Acordei com Alice me cutucando no carro.
- Vai chega de palhaçada, levanta desse carro e vamos para o quarto.
Aquela não era minha irmã, definitivamente, não era aquele ser doce e meigo de sempre.
Sai do carro e fui andando como diria meu pai "arrastando correntes", enquanto Alice sequer olhou para mim, mesmo no elevador. Senti minha garganta fechando e as lágrimas novamente brotando. Saímos do elevador ainda em silêncio e a porta do quarto fora aberta. Passei por Alice e fui em direção ao meu quarto.
- Parada aí Isabella Brandon! – Ai... vou apanhar.
Virei em direção a Alice e a encarei. A baixinha me encarava de cima a baixo, batendo seus pés. Joguei tudo que tinha nas mãos e comecei a caminhar em sua direção abrindo os braços para um abraço.
- Pode parar, nem vem com abraçinho de "tudo bem, quero colo" dona Isabella. A senhorita precisa acordar para a vida e de boa, vai sentar nesse sofá e me escutar!
Sua expressão carrancuda me deixou preocupada. Alice nunca falou comigo assim.
- Então, dona "Eu não sou mimada, afinal mimada é Alice", eu acho que está na hora de eu dar uma boa chacoalhada em você. Na verdade, essa hora já passou, mas... FODA-SE.
Eu pensava em abrir a boca e Alice me calava com seu olhar. Entendi que teria que sentar e escutar.
- Era complicado eu lhe ver se apaixonando por Jacob e notar que estava caindo como um patinho na mão daquele idiota, MAS todas as vezes que tentei lhe alertar, qual era sua resposta? "Eu o amo e ele miiii ama", que nojo só de lembrar quão patética você estava por aquele cachorro.
- Não foi nada fácil te ver jogada as traças quando vi você chorando na sala de música do colégio. As palavras dele: "A pobre adotada riquinha e fácil..." Você repetia toda a noite, por meses aquelas palavras dormindo. Acha que foi fácil para mim, mamãe e papai?
Eu nunca havia parado para pensar no que eu havia causado aos meus pais devido ao meu relacionamento com aquele idiota. Via que seus olhos sempre pousavam sobre mim com pena e dó, mas me recusei a enxergar o sofrimento deles me fechando sob meu falso casulo. Allie estava ali na minha frente me fazendo enxergar tudo isso e por quê?
-... Como você pode comparar Ed com Jacob? Você não se olhou no espelho por todos esses dias? Sempre disse que sexo fazia bem para a pele, mas amor, ahhhh o amor, ele é o melhor tônico para a pele... E Bellinha, modéstia a parte, acho que nem Jasper me deixa como Ed lhe deixa... – Alice gargalhava da minha cara.
Não podia negar, Alice estava mais do que certa, eu havia transferido toda a minha frustração do meu relacionamento com Jacob no que estava vivendo ao lado de Edward.
- Você está certa. – Disse quase que como um sussurro.
Alice parou de falar e me olhou.
- O que disse?
- Você está certa minha irmã. Estou com tanto medo de amar Edward que arrumei uma desculpa para afastá-lo de mim... - Eu dizia com a voz embargada.
- Ué, então por que não fica com ele? Por que não se entrega de corpo e alma de vez para esse louco que você trata mal? – Alice defendia Ed como se amiga dele fosse.
- Ele me mudou tanto assim a ponto de você me mandar para cima dele, sem nem saber quem ele é?
- Você não imagina o quanto está mudada Bellinha... Passou até a usar o cartão de crédito dos nossos pais. Acha que não reparei a conta da balada paga com o cartão é?
- Ah não amola, Alice. – Falei e dei a língua para ela.
- Ok. Passada a depressão, vamos a loja? Afinal precisamos ganhar nosso dinheiro...
Sorri para Alice e imaginei Edward me procurando na loja, afinal ele sabia que eu trabalhava ali, mas será que ele ainda queria algo comigo após minha neurose?
Tomei uma ducha rápida e coloquei uma calça de alfaiataria preta com uma blusa azul levinha, meus sapatos Jimmy Choo estavam separados, aquilo com certeza era obra de Alice. Sai do quarto e avistei Alice que estava ao celular, provavelmente com Jasper, e fiz sinal para irmos à loja.
