Ginny dava passos silenciosos nas sombras dos corredores de Hogwarts. A ruivinha seguia os dois sonserinos pelos inúmeros corredores sombrios que levavam as masmorras do castelo. Na realidade estava seguindo os últimos passos de Blaise Zabini, mas tomou alguns "atalhos" ensinados pelos gêmeos aproximando-se mais de Draco.

"Este lugar me dá arrepios"

Pensava a Weasley percebendo que mesmo durante o dia e com centenas de esculturas, quadros e archotes a escuridão tomava o local, nem mesmo os fantasmas ousavam vagar por aqueles ares. Algo gritava no interior da sua mente para fugir enquanto seria tempo, mas a curiosidade de Ginny vencia seus próprios medos.

"Eu preciso descobrir o segredo do Malfoy"

No fundo ela sabia que algo estava acontecendo com Draco desde o momento que retornara para a biblioteca na primeira noite de detenção. Um arrepio cruzou o corpo da menina ao lembrar-se da ameaça fria do sonserino, e agradecia à Mérlin por estarem sem suas varinhas ou agora a Weasley seria lenda!

Ela preocupava-se com o que o loiro poderia fazer, claro que não passava de uma preocupação muito bem fundamentada, aliás! Ele era uma ameaça que precisava ser detida. Agora tinha um segredo muito perigoso e isso por alguma razão a deixava mais curiosa ainda.

"Você está se metendo numa armadilha!"

Uma voz irritante na sua mente ecoava.

"Ele te odeia, já te ameaçou de morte e você continua a bisbilhotar a vida dele? Nem mesmo o Rony seria tão burro!"

Balançando a cabeça negativamente a ruiva tenta espantar tais pensamentos e concentrar-se na sua atual missão: Descobrir o segredo de Draco Malfoy. Sem perceber a grifinória já encontrava-se diante da entrada do salão comunal da sonserina.

Ginny ficou lívida, adentrara os "atalhos" tão depressa que poderia estar a frente dos dois sonserinos, que a qualquer momento estariam ali. Sem perder tempo procura um local para esconder-se, o que não fora uma tarefa difícil já que o corredor era cheio de esculturas e sombras.

"Onde está o Malfoy?"

Questionava-se até o som de passos ecoarem pelo corredor fazendo a ruiva congelar. Era Draco! O sonserino andava a passos rápidos e com uma expressão carregada em ódio, mas surpreendeu Ginny ao seguir para o lado oposto à entrada do salão comunal, seguindo para uma gárgula estranha ao lado de um quadro antigo.

"Ginny não se distraia, você está em território inimigo!"

Pensava repreendendo-se. Alguns segundo depois o sonserino pronuncia uma senha e a gárgula move-se para o lado dando entrada para o quarto de monitor-chefe da sonserina. Ginny piscou várias vezes até perceber que não dera atenção o suficiente para ouvir a senha e praguejava mentalmente até a chegada de Zabini.

O segundo sonserino seguira diretamente para a gárgula proferindo calmamente a senha:

-Puro-sangue!

E adentrou o dormitório sem perceber a ruiva atrás dele. Com um sorriso vitorioso a grifinória aproxima-se da gárgula, que ao seu ver era uma mistura bizarra de morcego e serpente, encostando suavemente o ouvido, mas nada conseguira escutar.

-Droga!

Reclama a ruiva procurando algo de útil em seus bolsos até encontrar o novo protótipo de orelhas extensíveis dos gêmeos. Imediatamente a ruivinha cola o ouvido na gárgula novamente escutando com atenção cada palavra pronunciada pelos sonserinos.

...oOo...

Luna mais uma vez encontrava-se sozinha na torre de astronomia. Uma lágrima escapava de seus olhos azuis, mas a menina a enxuga rapidamente com a manga do uniforme deixando o rosto vermelho pela força que usara para isso.

-Os Friegrins estavam errados! Ronald prometera ser meu amigo, mas agora ele me odeia!

Ela diz com a voz entrecortada por pequenos soluços e com força arranca um colar cheio de amuletos coloridos que usava para dar sorte, jogando-o do alto da torre.

-Isso não está certo!

