ele sabe bem que quando quero algo, eu tenho." Respondo, ouvindo o moreno rir brevemente.
"E esses pensamentos surgiram agora ou são de ontem?" ele me pergunta como se fosse natural ele estar em minha mente a todo o momento. A verdade é a única solução.
"Não, eterno é uma palavra que começou a me chamar a atenção quando você a disse." Respondo e me sento na ponta da cama, sentindo Jacob se mexer perto da janela fechada em pleno meio-dia.
"Você quer me dizer o porquê?"
"Chega de jogos, Edward. Diga não e pronto." Jacob diz com a voz séria e me olha com raiva. Parece que o lobisomem não gosta muito que fiquem entre ele e o vampiro. Infelizmente, não ligo nem um pouco para o que ele acha ou não. O importante é o que quero de Edward e o que ele pode – e quer – me dar.
"Posso lhe dar ambos." Responde para meus pensamentos, e vejo pelo canto de olho Jacob pegar uma camiseta e sair do quarto, quase quebrando o chão por onde passa.
"Ele não gostou da idéia." Digo olhando Edward novamente e ele somente me observa. Seus olhos negros são atraentes, apesar de saber que vampiros com olhos negros uma coisa: vampiro faminto.
"Pode se dizer que estou realmente faminto." Um sorriso malicioso. Ele tem um sorriso malicioso que nunca achei que veria em outro rosto a não ser o meu.
Ele se levanta e faço o mesmo. Chega de conversa, de enrolação. Eu o quero, por duas razões, e até onde entendi, ele também. Só espero que eu não tenha tomado a decisão errada. Ele se aproxima de mim, olhando-me nos olhos, vendo qualquer palavra que passa por minha mente, acho que procurando por medo. Pois vai se decepcionar, eu não tenho medo de homem algum.
O puxo pela camisa e o trago bem para perto, colando aquele corpo frio dele contra o meu. Merlin, esse garoto é tão frio, que parece que abraço uma barra de gelo. Faço como na noite anterior, aproximo meu rosto devagar do dele e roço meus lábios aos dele. Mas ele é mais rápido, me prende a ele e me beija. Abrindo devagar a boca, me deixando buscar sua língua, encontrando-a bem calmamente. Brinco bem devagar, sentindo as mãos dele em minhas costas, me acorrentando a seu corpo. Me deixando com mais vontade ainda de tê-lo. De jogá-lo na cama e beijá-lo, poder tirar todas essas roupas que nos atrapalham e dizer que ele é meu. Mesmo que só por algumas horas.
Ele ri com meu pensamento e desce os lábios para meu pescoço, beijando e sugando brevemente, indicando que não vai realizar meu segundo desejo agora. Viro a situação, para poder jogá-lo na cama, mas quem é jogado sou eu. O garoto é extremamente forte.
"Qualquer vampiro é forte." Ele diz e me beija, encaixando o corpo por cima do meu.
"Jacob não vai gostar que você durma comigo." Comento, abrindo a camisa que ele veste, beijando a pele de mármore que encontro pela frente.
"Ele não vai gostar de nenhuma atitude que eu vou tomar nas próximas horas."
Não sei o que essa frase significa e nesse momento, não quero saber. Ele coloca as mãos na minha calça, abrindo-a com mais rapidez do que eu já vi alguém fazer. Pressionando seu quadril contra o meu, e sinto que ele se segura um pouco; creio que para não me machucar. Mas posso sentir o quanto esse garoto me quer. O quadril dele colado ao meu me deixa louco, porém receio que não vá mandar dessa vez.
"Acertou." Ele responde, ao que penso outra vez e só posso rir.
Tiro a roupa dele devagar, vendo cada parte do corpo dele se mostrar como se fosse um presente. Como posso desejar tanto esse garoto em tão pouco tempo? Não importa. O importante é que ele está aqui, já estou quase sem roupa e ele me beija, me levantando, passando as mãos frias como gelo por minhas costas, me puxando para junto dele. Não sei ser a outra parte, sempre sou quem comando os movimentos da situação. Sempre sou eu que indico a velocidade dos movimentos. Sempre sou eu que digo como será.
"Vai ser a outra parte." Ele diz baixo em meu ouvido e sorrio. Que seja.
Sento em seu colo, sentindo o quanto ele me quer e reparo que a única coisa que sobrou em seu corpo, foi o crucifixo. Solto de seu corpo e seguro o pingente, prendendo-o entre meus dedos, aproximando minha boca da dele, beijando-o enquanto ele procura uma posição para as pernas dele. Ele resolve deixá-las esticadas e me olha nos olhos. Algo está diferente agora, ele já não parece tão certo do que quer.
"A partir daqui, já não me controlo." Ele declara olhando-me com aqueles olhos negros.
"Não se controle." Minha frase o deixa com os olhos ainda mais escuros.
Ele se impulsiona para dentro de mim, e a dor é grande. Não sabia que era isso que Regulus sentia quando eu o tinha. Porém é algo que você sabe que passa, é algo que você sente dor e sabe que é com prazer misturado. Um prazer que chega devagar, enquanto ele me puxa para junto dele, refreando cada movimento, com medo de descontrolar-se de vez e acabar por matar-me. Mas não sinto medo, apenas prazer. Um prazer sem palavras. Apenas com o movimento de deslizar para dentro de mim é que ele me deixa nas nuvens.
Ainda o seguro pelo crucifixo e aperto meus dedos contra o pingente, enquanto o sinto entrar em mim devagar, com vontade. Estremeço ao ouvi-lo gemer em meu ouvido e inclino meu corpo para trás. Vou acabar por arrebentar esse colar dele, mas não ligo. O importante é ter Edward dentro de mim. Inteiro dentro de mim como ele está agora.
continua...