A sensação de que precisava chegar rápido na loja me arrasava, sentia minhas entranhas se virando contra mim.
-Allie, podemos ir mais rápido? A loja passou a manhã toda fechada. – Allie vinha em minha direção.
- Nossa Bellinha, está com tanta pressa assim de ir para loja ou tem algum interesse por trás disso? – Allie ainda estava com seu celular ligado e parecia balançá-lo.
- Ok Allie, diga a Jasper que conversa com ele mais tarde, agora deixa de manha e vamos logo. Quanto mais vendermos, mais tranqüila ficarei sobre a faculdade.
- Ok, mas você PROMETE que vai na festa hoje? – Allie continuava praticamente me mostrando o celular e o balançando.
- Está bem Allie, vamos logo... – Fui em direção ao celular e soltei. "Jasper, Allie está louca para te ver e eu para escutar sua voz... Agora tchau". Tive a impressão que a voz que respondeu não era de Jasper, mas eu com certeza já estava ficando louca em pensar no Ed.
Assim que chegamos à loja, fui para o estoque enquanto Alice cuidava da parte frontal da loja, arrumando manequins e peças avulsas. O estoque estava arrumado e eu desci apenas as peças que sabia que Alice teria interesse até para ela.
Encontrei Alice pendurada no celular novamente aos risos e gargalhadas, enquanto a loja já começava a receber alguns clientes que observavam todas as sutis alterações que Allie magicamente havia feito.
A tarde transcorreu maravilhosamente bem, vendi mais de cinco vestidos, todos de marcas e várias peças caras. Alice estava maravilhada sendo tão amplamente consultada pelas clientes que adoraram seu estilo. Ela estava com um micro vestido roxo hematoma com uma bota de cano curta que eu tinha certeza que havia sido cortada na ponta, porque os dedos ficavam de fora. Eu continuava achando estranho, mas...
Olhei para fora da loja e lá estava ele. Parado do lado de fora da vitrine me encarando, com os braços cruzados no meio do peito, o volume característico da virilha que meus olhos não desviavam. Sentia-me salivando ao encará-lo e constatei que Alice havia me aberto os olhos. Eu estava completamente entregue àquele homem delicioso e que voltava a ser misterioso para mim.
Me virei para Alice no caixa e tentei lhe mostrar Ed lá fora. Alice olhou para mim dando ombros e quando retomei meu olhar, ele já não estava mais ali.
Sai da loja olhando para todos os lados e aquele cheiro másculo de Edward estava no ar. Me senti uma leoa procurando por seu alimento. Definitivamente eu precisava comer Edward, expulsando todos os meus medos e receios.
Segui a trilha até parar em frente a uma outra loja do Boulevard, "Satisfaction". A vitrine estava repleta de fantasias absurdas e digamos que vários clones do Eddzão. Ri com meu pensamento, e por impulso abri a porta da loja.
O barulho de sinetes denunciaram minha entrada e uma garota bem mais encorpada que eu e com volumosos seios se apoiou em um balcão. Olhei para todas aquelas prateleiras repletas de fantasias e consolos diferentes.
- Posso ajudá-la? Garantimos seu prazer ou seu dinheiro de volta. – A morena falou com sua voz mais rouca possível.
- Não precisa, estou apenas olhando. – Respondi de uma forma quase que inaudível, afinal minha vergonha estava aumentando novamente.
- Está procurando algo... ou alguém?- Seu olhar passou de vendedora a sedutora em segundos e eu corei absurdamente ao imaginar o que passava por sua cabeça agora.
- Bem, na verdade procuro um homem másculo, orbes de esmeralda, peitoral definido, bom de cama... – Comecei a rir, afinal quando eu estaria me abrindo ao uma mulher atrás de um balcão em um sexshop? Edward estava me enlouquecendo.
- Querida, algo assim, estamos todas procurando, mas caso não o ache posso lhe ajudar quando quiser. – A morena piscou e meus joelhos me alertaram, estava na hora de sair dali.
Abri a porta e sai praticamente correndo, voltei à loja e Alice me encarava atônita.
- Onde se meteu? Saiu daqui correndo, não entendi nada.
