A série Naruto pertence ao Kishimoto-sensei

Mas o Naruto pertence à Hinata

o Shikato à Yoshino

o Shikamaru à Temari

o Kakashi à Sinjin (por sinal, desculpa roubar tua idéia, amiga)

Bem, sem muitos comentários por enquanto.. Deixo vocês lerem e depois comento...


Recém havia terminado uma pilha de papéis, e ainda lhe sobravam muitas que fazer. Suspirou. Olhou pela janela o sol que fazia lá fora. E ele preso naquele escritório. Ser kazekage tinha seus preços. Pelo menos agora todos o reconheciam. Mas nesse momento ele estava tão cansado... Talvez ele pudesse aproveitar que estava sozinho para escorar a cabeça e cochilar um pouquinho...

A porta abriu-se com um forte estrondo. O rapaz levantou-se de susto, mas disfarçou muito bem por trás de sua pose de "senhor dedicado e prestativo", olhando sério para o shinobi que entrara.

- Senhor, chegou uma carta de Konoha. Aqui está a tradução por decalque e esta é a carta original. – Dito isso, entregou ambas. – Agora, se me permite senhor, eu me retiro.

- Sim, obrigado. – respondeu sem prestar muita atenção. Seus pensamentos estavam na carta. 'Uma carta de Konoha... Isso deve significar notícias. Espero que sejam boas...' Dedicou-se a ler a carta.

" Ao Kazekage,

Respondemos novamente sua carta:

Não temos notícias sobre seus irmãos. Além disso, temos cuidado da saúde dos nossos. Para mais informações, temos dado missões para o país da grama. Lá encontraram resistências inimigas que estão provavelmente agindo contra o kazekage. Representantes da Suna disseram que trata-se de pessoas em busca de reféns., mas acham improvável que tenham raptado seus irmãos ..."

Antes que ele pudesse terminar de ler, alguém havia entrado e dirigiu-se a ele.

- Com licença, senhor. O senhor já terminou de ler a carta?

- Olá, Yashamiro. Não, estava lendo quando chegaste. – Tratava-se de Yashamiro, um dos membros do conselho de anciões.

- Desculpe, senhor, não queria interrompê-lo. Minha intenção era discutir acerca desta carta.

- Sente-se e aguarde uns instantes enquanto eu termino-a. – agregou, logo tornando a ler a carta. O outro puxou uma cadeira, acomodando-se.

" ... improvável que tenham raptado sues irmãos. Muitos ninjas que seguiram por este caminho, sendo jounins e treinados, disseram que era na Suna onde estes se acreditavam protegidos, por saberem que assim era. Se seus irmãos foram raptados, sugerimos que reveja a lealdade de vizinhos, mas talvez eles só estejam com dificuldades para comunicar-se. Uma equipe nossa, que foi mandada para descobrir mais informações. Voltou contando que estiveram encarcerados. A kunoichi está em estado grave. Agora estão no hospital. Saiba que voltaram muito feridos. Sobre seus irmãos, ainda os aguardamos. Pedimos que tome providências.

Código 321"

Ele passou os olhos pela carta mais uma vez. Qual era a função daquela carta? Ele não entendia. Lembrou-se do senhor que o esperava. Levantou os olhos, como dando permissão para que falasse.

- Então senhor, o que achou da carta?

- Eu não sei se a compreendi em sua totalidade.

- Bem senhor, permita-me expressar minha verdadeira opinião. Acredito que Konoha está exigindo que paguemos os gastos e ajudemos na recuperação desses tais shinobis que foram mandados para descobrir o que houve com seus irmãos.

- Eu discordo. - uma terceira voz se fez presente no recinto. Yashamiro franziu a cara ao ouvi-la, e em seguida virou-se para ver seu detestável "arquiinimigo", Baki – Sinceramente, Kazekage-sama, não acho que Konoha queira nos extorquir. Na minha opinião, o verdadeiro objetivo de Konoha está aqui. – apontou para o código na carta à mesa de Gaara. – Esse é o código que representa a aliança entre as vilas. – Acrescentou.

- Você pensa que eu não vi isso? - Resmungou Yashamiro. Gaara sabia que esses dois não se davam nada bem. Logo os dois já estavam discutindo, sem esclarecer nada nem chegar a solução alguma, que era o objetivo daquela "reunião". Percebeu que ele mesmo teria eu dar um fim nisto.

- Já basta. – não gritou nem elevou a voz, mas isso bastou para calar os outros dois presentes. – Devemos descobrir o objetivo desta carta, não causar discussões desnecessárias entre nós mesmos. – Os dois permaneceram calados, como duas crianças que haviam brigado e estão sendo repreendidos, mas ainda acreditam que a culpa é do outro. – Bem, antes de qualquer coisa, qual o significado do código?

Baki rapidamente puxou um exemplar de "Códigos Ninjas", enquanto Yashamiro recitava o código. – Código 321: nenhuma vila oculta é obrigada a acatar sugestões dadas por outras, embora isso permita também a quebra da aliança, caso a vila que propôs sinta-se prejudicada. – Gaara acompanhava pelo exemplar que Baki lhe oferecera., enquanto ria consigo mesmo. Esses dois pareciam que disputavam sua atenção em tudo.

- Então, senhor, como eu dizia antes de ser interrompido – lançou um olhar fuzilador a Baki. – Konoha deve querer ajuda para tratar esses ninjas, e estão ameaçando, com esse código, a quebra da aliança.

- Mas se eles quisessem realmente isso, eles iriam sugerir com alguma frase como "estamos com dificuldade para manter os tratamentos de nossos ninjas" ou algo no estilo. Mas não há nada disso! Sinceramente, a sugestão deles só pode ser a revisão das alianças que a Suna mantém,

- Mas então porque escrever uma carta tão extensa e não explicar isso, se não é nada absurdo, na posição em que se encontram? – espetou Yashamiro.

