Título: Um conto de Natal
Autora: Mayte
Classificação: Livre
Spoilers: Bella têm uma grave doença que a mantêm acamada durante meses, até que ela recebe uma visita de um belíssimo anjo chamado Edward. Juntos falarão de vários temas mediáticos como a religião, filosofia e ainda poesia. É uma fic muito emotiva, que invoca a inocência e infância de todos nós.
- Bella têm apenas 16 anos
- Edward 17 e é um anjo.
- Terá um final triste, mais espero que compreendam a mensagem que eu quero transmitir afinal nem tudo na vida é felicidade. Por isso quem tiver coração fraco vai chorar…
Disclaimer: Personagens de Twilight
Dedicatória: Quero dedicar esta fic a todos, é uma fic de Natal pretendo terminar antes de fim do ano, espero que gostem!
º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø,¸°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø,¸ º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø,¸°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø,¸ º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø,¸°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø,¸
Capitulo 6 – Teatro celeste
Edward tinha chegado cedo no quarto de Bella e era mais um fim de dia em Roma, os dois estavam abraçados na cama e observando a vista da janela onde o sol já ia longe.
- Muita gente acredita que vamos ter ao Céu quando morremos. Mas é assim mesmo?
Edward suspirou profundamente:
- Vocês estão agora no Céu. O Céu é cá. Acho que é altura de acabar com as discussões e as contendas. Não é bonito fazerem guerra na presença de Deus.
- Mas tu não respondeste à minha pergunta.
- Os seres humanos vêm e vão, vão-se embora, mas voltam a aparecer à semelhança das estrelas e dos planetas.
- Isso é só conversa!
Bella revirou os olhos e Edward segurou ela levemente pela cintura
- Estás zangada?
Bella sabia que era verdade. No entanto, estava ciente de que poderia dar-se a esse luxo:
- Andaste aí a desbobinar que os seres humanos são de carne e osso. Disseste ainda que carne e osso são efémeros, o que eu acho injusto. Gostaria também de poder saltar à macaca de asteróide em asteróide durante uns milhares de anos e depois descansar uns dois milhões de anos num planeta exótico de uma galáxia longínqua. Por isso mesmo é que me pergunto constantemente se nós, seres humanos, não teremos uma vida eterna.
E levou a mão à boca. De onde viriam aquelas palavras?
- Ninguém vive eternamente e, muito menos, os anjos. Os anjos não vivem, não sentem e não se desenvolvem. Já falámos, aliás, disso antes.
- Desculpa, eu só estou um bocado stressada…
- Tudo bem…
Edward olhou ligeiramente para cima e depois para Bella
- Eu tenho de ir, eles estão me chamando. Voltarei em breve eu prometo.
Ele lhe deu um suave beijo
- Agora vê se dormes… precisas descansar.
Dito isso Edward desapareceu e Bella se aconchegou melhor na cama e adormeceu.
Quando Bella acordou, o pai estava sentado na cadeira. -
- Que horas são? - Quis ela saber.
- São nove horas.
- Já estás aqui há muito tempo?
- Há algumas horas...
- Não me sinto muito bem - disse.
O pai segurou-lhe a mão e disse:
- E tu não estás mesmo bem.
- Que dia é hoje?
Bella olhou ligeiramente para o relógio e se assustou com a data
- Eu estou inconsciente quase duas semanas?
Ele confirmou:
- A mãe está a chegar com a injecção.
- "Com a injecção... "
- Pois é, ela está ali na casa de banho.
- Estou fartíssima de tudo isto.
O pai apertou-lhe a mão:
- Claro que deves estar - respondeu laconicamente.
Bella tentou soerguer o olhar:
- Quando crescer, vou estudar medicina.
- É... é muitíssimo interessante.
Bella olhou rapidamente pela janela, a duas semanas atrás ela estava aqui na cama abraçada com Edward. O que diabos tinha acontecido? Como poderia uma pessoa passar tanto tempo dormindo?
- Acreditas nos anjos? – Disse ela do nada
- Porque é que perguntas isso?
- Acreditas ou não?
O pai disse que sim.
- E tu também?
- Não sei... Ele é tão imbecil. Sabes que colocou um anjo de plantão em cada asteróide que existe? Mas, se eles quiserem, podem permanecer lá para sempre e eles usam roupas normais como nós e adoram gozar com a nossa forma de ser.