- Allie, literalmente estou surtada, louca e doente. Aquele Edward pode não ser nada parecido com Jacob. Acho que na verdade ele é um bruxo e fez alguma magia sobre mim. – acabei contando a Alice minha aventura no sexshop enquanto a baixinha gargalhava.
- É minha irmã, pode ter sido a magia de sua cobra... – Ok, Alice já tinha motivos para rir da minha cara por meses.
- Vamos para o hotel ok? Preciso que me deixe bem gata hoje, quero correr o risco de Edward me achar nessa festa.
- É assim que se fala irmãzinha! Vamos agarrar o garanhão e encantador de cobra! – Alice saiu rindo pela porta da loja enquanto eu a trancava.
No apartamento, estava no banho enquanto Alice encontrava-se no meu closet separando algo para eu usar hoje. Assim que terminei, Alice me olhava segurando um micro vestido azul bebê com manguinhas bufantes. Um corpete bege e uma calcinha praticamente inexistente completavam o visual, junto com uma sandália mortal.
- Nem, pode esquecer. Olha a altura desse salto Allie. O show será no campus, com grama, muita gente...a chance de eu cair...
- E o Ed te levantar como na primeira vez? OU quem sabe, você cair desacordada devido sua claustrofobia? É, é um bom salto. – Alice dizia com um sorriso cínico no rosto e uma expressão de vitória.
- Ok, meio metro, ganhou! – Alice pulava em minha direção e logo saiu de meu quarto para se arrumar.
Passava das dez horas da noite e ainda estávamos em nosso hotel. Alice ainda estava duelando com seu enorme closet em busca de uma roupa legal. Ouvi quando seu celular tocou na mesa de centro da sala. Assim que o peguei a ligação se encerrara. O nome no visor me soou conhecido, mas me concentrei em tirar Alice o mais rápido possível do quarto para irmos à festa.
- Allie, acho que Jasper ligou. Estamos atrasadas... – Alice saiu correndo do quarto e praticamente arrancou o celular da minha mão.
- Nossa grossa! Nem atendi ele não ta! – Fiz meu bico triste enquanto Alice quase comia o celular.
- Desculpa Bella, estou nervosa mesmo. É nossa festa de aceitação na universidade, preciso estar perfeita!
- E está, agora vamos!
Assim que o motorista se aproximou da Universidade, pude comprovar que a festa havia sido bem divulgada e realmente a banda de Jasper estava fazendo muito sucesso.
Possivelmente não havia um espaço sem que não houvesse um aluno pulando ao som do DJ. A banda devia estar se arrumando e a possibilidade de ficar perdida em meio a toda multidão me fez hiperventilar.
- Se acalma Bella. Desse jeito não vou deixar você ficar na festa. Prefere ficar um pouco no camarim de Jazz?
Concordei com Allie e o motorista fez um contorno para nos deixar ao fundo do palco. Descemos do carro e seguimos em direção a entrada dos fundos do palco. Um segurança enorme nos brecou.
- Sim?
- Alice e Isabella Brandon. Patrocinadoras da banda e da festa.
- Ah sim, estão sendo aguardadas pelo senhor Jasper, é o terceiro camarim. E senhorita Alice, o empresário a aguarda.
- Sim, estou ciente. Avisarei quando estiver disponível no camarim de Jasper, mas por favor o avise que aqui estou.
Estava olhando para todos os lados procurando por Ed e nem prestei atenção a Alice, só percebi quando ela me puxou para dentro do palco.
- Allie não o vi em lado algum. Acho que será muito difícil nos encontrar.
- Eu não pensaria assim irmãzinha. Que tal ser otimista? Afinal, vocês nunca combinaram e sempre deu certo, agora que você quer...
Seguimos embaixo da estrutura do palco até as portas que indicavam serem os camarins. Alice abriu a porta e lá estava Jasper sem camisa e com as mãos na face.
- Amor? Cheguei. – Minha irmã se irradiava quando estava ao lado dele.
Vi os olhos de Jasper se iluminarem e seu sorriso aparecer. Ele se levantou e tomou minha irmã em beijos. Aquilo estava ficando quente demais para mim.
- AHAAAMMM. – Fui obrigada a limpar a garganta, afinal não estava ali para assistir pegação.
- Oi Isa, não tinha te visto. – Jazz me disse por baixo de um sorriso e com Allie grudada em seu peitoral.