- Bem, para que revejamos quais alianças desejamos manter? – Devolveu-lhe Baki.

- Independente disso, - Gaara resolveu interromper antes que eles discutissem de novo. – provavelmente Konoha irá mandar outra carta para esclarecer suas intenções. Então, tudo que temos a fazer é esperar. Eu mandarei uma carta a Konoha dizendo sutilmente que não compreendemos o significado da carta, e pedindo um parecer mais esclarecedor. – Gaara pôde perceber a insatisfação nos rostos deles, embora tenham-na reprimido. Eles sabiam que o kazekage estava fazendo a coisa certa, mas os irritava o fato de a idéia do outro não ter sido recusada. – Algo a agregar? – ao perceber o silêncio dos outros dois, concluiu. – Neste caso, estão dispensados.

- Com licença, senhor. – Os dois se retiraram, deixando Gaara sozinho. Ele, por sua vez, embora tenha dado o caso como encerrado, continuava a pensar na carta de Konoha. Alguma coisa em si lhe dizia que havia algo que ele não se dera conta. Leu outra vez a carta. Nada fora do comum. Ou melhor, estava tudo fora do comum. Essa carta não tinha nenhum objetivo claro, e isso era algo para realmente causar suspeitas pela Suna. Resolveu ler a carta original, ver se ela lhe revelava alguma coisa. Não era especialista no idioma de Konoha, mas conseguia se virar, ao menos o suficiente para entender. A letra estava quase ilegível, provavelmente porque fora escrita às pressas pelas razões citadas no próprio conteúdo da carta.

" Respondemos assim, novamente a sua carta

Não temos notícias sobre esta atuação

De seus irmãos. Mais além disso,

Temos cuidado da saúde

Para nossos ninjas

Para mais informações, temos dado missões

Em direção ao país da grama

Eles encontraram resistências inimigas,

Que estão provavelmente agindo contra o kazekage.

Representantes da própria Suna

Falaram que

Trata-se de pessoas em busca de reféns, mas

Acham improvável que

Os raptaram, seus irmãos.

Muitos ninjas que foram para

O caminho, sendo jounins e

Treinados, disseram que era na Suna

Onde se acreditavam protegidos, por assim serem.

Se seus irmãos foram raptados

Sugerimos que reveja a lealdade de vizinhos

Para melhorar sua segurança,

Mas talvez eles estejam sem capacidade para se comunicar.

Para descobrir mais informações

Foi mandada uma equipe nossa

A kunoichi está em estado grave

Estiveram encarcerados

Agora estão no hospital

Saiba que voltaram muito feridos

Sobre seus irmãos

Ainda os aguardamos

Pedimos que tome providências

Código 321

Os: Desculpe a letra, precisamos atender a kunoichi."

Gaara chegou a conclusão de que a carta original era menos inteligível que a tradução. Pobre tradutor, ter que entender aquela carta para traduzi-la. Aquilo era muito estranho. Tinha o ligeiro pressentimento que havia alguma coisa errada. Tsunade não lhe enviaria uma carta para dizer algo que já dissera, nem faria uma carta tão abstrata e subjetiva quanto aquela. O que será que tudo isso significava?


- Como você me deixa eles escaparem, Calogas? – o homem albino que se encontrava naquele pequeno aposento ouvia a voz irritada que ralhava ao telefone.

- Me perdoe, mestre, eu tentei evitar... – gaguejava, enquanto tentava desculpar-se com seu superior.

- Tudo bem, Calogas – a voz grossa respondeu mais calma. – eles não são nossos alvos, e ainda não nos representam uma ameaça. Isso só vai atrasar um pouco nossos planos, mas não nos impede de realizá-los. Eu li a carta que Tsunade enviou para Suna. Eles nem desconfiam da gente, então podemos ficar tranqüilos. Mantenha tudo sobre controle aí até que eu possa tomar conta por mim mesmo.

- Sim, mestre. Obrigado, mestre... muito obrigado... – logo ele pôde ouvir a ligação ser cortada do outro lado. Colocou o fone no gancho e dirigiu-se até o armário. Quando estava próximo, apoiou-se com as duas mãos e começou a bater a própria cabeça insistentemente no móvel. Como tinha os deixado escapar? Era um burro, não podia nem cuidar de dois adolescentes? Se continuasse assim, não poderia ajudar o mestre. Não, isso não! Ele não queria ser um inútil. Não de novo. O mestre o havia tirado de sua existência inútil e lhe deu uma razão para viver. Ele não podia ter falhado com o mestre! Por isso se punia, ele não merecia a bondade do mestre.

Depois de algum tempo parou. Dessa vez não deixaria que nada saísse errado. ' Vai ser tudo como você planejou, mestre'.


Eu não consegui evitar em colocar o Gaara com sono na fic... Quanto a carta, eu sei que ela está muito estranha, mas isso tem um motivo... Será que vai ser possível compreendê-lo? Eu espero que sim... Já quanto ao Calogas, ele me saiu estranhamente familiar... mas eu não sei com quem...

E atendendo a pedidos, estou tratando de fazer capitulos maiores... Mas isso tem que ser aos pouquinhos, então peço um pouco de paciência.

Bem, fazendo essa pequena revisão, eu detestei esse capitulo. Ainda assim, tenho que cumprir a minha promessa de postar hoje esse pedaço. Como eu estou muito desanimada, eu deixo meus fastidosos comentários por aqui.

"A cada review não enviada, um autor morre." Fonte: Campanhas de Conscientização