Obrigação para Amar
Disclaimer:
. Sim, Bleach me pertence! Muwahahahahah! Admito...É mentira... u.u
. AU, diversos casais,destaque para Ichigo e Rukia. O tempo,novamente, avança e retorna a meu bel-prazer... XD
. Dúvidas? Não hesite em perguntar! Pode deixar uma review para isso. Procurarei responder o mais cedo possível...No próximo capítulo... o/
. Boa leitura.
( Kimisa Hanagiri)
Capítulo 7
Sangue. Muito sangue. Escorrendo...e manchando...lençóis. Manchas vermelhas por toda...do quarto...estão embaçadas, mas...?...Lágrimas...sinto...ainda mais...chorando...escorrem por meu rosto, assim como...pelas paredes...meu coração...algo que nunca...antes...isso faz...caírem...com o vento...a janela...Depois...imóvel...lábios...manchados...com...sangue...abre os olhos...seu rosto...sobre...e...tudo que dissera...contra o...calor...e...Não o deixarei...ainda...meu maior desejo...não o era.
Ainda lia na biblioteca, mas é interrompido pelo barulho da porta. Levantando seu olhar observa uma mulher, baixa e de cabelos pretos, entrar.
Eles cruzam olhares, ela acena com a cabeça em sinal de reverência. O rapaz de óculos faz o mesmo, voltando ao seu livro.
A shinigami caminha entre as diversas estantes do local. Escolhe uma e passa o dedo pelos títulos dos livros, buscando algum de seu interesse. Acha um qualquer e o tira do lugar.
"Ah...Não deveria ter feito aquilo...Mas a expressão dele foi tão engraçada!" ela sorri para si mesma.
Caminha até as poltronas. Senta na que lhe parece mais confortável, uma sob a grande janela que havia do cômodo. Abre o livro sobre seu colo.
"Também não deveria ter deixado ele sozinho...Ainda tenho um trabalho a fazer..."
Ela leu várias vezes a mesma frase. Estava entretida demais com seus pensamento para se concentrar no livro. Esperava que seu protegido viesse encontra-la.
Faria sua casa em algum lugar próximo, mas antes avisaria de sua chegada. Dirigiu-se ao castelo.
Ela estava no chão novamente. Por mais que lutasse contra, as lágrimas escorriam sobre seu rosto. A shinigami do décimo esquadrão se arrependia de ter permitido aquilo novamente. Seu coração doía e no momento não conseguia fazer nada além de permanecer sentada, deixando as lágrimas caírem.
Chorava agora para nunca mais faze-lo. Era uma pessoa forte, não seria mais levada por suas emoções.
- Bem-vinda! Demorou tanto que pensei que havia desistido! – o rei sorriu, cumprimentando a convidada.
- Desistir! Eu sou uma Shiba, lembra-se? – a mulher sorriu também. – Não quero ficar ocupando quartos do castelo...Prefiro fazer minha casa fora desses muros,lá deve ter bastante espaço.
- Faça como melhor lhe agradar...Está aqui como convidada, sinta-se à vontade. – os dois se olharam, achando graça do que Isshin falara. – Ah, Yoruichi ficará feliz em vê-la...
- Falarei com ela, mas primeiro preciso fazer outra coisa.
Após dito isto ela acena ao rei e sai da sala. Kuukaku caminha pelos corredores, procurando. Não se perderia naquele castelo, já tinha experiência.
Permaneceram abraçados durante alguns minutos. Sentiam o calor um do outro, suas respirações, as batidas do coração.
Cederam aos seus impulsos, ignorando qualquer promessa do passado. O desejo de ambos era continuar ali para sempre, mas a realidade não permitia. Lutando contra seu verdadeiro desejo, Gin a segura pelos ombros, afastando-a de si. Rangiku o olha, curiosa devido a sua atitude.
Dá um passo para trás, admira uma última vez aquela linda mulher, para em seguida virar e andar para longe dela.
- Oi! Rukia? – Ichigo abriu a porta da biblioteca com força, fazendo um grande barulho.
- Quieto imbecil! Estamos numa biblioteca! – contradizendo o que falara, a garota gritava com o recém chegado.
Uryuu, irritado, observava aquela cena de sua mesa. Que pessoas escandalosas, não se podia nem ler um livro em paz.
- Eu sei as regras da biblioteca! – retrucou, também gritando, o herdeiro dos Kurosaki.
- Sabe, mas ignora!