- Você se importa de eu me esconder um pouco aqui? A universidade está lotada e confesso que minha neura está forte hoje, não quero acabar apagando novamente, ainda mais agora...
- Agora que o que Isa?
- Melhor deixar para lá, não sei se Allie lhe contou que estou caidinha por um desconhecido, e eu surtei com ele e fui muito grossa, falei muita merda... Mesmo que eu o encontre, ele nunca me daria chance de explicar tudo. Não tivemos tempo nem de nos conhecer direito, ok, pode me chamar de idiota Jazz. – Jazz olhava para Allie e sorria.
- Isa, todo mundo erra. Só pensa nisso. E se o cara gostava mesmo de você, ele vai te achar.
Algo nas palavras de Jasper me deram segurança para continuar minha procura por Ed. Jazz passou por mim com Allie a tira-colo e se dirigiu ao palco.
- Fique aqui o tempo que precisar, só peço para não destruir o camarim ok?
- Engraçadinho, como faria isso sozinha?
Alice e Jasper me deixaram ali e suas gargalhadas eram audíveis mesmo ao perceber que haviam adentrado o palco. Os aplausos provavam que eu estava certa, aquele show sairia do meu controle.
- Boa noite a todos. As irmãs Brandon agraciam a todos com a nossa apresentação. Teremos muitos shows como esse, afinal Alice Brandon é minha noiva...
A cadeira em que me equilibrava foi para o chão e eu bati minhas costas. Alice noiva de Jasper e não me contara? Precisava achar minha irmã imediatamente. Que traição fora essa?
Sai do camarim e fui em direção ao palco, não encontrei nenhuma escada de acesso e acabei voltando pelo caminho que havia feito para entrar. Encontrei o segurança corpulento e assegurei que iria até a frente do palco, mas retornaria em breve.
Segui em direção ao palco pela frente, pude constatar que realmente o campus estava lotado e minha neura me alertava que vários olhos repousavam sobre mim com aquele micro vestido. Senti-a olhares me acompanhando de perto e me deparava a cada momento com muitos rostos desconhecidos. A sensação começou a apertar, tentei correr entre as pessoas para chegar até ao palco, mas o salto teimava em enfiar-se na terra fofa. Meu coração já estava na boca e meus lábios secos. A sensação da tontura já me abatia novamente, prestes a me entregar novamente a minha fobia, senti duras mãos me pegarem.
- Acho que não vou esperar você cair ao chão dessa vez! – Sua voz me acalmava, seu cheiro me inebriava, tudo nele me era convidativo (N/A: Tia Steph é foda!).
Calei-me e em segundos estava pendurada em seu pescoço, enlaçando-o com minhas mãos e repousando meu rosto em seu peitoral definido. Minha respiração ainda estava fraca, e percebia que Ed me carregava para algum lugar, longe do tumulto.
- Você precisa me ouvir, em diversos pontos, senhorita Isabella. – Percebi que ele estava sisudo e seco, com certeza reflexos da minha atitude infantil na manhã.
- Contanto que eu fique perto de você, pode me falar o que quiser. – Eu precisava dele, definitivamente eu precisava.
- Você definitivamente não bate bem! – Sua postura havia mudado, ele estava ereto em minha frente e estávamos em algum lugar perto a Universidade, mas que eu não reconhecia o local.
- Eu não bato bem?! Como você sempre sabe onde estou? Você é que não bate bem. – Lhe disse cruzando os braços e bufando. Precisava me restabelecer imediatamente.
- Você é sempre assim, tão arisca? – Ed colou seu corpo em mim e sussurrou em meu ouvido.
- Sempre, quando estou com você. – Passei minha língua nos lábios, que por algum motivo idiota só ficavam secos.
- Hummm, então minha gatinha apertadinha e arisca, que tal pararmos com esse showzinho e fazermos o que fazemos de melhor? – Sua língua percorreu o caminho entre minha orelha e meu pescoço me fazendo ofegar.
Estava molhada e pronta para me entregar novamente aos desejos do meu corpo por ele, mas precisava acabar com essa cisma de nossos encontros e desencontros.
- Desculpa... – Disse colocando minhas mãos sobre seu peitoral. – Eu preciso falar com você, antes de qualquer coisa. – Seus olhos estavam vagos e o brilho de suas esmeraldas não era o mesmo.
