Yo, minna!!!
Ufa... Depois de MUITO tempo, voltei *=P* Gomen ne *-_-'''*
Como já CANSEI de dizer (mas tenho que repetir), darei total prioridade à esta fic (exclusivamente).
O capítulo ficou um tanto quando pequeno, mas tentarei fazê-los maiores. É a falta de tempo e de criatividade mesmo *X_X*
Espero que gostem dele *^-^*
Boa leitura!
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E se fosse verdade...?
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Capítulo 7: O único
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By Marília Cullen Black
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Seus grandes olhos castanhos rodeavam mais uma vez a fria sala branca do hospital. Vez ou outra eles recaíam para sua figura pálida e, a vontade de ter Sesshoumaru ali, com ela, aumentava cada vez mais. Contudo... Prometera para ele que o deixaria em paz assim que se lembrasse de todo o seu passado. E assim fizera.
Porque se sentia tão mal, então?
Não poderia negar que não gostara de todo o tempo que passara com ele, mesmo que se irritasse algumas vezes – sempre – com o jeito ranzinza do rapaz. Suas idéias um tanto quanto ultrapassadas deixavam-na com os nervos à flor da pele. Mas sentir-se sem ele... Porque ela queria ouvi-lo dizer novamente que iria ajudá-la?
Olhou mais uma vez para os lados, decidindo que não queria mais ficar trancada naquele quarto. De um jeito ou de outro, sentia falta de sua antiga vida. O que teria acontecido nesses três meses que Sango mencionara?
Levantou-se da cadeira e passou um dos braços pela parede ao lado da porta, olhando mais uma vez para seu corpo inerte, sobre a cama. Suspirou pesadamente e passou por completo pela parede.
O longo corredor estava praticamente vazio, tirando algumas pessoas que andavam de um lado para outro, como se esperassem alguma má notícia.
Um estridente grito fora escutado e Rin ao menos fizera menção de olhar o que era. Assustou-se ao sentir que alguém passara correndo e a atravessara. Nunca pensara que sentiria falta de levar um esbarrão.
Andou lentamente pelo corredor, escutando os gritos da outra ficarem cada vez mais abafados, até que eles simplesmente sumiram. Aquela era a lei da vida, não era? Não poderíamos escolher o que fazer. Mas... será que Sesshoumaru sentiria falta dela quando ela não estivesse mais lá? Huh. Estaria pensando erradamente se acreditasse. Rin não sobreviveria. E tinha certeza de que não passaria de memórias estressantes na vida daquele homem.
Continuou andando pelo lugar, observando os amigos que sempre tivera. Não parecia que muita coisa havia mudado na vida deles, mas isso era algo comum para ela. A profissão que exerciam não permitia que falassem tão abertamente de sua vida, levando em consideração que possuíam muitas outras em mão.
Antes mesmo que percebesse, estava de volta à recepção. Sango permanecia sentada na antiga sala de descanso, onde lembrava, passavam alguns minutos conversando. Fora lá que conversara com Sango pela última vez. Lembrava-se das perguntas da garota naquele dia. "Você vive?", "Você tem um namorado?" Não poderia negar também que sabia que era tudo verdade.
Rin sempre se preocupara mais com a vida dos outros do que com ela mesma. Já havia meditado sobre isso antes.
Sango mexia seu café sem notar nada ao seu redor. Mantinha os olhos pregados na parede esbranquiçada, sem esboçar sentimento algum. Rin percebera como ela encarava o café momentos depois, e como Sango derramou mais algumas lágrimas. A médica-chefe deixou o café grosseiramente de lado, levantando-se apenas ao sentir Miroku ampará-la de repente.
Rin sentia falta de um abraço. Quantas vezes desejara ser abraçada por Sesshoumaru? E quantas vezes mais sentira-se idiota por tal desejo? Mas ela não tinha culpa, certo? Apesar de não saber o que estava realmente acontecendo, Rin era humana. E precisava de alguém.
Toda culpa que poderia sentir esvaiu-se por completo ao ver a sala que ocuparia, caso ainda estivesse viva. Poderia dar um a espiada se quisesse, mas... Entrou nela sem pensar duas vezes, e irritou-se ao ver Bankotsu na cadeira que deveria estar sendo ocupada por ela.
