Pessoas bonitas, a partir daqui a tradução está por nossa conta. Esperamos que curtam! :)
Disclaimer: Naruto pertence à Masashi Kishimoto; Uma lição de química pertence à Leafygirl. Todos os direitos reservados.
Autora: Leafygirl
Tradutoras: Kahli Hime e Pimentinha.
Betareader: Bella21
Classificação: M
Gênero: Romance/Humor
Casal: Kakashi/Sakura.
Sinopse: Sakura descobre que o que pode aprender na segurança de um laboratório químico, nem sempre se aplica a uma missão com Hatake Kakashi. ::Tradução::
Capítulo 7
De conchinhas e espuma de sabão
Traduzido por Kahli Hime e Pimentinha
Betado por Bella21
Hatake Kakashi: formidável jounin de elite de Konoha, famoso copy-nin, cabelo prateado, um olho cinza escuro, um sharingan, mestre de mil jutsus e um grande... Roncador desagradável.
Sakura respirou fundo quando outro estrondo gutural a fez revirar os olhos. Ok, era provável que ele estivesse extremamente cansado depois da luta, de beber, e ter que falar sobre si próprio, mas ainda assim, Sakura sentia que o zumbido de uma serra no quarto seria um pouco mais gentil com seus ouvidos.
Recapitulando, talvez compartilhar um quarto de hotel não fosse uma ideia fantástica, ela meditou ao ouvir outro bufar cortar o silêncio abençoado, como uma motosserra na manteiga. Houve um ligeiro alívio; um segundo de silêncio se seguiu, enquanto ela esperava pelo próximo gemido.
Bem, talvez não fosse de todo mal...
Ela supunha que, se sua boca não estivesse tão perto de seu ouvido, o som não seria tão alto. Mas para afastar sua boca significaria que o braço forte e quente, que segurava-a com força contra um peito nu, também se afastaria.
Realmente, Sakura tinha que lhe dar crédito. Ele havia provado suas habilidades de elite novamente, com um rastreamento furtivo na cama, e uma capacidade de dormir de conchinha também de maneira furtiva. Ela não havia se encontrado aceitando ou se opondo por estar tão perto dele, o que a fazia acreditar que ele poderia ser chamado de "dormidor de conchinha da morte". Por enquanto, ela definiria isso como calor e conforto, acompanhado com um pouco de aborrecimento. Acordar assim não era uma coisa ruim, em sua opinião – embora o que pensava dependia muito do abraço que recebia.
Kakashi, na verdade, havia cravado os dedos por debaixo de sua lateral para fixá-la firmemente naquela posição. Quando Sakura era jovem, lembrava-se de montar num carrossel, em que o cinto foi desenhado sobre sua cintura semelhante ao abraço apertado de Kakashi. Por mais que tentasse, não conseguia se livrar do pequeno castigo no festival de verão, mesmo com as avançadas habilidades ninjas de seus três jovens anos.
Entretanto equiparar um caloroso e atraente homem com um cinto de segurança de indutor de vômitos rodopiante era ridículo. Ela queria sair do pesadelo rotativo; já a possessão de Kakashi era algo completamente diferente.
Outro ronco, e um momento de desejo de se libertar ia e vinha. Então o silêncio e a felicidade.
Rindo um pouco para si mesma, Sakura decidiu fazer algumas experiências, empurrando-o ligeiramente. Para sua surpresa, o braço forte de Kakashi a apertou e sua perna direita cruzou-se sobre a dela, prendendo-a num gancho em que ela se viu imobilizada.
"Kakashi?" Ela sussurrou, usando muito pouco de sua voz.
Naturalmente não houve resposta. Parecia que o shinobi infame havia perdido toda a capacidade ninja quando trancado dentro de um quarto de hotel seguro.
Sakura sempre imaginou que Kakashi estava em alerta o tempo todo. Durante as missões, especialmente à noite, se houvesse um ruído, Kakashi era o primeiro a levantar e se pôr em alerta. Então, por que ele estava confortável o suficiente para estar morto para o mundo, ainda que ao mesmo tempo sendo carinhosamente sensível num verdadeiro pulgueiro? O tempo todo ela observou-o em seu saco de dormir na floresta, o homem mal se movia.
Continue indo, Inner Sakura cantarolava baixinho.
Outra manobra e um salto ligeiro na cama produziu resultados muito melhores quando Kakashi respirou profundamente, como se estivesse acordando. Então ele mesmo deu um pequeno salto, puxando Sakura pelas costas, retirando os dedos ao mesmo tempo. Foi muito bom, mas a perna dele...
A perna de Kakashi tinha agora deslizado para o espaço entre as pernas de Sakura, e puxou-a para separá-las um pouco. O maior choque veio quando a mão esquerda (antes famosa braçadeira da destruição), então livre, veio descansar em sua coxa.
É isso aí!, Inner Sakura iluminou-se alegremente.