Por mais que o garoto de óculos tentasse voltar a ler, era impossível. A dupla continuava gritando um com o outro. Vencido e cansado da bagunça, Ishida levanta e sai do cômodo levando seu livro.
- Viu o que você fez?
- Mas é você que não para de gritar, Rukia!
A discussão continuou.
Do lado de fora do quarto estavam os dois de vigia. Tatsuki, por ser mais amiga que guardiã, ficava dentro, com a princesa. Sado, sempre em silêncio, estava do lado direito da porta. Do outro lado, quase dormindo, estava Ganjyu.
Mesmo em pé seus olhos se fechavam lentamente, estava adormecendo.
- Você foi contratado para ficar dormindo? – gritou. O rapaz congelou ao ouvir aquela voz.
- N-nee-san...? – virou-se, aterrorizado.
- Como um Shiba você deveria ser mais dedicado. Vou ter que lhe dar uma lição? – ela sorriu.
- N-não!...De maneira alguma, Nee-san... A-Alías, o que faz aqui?
- Huhuhu...Está triste pela minha presença?
- C-Claro que não! – ele tremia.
- Hahaha, então não importa o motivo que me trouxe aqui e sim que estou aqui! – Kuukaku ria, com um braço na cintura.
Yasutora olhava de uma para outro, embora não demonstrasse estava bem espantado com aquela estranha situação.
Fora difícil tomar aquela decisão. Deixa-la, novamente, sozinha. Ao ouvir os joelhos dela batendo com força no chão desejou voltar, toma-la nos braços e dizer que nunca mais a abandonaria. Porém sua escolha fora feita, um caminho diferente daquele onde não poderia tê-la consigo.
Ichimaru soube o exato segundo em que as lágrimas dela começaram a escorrer pela face, ainda assim continuou a andar. Sorriu da maneira de sempre, vestindo aquela máscara para esconder o que sentia.
Ela sussurrou seu nome entre soluços, palavras que ele ouviu e, com todas suas forças, ignorou. A cena ficou marcada na alma dos dois, mas aqueles murmúrios se perderam no vento.
A tarde começava a cair. Deveriam ser umas quatro horas agora, então a garota estava atrasada para seu encontro. Havia dado folga a dois de seus três guardiões. O terceiro provavelmente já estava no lugar marcado pela mulher.
O senso de direção dela não era muito bom, este foi o grande motivo de seu atraso. Saíra meia hora antes e ainda assim não chegara aonde queria. Percebendo o horário, apressou-se entre os corredores, mesmo que, sem saber, estivesse indo na direção errada.
Um vulto, nada que ele tivesse identificado segundos atrás. Acabaram trombando. Derrubou o livro que carregava, mas manteve seu equilíbrio.
- Você está bem? – perguntou o rapaz educadamente.
- Sim, me desculpe! – sorriu a princesa, sem jeito.
- T-tudo bem... – ele corou levemente, arrumando seus óculos com os dedos. – Estava com pressa...Algum problema?
- Na verdade sim! Estou perdida. – Orihime sorriu. – Saí do meu quarto antes, eu até sabia o caminho, mas fiquei com fome e pensei em me servir de um pouco daquele doce estranho que tinha na cozinha. Estava realmente bom na hora do almoço! Então comecei apensar como ele me lembrava um peixe que comi alguns meses atrás. Sozinho não era tão gostoso, mas acompanhado de mel, azeitonas e iogurte ficou uma delicia! Quis tentar isso com esse doce também, mas já havia me perdido. Não sabia onde era a cozinha, nem o jardim.
Ele ficou parado escutando tudo que ela dissera. Achou um pouco estranho o gosto da garota, mas não iria se intrometer. Ela falou rápido e sem pausas, então ficou difícil acompanhar, mesmo assim Ishida entendera o necessário.
- Quer que eu a leve ao jardim? – perguntou enfim, fazendo a garota sair de seus devaneios.
- Ah! Eu agradeceria! – ela sorriu novamente. – Você é Uryuu Ishida, não? Um convidado, né?
- Sim... – ele corou, a menina se lembrara de seu nome. – Orihime Inoue, estou certo? Uma nobre princesa...
- Sim! – ela disse animada, levantando os braços.
Após recolher o livro caído, se dirigiu pelos corredores com a herdeira dos Inoue ao se lado. Conversaram um pouco, e ele até se acostumou, parcialmente, aos estranhos gostos culinários dela. Embora ainda achasse que comer purê de mandioca com atum e espinafre fosse, no mínimo, peculiar.
