Oi gente. Bem... Desculpa a demora, mas sabe... Preguiça e tantas coisas para fazer quando se misturam vira bagunça

Mas, aí tá... Espero que gostem. XD

oOoOo

"– Já se decidiu?

Sim. – Realmente, o moreno estava agindo por impulso, mas iria se arriscar mesmo assim – Eu quero ficar com você, mesmo que isso custe a minha vida.

Nossa. – O loiro ficou surpreso e ao mesmo tempo feliz pela decisão tomada pelo Uchiha – Me ama tanto assim?

Claro. Te amo mais do que você possa imaginar. – Sasuke falava de algo que Naruto não entenderia no momento, mas saber que o loiro o amava já o deixava mais feliz. Fazia com que se esquecesse de tudo o que aconteceu nos últimos dias."

Continuação...

– Bem... Assim, eu fico sem graça.

– Não fique, pois é a verdade. Eu quero ser seu de todas as maneiras possíveis. Meu coração já pertence a você, é justo que meu corpo tenha o mesmo 'dono'.

– Se é o que você quer...

– Nós queremos, lembra?

– Sim. – Naruto aproximou a boca do ouvido do moreno e sussurrou – Vou te fazer completamente meu, Sasu-chan.

Um sorriso nasceu nos lábios de Sasuke, era incrível como apenas a presença de Naruto era capaz de aliviar suas tensões e deixar seu coração mais tranquilo. Parecia que a paz era possível quando o loiro estava por perto.

Naruto também sorriu e logo, selou os lábios do outro com os seus. O puxando pela cintura, o fez deitar sobre a cama. Os dedos de Sasuke se emaranharam nos fios louros, aprofundando o beijo. As línguas dançavam em sintonia e os corpos se encaixavam em harmonia. Estavam febris, seus pulmões ansiavam por ar, mas seus lábios preferiam ficar conectados.

As mãos do loiro seguiram pelo corpo do outro, dedilhando-o. Naruto afastou suas bocas e levantou a blusa do moreno, levando seus lábios no abdômen do outro e roçando-os, fazendo com que o Uchiha sentisse seu corpo queimar. Sasuke a retirou e a deixou no canto, e voltou à procura dos lábios do loiro.

Ajudou Naruto a retirar a sua própria camiseta e mais uma vez, separaram os lábios, aproveitando para buscarem pelo ar. O loiro levou seus lábios até o pescoço do outro e o chupou, enquanto Sasuke passeava com suas mãos pelo dorso do outro. Os gemidos começaram a sair e o Uchiha afastou o loiro de si.

– Para um pouco. – O moreno se sentia estranho.

–Por quê?

– Seus pais estão em casa, não?

– Não se preocupe com eles.

– Mas e se eles entram bem...

– Shiuu. – Naruto colocou um dedo na boca do Uchiha o impedindo de falar. – Não se preocupe, pois o que importa agora sou eu e você, certo?

– Sim.

– Isso aí.

– Mas, nós não deveríamos usar... Camisinha?

– Acho que não. Afinal, é a primeira vez que fazemos isso, não?

– Eu sei, mas e se...

– Se? Tá com medo de engravidar, é? – O loiro zombou, deixando o Uchiha frustrado.

– E se fosse?

– Hehe, boa piada Sasuke. Garotos não ficam grávidos.

– Hn. Ok... Então, vamos fazer.

– Isso mesmo. Eu te amo muito, Sasu-chan. – Novamente, o loiro tomou os lábios do outro.

Se afastando, levou sua boca de volta ao abdômen do moreno e deslizou sua língua, sendo observando pelo Uchiha. Abocanhou um dos mamilos rosados e o chupou, Sasuke tapou a própria boca, não queria que seus gemidos trouxessem companhia a eles.

Naruto sorriu e abocanhou o outro, fazendo o mesmo. Levou sua mão até o braço de Sasuke, o forçando a retirar a mão que tapava sua boca.

– Eu quero te ouvir, Sasu-chan.

– Hn. – Sasuke balançou a cabeça negativamente.

– Por favor. – Disse isso e lambeu o mamilo, o que fez com o Uchiha gemesse.

Notando que os mamilos já estavam eriçados, deslizou a língua até chegar ao umbigo e dando voltas, se afastou e levou suas mãos até o cós da calça do outro. A abriu e colocou sua mão por dentro da boxer, o masturbando.

– Vai me fazer sofrer? – O moreno questionou.

– Não. Só quero que você se divirta também.

– Hn. Obrigado.

– Não precisa agradecer. – Naruto sentiu seus dedos se melecarem.

Com a mão livre apertou as coxas do outro, ainda o masturbando. Alcançou os lábios do outro e retirou sua mão de dentro da calça e começou a abaixá-la. O moreno o ajudou, realmente precisava senti-lo, assim como o loiro necessitava de si.

Suas bocas se distanciaram e ficaram por um momento com os olhos conectados. Sasuke deu mais um selinho no loiro e retirou o que faltava. O loiro olhou para o corpo abaixo de si e sorriu ao pensar que toda aquela espera valera a pena.