O rapaz ria alto, e apoiava indiscretamente os pés sobre a mesa. Como se aquela fosse a posição que Rin tomaria. Que raiva sentia de si! Porque não fora cuidadosa?! Porque tivera que tirar os olhos da pista?! Nada daquilo deveria estar acontecendo!
Sentiu seu corpo movimentar-se rapidamente, e apenas notou que estava fora do hospital quando percebeu os raios do sol clarearem sua vista. A movimentação da rua continuava a mesma e Rin não sabia mais o que fazer. Ela sabia o que queria. Queria vê-lo. Mas não podia. Sesshoumaru detestava ela. Ele ao menos relutara em lhe fazer companhia. Queria ir embora o mais rápido possível.
Queria estar andando normalmente como aquelas pessoas faziam. Queria, pela primeira vez, sentir que todos estavam olhando pra ela. Afinal... porque apenas Sesshoumaru conseguia vê-la? Isso queria dizer alguma coisa, não é mesmo?
Mais uma vez, sentiu alguém atravessar-lhe. Isso estava irritando-a. Virou-se rapidamente para tentar observar quem era a pessoa, deparando-se com quem procurava um tempo atrás. Higurashi Kagome estava diante de seus olhos, choramingando como sempre. Ela passou apressadamente a porta, sendo seguida por Inu Yasha, seu namorado estressado. Então Kagome também não a via... Isso era ruim.
Passou a seguir a garota, tendo em mente que a morena estaria lhe visitando. A expressão da outra não era das boas. Sentia que a prima iria explodir em lágrimas a qualquer momento e esperava intimamente que isso não acontecesse. A não ser que fosse por uma boa razão.
Seguindo a outra, Rin atravessara novamente os cômodos do Hospital, subindo no elevador e chegando à seu quarto. Contudo, arqueou as sobrancelhas ao perceber que Bankotsu permanecia apoiado na parede, com algumas fichas em mãos.
- Estamos aqui. - Kagome falou tristemente, encarando o jovem médico.
- Que bom. - Bankotsu comentou num tom sério, que com certeza não lhe pertencia. - Precisamos falar com a senhorita.
Kagome nada respondeu, esperando uma continuação por parte do outro. De certa forma seu comportamento fora entendido de outra forma, e sorriu ao sentir que Inu Yasha segurara sua mão.
- Vai ficar tudo bem. - ele sussurrou apenas para ela, recebendo um falho sorriso de volta.
- Pode falar, Yoru-san. Aconteceu alguma coisa?
- Na verdade, sim. - ele abaixou da vista as fichas que tanto observava. - Infelizmente... Estamos numa situação ruim.
O aperto sobre a mão de Kagome aumentara ainda mais, e ela pôde sentir as lágrimas voltarem à seus olhos.
- O que aconteceu? - perguntou com a voz falha.
- Higurashi-san... - ele murmurou procurando as palavras – Eu conhecia Rin antes de tudo isso acontecer. - Rin estreitou os olhos com o comentário. Fingido. - E sei que ela era totalmente contra o prolongamento da vida pela utilização de aparelhos.
- O que você quer dizer com isso? - a prima perguntou tentando não entender o que lhe falavam.
- Que é exatamente isso que estamos fazendo com ela. E como a senhorita é a responsável, deve decidir-se entre manter os aparelhos ligados ou desligados.
- Des-desligar os aparelhos? - Rin perguntou para si mesma, sentindo uma vontade enlouquecida de sacudir Bankotsu até ele tirar de cabeça aquela idéia absurda.
- Mas... - Kagome estava estática – Retirar os aparelhos significa...
- Significa retirar a fonte de vida dela. - falou cautelosamente, vendo o olhar grosseiro de Inu Yasha sobre si.
- E porque isso agora?! - o namorado da outra perguntara furiosamente, ficando na frente dela – Rin está bem, não está? Pra que querem desligar os aparelhos?!
- Não queremos desligar os aparelhos. É apenas uma questão de ética. - o médico encarou Kagome – Sua prima era contra isso. Não estou tentando influenciá-la à nada, contudo, deve decidir-se sobre o que fazer. Afinal, ninguém sabe se ela resistirá, mesmo com os aparelhos.
- Não precisa falar essas coisas para mim! Já é bastante duro ter que decidir isso! - ela brandiu irritada, entrando de uma vez no quarto da garota.
