Capitulo 6
Parei o carro em frente de um velho barracão. A sua tinta estava a desaparecer. As poucas janelas que continham estavam partidas ou rachadas. O Barracão estava vandalizado com alguns 'graffitis'.
Empurrei o Cody pela porta do edifício, até estar dentro de uma grande sala quase vazia, porque havia num canto umas correntes de cobre a amarrar o Jason Strackhouse.
Deixei o Cody a inspeccionar a casa e fui à procura do Murtagh na outra divisão.
Ele estava sentado num banco numa pequena divisão que parecia uma cozinha, porque continha um pequeno frigorífico. Quando ele se apercebeu que eu o estava a observar levantou-se e dirigiu-se ao pequeno frigorífico, tirou de lá uma garrafa e atirou-me.
Dei alguns golos da bebida que ele me tinha dado e olhei para a única janela que não estava partida ou rachada, mas esta estava coberta por tinta preta, não deixando entrar luz.
Murtagh apercebeu-se para onde eu estava a olhar e respondeu à pergunta que eu tinha na cabeça.
- Quando acordo ainda está de dia.
Ele rodeou-me com os seus fortes braços, deixei cair a garrafa por causa do susto que tinha apanhado. Ele continuou a apertar-me junto dele.
- Aby, senti a tua falta!
Não respondi. Olhei para o chão e vi a garrafa que outrora tinha estado na minha mão, o seu conteúdo estava a sair da garrafa.
Senti a sua respiração no me pescoço. Um das suas mãos agarrou delicadamente nos meus cabelos. Olhei para a outra divisão, mas não conseguia perceber o que estava a acontecer, a minha visão estava a enturvar-se. Tentei livrar-me do corpo dele, mas não estava com força suficiente para o fazer.
- Tem calma, Aby. Não vai acontecer nada. – Disse-me Murtagh.
Ele pegou-me ao colo e transportou-me para a mesa que a aquela cozinha continha. Sentou-me lá em cima e encostou os seus lábios aos meus. Por momentos correspondi ao seu beijo, mas depois acordei para a realidade e parei-o. Ele riu-se e sussurrou-me:
- Tu vais querer!
- Que história é essa? – Perguntei-lhe.
Ele olhou-me nos olhos e por alguns segundos quis-me atirar a ele. Não sei o que me está a acontecer, nunca me senti assim. Apurei o meu olfacto e senti o cheiro, o cheiro a droga vindo da minha garrafa.
Reuni forças e dei um estalo ao Murtagh e gritei:
- Tu drogaste-me!
Ele riu-se, mas não disse nada, invés voltou a unir os seus lábios aos meus, deitou-me na mesa, eu deixei-me ir com os seus intensos beijos.
Cruzei as pernas a volta da sua cintura e senti as suas mãos a acariciar-me a barriga, os movimentos das suas mãos iam subindo levando a minha camisola com elas.
Despiu-me a camisola e continuou com os seus beijos intensos. Cravei as minhas unhas nas suas costas, ele gemeu de dor, Tirei-lhe rapidamente a camisola e apalpei os seus músculos da barriga.
Sentia-o sorrir enquanto me tirava as calças.
Ouvi passos a aproximarem-se daquela divisão. Deixei que o Murtagh me mordesse o pescoço, mas ele não chegou a perfurá-lo. Já não sentia o seu corpo por cima do meu. Abri os olhos e vi uma figura a agarrar o Murtagh contra a parede.
Sorri de prazer. Levantei-me e saí da mesa, abracei o pescoço do desconhecido que estava a agarrar o Murtagh e disse:
- Também queres sexo comigo?
Ele riu-se e respondeu:
- Não assim!
Ri-me com um riso parvo e perguntei:
- Então porque o estás a impedir que faça sexo comigo?
Ele virou a cabeça de lado, e respondeu num tom de voz aborrecido:
- Porque não estás consciente do que está a acontecer, estás drogada.
Ele largou o Murtagh e afastou-me do seu pescoço. Deu um murro na barriga do Murtagh, que o deixou sentado no chão inconsciente. Virou-se e finalmente vi a sua cara, era o Cody, ele arrastou-me para outra divisão, uma onde estava um homem preso à parede.
Aproximei-me de Jason, enquanto o Cody se distrai-o com alguma coisa e exclamei:
- Tu és enorme!
Ele encarou-me. Os seus olhos azuis profundos analisaram-me e por fim disse:
- Eu conheço-te, vampira!
- Ainda bem! Odeio as apresentações, agora já podemos passar para o sexo.
Ele voltou-me a encarar, ele estava admirado, conseguia ler a sua expressão.
- Sexo? No outro dia mandaste-me dar uma volta.
- Mandei? – Perguntei admirada.
Ele assentiu. Sentei-me e comecei a abrir as correntes que prendiam os pés de Jason. Levantei-me colando o meu corpo ao dele e deslizando nele enquanto subia. Ouvi o Jason suspirar. Abri as correntes que prendiam o seu braço direito e depois as correntes do seu braço esquerdo.
Mal ele estava livre daquelas correntes de cobre ele agarrou-me e beijou-me, no inicio delicadamente, mas depois já me beijava intensamente enquanto eu lhe despia a camisola.
Senti-me ser puxada dos seus braços e olhei para quem me puxava, era o Cody.
- Não te posso deixar sozinha! – Disse-me enquanto gozava.
Abracei-o e perguntei:
- Tens a certeza que não queres fazer sexo comigo? Podíamos… - Olhei para Jason e continuei. – Podíamos fazer uma 'mènage à trois'.
Ele riu-se e respondeu.
- Até que me apetecia, mas tinha mais piada contigo sem estares drogada.
- Então deixa-me divertir! – Disse-lhe enquanto o largava.
Recomecei a andar para ao pé de Jason, mas parei quando senti um estranho cheiro. Olhei à volta para ver de onde vinha o cheiro, mas não via nada. Tentei perceber, aquele cheiro estava a cortar o oxigénio. Olhei para o Cody e vi na sua cara, o mesmo que eu sentia. Estava assustado. Aquele cheiro era horrível, era o cheiro… o cheiro… comecei a ver fumo e finalmente raciocinei que estava a cheirar a queimado.