Dizia repetidas vezes a corvinal com os olhos marejados. Já não conseguira afastar da mente a imagem de seus colegas falando sobre como ela e seu pai, eram esquisitos, apontando e chamando-a e Di-lua, solitária, lunática...

-Eu posso ser diferente, mas ainda tenho um coração!

Murmura enxugando os olhos e fitando os alunos do primeiro ano reunindo-se para a primeira aula de vôo em vassoura do outro lado do castelo. A professora ainda não chegara, então alguns deles arriscavam um vôo sem vigilância. Com cuidado ela viu um garoto lufa-lufa levantar a vassoura alto demais e desequilibrou-se ameaçando cair.

Com um movimento rápido de sua varinha a loirinha levitou o garoto bem a tempo permitindo-o retomar o controle da vassoura novamente, agora com um sorriso no rosto. Com um suspiro cansado a corvinal continuou ali, invisível para todos.

Ela nunca fizera mal a ninguém e mesmo assim os outros pisavam nos seus sentimentos cruel e covardemente. Quando finalmente teve a esperança de ter um amigo verdadeiro, quando permitiu-se acreditar de todo coração nas palavras de Ronald, ela percebeu que ele se quer a defendera das acusações de Lavender Brown.

Os pensamentos de Luna foram interrompidos pelo som de passos na escadaria. A loira sentiu o coração apertar dentro do peito. Ela seguiu até as escadas e não via ninguém, mas os sons de passos continuavam mais e mais rápidos, como no dia anterior.

Determinada a corvinal pega a varinha e apontando para as escadas murmura um encanto que faz os degraus desaparecerem formando um caminho escorregadio. O som dos passos desaparece com um grito de dor.

-Quem está aí?

Questiona Luna franzindo as sobrancelhas.

-Estupefaça!

Vociferou uma voz estranha e um raio brilhante corria na direção de Luna que escapa do feitiço que passa de raspão pelo braço da corvinal.

-Revelius!

Grita a corvinal mirando num inimigo invisível, mas não percebeu nada acontecer, para seu pavor, ela sentia uma energia puramente maligna, algo poderoso e muito mau.

-Obliviate!

O feitiço é pronunciado com fúria seguindo diretamente para a corvinal, que por sorte abaixa-se desviando do alvo.

-Petrifus totalis!

Bradava a loirinha, mas, o feitiço pareceu bater contra uma parede invisível. Em questões de segundos Luna sente algo frio como gelo envolver seu pescoço com força a tirando do chão, seus pés balançavam no ar enquanto a loira debatia-se na tentativa de permirtir que o ar entrasse em seus pulmões.

-Expeliarmus!

Gritara a estranha voz novamente fazendo a varinha da corvinal voar longe de suas mãos.

-Não!

Diz Luna com dificuldade fechando os olhos entregando-se à inconsciência.

...oOo...

Harry tinha um olhar distante, perdido em pensamentos, o moreno sentia-se estranhamente inquieto, lembranças de todos os tipos inundavam sua mente com imagens dos Dusleys e da voz arrastada de Voldemort falando algo que ele não conseguia entender.

"Levarei um a um de seus preciosos amigos"

Seus passos tornaram-se mais pesados, todo seu corpo pesava agora.

"O menino que sobreviveu levará a morte aqueles que o cercam"

Sua cicatriz ardia em brasas e seus olhos vagaram de Ron a Hermione com aflição.

"A sua hora está chegando Potter"

Ele tentava expressar em palavras, mas sua voz parecia estar entalada em sua garganta, as figuras diante de seus olhos perdiam o foco gradativamente.

"Ninguém sobreviverá quando o senhor das trevas renascer sobre a dor e o sangue"

Flashs com imagens dos seus pais gritando invadiam sua memória e deixou os óculos caírem ao chão num baque surdo. Enquanto isso Rony choramingava pelo berrador que recebera da sua mãe e Hermione estava com os olhos vidrados naquele livro de capa azul sem título aparente, seguindo ao lado dos amigos.

-Harry? Harry cara, tá me ouvindo?

Questiona Rony com um olhar desconfiado. Hermione levanta os olhos do livro para encarar o moreno, e soltou-o rapidamente ao perceber o quanto Harry estava pálido, as pupilas dilatadas e murmurando algumas palavras desconexas.