Avançou nos lábios do outro e começou a retirar sua própria roupa. Juntou seus corpos e uma descarga elétrica foi sentida por ambos. Logo, se separaram, o loiro levou suas mãos até o membro de Sasuke, porém o mesmo segurou uma das mãos antes que encostassem em si.

Levou alguns dedos até a boca e os molhou. Naruto observou a cena e acabou se excitando mais com o que via. Começou a masturbá-lo enquanto Sasuke umedecia seus dedos. A cada gemido além da respiração ofegante, seus corações batiam mais acelerados. Era como se estivessem em sintonia.

Sasuke fez o loiro parar com o que estava fazendo e retirou os dedos da boca, se sentando sobre a cama e olhando nos orbes azuis, selou mais um beijo para que assim, voltasse a se deitar e afastando o loiro de si, abriu as pernas e levou a mão do loiro até si.

Naruto sabia o que fazer, mas ver que o moreno queria o mesmo era algo tão lindo de se ver, que o fazia sorrir. Levou seus dedos molhados até a entrada e pôs seus dedos aos poucos.

– Humm... – Sasuke sentiu certo desconforto, mas não protestou.

– Tudo bem, Sasuke?

– Sim... Continue. – Os olhos do moreno estavam nublados devidos ao êxtase que estava sentindo.

O loiro começou a mover os dedos e cada vez mais, umedecendo o local. Sentiu sua essência começar a sair, então em um gesto leve, retirou os dedos e passou sua essência por todo o membro, tentando o deixar mais úmido possível. Não queria que o Uchiha sentisse tanta dor.

Posicionou-se entre as pernas do outro e o segurando, se pôs dentro dele. Sasuke sentiu um desconforto no início, aquilo era bem mais que simples dedos, mas quando o loiro pôs a mover-se e a tocá-lo em certo ponto, o moreno se sentiu bem.

Os ritmos eram lentos, pois Naruto não queria machucar o moreno. Levou sua mão até o membro do outro e voltou a massageá-lo. A cada estocada, Sasuke sentia que o loiro estava com medo e por isso fazia com o máximo cuidado, mas ele não era de porcelana e também seu corpo precisava de algo mais que aquilo.

– Naru... Naruto...

– O que foi?

– Se mova mais rápido. Assim, eu vou acabar dormindo.

– Oh... Desculpa, Sasu-chan, só não quero te machucar.

– Não irá. Eu confio em você. – Sasuke tomou os lábios do outro e empurrou o corpo junto de Naruto.

O loiro entendeu que ele mesmo estava se segurando, então com ambos de acordo, Naruto passou a se mover com mais velocidade, as estocadas ficaram mais fortes e ambos se sentiram bem com aquilo.

Sasuke sentiu que logo gozaria, então ajudou o loiro a masturbá-lo, enquanto gemia de prazer pelos movimentos do loiro dentro de si. As bocas voltaram a se encontrar e só se distanciavam para buscar ar e logo, voltavam a se encontrar.

No outro cômodo da casa, mais exatamente no quarto dos pais do loiro, Kushina se remexia na cama e mesmo que os gemidos de ambos fossem abafados pela distância, mãe sempre sabe o que a gente anda a fazer.

– Minato, sou só eu ou você também está ouvindo isso?

– Ouvindo o quê, querida? – Minato tinha o sono muito pesado, então era pouco provável que ele estivesse ouvindo algo.

– Isso. – Kushina puxou o marido e o fez prestar atenção - Não te soa familiar?

– Não sei. Eu estou quase dormindo.

– Ah... – A ruiva suspirou e continuou. – Lembra do 'barulho' que fizemos antes do Naruto nascer?

– O quê? – Nesse momento, Minato despertou. – Não vá me dizer que ele trouxe alguma menina aqui e tá...

– Não é menina. Lembra de quem chegou quando nós estávamos jantando?

– O Sasuke... Mas, eles... – Minato estava falando e encaixando as peças, enquanto a ruiva se levantava apressadamente. – Kushina, o que você vai fazer?

– Vou pará-los. O Naruto pensa que a nossa casa é o que?

– Kushina, amor, ele já tem dezesseis anos, pegue mais leve.

– Pegar mais leve? – O olhar assassino que ela dirigiu ao marido o fez inventar uma desculpa com o que Kushina mais temia.

– Veja pelo lado bom, nós não teremos netos.

– Ok. – Kushina relevou, afinal, ela se sentia muito nova para ser chamada de vovó. - Mas, amanhã ele vai se ver comigo.

– Tudo bem, Kushina. – Minato suspirou, a vida de Naruto estava a salvo. – Mas, os deixe lá e tente dormir.

– Ahh... – A mãe voltou a deitar e falou. – O meu bebê.

– Kushina, menos.

Às vezes, a ruiva exagerava em relação ao filho. Ela não queria netos, não queria que sua casa virasse uma zona e nem queria que o filho ficasse que nem o sogro. Jiraiya era uma excelente pessoa, mas por diversas vezes já havia traído Tsunade e isso, Kushina achava imperdoável.

Ainda no quarto do loiro, o ritmo frenético e o som dos corpos se chocando, os satisfaziam ainda mais. O moreno acabou gozando antes do loiro e melecou as mãos de ambos. Com as bocas conectadas, o loiro deu uma última estocada e gozou, deixando sua essência escorrer dentro do Uchiha.