- O que você precisa saber para essa manha acabar? – Ele cruzou os braços no peito e me encarou.
- Não preciso saber nada, preciso que saiba algumas coisas sobre mim antes de mais nada. – E ali mesmo, abri minha alma para Ed, contando-lhe desde minha adoção até a fatídica noite com Jacob.
Estávamos em uma lanchonete, naquela noite comemorávamos três meses de namoro e após várias conversas com Ângela, Lauren e Jéssica, eu havia decidido que iria me entregar a Jacob.
Tudo corria perfeitamente bem, desde os carinhos que trocávamos até nossos beijos. Já havia combinado com Jéssica e essa havia confirmado à Alice que eu iria dormir em sua casa, tudo premeditado para passar a noite maravilhosa com Jacob.
Na saída da lanchonete com a turma, Jacob me puxou do grupo das meninas, me encarando falou "Os casais vão todos para o New Moon, vamos também?". New Moon, motel conhecido por todos os moradores de Forks e Port Angeles. Acenei positivamente e Jacob me deu um selinho, pegando minha mão em seguida e voltando ao grupo.
Seguimos em seu carro, eu estava muda e me concentrava naquela que deveria ter sido a noite mais perfeita. Paramos em frente a um quarto e Jacob desceu com os outros meninos e foram à recepção. Desci do carro e me encontrei com as meninas. Todas ali já haviam se entregado aos respectivos namorados, apenas eu, continuava com a minha patética resistência.
Jacob retornou com um sorriso lindo no rosto, cumprimentou os amigos e me agarrou pela cintura, "vamos gatinha que a noite é curta demais". Parou em frente a uma porta e a abriu rapidamente.
Havia sonhado várias vezes com a minha primeira vez, num quarto extremante cheiroso e cercado de pétalas de rosas, com velas, ok! Eu havia sonhado, porque aquele quarto era fétido, escuro e o chão sem as mínimas condições que eu tirasse meu tênis e andasse descalça por ele.
Jacob praticamente me colocou na cama, partindo para cima de mim e beijando meu pescoço. Uma mão sua já arrancava minha camiseta, enquanto a outra abria o botão de sua calça.
Os beijos foram intensificando e o gosto de Jacob foi se tornando azedo, senti meu corpo se retraindo ao seu toque. Comecei a ficar com nojo daquilo, definitivamente eu não estava pronta, porém Jacob insistiu, forçando minhas pernas a ficarem abertas e sua mão já foi levantando minha saia. Quebrei o beijo, lançando meu pescoço para trás, Jacob entendeu errado, e continuou a beijar meu pescoço. Quando voltei, o vi se masturbando sobre mim. Tentei em vão fechar minhas pernas e Jacob percebendo não hesitou. Enfiou seus dedos em mim e eu gritei de dor.
A dor latejante não parou e Jacob não esperou por nada, simplesmente me fodeu desse jeito mesmo. Sem o carinho, sem a paciência, sem a mínima compreensão. Simplesmente me fodeu. Em momento algum perguntou com eu estava, só se preocupou com seu prazer. Jacob gozara no meio das minhas pernas e se levantou, dando-me uma mordida nos lábios.
"Muito gostosa, bem apertada. É mandou bem docinho."
Nunca senti tanto nojo de mim ou mesmo de Jacob, que estava em minha frente se arrumando e me encarando. A dor não havia passado e quando tentei me levantar, vi a poça de sangue que havia se formado sob mim.
"Jacob me socorre, acho que vou morrer." – Lembro-me de ter estendido minhas mãos para ele, que simplesmente riu. "Ah vai, não sabia que você era tão de vidro assim. Levanta Bella, vamos embora."
Levantei fazendo uma força incrível, minhas pernas tremiam e meus olhos começaram a marejar. Jacob segurou-me contra seu corpo "Vai dizer que não sou maravilhoso? Foi lindo sua primeira vez comigo."
Saímos do quarto e Jacob foi falar com os meninos. A dor não diminuía e resolvi segui-lo, a tempo de escutar seu ultimo comentário "... Primeiro em tudo mane! Agora serei o primeiro a botar a mão na mesadinha da Bellinha".
Definitivamente eu havia me vendido e entregue meu ouro ao bandido, ao pior bandido...