-Rony, ele tá delirando!

Diz Hermione segurando o braço de Harry com força como se a qualquer momento o moreno fosse cair ao chão. Entendendo o recado Rony faz o mesmo colocando-se do outro lado apoiando o braço de Harry por seus ombros.

-Temos de levá-lo a Madame Pomfrey!

Diz o Weasley, mas estranhamente Hermione o intercepta abruptamente apontando a varinha para o livro fazendo-o abrir numa página marcada cuidadosamente por ela.

-Não podemos Ron, ele precisa de proteção e não de poções!

Fala a grifinória ganhando um olhar incrédulo do ruivo.

-Ficou maluca Hermione? Ele tá mais frio que defunto! Dá pra largar esse livro e me ajudar com ele?

Grita Ron arregalando os olhos e arrastando o amigo para o interior do castelo.

-Ronald Weasley! Você não pode levar Harry para a enfermaria agora! Ele precisa reforçar as barreiras de proteção da sua própria mente e madame Pomfrey não pode fazer isso, temos de levá-lo ao diretor Dumbledore!

-Barreiras de proteção da mente? Você perdeu o juízo Hermione, proteger a mente de quem?

-Voldemort!

Responde friamente a grifinória guardando o livro na bolsa magicamente ampliada.

-Não! Não pode tirar eles de mim!

Harry agora murmurava em desespero seu corpo começava a tremer assustadoramente, deixando Rony e Hermione angustiados, mas a morena tomou o rosto do amigo em suas mãos levantando-o com cuidado.

-Harry! Harry está me ouvindo? Por favor, presta atenção em mim! Eu preciso que seja forte, não deixe Voldemort intimidar você! Ele não pode tirar ninguém de você Harry!

-Hermione pára com isso temos que levá-lo agora!

Bradava o ruivo impaciente, já não estava entendendo nada, apenas via seu melhor amigo num estado inexplicável e depois de perceber Harry respirar fundo como enfrentando uma batalha inconsciente, preferiu não questionar e levou o amigo até a sala do diretor o mais rápido possível.

...oOo...

Draco andava de um lado a outro da sala do dormitório de monitor-chefe a passos nervosos, o sonserino massageava as têmporas enquanto repassava as idéias por sua mente.

-Maldição!

Estava uma pilha de nervos, furioso com a Weasley por colocá-lo em detenção, com Pansy por enganá-lo no dia do incidente da biblioteca, com Zabini por importuná-lo metendo-se na sua vida e as ultimas correspondências de seu pai apenas o atormentavam mais com as exigências absurdas que fazia.

-Não posso perder tudo!

Seu mundo estava de cabeça para baixo, encontrava-se no maior dos impasses da sua vida, se não tomasse uma decisão até o dia marcado perderia tudo o que conquistara até ali. Seus olhos fecharam-se em fendas quase mortais ao imaginar o peso das conseqüências de qualquer possível decisão.

-Tenho que acabar com isso ainda esta noite...

Murmurava para si franzindo as sobrancelhas, não haveria escapatória, seu tempo esgotava-se e ele já estava marcado.

-Deverias disfarçar melhor sua impaciência Draco!

Uma voz zombeteira ecoa pela sala, fazendo o sonserino voltar-se bruscamente para o dono daquela voz. Blaise jogava-se numa poltrona confortável deixando os pés sobre uma mesinha de centre frente à lareira.

-O que faz aqui Zabini?

Pergunta Draco entre dentes num tom mais que ameaçador.

-Ora, não posso visitar meu colega de casa?

Responde Blaise com ironia disfarçada balançando negativamente a cabeça.

-Vá embora agora!

Diz pausadamente o loiro apertando as mãos em punhos agressivos.

-Pansy contou-me do seu pequeno incidente com a Weasley fêmea manhã passada...

Continua Blaise sem dar atenção às ameaças de Draco.

-Ela ficou muito preocupada com você Draco! Afinal nem mesmo eu esperava que fosses tão baixo assim para fugir de seu pai...

Diz Zabini lançando um olhar perturbador ao Malfoy, que o encara com indiferença.

-Para o inferno você e aquela cadela! Já disse para desaparecer da minha frente!

