Kakarotto se descontrolou, sem saber que a maior causa disso foi a punição que causou em Chichi e que a marcará para o resto da vida...

Será que Bardock conseguirá acalmar o seu filho mais novo?

E peço desculpas se ficou um pouco grande. Não consegui encontrar um trecho que pudesse usar para separar em 2 capítulos.

OooOooOooOooO

Embora em seu íntimo encontrava-se exasperado, procurava não demonstrar. Para lidar com o seu filho no estado de fúria, precisaria de toda a calma, serenidade e firmeza. Não podia titubear, pois, se mostrasse sua fraqueza, certamente, seu filho mais novo não iria se acalmar.

Raditz chega alguns minutos depois do pai e observa atônito a cena que se desenrolava repleta de apreensão e ansiedade. Mesmo podendo assumir a forma super saiya-jin 3, só iria interferir, caso o pai deles não conseguisse acalmar o caçula.

Conhecia o irmão e sabia que certamente, Tarles o provocara além do limite. Afinal, já havia tido o desprazer de inúmeras vezes lidar com o seu gênio difícil.

Mesmo assim, também estranhara o comportamento de Kakarotto, por ele ser o de temperamento mais calmo da família, ás vezes, até demais para o padrão dos demais saiya-jins. Vê-lo perder o controle de maneira tão violenta, levava-o a questionar o que na verdade o provocara.

Acreditava que a provocação de Tarles fizera transbordar a ira de um saiya-jin outrora irritado. Isso fazia mais sentido do que seu otouto perder a razão por uma mera provocação, do qual já encontrava-se, também, familiarizado.

Após alguns minutos de exacerbada tensão, Bardock notara que as faces contorcidas de raiva de seu filho retornavam ao normal, gradativamente e a energia assassina diminuía, lentamente, até que desaparece, sobrando apenas uma carranca no rosto de Kakarotto, que então, visivelmente controlado, faz um movimento lento do braço que segurava o eu irmão pela gola da armadura, erguendo-o e depois o atirando com violência no chão, chutando-o no abdômen, fazendo-o gemer de dor.

– Você teve sorte... Controle melhor o seu gênio, pois, a sorte não costuma durar muito. - fala com uma voz cortante, extremamente fria, enquanto estreita os olhos velados de raiva para Tarles, que visivelmente se encolhe, enquanto parecia segurar o abdômen e um de seus braços.

Nisso, gira o ombro para retirar a mão do genitor, que se afasta levemente de imediato, enquanto Raditz suspira aliviado.

– Agora pode dar o recado pessoalmente a este desgraçado. - fala em um tom irritado com o pai, se preparando para retornar seu caminho à Central da Elite.

Bardock demonstra sinais de cansaço em seu rosto marcado por cicatrizes. Sentira que por pouco, Tarles não morreu nas mãos do otouto. Estranhava este comportamento anormal do mais novo. Não se lembrara de já tê-lo visto tão descontrolado.

Suspira aliviado quando este se afasta de Tarles, que recebia a ajuda do pai e de Raditz para se levantar com a finalidade de ser levado urgentemente a uma Medical Machine, pois, as contusões e hematomas eram preocupantes.

Os demais começaram a se movimentar, retornando as suas atividades, quando o super saiyajin 4 se afastou.

Porém, um pouco antes de abandonar por completo o local, um outro super saiya-jin 4 chega com uma face visivelmente irritada. Sua cauda enrolada na cintura se contorcia revelando sua irritação, que só aumentara quando viu o cenário de destruição.

– Desgraçado! Do castelo pude sentir a sua ira. Se estava tão irritado, deveria ter demonstrado através dos punhos contra a minha pessoa ao invés de um saiya-jin tão inferior!

– Rei Vegeta, nunca imaginei que viria a este local apenas por causa dessa pequena destruição. Este Kakarotto encontra-se ciente que deve arcar com o custo do conserto. - fala com todo o respeito, controlando o seu mau-humor, pois, ele não estava em um bom momento para ser questionado por encontrar-se ainda lutando contra a raiva dentro de si sem causa aparente.

Bardock estava incrivelmente tenso, por saber que seu filho ainda tentava acalmar sua mente.

Embora soubesse que em matéria de poder, Kakarotto subjugava Vegeta, não podia demonstrar.

Afinal, para manter a ordem em Bejiita era necessário que todos pensassem que o Rei era o saiya-jin mais poderoso. Além disso, não era uma atitude sábia provocar a ira deste, por se tratar do governante daquele planeta.

– Não fale asneiras. Esqueceu que iria lutar contra este Vegeta na Central? Em vez de ir lá para lutarmos, resolveu parar nessa Central de quinta categoria e decidiu lutar contra um de classe muito inferior a nossa. Um reles verme.

Vegeta cruza os braços na frente do tórax, lançando um olhar assassino para Kakarotto, cuja vontade era dar de ombros. Porém, isso somente aumentaria a raiva do Rei, que já estava visivelmente irritado com ele e com razão.