- Penso que estás a delirar.
- Enquanto Deus, o Todo-Poderoso, está confortavelmente sentado a fazer bolas de sabão connosco, somente com o intuito de se exibir perante os anjos do Céu.
- Estou certo de que Ele não faz isso.
- Como é que podes estar certo? Imagina então que Ele é um grande malandro!
- Há muita coisa que não podemos compreender, Bella.
Bella observou-o consternada.
Passaram-se uns momentos e Bella tinha vontade de continuar a conversa, mas sentia-se desfalecida. Parecia querer que lhe sacassem as palavras da cabeça, para não abrir a boca.
O pai tocou a campainha que estava sobre a mesinha de cabeceira. Porque é que ele teria feito aquilo? Será que também ele estava doente?
Mal a mãe chegou, o pai saiu precipitadamente do quarto. Estivera ali, por certo, muito tempo e agora precisava de ir depressa à casa de banho.
- Bella?
Esta virou-se para a mãe que lhe dirigiu um olhar de censura.
- Bella!
- Dá-me lá a injecção, mãe. Não precisamos de falar mais sobre isso.
E adormeceu imediatamente. Ao acordar, Edward estava na cadeira em frente da cama.
Sentia-se muito melhor agora do que antes com os pais no quarto. Teria a presença do seu amor um efeito benéfico para a sua saúde?
- Dormiste bem? - Perguntou Edward.
Bella levantou-se e sentou-se no canto da cama. Depois olhando para a janela, viu que fazia dia lá fora.
- É dia. Às vezes, ando completamente baralhada.
Edward moveu a cabeça e disse enigmaticamente:
- O Mundo anda à roda sem parar.
E Bella riu-se sem perceber porquê. Mas, nesta ocasião, achou piada que o Mundo rodasse ininterruptamente e comentou:
- Alguém disse que o Mundo é o palco de um teatro. Se é assim, deve então ser um palco giratório.
- Nem mais nem menos. Lá em cima não há muitos motivos de conversa, mas quando estamos confortavelmente sentados num planeta qualquer, podemos olhar para a Terra e acompanhar o desenrolar de cenas que se passam em Roma ou em Hong Kong, nesse teatro celeste.
- "Nesse teatro celeste"?
Edward respondeu que sim:
- O Mundo, Bella. A vida humana na Terra é uma peça de teatro que não acaba. Os seres humanos vêm e partem numa fila que nunca termina...
Bella manteve-se imóvel na beira da cama por uns instantes e depois disse:
- Isso cheira-me a esturro!
E jogou um dos seus peluches para o chão.
- Se assim fosse, seria muitíssimo injusto.
Edward ficou um pouco admirado, foi em direcção a Bella e sentou-se ao seu lado
- Não falemos mais nisso. – Disse Edward a acariciar o rosto de Bella suavemente
- Não sei se me apetece continuar a falar.
Edward olhou um pouco para uma das fotos de Bella e voltou a olhar para ela
- Tu estás amargurada, Bella.
- E depois?
- É por isso que estou aqui.
Bella abaixou o olhar
- Me desculpe… mais eu estive duas semanas inconsciente, duas! Edward, duas! É de tirar qualquer um do sério…
- Eu sei… eu estive sempre ao seu lado, minha Bella.
Edward se inclinou para Bella e lhe deu um suave beijo, até que pararam e Edward se encostou melhor na cama e ficou abraçado com Bella
- Já estiveste com Deus? Quero dizer, pessoalmente.
- Não… eu estive na frente de outros anjos superiores mais nunca o vi pessoalmente.
- Deve ser interessante ver tudo lá de cima.
- Sim é e em breve eu prometo que lhe mostrarei.
Bella olhou um pouco para a janela
- E quando partes?
- Como assim? – Perguntou Edward confuso
- Bem se vais renascer será que terá de passar por algum processo ou algo assim?
- Não, apenas quando chegar a minha hora Deus irá enviar-me para baixo.
- Só isso?
- Sim Bella, só isso.
- Vai ser uma divertida aventura, certo?
- Claro e eu estarei sempre ao seu lado.
Bella abriu um pouco a boca de sono e Edward começou a cantarolar uma suave canção de ninar, e Bella adormeceu imediatamente.
º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø,¸°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø,¸ º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø,¸°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø,¸ º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø,¸°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø,¸
Biinhos May Summers
Não esqueçam de comentar, por favor!