– Ahhh... – Sasuke ofegou, abraçando o loiro. – Obrigado, Naruto.

– Não agradeça, eu te amo. – Naruto se separou do moreno e se retirou aos poucos. – Eu vou tomar banho. Vamos?

– Não. Eu tô com sono. – O moreno apenas se virou, realmente estava com sono.

Com os efeitos do calmante que ainda restavam em seu corpo e a exaustão de ter feito amor com Naruto, ele só desejava dormir. O loiro o olhou contrariado e o puxou pelo braço, o forçando a levantar.

– Levanta, Sasu-chan. Por favor.

– Não, Naruto.

– Ahh... Levanta, por favor. Vamos só tomar um banho e já voltamos para dormir.

– Ok. – O moreno se levantou a contragosto, sentindo um desconforto, mas assim mesmo seguiu o loiro até o banheiro.

Suas pálpebras queriam fechar, porém o moreno não poderia dormir em pé. O loiro lhe entregou um sabonete após entrarem no box e começarem a se banhar.

Naruto terminou rapidamente o banho e foi até o quarto, arrumar a cama. Trocou os lençóis, colocou as cobertas e voltou ao banheiro, onde o Uchiha estava se enxugando.

– Vou ver uma roupa para você dormir.

– Tudo bem. – O Uchiha terminou de se enxugar e voltou ao quarto. – Nossa. Você já arrumou a cama?

– Sim. – Naruto pegou uma muda de roupas e entregou ao moreno. – Coloca elas para gente dormir.

Sasuke não respondeu, apenas se vestiu e foi direto para cama, se deitando. O loiro se deitou ao seu lado e abraçou o Uchiha. O moreno acabou adormecendo rapidamente, enquanto isso, Naruto sorria. Ele estava tão feliz pelo que acabara de acontecer, que não conseguia deixar de sorrir.

oOoOo

A noite passou e o sol nasceu. Itachi estava dormindo no quarto de hóspedes na casa de Sasuke e ao seu lado na cama estava Deidara, eles haviam transado a noite passada. O loiro acordou e viu que Itachi ainda estava inerte e lhe deu um selinho.

– Você é realmente louco, Senhor Uchiha.

O loiro se levantou e foi até o banheiro tomar um banho. Itachi acordou e foi até o quarto do irmão. Deitou-se na cama ainda nu e aspirou o cheiro que continha nas cobertas do menor.

– É esse cheiro que eu quero sentir. – Itachi olhou para a porta, onde Deidara estava, ele havia acabado seu banho quando ouviu uma das portas serem abertas. – Não o seu Deidara... Você fede.

– Mas, ontem você parecia gostar.

– Não é gostar, é costume. Mas, o cheiro dele me inspira. Imagino quando ele se entregar a mim. Vou marcá-lo, devorá-lo, vou sentir esse mesmo perfume em mim.

– Você é podre, Itachi.

– Eu nunca disse que prestava, Deidara. Mas, eu pelo menos, não fico fingindo que sou uma boa pessoa como você.

– Discutindo a relação, moças. – Kisame havia chegado há minutos atrás.

Como não havia ninguém no andar de baixo, ele subiu a escadaria e deu de cara com o patrão e seu companheiro. Itachi o olhou com ódio e se levantando, saiu do quarto sem dizer nenhuma palavra.

– Parece que ele ficou aborrecido.

– Não é com você.

– Está com ciúmes do garoto? – Kisame via que o que Itachi sentia por Sasuke era algo maior que um simples plano.

– Ele não gosta do Sasuke, apenas o deseja e é só para ter o plano concluído.

– E você é só para horas em que ele está entediado. Isso o deixa com ciúmes, não?

– Não. Eu sou muito melhor e mais útil que aquele garoto.

– Não. Não é. Você é um lixo e ele é a minha salvação. – Itachi falou, sua voz imperiosa deixava qualquer um de orelhas baixas.

Na casa do loiro, Kushina estava furiosa com o filho, que ainda estava no quarto. Ela preparava o café, enquanto Minato lia o jornal sentado na poltrona da sala.

Enquanto isso, no quarto do loiro, Sasuke despertou e sorriu ao se lembrar da noite que ele e Naruto tiveram. Passou sua mão no rosto do loiro e lhe selou os lábios. Naruto acordou e apertou-o mais contra o seu corpo.

– Bom dia, amor. – Ao ouvir isso, o moreno sorriu e falou:

– Bom dia... Te amo.

– Ahhh. – O loiro se espreguiçou e continuou. – Acho que ganhei o dia por te ouvir falar isso.

Sasuke riu e se sentou. Lembrou que teria que voltar para casa. Não queria, mas era obrigado, senão Itachi poderia vir atrás dele e acontecer algo sem reversão.

O moreno nem se importava se tinha feito algo que não deveria, apenas sorria ao se lembrar do carinho que Naruto lhe dava. Então, ele se virou para o loiro e fitou os orbes azuis.

– Eu preciso voltar para casa.

– E eu vou ver se a minha mãe ouviu algo. – Naruto se lembrou das vezes que a mãe brigara com ele e fechou os olhos em protesto de tais lembranças.