Afinal, o único outro saiya-jin que podia lutar com o rei era ele. Um super saiya-jin 3 não conseguia aguentar muito e para piorar, eram poucos que assumiam essa forma. Logo, tanto ele quanto Vegeta não possuíam muitas opções para parceiro de treinamento e luta.

Massageando com uma mão a sua nuca, inspirava e respirava lentamente para recobrar por completo o controle. Algo, que consegue após alguns minutos.

– Estava dirigindo-me para a Central, quando este Kakarotto precisou trocar algumas palavras rápidas com Tarles, que como sempre me provocou e acabou fazendo com que este Kakarotto perdesse as estribeiras. Será a última vez que farei isso, pois acabei de perder uma parte considerável da noite que pretendia me divertir.

Em seguida se vira para Vegeta e meneia com a cabeça, levemente, enquanto continua falando:

– Sinto, meu rei. Isso não acontecerá novamente.

– Hunf! É bom mesmo. - Fala com a sua face carrancuda, estreitando levemente os olhos, até que alça voo, dirigindo-se à Central.

Quando ele está longe, Bardock chega perto do filho, enquanto Raditz levava Tarles para a Medical Machine mais próxima, e fala:

– Obrigado Kakarotto por não mencionar que foi este Bardock que lhe pediu este favor. Sinto pelo pedido. Não sabia que Tarles estava tão genioso, ainda.

– Se tivesse falado a verdade, você teria que se entender com o Rei. Algo que com certeza não é desejado. Afinal, para ele matar alguém, mesmo um compatriota, é algo extremamente simples e ele não é famoso por ser misericordioso. Embora, isso represente um autêntico e verdadeiro saiya-jin.

– Verdade... Irá para a Central da Elite? Irei com você. Preciso de diversão, também. Depois, o que acha de passarmos na Toca? - pergunta arqueando uma sobrancelha.

– Sim. Só lutar não será suficiente, se a noite não tiver um toque de prazer. Aí sim, estará completo.

– Verdade - Bardock ri e depois, pergunta, visivelmente curioso - É verdade que comprou uma escrava Chikyuu-jin?

– Sim. Decidi participar por diversão da Rinha de escravos. Irei treina-la.

– Uma fêmea? Não seria melhor um macho? Afinal, eles são mais fortes.

– Sim, de fato. Mas, quero me divertir e não preciso viver do dinheiro gerado pelas apostas na Rinha. Além disso, fêmeas tem um cheiro muito mais aprazível que o macho e podem ser usadas para o prazer, se necessário. Ademais, ela vem de gerações de guerreiros, portanto, é praticamente uma guerreira nata e bastará que eu me foque mais na velocidade para lidar com a força do sexo masculino. Será um desafio que irá me divertir e distrair, tal como um passatempo.

– Bem, de fato, será um desafio e tanto. Acho uma coisa boa você procurar algum divertimento alternativo, para variar. Confesso que desejo ver essa escrava-guerreira.

– Por enquanto, é ainda um filhote.

– Filhote?! - ele fica surpreso - Um filhote é um tanto quanto jovem demais para a Rinha.

– A vantagem dela ser ainda filhote, é que posso molda-la as minhas exigências e treinos mais facilmente do que uma adulta. Além disso, ela foi um verdadeiro achado, considerado o quanto os terráqueos são fracos e saiba que em 2 meses de treino, ela conseguiu lidar com a gravidade desse planeta através do simulador da minha nave. - fala sorrindo com visível orgulho.

Bardock fica embasbacado e em perda de palavras. Era um feito notório, ainda mais para um filhote ainda por cima, fêmea e de quebra, uma chikyuu-jin. De fato, seu filho não mentira quando falou que ela era descendente de guerreiros. Considerando essas informações, foi realmente um achado espetacular.

– Ficou sem palavras? Não me admiro. Afinal, não tive o devido crédito quando falei das qualidades dela e talento nato para a arte da batalha. - fala enquanto levantava voo para o alto, seguido pelo seu genitor.

– Você encontrou um ótimo passatempo e desafio, meu filho. Amanhã irei ver o seu novo brinquedo. Pode ser? Levarei Raditiz comigo.

– Sim. Começarei o treinamento dela de batalha amanhã.

– Só vejo um porém. O agudo das fêmeas, principalmente das chikyuu-jins, é considerado como o pior agudo que existe, podendo ser agravado por elas, caso queiram.

– Já estou treinando-a através do castigo, a fim de impedir esses agudos. Tive o desprazer de prova-lo três vezes. - comenta com uma carranca.

– Então, conseguirá. Com o treinamento e castigos conseguirá erradicar o hábito dos agudos e por que não, faze-la ficar comumente em silêncio?

– É isso que este Kakarotto pretende fazer.

Sem mais delongas, eles se aproximam da Central da Elite e Primeira classe.

Ao entrarem no luxuoso local, rapidamente, Kakarotto e seu pai sentam em uma mesa luxuosa, enquanto um escravo se aproximava para anotar o pedido destes.

Nisso, Raditz chega e senta na cadeira que estava livre, enquanto mantinha a sua forma super saiya-jin 3, assim como Bardock.