Eles estavam no seu quarto. Mais uma tarde chata que ele passava lá. E ela lendo um livro qualquer sobre sua cama. Ichigo revisava suas aulas. Aprendia algumas táticas de batalha, além de aprender a lutar. Cansara de ler e reler aqueles textos, sabia que não decoraria nada assim, se ele precisasse aprenderia consigo mesmo. Zangetsu.
Olhou da escrivaninha, onde estava, para a menina apoiada nos cotovelos, lendo sobre seus lençóis. Fitou uma vez mais aquelas palavras enfileiradas. Não. Definitivamente não agüentava mais.
- Rukia? – falou olhando-a.
- Uhn? – ela retrucou, sem desviar sua atenção.
- Vamos passear um pouco... – o garoto virara na cadeira, esperando a resposta dela.
- Uhn... – Rukia não havia entendido o que ele dissera. Continuava lendo sem se importar.
- Então...Vamos? – ele insistiu. Não houve nada além de mais um resmungo. Ela permanecia entretida em sua história. – Me responda, droga! Está surda?
- Ah? O quê? Por que está gritando? – com o descontrole dele, ela acordou.
- Você está fazendo de propósito, né?
- Do que está falando? – levantou da cama, pondo as mãos na cintura e entortando a cabeça. Não sabia do que o herdeiro falava.
- AH! Desisto...Desse jeito fico louco. – irritado, passava a mão pelo cabelo. – Vou sozinho.
Ichigo levantou da cadeira, seguindo para a porta. Saiu, batendo-a atrás de si. Rukia continuou olhando sem entender. Resolveu segui-lo, afinal ainda estava trabalhando.
- Ichigo, deveria aprender a se controlar, sabia? – ela o alcançara e dizia ao seu lado.
- Seria mais fácil sem você pra me tirar do sério.
- E por que saiu daquele jeito, sem avisar nada? – fora a gota d'água.
- AHH! Juro que te mato algum dia! – ele gritou. Apontando um dedo pra ela, que continuava a olha-lo sem reação.
- Viu. Falei que precisa se controlar...Fica dando ataques por nada! – ela continuou andando, ele, furioso, também.
"É tão difícil conviver com você..." foi o pensamento de ambos, que olhavam para lados opostos, evitando contato.
O grande convidado já chegara, na hora marcada. Porém como ainda não avistara nem a princesa, nem a mulher que os chamara. Esperava sentado num banco do jardim, o ponto de encontro deles.
Começava a desistir daquilo. Ia levantar-se, mas para ao ver Inoue saindo do castelo, acompanhada.
- Então aquilo que ouvi era verdade? Mas como Hollows invadiram o castelo? – a mulher de cabelos negros perguntava, sentada ao lado de um gato.
- Precisamos descobrir, certo? – o gato respondeu a ela, que pareceu não se surpreender nem um pouco. – Oh. Parece que chegaram. Poderia chamá-los para mim, Kuukaku?
- Me pague uma garrafa de sake depois, e tudo bem. – sorrindo a mulher levantou, seguindo na direção dos jardins.
Encostado no vidro da janela observava tudo. Aqueles minúsculos pontos se movendo. Avistara também fumaça vindo o meio da grande floresta. Que descuido, que estupidez. Aquilo precisava ser corrigido com urgência.
Precisava ir ao escritório, lá teria paz e privacidade para escrever uma carta. Não conseguiria se concentrar com todos os gritos de seu priminho, mesmo que ele, ao que parecia, estivesse indo para outro lugar. Também não queria perder a oportunidade de brincar um pouco, afinal...Quem não gosta de se divertir?
Sorriu, depois saiu de seu quarto, seguindo pelo longo corredor.
.Tsudzuku.
. Continua! \o/
. Reviews,sim as agradeço...Sim as aceito! XD
. É possível que eu atrase com o próximo capítulo, isto porque eles não estão em dia. Mas me esforçarei para corrigir e adiantar tudo!
. Mais um detalhe, para esta fic não houve nennum apesquisa histórica de minha parte, então terão erros. Espero que me perdoem por isso, porém a escrevi por diversão e não queria fazer algo tão rígido.
. Obrigada a quem acompanhou até agora! E a quem deixou review, pois elas me incentivam e ajudam a continuar... Muito obrigada.