Falar tudo aquilo a Edward só me deixou mais forte. As lembranças serviram para me mostrar o quão vulnerável eu havia sido, e que não poderia repetir essa fraqueza. Os olhos de Edward transmitiam uma frieza sem igual.
No instante seguinte, as fortes mãos de Ed me agarraram, me encostando contra a parede. Sua boca cobriu a minha e sua língua me invadiu. A sensação sem igual de estar de volta aos seus braços me dominou. Desvencilhei um braço meu e puxei seus cabelos para trás, deixando seu pescoço livre para minha boca.
Com suaves mordidas seguidas de lambidas, percorri todo aquele pescoço até chegar a sua orelha. Sentia seu corpo dançando contra o meu e não demorou muito a sentir aquele volume contra minha coxa, o que me excitou ainda mais.
Suas mãos percorriam minha lateral, passando carinhosamente por meus seios, um gemido fora abafado com o encontro de nossas línguas, que cada vez mais se decoravam. Minha mão fora amolecendo e soltando seus cabelos e escorregando por suas omoplatas delineadas. Sentia-me cada vez mais entregue aquelas sábias mãos.
- Bella, caralho por que você tem que mexer tanto comigo? – Sua rouca voz, saiu como um misto de murmúrio e gemido.
- Acho que me viciei no seu pau. Só pode! – Ok, eu definitivamente estava fora de mim, mas não disse nenhuma mentira.
Meu corpo queria Edward. Eu queria aquele pau dentro de mim. Eu queria me entregar plenamente a Edward.
- Você sabe que foi uma péssima menina me deixando hoje não sabe? – Aquela rouquidão estava acabando com meu juízo, e só pude gemer. "Aham"
- Então sabe também que eu preciso te castigar... – UNTADA E PRONTA PRA FRITAR SENHOR!
Edward não precisou fazer muito esforço, afinal o instinto de Alice havia sido maravilhoso, me vestindo com praticamente uma camiseta justa. Vestido este que Edward empurrava até minha cintura.
- Caralho, essa calcinha é minha! – Edward puxou o elástico lateral a arrebentando. Eu apenas gemi mais alto.
Sua língua percorreu minha coxa, enquanto pousei minhas mãos sobre seu cabelo. Ed estava apoiado sobre seu joelho direito e ergueu minha perna esquerda a apoiando sobre sua coxa. Quando percebi o que acontecia, sua língua me invadiu.
Eu gritei e ele continuou me fodendo fortemente, com sua mortífera língua que passava por todo o comprimento dela, sugando meus lábios grandes e tentando abocanhar cada vez mais meu clitóris. Se aquela tortura continuasse iria gozar novamente em sua boca.
- Edward... cacete... assim eu gozo... PORRA! – Não deu tempo, Edward pressionou ainda mais meu clitóris com sua língua e naquele momento me penetrou com dois dedos.
- EDWARD... – Eu gritei seu nome em meio aos fortes espasmos que sentia.
- Fala Bella, fala meu nome. Quem é o seu primeiro homem! Grita, grita enquanto eu sugo todo esse seu mel...
- Edward é você, não tenho dúvidas. – Eu já não as tinha mesmo, definitivamente Edward era o homem da minha vida.
- Então vira, agora é minha vez de te castigar pelo que me fez...
Edward levantara rapidamente e eu quase fui ao chão. Sentia suas mãos sendo pesadas contra mim, mas só me deixou com mais tesão. Fui pressionada de frente a parede, e escutei seu zíper sendo aberto.
- Está na hora de eu ensinar mesmo quem manda em você Bella. Você foi muito, mas muito má hoje. Me comparou com um sujo, um porco que lhe tocou, minha apertadinha. – Eu estava sem palavras, eu havia sido horrível ao compará-lo com o escroto do Jacob.
Senti sua mão acariciando seu pau que pulsava encostado a minha bunda, só me deixava mais louca, acabei por empinar mais minha anca em direção aquele pau. Eu o queria em mim e não esperaria muito pela sua punição.
Seu dedo me fodeu e eu gemi. Sua outra mão pressionou minha cabeça contra a fria e dura parede e não tive nem tempo de respirar quando Edward me enrabou com força e de uma só vez. Meu Deus, aquele pau enorme havia entrado todo no meu rabo, me deixando ofegante.