– Bem, eu vou tomar banho. – O moreno falou e se levantou, indo em direção ao banheiro.

Naruto se levantou e trocando de roupa, foi escovar os dentes. Kushina estava na cozinha, quase debulhando o pão enquanto esperava que o filho saísse do quarto. Vez ou outra, ela resmungava algo e bufava.

O loiro esperou que Sasuke terminasse o banho e se vestisse para aí sim, ir ver como estava o clima da casa. Minato se levantou do sofá e foi até a cozinha, ver como sua esposa estava e torcendo para que ela estivesse menos furiosa.

– Acalmou, amor?

– Não. – Ela olhou irritada para o marido e logo, voltou seu olhar para a porta, onde o loiro estava acompanhado de Sasuke. – N-a-r-u-t-o!

– Mãe, eu vou levar o Sasuke até a casa dele e já... – O garoto engoliu em seco quando viu sua mãe se levantar da cadeira.

– Ele sabe o caminho de casa, eu preciso falar com você, filho e tem de ser agora.

– Mas...

– Nada de mas. Tem de ser agora! – O loiro suspirou e voltou-se para o moreno.

– Eu vou te levar até o portão.

Kushina bufou mais uma vez e Minato a olhou preocupado. Naruto levou o moreno até o portão e o segurando pela cintura, lhe deu um último beijo. Ele já esperava que a mãe reagisse assim, mas não queria que ela descontasse em Sasuke. Desvencilharam-se e o Uchiha caminhou até a própria casa.

Naruto entrou e mesmo temendo o pior, foi até a cozinha. Esperando que sua mãe o deixasse em fiapos. Kushina se sentou e apontou para a cadeira a sua frente, o loiro entendeu o recado e se sentou.

– E então, se divertiram?

– Mãe, vocês ouviram...

– Sim. Estava baixo, mas deu para ouvir.

– Desculpa, mas é que... – Naruto se sentiu envergonhado, por que Kushina queria saber daquilo?

– É que?

– Ahhh... Isso deveria ser proibido, vocês me deixam sem jeito.

– Conta logo, antes que eu arrebente o seu computador.

– Meu computador? – O loiro a olhou estático e se lembrou. – Nãooo. Tudo, menos ele. – E pensou em seguida. – "Há fotos minhas e do Sasuke naquele computador."

– Ok. Me conte tudo.

– Ele e eu tínhamos combinado que ontem teríamos nossa primeira vez e... Isso é muito constrangedor.

– Mas, na hora de fazer não era, não?

– Kushina, pega mais leve com ele. – Minato não era louco de contradizer a mulher, mas isso era perturbador.

– PEGAR MAIS LEVE? – A mulher gritou e bateu na mesa, olhando com raiva para o marido.

– Mãe? – Naruto quis sair correndo, pois sentia o quanto a mãe estava alterada. – Posso sair daqui?

– Pode... E dessa vez, passa. Da próxima, eu os interrompo, ok?

– Certo. – O loiro concordou a contragosto e foi de volta ao quarto, enquanto Minato saía da cozinha, a deixando sozinha.

oOoOo

Sasuke ficou preocupado com o loiro, porém sabia que Kushina não faria nada de mal a ele. Agora, ele tinha que entrar em casa e dar de cara com Itachi. Sentiu-se desconfortável quando abriu a porta e entrou. O ar daquela casa estava carregado.

– Olha só quem chegou? – Deidara escarniou. – Itachi vai gostar de vê-lo.

– Não enche.

– Hmm. – Deidara torceu o beiço e o olhou irritado. – "Pirralho insignificante."

Enquanto isso, Itachi descia as escadas, se aproximando da sala e olhando fixamente para o mais novo. Sasuke se virou em sua direção ao ouvir seus passos.

– Onde você estava? – O mais velho perguntou sem demonstrar nenhuma emoção.

– Além de assassino é caduco? – Sasuke sabia que não deveria provocá-lo, porém estava de bom humor e nem se importou com o que poderia vir a acontecer.

– Fale assim comigo de novo e eu esqueço o motivo que fez voltar.

– E qual foi esse motivo?

– O óbvio, te pôr nos trilhos.

– Hn. Você nunca cuidou de mim, não vai ser agora que irá começar.

– O quê? – Itachi o segurou pelo braço, o fazendo mirar em seus olhos.

– Me solta. – O mais novo disse entredentes, sentindo seu braço doer.

– Me faça soltá-lo. – Itachi não lhe deixaria tão fácil. Demorou oito anos para que ele conseguisse chegar próximo de Sasuke.

Mesmo com sua saúde em risco, ele sempre se entupia de remédios afim de estancar suas dores, somente para alcançar o seu objetivo. Seu corpo estava se deteriorando, nem ele mesmo sabia quanto tempo lhe restava.

Sobrevivera por todo esse tempo apenas por um herdeiro, porém o que uma simples criança lhe traria de importante. Talvez sentimentos que acalmassem aquele estigma que trazia consigo, mas não era apenas por esse motivo.