Responde Draco com aversão aumentando o tom de voz. Zabini era astuto demais, sabia como arrancar informações sigilosas a respeito de qualquer um, rondava suas vítimas como um abutre a aterrorizar uma futura presa e depois de cercá-la, daria um bote mortal de uma serpente, um sonserino exemplar.

...oOo...

Rony e Hermione praticamente explodiram a porta de entrada da sala de Dumbledore arrastando Harry com eles. Os olhos azuis do ruivo buscaram qualquer sinal do velho diretor, mas o local encontrava-se vazio.

-Ótimo Hermione, ele não está aqui e o Harry está piorando!

Acusa desesperado o Weasley, mas Hermione o ignora concentrando-se em deitar Harry num sofá e colocando algumas almofadas sob sua cabeça. O moreno suava frio e estava mais pálido que o Malfoy.

-Hermione está me ouvindo?

Gritava Ron chamando a atenção da garota.

-Não temos tempo Ron! Temos que encontrar o professor Dumbledore ou... ou Sírius! Imediatamente!

Ordena a morena levantando-se do sofá e o fitando com determinação;

-O mapa do maroto!

A mente do Weasley parece iluminar quando ele tira do bolso o mapa abrindo diante dele e de Hermione.

-Juro solenemente não fazer nada de bom!

Diz de uma vez fazendo o mapa revelar-se, e logo em seguida mostrar cada pessoa no castelo, havia uma confusão de nomes no grande salão, a maioria dos alunos ainda tomavam seu café da manhã e os professores ainda estavam lá.

-Olha Rony! O professor Dumbledore está no grande salão! Temos que trazê-lo aqui!

Diz Hermione alarmada.

-Tudo eu!

Reclama o ruivo, ganhando uma tapa na nuca.

-Prefere ficar aqui cuidando do Harry?

Pergunta retoricamente Hermione ganhando um olhar contrariado do ruivo antes deste sair correndo atrás do seu diretor. Deixando o mapa para trás, quando Mione o pegou, congelou diante do que vira.

-Mérlin!

Primeiro Ginny estava nas masmorras próxima demais a Draco e Blaise Zabini, isso não parecia coisa boa, e segundo, Luna Lovegood encontrava-se imóvel na torre de astronomia ao lado de um nome aterrorizante... Belatriz Lastrange... este nome não lhe parecia estranho, mas tinha algo de muito ruim sobre isso.

A grifinória não sabia o que fazer, tinha Harry em estado de puro terror ao seu lado, a irmãzinha do seu melhor amigo nas masmorras da sonserina diante de Draco e Zabini e Luna sozinha com a tal Belatriz, todos os professores distantes demais para fazer alguma coisa... a mente da morena trabalhava a mil por hora. O que ela deveria fazer?

-Eu sinto muito Harry!

Seus olhos alcançaram Harry, ele seria sua única esperança, odiava-se, mas não encontrara outra solução. Jogando o mapa de lado a grifinória tira o mesmo livro azul da sua bolsa e o abre numa página específica o posicionando no chão. Com a sua varinha ela lança um feitiço que causa um pequeno corte em sua mão derramando o próprio sangue sobre os símbolos rúnicos desenhados nas páginas.

-Que o vínculo de sangue tenha início...

Murmura iniciando o encantamento.

...oOo...

Giny abafou um grito indignado, como aquele idiota do Zabini ousava falar assim dela? Apertando as mãos em punhos ela retornou sua atenção à conversa.

-Se eu estou aqui é porque tenho negócios a tratar com você!

Anuncia Zabini com um semblante mais sério. Draco apenas levanta uma sobrancelha com ironia. Malfoy o conhecia bem demais para deixar-se intimidar, um passo em falso e Zabini o teria no chão se permitisse, e Draco não cairia no jogo dele.

-Não temos negócio algum Zabini!

Corta o Malfoy usando todas as forças para manter o que lhe restava de auto-controle.

-Ah nós temos sim Malfoy! Cada um ocupa o lugar que merece ter, e eu sou aquele que deve manter a ordem das coisas na nossa casa!

Retoma Blaise em tom de aviso, provocando o Malfoy.

