*-* Oi meninas do super feliz em saber que vcs gostaram da fic rsrsrs.

Mil beijos:

Daaf-chan

ACDY-CHAN

Rukia-chan

Capítulo 05

Rin tinha colocado seu traje noturno, consistindo em umas calças curtas e uma camiseta sem mangas, e estava abrindo o sofá quando Boo começou a miar na porta corrediça de vidro. O gato dava voltas em um estreito círculo, com os olhos fixos em algo que havia no exterior.

— Quer brigar outra vez com o bichano da senhora Kaede? Já fez isso uma vez e o resultado não foi muito bom, recorda?

Uns golpes na porta principal a fizeram girar a cabeça com um sobressalto.

Dirigiu-se até ela e aproximou um olho à mira. Quando viu quem estava ao outro lado, deu a volta e apoiou as costas contra a madeira.

Os golpes voltaram a ouvir-se.

— Sei que está aí — disse El Duro. — E não penso partir.

Rin abriu o ferrolho, abriu a porta de repente. Antes que pudesse lhe dizer que fosse ao diabo, passou a seu lado e entrou.

Boo arqueou o lombo e murmurou.

— Eu também tenho prazer em conhecê-lo, pantera negra. — O vozeirão ensurdecedor de Kohako parecia totalmente desconjurado em seu apartamento.

— Como entrou no edifício? — perguntou ela enquanto fechava a porta.

— Forcei a fechadura.

— Há alguma razão em particular para que tenha decidido irromper neste edifício, detetive?

Ele deu de ombros e se sentou em uma andrajosa poltrona. — Pensei que podia visitar uma amiga.

— Então por que me incomoda ?

— Tem um bonito apartamento — disse ele, olhando suas coisas.

— Vá mentiroso.

— Ouça, pelo menos está limpo. Que é mais do que posso dizer de meu próprio chiqueiro. — Seus escuros olhos castanhos a olharam diretamente ao rosto.

— Agora, falemos do que aconteceu quando saiu do trabalho esta noite, certo?

Ela cruzou os braços sobre o peito. Ele riu entre dentes.

— Deus, o que tem José que eu não tenho?

— Quer lápis e papel? A lista é longa.

— Auch. É fria, sabia? — Seu tom era divertido —

— Me diga, você só gosta dos que não estão disponíveis?

— Escuta, estou esgotada...

— Sim, saiu tarde do trabalho. Às nove e quarenta e cinco, mais ou menos. Falei com seu chefe. Dick me disse que ainda estava em sua mesa quando ele partiu para o Charlie'S. Veio para casa caminhando, não? Pela rua Trade certamente, presumo, como faz todas as noites. E durante um bom momento, ia só.

Rin engoliu saliva quando um leve ruído fez com que desviasse o olhar para a porta corrediça de vidro. Boo tinha começado de novo a ir de um lado a outro e a miar, esquadrinhando algo na escuridão.

— Agora, vai contar-me o que aconteceu quando chegou ao cruzamento da Trade com a Dez? — Seu olhar se suavizou.

— Como sabe...?

— Diga-me o que aconteceu, e prometo que me certificarei de que esse filho de uma cadela tenha o que merece.

Sesshoumaru permaneceu imóvel, submerso nas sombras da serena noite, olhando fixamente a silhueta da filha de Suikotsu. Era alta para uma fêmea humana, e seu cabelo era negro, mas isso era tudo o que podia perceber com seus pobres olhos. Respirou o ar da noite, mas não pôde captar seu aroma. Suas portas e janelas estavam fechadas, e o vento que soprava do oeste trazia o aroma afrutado do lixo putrefato.

Mas podia escutar o murmúrio de sua voz através da porta fechada. Estava falando com alguém. Um homem em quem ela, aparentemente, não confiava, ou não a agradava, porque só pronunciava monossílabos.

— Farei com que seja o mais fácil possível — dizia o homem.