Havia algo muito mais importante e que ele não revelara a ninguém. Um motivo que salvaria sua vida. Na cabeça de Itachi, um puro Uchiha teria os genes que fariam sua doença parar e assim, ele viveria normalmente.

Apertou um pouco mais o braço do menor e sorriu ao vê-lo suspirar e mirar o chão. Sasuke detestava admitir, mas se sentia inferior a Itachi. Sempre se rebaixava aos caprichos do outro, pois este tinha o poder de lhe deixar amedrontado.

– Itachi, por favor.

– Ok. – Itachi ainda sorria, enquanto soltava o garoto. – Bom menino.

Sasuke se afastou e subiu a escadaria. Itachi não o olhou, apenas continuava sorrindo enquanto observava Deidara lhe olhar contrariado. O garoto foi até o quarto e entrando, bateu a porta e se jogou na cama. Aspirou o aroma de seu travesseiro e notou que havia algo de diferente.

– Que cheiro é esse? – Como o mais velho havia se deitado ali de manhã e ainda estava com o corpo suado devido a noite passada, seu cheiro impregnou-se nas cobertas – Não é o meu, então... Itachi!

Sasuke praguejou o irmão, sentia nojo daquele homem. Se pudesse nunca mais vê-lo, mas parecia que ele estava disposto a ficar ali o tempo que fosse necessário para infernizar ao mais moço.

Enquanto isso na sala, Itachi ainda observava a expressão fechada do loiro. Deidara não admitiria, mas sentia ciúmes. Mesmo que ele não pudesse gerar filhos, ele sentia algo por Itachi, porém não era correspondido da mesma maneira.

– O que foi? – O moreno questionou.

– Você já não acha o suficiente?

– Como assim?

– Bem, você está brincando com ele. Por que não o mete contra a parede e efetua logo o seu plano?

– Porque não chegou o momento ainda. Mas até lá, eu vou me meter em você.

– O quê?

– Isso mesmo. O seu cheiro me instiga a isso. Você fede e eu também. Viemos do mesmo lugar.

– Você é doente!

– Sou mesmo. Tenho uma doença degenerativa e vou aproveitar cada minuto que eu tiver.

– Aproveite, mas não me use como seu brinquedinho.

– Você é um lixo, Deidara. – Itachi segurou seu queixo, observando os azuis de seus olhos. – É por isso que você trabalha comigo. Você não tem escrúpulos. E eu posso te ter como uma boneca inflável a hora que eu quiser, certo?

– Hmm... Não deveria me tratar assim, Ita-kun. Não sabe do que eu sou capaz.

– Oh... Está mostrando as garras, Dei-kun?

– Talvez.

– Hum... Acho melhor deixá-las escondidas. Assim, nossas transas não serão sangrentas.

– Claro, Senhor Uchiha.

– Muito bem... Agora, eu só preciso ter o Sasuke antes daquele loiro e assim, meu plano estará concretizado.

– Hah, você acha mesmo que isso vai acontecer? É tão tolo.

– Como assim?

– Talvez ele já tenham feito algo, não?

– Não. Ele será só meu!

– Nossa. Parece que seu coração foi partido, Itachi.

– Haha... Eu não tenho coração, Deidara.

– Hmm... E o que você vai fazer se eles já tiverem transado?

– Vou usar o mesmo suborno. Ele é a única coisa que interessa ao Sasuke. É óbvio que vou usá-la contra ele e conseguir o que quero. – Falou, sorrindo mais ainda e pensou: – "Afinal, ele realmente ama o loiro. O que será que ele é capaz de fazer pela vida do loiro?

Itachi tinha a certeza que aquilo não era possível, mas suas ideias foram substituídas por essa dúvida: Até onde Sasuke iria para manter Naruto vivo? Ele seria capaz de negar sua existência apenas para que o outro continuasse bem?

oOoOo

Enquanto isso, na casa do loiro, Kushina estava mais calma. Minato havia saído para o trabalho e Naruto havia voltado ao seu quarto. Se sentiu tão mal por ter contado aquilo a seus pais, que nem sequer queria dar de cara com eles tão logo.

Ele havia tomado banho e saindo de seu quarto de fininho, passou pela sala e saiu de casa. Andou rapidamente pelas ruas até chegar à casa do moreno. Sasuke estava trocando as roupas de cama e colocando tudo o que cheirava a Itachi para lavar.

Itachi e Deidara estavam sentados no sofá. O loiro estava limpando sua arma e o outro estava perdido em seus devaneios. Kisame estava fazendo sua rota de volta a mansão de Itachi. Apesar do moreno não estar morando lá, ele ainda queria que a mansão ficasse em bom estado.

Naruto chegou à casa do Uchiha e apertou a campainha. Itachi bufou e se levantou, indo atender o mais jovem. Deidara escondeu sua arma rapidamente e fingiu estar descansando sobre o sofá.

– Itachi? – O loiro não se lembrava do rosto do outro, mas pensou ser ele o irmão de Sasuke, pois se pareciam.

– Sim. E você é o... – Itachi o conhecia, mas detestava até o nome do garoto.

– Eu sou o Naruto. O Sasuke tá aí?

Itachi foi respondê-lo quando a voz de Sasuke saiu de trás do mais velho, que olhou para trás e perto da escada estava o menor.