-Se não tens mais força para agir como o príncipe da sonserina, ao menos não envergonhe seus companheiros de casa envolvendo-se com a Grifinória Weasel!

Acusa Zabini retirando os pés da mesinha e colocando-se altivo na poltrona ao encarar Draco.

-Coloque-se no seu lugar Zabini!

Repreende Draco com uma voz ferina. O moreno sabia demais, arriscara demais e agora o loiro perdera por completo a razão, queria torcer o pescoço do outro com as próprias mãos.

-Então tome conta do seu!

Responde com sarcasmo o moreno.

-Seja realista Zabini, se acreditasse mesmo que conseguiria tomar o meu lugar já o teria feito! Não insulte minha inteligência!

Rebate o loiro com superioridade.

-Eu conheço os seus segredos Malfoy!

Adverte Zabini.

-E eu conheço os seus Blaise Zabini!

Responde no mesmo tom.

-Asseguro que iria preferir-me como aliado a inimigo Draco!

Aconselha o moreno cerrando os olhos ameaçadoramente.

-Por mais que eu tente negar, você é um obstáculo em potencial, mas ainda incapaz de superar-me e sabe disso! Não tolero aliados fracos Zabini!

Pronuncia Draco balançando a cabeça negativamente fazendo Blaise rir com ironia.

-Não serás intocável para sempre Draco! "Ela" está em Hogwarts, e espera uma resposta sua!

Diz o moreno antes de deixar a sala.

...oOo...

Rony corria desesperadamente até chegar ao grande salão. Sua entrada fora tão desesperada que todos os alunos interrompiam suas conversas em suas mesas ou pararam de comer para encarar o Weasley que corria em direção a mesa dos professores.

-Diretor Dumbledore! Por favor... o senhor precisa vir comigo!

Diz o ruivo ofegante.

-Calma senhor Weasley, primeiramente poderia explicar o motivo de sua entrada tão...

Começa o diretor sendo cortado pela professora McGonagall.

-Escandalosa!

-Harry tá delirando, Hermione falou de barreiras mentais e Voldemort!

Diz sem rodeios ganhando a atenção de todos. No mesmo instante todo o salão fica em silencio absoluto e o Weasley percebera que falara alto demais ganhando um olhar reprovador do seu professor de poções.

-Senhor Weasley onde eles estão?

Pergunta Dumbledore com um semblante severo.

-Na sua sala professor, mas é melhor ir logo...

Diz em tom mais baixo.

-Atenção!

Diz o diretor apontando a varinha para o pescoço amplificando a voz.

-Sugiro aos demais alunos que sigam para suas salas de aula com seus professores!

Depois do anuncio o silencio fúnebre continuou enquanto o diretor seguia Rony na companhia da professora McGonagall e os demais instruíam suas turmas a seguirem para as salas.

...oOo...

Luna fechou os olhos e seu corpo amoleceu no ar.

-Garotinha estúpida como o pail!

Murmura Bellatriz jogando a corvinal contra a parede com força e tirando o capuz da capa da invisibilidade que usava. Os cabelos negros e encaracolados caíram em cascata e a sua varinha encontrava-se visível na mesma mão onde se poderia encontrar a marca negra.

Com um suspiro impaciente a morena segue até a janela onde Luna estivera e apertando os olhos para uma torre em especial, onde encontrava-se a enfermaria.

-O pirralho deve estar lá agora!

Diz com repugnância apontando a varinha para aquela ala.

-Interitum Maximum!

Rosnou a comensal e um raio dourado atravessou o trajeto como uma flecha, veloz e preciso acertando seu alvo numa explosão devastadora. Toda Hogwarts estremeceu com o impacto.

Um sorriso cruel formou-se nos lábios pálidos de Belatriz enquanto seus olhos brilhavam de uma forma homicida.

-Este foi apenas um aviso, Potter!

Sem mais palavras ela segura uma pedra branca e desaparece do castelo.

...oOo...

Todos em Hogwarts sentiram uma onda de magia explosiva emanando da ala onde encontrava-se a enfermaria.

-Alguém invadiu Hogwarts!

Diz Dumbledore com ar ameaçador que colocaria até mesmo Voldemort a tremer.

-Professor, mas, e o Harry?