- Senhorita...
Bankotsu tentou chamá-la, mas parou de andar ao sentir a mão forte de Inu Yasha em seu ombro. Rin atravessara rapidamente os dois, observando os movimentos falhos de sua prima.
- Deixe Kagome ficar um pouco com ela. - Inu Yasha falou para o médico, olhando-o com pesar – Já é bastante difícil para ela. Deixe-a pensar.
Bankotsu revirou o canto da boca num gesto irritadiço, vendo a jovem com ar de choro segurar as mãos da inconsciente. Ele tinha tudo que queria no momento. O cargo que desejava, as histórias que desejava, a vida que desejava. Deveria parar de se preocupar com aquela história e ir tratar de sua própria vida, coisa que outrora não fizera.
- Higurashi-san. - ele chamou a mulher, que o olhou raivosamente. - Aqui está a papelada.
Ele tirou algumas folhas de sua pasta, estendendo o braço para Kagome.
- Independentemente do que decida, assine estes papéis. Eles serão a prova de que estava ciente de tudo e que será totalmente responsável de suas escolhas.
Kagome estreitou os olhos, virando o rosto para a prima logo em seguida. Não gritara apenas por respeito ao local, mas estava beirando para que enfim se estressasse.
Bankotsu rodou os olhos, entregando os papéis para Inu Yasha e saindo finalmente da sala, sem mais palavras.
Rin observava as mãos de seu corpo verdadeiro serem aquecidas pelas mãos de sua prima, mas não sentia absolutamente nada. Lembrou-se então de quando sentira o calor das mãos de Sesshoumaru. E mais uma vez estava pensando nele.
- Kagome?
A voz de Inu Yasha invadiu o recinto, e Rin pusera-se a olhar o rapaz parado na porta. Seus olhos se arregalaram de repente, e ela percebeu que sempre reconhecera Sesshoumaru. Inu Yasha era, fisicamente, muito parecido com ele. Era esse o motivo daquela estranha sensação de deja-vu que a perseguia durante aquele tempo em que sua memória falhava .
Mas... tanta semelhança...
- O que foi? - Kagome perguntou sem ânimo.
- O que você pensa em fazer?
- Eu não sei... - ela apertou os dedos frios de Rin.
A expressão de Rin mudara para algo desesperador, e ela não sabia mais o que fazer. O que Kagome queria dizer com "eu não sei..."? Ela tinha alguma dúvida nisso? Se queria mantê-la viva?
- Como assim? - Inu Yasha perguntou sem entender, sentando-se numa das cadeiras, perto da cama. - Vai aceitar esse absurdo?
- Eu... eu não sei... - ela soltou a mão de Rin, olhando-a como se esperasse algum sinal. - Eu quero que ela esteja conosco. Mas... ela não era a favor disso, Inu Yasha!
- E daí? - Rin gritou, sem resposta.
Ela não conseguia acreditar que aquilo estaria, de fato, acontecendo com ela. Demorara bastante para lembra-se de tudo o que acontecera antes, e agora... que a única chance de voltar a ter uma vida normal aparecera...
- Mas não tomarei nenhuma decisão agora. - Kagome enxugou as lágrimas, lançando um triste sorriso para o namorado. - Agora... eu vou ficar aqui com a Rin...
Rin não queria que Kagome tomasse alguma decisão errada. Mas não havia como contar que ela não estava de um todo perdida. Não havia maneiras de Kagome escutá-la. Ou havia...?
Taisho Sesshoumaru era o único capaz de ouvi-la e vê-la. Ele a ajudaria novamente? Sim...
Mesmo que em condições totalmente desanimadoras, Rin agora possuía um forte motivo para trazê-lo de volta. E uma grande razão para estar junto à ele novamente.
Sesshoumaru era o único que poderia salvá-la.
Mais uma vez.
YO!!!!
Espero que tenham gostado deste capítulo *^-^*
Sinto muito mesmo pela demora, mas realmente as coisas estão complicadas =S
Bem, não tenho muito o que comentar, então...
Qualquer coisa (dúvidas, gostaram, detestaram ou até mesmo pra baterem um papinho :B), espero pelos reviews *^-^*
Sem mais delongas,
Marília Cullen Black,
Ja ne!