– Sim, pode deixá-lo entrar, Itachi.

O loiro entrou e Itachi fechou a porta. Sasuke o puxou pela mão e o levou até seu quarto. Itachi olhou furioso para Naruto e Deidara começou a gargalhar, o que fez com o moreno voltasse seu olhar para ele.

– Do que está rindo, seu imbecil?

– De você, está com ciúmes do irmãozinho?

– Hum... Eu vou me arrumar e ir pro trabalho. – Itachi subiu irritado.

Ele se negava a ter tal sentimento. Foi até o seu quarto e se vestiu. Além, de colocar seus artifícios nos bolsos de seu sobretudo. Calibrou suas armas e arrumou tudo em uma maleta. Pegou algumas roupas e colocou em uma mala.

No quarto do moreno, Naruto estava sobre o Uchiha dedicando beijos nos lábios do amado. Sasuke se sentia mais confortável em ter Naruto o tocando. Não se importava mais com aqueles pensamentos. Desde que Itachi voltara, ele não queria mais saber se aquilo era possível ou não.

– Sasu-chan, não me excite. – Sasuke só estava o tocando em certas partes e isso deixava o loiro mais excitado, apesar da noite passada ter sido boa, receber toques do Uchiha era algo bom de ter.

– Por que não?

– Porque eu posso violá-lo. Heh... – Sasuke começou a rir, sabia que o loiro não era capaz de fazer isso.

– Ria enquanto pode, otouto. – Itachi observava os dois.

Ele havia saído do quarto e ao passar pela porta do outro quarto, viu que os garotos estavam emaranhados um ao outro. Sentiu uma repulsa por aquilo e bufando, saiu dali e foi até a sala, onde avistou Deidara sentado ainda no sofá.

Aproximou-se do loiro e abrindo seu sobretudo, o retirou e o jogou no chão. Tirou o cinto e desabotoou a calça, a abaixando e deixando seu membro a mostra. Deidara olhou confuso para o moreno e sorriu.

– O que você pensa que tá fazendo, Ita-kun?

– Adivinha.

– O quê? – Itachi sorriu e pegou o loiro, o virando e o prensando contra o sofá.

Abaixou a calça do outro e sem algum cuidado, se enterrou por completo, fazendo Deidara gemer com aquele ato. Eles já haviam transado várias vezes, mas Itachi nunca o fazia de maneira abrupta.

O moreno queria apaziguar seu ódio, então colocou mais força nas estocadas. Deidara sentia dor, porém não poderia reclamar, havia escolhido aquilo e ele sabia que não era bom, era algo que até merecesse.

Itachi pegou uma faca de seu bolso e a levou até o pescoço do loiro, a deslizando até o ombro e deixando um filete de sangue escorrer. Chupou onde o sangue se derramava e lambeu os lábios.

– Viu, você também é podre, Deidara. Seu sangue é ruim.

– Tudo bem... Eu não sou melhor que você, mas pelo menos não sou louco a ponto de querer... – O loiro não terminou a frase, pois sentiu uma pontada em seu ombro.

– Diga mais alguma coisa, que eu acabo com você como fiz ao Kakashi. – Itachi retirou sua faca do ombro do outro sem nem se importar e foi até o banheiro para se limpar.

oOoOo

Naruto se desvencilhou do moreno e se sentou sobre a cama. Sasuke fez o mesmo e ficou de frente para o amado. O loiro passou sua mão no rosto do outro e sorriu.

– Eu tenho que ir.

– Ahhh... Já?

– Já. Minha mãe não me viu sair, ela pode se vingar, sabe?

– Ok. – Sasuke não queria ficar sozinho, mas não seria bom dar de cara com a 'sogra' tão cedo.

– Depois, eu te ligo.

– Tá.

O loiro deu um selinho e o abraçou. Sasuke afundou a cabeça no pescoço do outro e sentiu um calor invadir seu peito. Era algo tão bom, mas que lhe trazia certa angústia. Se separou do loiro e o olhou seriamente.

– Naruto... Você me promete que se algo acontecer, você continuará comigo?

– Ah, não irá acontecer nada, Sasuke.

– Mas, e se acontecer? Promete?

– Mas... Ok. Eu prometo que nada vai abalar a nossa relação.

– Que bom. – Sasuke o abraçou e se sentiu reconfortado.

Naruto se afastou e sorriu, preparando-se para levantar da cama e ir embora. Sasuke o levou até a porta, sendo observado pelos olhos do mais velho. Deidara havia se recomposto e saído da casa, estava acostumado com o jeito de Itachi e até mesmo com os maus tratos. Não se importava em ter mais uma cicatriz.

Após Naruto ter sido levado a porta e se despedido de Sasuke, Itachi veio ao encontro do irmão e o virou com força, o encostando na porta da saída. Seu olhar sempre tão monótono seguiu o mesmo ritmo, pois ele não sentia simpatia pelo mais novo.

– O que você quer?

– Quero que venha comigo ao trabalho.

– Trabalho?

– Sim, mas não se preocupe, você não irá assistir. Só quero que venha comigo.

– Tudo bem, melhor assim. Eu não suportaria ver...