Sesshoumaru viu como a moça se aproximava e olhava para fora através da porta de vidro. Seus olhos estavam fixos nele, mas sabia que não podia vê-lo. A escuridão o envolvia por completo.

Rin abriu a porta e pos a cabeça, impedindo com o pé que o gato saísse ao exterior.

Sesshoumaru sentiu que sua respiração se fazia mais lenta ao perceber o aroma da mulher. Cheirava verdadeiramente bem. Como uma flor deliciosa. Talvez como essas rosas que florescem de noite. Introduziu mais ar em seus pulmões e fechou os olhos ao tempo que seu corpo reagia e seu sangue se agitava. Suikotsu estava certo; aproximava-se de sua transição. Podia farejá-lo nela. Mestiça ou não, ia produzir-se sua transformação.

Rin deslizou a porta enquanto se virava para o homem. Sua voz era muito mais clara com a porta aberta, e Sesshoumaru gostou de seu som rouco.

— Se aproximaram do outro lado da rua. Eram dois. O mais alto me arrastou para o beco e... — O vampiro prestou atenção imediatamente. — Tratei de me defender com todas as minhas forças, mas ele era mais corpulento que eu, e seu amigo me segurou os braços. — Começou a soluçar. — Disse-me que cortaria minha língua se gritasse. Pensei que ia matar-me, sério. Logo me rasgou a blusa e tirou o sutiã para cima. Estive muito perto de que me... Mas consegui me liberar e corri. Tinha os olhos azuis, cabelo castanho e um brinco na orelha esquerda. Usava uma pólo azul escura e calças curtas de cor cáqui. Não pude ver bem seus sapatos. Seu amigo era loiro, cabelo curto, sem brincos, vestido com uma camiseta branca com o nome dessa banda local, Os comedores de Tomates.

O homem se levantou e se aproximou. Rodeou-a com um braço, tratando de atraí-la contra seu peito, mas ela retrocedeu separando-se dele.

— De verdade pensa que poderá prendê-lo? — perguntou.

O homem assentiu.

— Sim, é obvio que sim.

Kohako saiu do apartamento de Rin Randall de mau humor. Ver uma mulher que tinha sido atingida no rosto não era uma parte de seu trabalho que gostasse. E no caso de Rin era particularmente perturbador, porque a conhecia fazia bastante tempo e se sentia atraído por ela. O fato de que fosse uma mulher extraordinariamente formosa não tornava as coisas mais fáceis. Mas o lábio inflamado e os hematomas ao redor da garganta eram danos evidentes frente à perfeição de suas feições. Rin Randall era absolutamente preciosa. Tinha o cabelo longo negro e abundante, uns olhos azuis com um brilho impossível, uma pele cor creme e uma boca feita exatamente para o beijo de um homem. E que corpo: pernas largas, cintura estreita e seios perfeitamente proporcionados.

Todos os homens da delegacia de polícia estavam apaixonados por ela, e Kohako teve que reconhecer que tinha um enorme mérito: nunca usava sua aparência para obter informação confidencial dos moços. Dirigia todos a um nível muito profissional. Nunca teve um encontro com nenhum deles, embora a maioria teria renunciado a seu testículo esquerdo só para segurar a mão dela.

De uma coisa sim estava seguro: seu atacante tinha cometido um tremendo engano ao escolhê-la. Toda a força policial sairia em perseguição daquele imbecil assim que averiguassem sua identidade. E Kohako tinha uma boca muito grande.

Subiu no seu carro e conduziu até as instalações do Hospital Saint Francis, do outro lado da cidade. Estacionou sobre o meio-fio da calçada frente à sala de urgências e entrou.

O guarda da porta giratória sorriu-lhe.

— Dirige-se ao depósito, detetive?

— Não. Devo visitar a um amigo. O homem assentiu e se afastou.