Insistia Rony vendo o diretor desaparecer diante de seus olhos e ser arrastado pela professora McGonagall de volta ao salão principal.

-Senhor Weasley deve assegurar-se que todos os alunos estejam bem! Avise aos professores para virem imediatamente para a enfermaria e os alunos devem retornar aos seus dormitórios imediatamente!

O ruivo estava ficando zonzo com tantas informações. Será que ninguém entendia que o lugar dele era ajudando Harry e não correndo pelo castelo mandando os outros se esconderem? Ele era um dos heróis e não um garoto de recados!

-Eu sinto muito professora, mas isso é papel dos monitores! Eu vou ajudar o Harry e a Hermione! Eles precisam de mim agora!

Diz com determinação o Weasley correndo para a sala do diretor, que para a sua total surpresa estava trancada.

-Mas que inferno! HERMIONE ABRE ESSA PORTA!

Gritava desesperado Ron, ele conseguia sentir as vibrações mágicas do outro lado da porta.

-Senhor Weasley afaste-se!

Diz uma voz firme atrás do garoto.

-Professor Lupin?

Pergunta afastando-se da porta com um olhar confuso.

-Alohomora!

Bradava o professor, mas nada acontecia.

-Quem bloqueou essa porta?

Questiona Remo.

-Eu não sei, o Harry estava desacordado e a Hermione tava com um livro esquisito!

Responde o Weasley ficando mais nervoso ao sentir uma nova onda de magia colidindo com a porta do escritório de Dumbledore que permanecia trancada.

-Que livro era esse Ron?

Pergunta o professor lançando um olhar preocupado.

-Eu não sei! Era só um livro velho esquisito!

-Qual o título do livro?

Volta a questionar perdendo a calma.

-Eu já disse que não tinha titulo nenhum era só um livro velho de capa azul bem desgastada!

Responde o Weasley no mesmo tom irritado.

-Por Mérlin! Sírius entregou o diário de Lily a Hermione!

Remo ficou pálido e seus olhos demonstravam choque absoluto.

...oOo...

Ginny estava petrificada de choque. Piscava os olhos seguidas vezes, mas não conseguira retornar à sua razão.

-Zabini quer tomar o lugar do Malfoy, chantageia ele com seus segredos e ainda disse que eu servia para adiar a "decisão" do Draco!

Murmura para si enquanto levantava de trás de uma estátua de mármore escura. Respirando profundamente e recuperando a coragem grifinória, Ginny põe-se de pé, mas retornara ao chão abruptamente num baque dolorido.

-Aaaah!

Ela grita com a força do impacto batendo o cotovelo com força no chão. Seus olhos ampliam-se em horror, toda Hogwarts estremecera completamente.

Em questão de segundos Draco surgira na porta do seu dormitório com a varinha em mão, seus olhos angustiados varreram cada centímetro do local até encontrar a ruiva caía ao chão com uma expressão apavorada.

-O que faz aqui?

Diz furioso entre dentes.

-Eu... eu... eu estava...

Ginny não chegou a concluir sua justificativa quando uma outra explosão libera uma onda de magia poderosa assustando os dois.

-O que está acontecendo?

Questiona Draco aproximando-se da grifinória e levantando-a do chão pelo braço grosseiramente.

-Eu não sei, de uma hora para outra o castelo começou a tremer e...

Ela não conseguiu continuar, várias vozes assustadas ecoavam pelo corredor. Os alunos da sonserina estavam retornando aos dormitórios comuns. A ruiva lançou um olhar de súplica.

-Vem comigo!

Sussurra o sonserino levando-a para seu dormitório.

-Espere aqui!

Exige em tom ameaçador ao que a Weasley apenas concorda com a cabeça ao ver o loiro sair para ajudar a reunir os bruxos do primeiro ano, afinal era seu dever como monitor-chefe.

...Hhr...

Mais um super capítulo online para vocês meninaaaaaaaaahs!

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Como prometido os sete desafios terão início a partir do encanto que a Mione realizou se completar. Alguém arrisca como serão esses desafios e o que eles irão mudar na vida dos nossos heróis? O que acharam do segredo do Draco? O que Belatriz fazia no castelo? O que Voldemort planeja com o Harry? O que a Mione está fazendo com o diário da Lily?