– Shiuu. – Itachi levou um dos dedos à boca de Sasuke, assim como Naruto fazia. Por um momento, o garoto se lembrou de quando eram pequenos. – Não se lembre mais disso, ok?

Sasuke sentiu seu peito arder ao lembrar-se da infância, como ele queria que aquele Itachi voltasse. Sabia que depois de algum tempo, o irmão mudara consigo, tocando-o de maneira estranha. Sempre o deixando desconfortável com aqueles toques íntimos. Sasuke era uma criança e não saberia se aquilo era amor ou não.

– Tudo bem, vamos logo. – Sasuke se deu por vencido e saiu da casa, sendo seguido por Itachi.

O mais velho entrou em seu carro e Sasuke fez o mesmo. Itachi passou pelas ruas até chegar a sua mansão. Desceu do carro e entrou. Sasuke ficou esperando-o. Itachi foi procurar por alguns papéis em sua sala quando se deparou com Kisame.

– Olá, Senhor Uchiha.

– Eu não estou querendo conversar, só vim pegar alguns papéis para executar o meu trabalho.

– Sim. Entendo, eles irão pagar bem, não?

– Se não pagarem, eu os mato. – Itachi sorriu e saiu da mansão, deixando Kisame tomando conta.

Voltou ao carro e entrando, saiu em direção à cidade vizinha. Sasuke ficou em silêncio, olhando pra fora do carro. Itachi não se importava, não havia nada que pudesse dialogar com o irmão.

Ao chegar na outra cidade, o mais velho estacionou o carro e dirigiu seu olhar ao mais moço, enquanto pegava sua maleta do banco de trás e colocava todos os seus instrumentos dentro do sobretudo.

– Eu já volto.

– Tanto faz.

– Não deveria ficar assim, eu te trouxe comigo, se sinta honrado.

– Honrado? Pelo quê? Por matar quem eu gostava e cuidava de mim?

– Dê graças que o loiro ainda vive. – Itachi se aproximou do garoto e abraçou, deixando seus rostos próximos.

Sasuke sentia raiva e medo. Não sabia como o enfrentar, mas tinha alguma desconfiança de que pelo menos ele estava a salvo dos ataques de Itachi, mesmo que ele ainda fosse uma vítima.

O mais velho puxou a gola do mais novo para trás, passando sua mão pelo local e puxando uma seringa da manga, lhe dopou novamente com uma dose de calmante. Sasuke se sentiu indisposto e adormeceu.

Enquanto isso, Itachi saiu do carro e o trancou. Caminhou até uma das casas chiques daquele bairro e começou a fazer seu trabalho. Seu trabalho era exterminar uma família que se opusera ao seu contratante. Para fazer isso, o homem o recompensaria com um terço de sua fortuna, o que não era pouco.

Sasuke dormiu o resto da tarde, quando a noite chegou ele despertou e viu que estava sozinho no carro. Tentou abrir a porta do carro, bateu contra o vidro, mas para seu desespero, estava trancado ali. Voltou ao banco e tentou ficar calmo.

Itachi havia acabado seu trabalho há horas, mas pra que o dinheiro valesse ficou a espera que todos da casa tivessem em seus devidos lugares e lógico, se precaveu para que ninguém descobrisse o que havia acontecido naquele local.

Depois de alguns minutos, começou a chover forte. O maior retornou ao carro, ensopado e ao entrar, viu que Sasuke estava desperto. A neblina começou a encobrir a cidade e as ruas estavam difíceis de visualizar. Itachi resolveu pousar naquela cidade ao invés de retornar.

– Pra onde vamos? – Sasuke viu que o irmão dirigia pra outro local e não para a estrada.

– Pra um hotel.

– Hotel? Eu quero ir para casa.

– Não dá. Com essa neblina é impossível.

– Hn. – Sasuke não gostou da ideia, mas era melhor que ficar num carro sozinho com Itachi.

Percorreram alguns metros até chegar a um hotel. Itachi saiu do carro e Sasuke fez o mesmo. Se molharam até entrar no hotel. Itachi levou a mala consigo e pediu um quarto para ambos.

Subiram as escadas, pois por conta da chuva, o elevador havia sido desligado para que não houvesse uma sobrecarga e assim, o hotel ficasse sem luz. Ao entrar no quarto, Itachi abriu a mala e retirou algumas roupas.

– Vista isso. – O maior jogou uma blusa sua na direção do menor. – Não quero que fique resfriado.

– Por que se importa?

– Porque você é meu irmão, oras.

Mesmo sem querer, Sasuke retirou suas roupas e vestiu a blusa, que ficava um pouco comprida para si. Itachi o olhava com desejo, mas não se deixou notar. Ele imaginava quando poderia entrar em contato com aquele corpo e assim, efetuar seu plano.

Itachi também trocou de roupa e se sentou sobre a cama, pegando seu celular. Sasuke se sentiu estranho e deitou na cama. O mais velho o olhou preocupado e colocou sua mão sobre a testa do garoto, constatando que ele estava com febre. Ele não sabia se havia algum efeito naquele calmante, mas era quase certeza.

– Eu vou buscar um antitérmico para que a sua febre baixe.