- Caralho Bella, cada vez melhor. – Ele estava colado a mim, e sua respiração ofegante em minha orelha, estava me deixando louca.
- Sabe... – Ed começou a sussurrar, enquanto seu movimento de vai e vem era lento e fundo.- Eu tenho que concordar com você. Acho que estamos viciados um no outro. – Ele aumentou as estocadas e eu gemi, mas não disse uma palavra, afinal ele estava me castigando não?!
- Que porra de rabo gostoso Bella. Empina mais... – O vai e vem aumentou e Ed agarrou minha cintura controlando meus movimentos.
Suas mãos praticamente retomaram as marcas que ele já havia deixado, eu estava ficando louca. Com força me desgrudei da parede e curvei mais meu corpo. Edward gemeu e sua mão percorreu minha coluna. Escutava o barulho seco que meu corpo fazia ao encontro do seu.
- Ai minha vadiazinha, não foge mais do seu macho vai... Você sabe que somos feitos um para o outro... Confessa... – Os sussurros dele me fizeram gemer, eu estava praticamente gozando...
Contrai meu corpo todo e Ed me puxou novamente contra seu corpo, por um momento cheguei a acreditar que tínhamos nos desencaixados, mas a estocada veio mais funda e Edward passou sua mão pelo meu pescoço, dando leves apertos. A aflição de que ele me estrangulasse e, o choque dos nossos corpos fizeram com que eu arfasse mais alto, o que o levou a gemer.
- Caralho, eu vou gozar... Isabella... Bella, minha Bella... PORRA...
Senti o jato quente me invadir e Edward continuou me segurando e se movimentando em mim. Suas mãos se tornaram mais suaves e os beijos voltaram a minha nuca. Edward praticamente respirava contra minhas costas e me acariciava. Pousando sua cabeça em meu ombro, acabou por falar.
- Eu nunca me imaginei tão feliz... - Aquela frase me deixou acabada. Ali nas minhas costas, estava o homem que procurei minha vida toda para amar.
Lentamente Edward saiu de mim, procurando me virar. Suas mãos tomaram meu rosto e com sofreguidão sua língua pediu passagem por meus lábios. Estávamos entregues.
- Hoje você nem sonha em escapar de mim...
Ok, desmaiei e fui ao céu! Não bastava ter feito a maior loucura de todas em meio ao corredor da Universidade, Edward já estava me deixando louca novamente.
- Melhor conversarmos mais civilizadamente...
- Isso não funciona para nós, não entendeu ainda?! – Seus olhos me encaravam como a luz da lua sobre o mar.
Comecei a arrumar meu vestido e Edward levantou sua calça, escondendo aquela delicia de mim. Encarei-o sem jeito e não pensei em mais nada. Desci no meio de suas pernas, tomei aquele pau enorme em minhas mãos e comecei a estimulá-lo.
Edward colocou sua mão em meu queixo e puxou-me de encontro ao seus olhos.
- Agora não. Agora, eu quero te tirar daqui, te dar um banho e por favor, SEM DISCUTIR RELAÇÃO ALGUMA! Compreende?! – Eu sorri e o abracei.
Edward me beijou novamente, me abraçou e saímos dali em direção ao palco.
- Você precisa avisar alguém q... – Edward simplesmente me fuzilou com o olhar.
- Ok, não está mais aqui quem falou... – Dei de ombros e encarei o chão.
- E você? Precisa avisar alguém? – Ele me disse num tom de repreensão.
- Na verdade... – Seus olhos me arregaçaram. – Eu precisaria apenas pegar meu celular e...
- Onde está? – Ele me fitou.
- No camarim da banda...
- Ok, vamos pegar. – E Edward me conduziu até o segurança.
Parei em frente ao segurança, que sorrindo, simplesmente me deu passagem. Não sabia se Edward poderia entrar comigo, portanto, fiz sinal que me esperasse. Entrei correndo, passando por todos sem nem olhar para trás.
Abri a porta do camarim, peguei meu celular e minha bolsa, e deixei com batom no espelho, um recado que estava bem e nos braços de Ed...
Voltei o mais rápido possível e o encontrei ali, parado ao lado do segurança. Ambos estavam rindo. É afinal, Edward era muito sociável...