Kohako atravessou a sala de espera de urgências com suas plantas de plástico, revistas com as páginas arrancadas e pessoas com rosto de preocupação. Empurrou umas portas duplas e se dirigiu ao estéril e branco ambiente clínico. Saudou com uma pequena inclinação de cabeça às enfermeiras e médicos que conhecia e se aproximou do controle.

— Olá, Doug, recorda ao tipo que trouxemos com o nariz quebrado?

O empregado levantou a vista de um gráfico que estava olhando.

— Sim, estão a ponto de lhe dar alta. encontra-se atrás, residência vinte e oito.

— O interno soltou uma risadinha — o nariz era o menor de seus problemas. Não cantará notas baixas durante algum tempo.

— Obrigado, amigo. A propósito, como vai sua esposa?

— Bem. Dará a luz em uma semana.

— Me avise quando nascer a criança.

Kohako se dirigiu à parte detrás. Antes de entrar na residência vinte e oito, revisou o corredor com o olhar em ambas as direções. Tudo tranquilo. Não havia pessoal médico à vista, nem visitantes, nem pacientes.

Abriu a porta e enfiou a cabeça.

Billy Riddle levantou o olhar da cama. Uma bandagem branca lhe subia pelo nariz, como se estivesse evitando que lhe saísse o cérebro.

— O que acontece, oficial? Já encontrou ao indivíduo que me atingiu? Vão me dar alta e me sentiria melhor sabendo que o tem sob custódia.

Kohako fechou a porta e correu o ferrolho silenciosamente. Sorriu enquanto cruzava a residência fixando-se no brinco de diamantes quadrado que brilhava no lóbulo esquerdo do sujeito.

— Como vai esse nariz, Billy?

— Bem. Mas a enfermeira se portou como uma bruxa... Kohako agarrou sua pólo e o jogou a seus pés. Logo lançou o atacante de Rin contra a parede, com tanta força que o maquinário que se localizava atrás da cama balançou.

Kohako aproximou tanto seu rosto do jovem que podiam ter-se beijado.

— Divertiu-se ontem à noite?

Os grandes olhos azuis se encontraram com os seus. — Do que está falam...?

Kohako o jogou de novo contra a parede.

— Alguém o identificou. A mulher a que tentou violar.

— Não fui eu!

— Claro que foi você. E se considerar sua pequena ameaça sobre sua língua com sua faca, poderia ser suficiente para enviá-lo a Dannemora. Alguma vez teve namorado, Billy? Aposto que será muito popular. Um bonito menino branco como você.

O sujeito ficou tão pálido como as paredes.

— Não a toquei!

— Digo a você uma coisa, Billy. Se for sincero e me disser onde está seu amigo, é possível que saia caminhando daqui. Do contrário, levarei você para a delegacia de polícia em uma maca.

Billy pareceu considerar o trato uns instantes, e logo as palavras saíram de sua boca com extraordinária rapidez:

— Ela o desejava! Rogou-me...

Kohako levantou o joelho e a pressionou contra a entre pernas do Billy. Um chiado saiu de sua garganta.

— Por isso terá que urinar sentado toda esta semana? Quando o valentão começou a balbuciar, Kohako o soltou e observou como deslizava lentamente até o chão. Ao ver reluzir as algemas, sua choramingação aumentou de intensidade.

Kohako voltou-o bruscamente e sem maiores considerações colocou as algemas.

— Está detido. Algo que diga pode, e será, usado contra você no tribunal. Tem direito a um advogado...

— Sabe quem é meu pai? — gritou Billy como se tivesse conseguido tomar ar durante um segundo. — Ele fará com que o despeçam!

— Se não puder pagá-lo, o estado proporcionará um. Entende estes direitos que falei?

— À merda!

Billy gemeu e assentiu com a cabeça, deixando uma mancha de sangue fresca sobre o chão.

— Bem. Agora vamos arrumar a papelada. Detestaria não seguir o procedimento apropriado.

Bem, bem,bem o que dizer do Kohako nessa fic ELE FAZ PARTE DOS MENINOS MAUS RSRSRSR.