– Não se preocupe comigo, você me abandonou aos oito anos, não precisa cuidar de mim agora.

– Não seja idiota, eu só não quero que você fique mal.

– Hipócrita. – Sasuke resmungou e caiu no sono.

Itachi saiu do quarto e foi em busca do remédio. A febre fez com que o menor tivesse delírios com o amante. Naruto não saía de sua mente e desde a noite passada, ele encalacrara na mente do garoto. Quando o mais velho voltou, viu que Sasuke se remexia na cama, então, se aproximou e se deitou ao seu lado.

Passou suas mãos por debaixo da blusa, enquanto seus lábios beijavam o pescoço do garoto. Levou sua mão para dentro da boxer do outro e começou a masturbá-lo, logo, sentiu que a mão de Sasuke o ajudava. Os lábios entreabertos de Sasuke o chamaram para um beijo, ele se aproximou e quando foi encostar nos lábios do outro, o ouviu chamar pelo loiro.

– Naruto... – A raiva voltou no coração de Itachi, que retirou sua mão e bufou, enquanto pegava a cartela de comprimidos.

Sasuke abriu os olhos e ao olhar ao redor, só viu Itachi. Por um momento pensou estar junto com o loiro, mas se não era o loiro a lhe tocar, então seria 'ele' – Itachi – a lhe tocar daquela maneira. Olhou para o maior, esperava alguma reação, mas Itachi apenas lhe entregou a cartela e um copo com água.

O garoto tinha certeza que aqueles toques tinham sido reais e com o nojo que sentiu naquele momento, bateu na mão de Itachi, fazendo o copo e os comprimidos voarem de sua mão. O maior o olhou intrigado, não esperava aquela reação.

– Sasuke?

– Não toque em mim, seu nojento.

– Ah, do que você está falando?

– Não se faça de desentendido, era você que estava fazendo aquilo, não era um sonho, era você.

– E se fosse?

– Quê? Eu sou seu irmão.

– E daí? Você é lindo e eu o quero. – Dito isto, Itachi o segurou na cama e aproximou seus lábios dos do outro. – Quer ver do que eu sou capaz?

– Não. Eu só quero que você me deixe em paz.

– Não posso.

– Então, foi para isso que você voltou? Pra transar comigo?

– Também.

– Também?

– Shiuu. – Itachi avançou nos lábios do menor, tentando lhe beijar, mas falhou, pois Sasuke mordeu o lábio inferior do maior.

Itachi o olhou furioso e o puxou para longe da cama. O jogou contra a parede ao lado da janela e foi ao encontro dele, o puxou pela gola e lhe acertou um soco na barriga, o que fez com que Sasuke cuspisse sangue.

– Não brinque comigo, Sasuke. – O garoto apertou a barriga, tentando estancar a dor. – Eu posso ser bonzinho se você cooperar, caso contrário, eu te...

Itachi não terminou a frase, pois o celular de Sasuke começou a tocar. Ele se levantou com cuidado e foi até suas roupas para pegá-lo. Olhou no visor e viu que era o loiro, voltou seu olhar a Itachi e se sentou na cama, atendendo o loiro. O mais velho não o impediu, pois sabia que seria pior.

– Oi Naruto.

Oi Sasu-chan. – Aquela voz tão alegre, enchia o coração de Sasuke de felicidade. – Onde você tá?

– Em outra cidade, eu vim com o Itachi para o trabalho dele.

Oh... Sim, eu fiquei sabendo disso.

– Como?

Passei na sua casa, mas um cara azul me disse que você tava viajando e eu voltei para casa.

– Ahh... Então, você tá em casa, sua mãe lhe deixou sobreviver?

Sim. Mas, agora teremos que arranjar outro lugar ou esperar quando ninguém estiver aqui.

– Certo. – Itachi se sentou ao lado do irmão e ficou o olhando, Sasuke engoliu em seco, sua barriga ainda doía pelo golpe e não queria levar mais nenhum. – Naruto, eu vou dormir. Amanhã a gente se fala.

Tá. Te amo, Sasu-chan.

– Também te amo. – E assim, o moreno desligou o celular e voltou a encarar o maior. – O que você quer?

– Por hoje, nada. Esse loiro cortou o clima.

– Hn. E que clima era esse?

– Não me faça perguntas recíprocas. Aquele loiro não vai desgrudar de você até ele conseguir o que quer, não?

– E o que ele quer?

– Você. Sua virgindade. Não é mesmo?

– Não. Ele já teve isso ontem. Foi por isso que não dormi em casa.

– Pera aí. Você e ele transaram?

– Sim, por quê?

– Por nada. Eu vou sair um pouco. – Itachi saiu do quarto e bateu a porta.

Sasuke ficou confuso, o que seu irmão queria afinal? Itachi ficou trancado em seu carro remoendo aquilo que acabara de descobrir. Ele não queria que Sasuke tivesse um filho do loiro, isso anularia seu plano. Só se eles tivessem se protegido, mas ele achava que não era possível, já que havia quase a certeza que seu irmão não se lembrava do que seus pais custaram a esconder.

oOoOo

Ok... Agora, mãos a obra para os reviews. ^^

Obrigada

Beijos