Este não é o caso de Raditz, mas, mesmo que um saiya-jin não pertencesse a elite, apenas por ser parente de um e caso fosse convidado pelo mesmo, poderia frequentar o local sem receio, embora que em algumas áreas o acesso era proibido.

Quando o escravo se afasta, Bardock pergunta em um tom visivelmente preocupado para o seu filho mais velho:

– Como está Tarles?

Kakarotto aguça a audição, sem desejar transparecer que também estava preocupado com o irmão, pois, ele exagerara e reconhecia este fato.

– O levei a uma Medical Machine e deram a previsão que em 3 dias ou mais tardar 4, ele poderá sair dela.

– Que bom - o genitor suspira aliviado.

– Mas, quem sabe esse evento de hoje não o faça domar um pouco a sua língua? - Raditiz ri levemente.

– Também espero que isso o faça revisar suas atitudes. - o pai comenta seriamente.

Então, olha para o mais novo e clareia a garganta, perguntando-o:

– Aconteceu alguma coisa?

– Não sei.

– Nunca o presenciei tão descontrolado assim, otouto.

– Este Kakarotto já se encontrava consideravelmente tenso quando entrou naquela Central. A provocação de Tarles foi a gota d´água. Também confesso que estou surpreso com o meu descontrole de outrora- ele faz uma careta ao se recordar.

Nisso, o escravo traz as bebidas solicitadas, enquanto se afasta para que outros dois escravos tragam uma bandeja transbordada de petiscos, do qual se encontrava pesada demais.

Ficam em silêncio por algum tempo, até que Bardock resolver mudar de assunto, após pigarrear:

– Soube que Kakarotto comprou uma escrava fêmea na Terra? Uma chickyuu-jin?

– Se queria adquirir diversão, não precisava ir tão longe. Afinal, há importação de escravos chikyuu-jins em Bejiita. - Raditiz arqueia o cenho, olhando atentamente para o seu irmão.

– Não é para essa finalidade, irmão e sim, para as Rinhas. - fala, entornando um gole de sua bebida.

– Mas, fêmea?! Elas são mais fracas que machos. Claro que existe rinhas focadas para elas... E bem, reconheço que elas cheiram melhor, além de ser mais aprazível olha-las, apesar do agudo que conseguem emitir. - fala pensativo.

Nisso, um super saiya-jin classe 3 se aproxima e desafia Bardock, que entorna o resto da bebida do copo e se serve de um último petisco, antes de se afastar para brigar no Ginásio.

Kakarotto torce a cauda envolta em sua cintura e fala, após comer mais um petisco da imensa travessa dourada:

– Comprei filhote. Pois, aprendem mais rápido. Além disso, ela é descendente de guerreiros terráqueos, algo raro hoje em dia, já que a maioria esmagadora foi morta quando conquistamos a Terra e os demais em caçadas para diversão.

– Tem mesmo esses ascendentes? - ele fala estupefato.

– Sim. Este Kakarotto testemunhou. O vendedor não mentiu quanto a isso, embora, que apenas pela aparência externa, você não iria crer nisso. - nisso, ergue um dos dedos e fala, com um sorriso orgulhoso - Em dois meses era dominou a gravidade de Bejiita quando a coloquei no meu simulador de gravidade.

O petisco que Raditiz levava não mão caiu no chão frente ao choque, assim como acabou batendo o copo na mesa, fazendo-o derrubar um pouco da bebida no tampão da mesa. Ele não conseguia acreditava no que o seu otouto falara.

Mas, viu o olhar dele e portanto, não estava mentindo. De fato, os escravos-guerreiros eram treinados, ao menos, para lidarem com a gravidade no planeta. Saber que um a dominou em apenas dois meses, considerando esta ser oriunda de uma das raças mais fracas do universo, era totalmente espantoso, senão, um tanto quanto surreal.

Kakarotto gostou da expressão de seu irmão e entendia o porque. Afinal, ela também o surpreendeu, além de ter observado que não demorava muito para aprender técnicas e seus movimentos lembravam de um guerreiro nato, além de possuir, futuramente, uma bela aparência. De fato, ele tivera sorte de encontrar um escravo que preenchesse todos os requisitos que esperava para começar o treinamento de um para as Rinhas.

É tirado de seus pensamentos por um voz familiar, que o faz virar o rosto imediatamente.

– Vamos, Kakarotto. Estou esperando-o no Ginásio para termos a nossa seção de luta.

Nisso, levanta-se e entornando o resto da bebida e comendo alguns últimos petiscos, enfiando vários na boca de uma só vez, marcha dali para lutar contra o Rei com um sorriso no rosto, pois estava ansioso para lutar contra alguém, sabendo que não precisaria ser tão cuidadoso, a não ser para deixar a batalha empatada.

Após alguns minutos, Raditz é desafiado por uma saiya-jin fêmea nível 3 que conhecia desde criança. Então, sorrindo se retira para lutar contra ela e quem sabe, terem uma sessão de intimidade logo depois.

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