Sakura virou a cabeça, finalmente capaz de ver Kakashi enquanto ele dormia ao seu lado. O queixo descansava em seu ombro e os roncos (felizmente) haviam terminado. Seus olhos estavam fechados preguiçosamente, e ele parecia tão diferente – vulnerável. Sakura olhou para a boca ligeiramente aberta, respirando suavemente. Um fio de cabelo caiu sobre seu olho esquerdo e ela se perguntou se ele ficaria confortável se soubesse que ela estava observando-o dormir.
Mas a mente de Sakura se transformou, uma flexão lenta nos dedos de Kakashi em sua pele a fez cerrar os dentes em antecipação do que ele faria em seguida.
Ótimo, ela pensou, ele me bate enquanto está inconsciente.
Infelizmente, Inner Sakura parecia não ter objeções morais contra isso.
Por alguns momentos, todo o movimento parou e ela continuou a ficar lá, olhando para ele. Todo o tempo ela sempre quis saber com o que ele parecia sob aquela máscara, mas nunca tinha imaginado que ele seria o tipo dela. Não era apenas bonito, como Sasuke tinha demonstrado muitas vezes ser. Kakashi tinha algo que ela parecia não saber descrever.
Ele parecia calmo quando dormia (não que ele não fosse cronicamente tranquilo), mas ela gostava da aparência dele descansando. Por um momento, quase parecia que poderiam ser amantes, acordando de uma longa noite juntos. A ideia era quase que uma fantasia; ela podia sentir o desejo de permanecer assim.
"Merda..." Respirou em realização. Ela estava apaixonada por ele. Não era mais apenas uma queda; isso havia se tornado um desejo e ela passou a imaginar coisas entre eles além do físico. Eles tinham apenas passado vários dias juntos, para se conhecerem e entender um ao outro. Era como se tivessem sido re-familiarizados ou, talvez, refeito sua dinâmica e agora isso estava se tornando algo para Sakura que Kakashi não havia planejado... Ou desejasse.
A médica subitamente se arrepiou. Ele estava sob sua pele. Num momento perfeito estavam apenas deitados ali, entre o corpo quente dele e a felicidade dela em tê-lo ali. Mas ele não iria pensar dessa forma, iria?
Ele não gostava de coisas complicadas...
Mas o medo e a ansiedade de como mudar seu relacionamento brincalhão, paquera e muitas vezes exasperante, tinha ido embora quando dedos pressionaram em sua perna e, em seguida, deslizaram para baixo, empurrando entre suas coxas. Ele ainda estava um pouco abaixo do alvo, mas Sakura já estava sentindo uma reação ao seu contato.
O corpo dela estava aquecendo, calor e formigamento correndo ao longo de seu pescoço e coluna vertebral. A mão de Kakashi deslizou um pouco mais entre as pernas dela e a rosada suspirou baixinho, o pequeno incômodo abaixo do umbigo tornou-se mais pronunciado.
Seria ruim tirar proveito de um homem adormecido? Espere! Um homem adormecido é que está se aproveitando de mim!
"Ka... Kakashi..." Ela sussurrou, colocando um pouco mais de força em sua voz.
Sakura não conseguiu evitar o pequeno gemido de choque e prazer secreto, enquanto seus dedos caminharam até lugares que ela não achava que ele iria tocar conscientemente, antes de descansar em um lugar tão íntimo.
Os olhos sonolentos apertaram firmemente e, em seguida, levantando as sobrancelhas, Kakashi forçou as pálpebras para cima. Olhos vermelho sangue e cinza observaram Sakura, fazendo um balanço de sua posição e não mostrou nenhuma reação imediata.
Bom para ele, pensou consigo mesma.
Mesmo para um gênio como Kakashi, leves embaraços poderiam acontecer. Jamais alguém poderia viver uma vida sem um único momento como esse. Gai forneceu muitos momentos embaraçosos de se lidar, de maneira que alguma situação vergonhosa era algo que Kakashi havia sido intimamente familiarizado de vez em quando.
Mas agora era diferente. Se ele não movesse a mão a fim de retirá-la, sentia que realmente não poderia sobreviver aos próximos minutos – seja morrendo de vergonha ou por um forte soco que o faria atravessar a parede.
"Hm…"
Estou me apaixonando por ele, Sakura pensou novamente, tentando ver algo no rosto dele que pudesse mostrar qualquer sentimento ou conforto com a sua posição. Mas, assim como ela pensou, não havia nada.
Por que eu sempre escolho aqueles que nunca se interessam por mim?
Sakura fechou os olhos por um momento e, pela primeira vez em sua vida, deixou a cabeça assumir o lugar de seu coração. Quando os abriu novamente, ela riu. Esperançosamente torcendo para que ele não pensasse ser algo forçado.
"Bom dia." Ela disse docemente.
Em sua delicada pressa para se afastar, Kakashi caiu da cama num baque.
Facilmente, Kakashi rasgou o papel do jutsu da porta e abriu-a sem olhar para Sakura atrás de si. Ele tinha estado meio quieto, mas Sakura acreditava que ele estava tentando descobrir como ser confortável após quase deflorá-la enquanto dormia. A máscara dele estava abaixada e ele não se preocupou em vestir o colete.
"Você sabe, eu me sinto confortável sobre o que aconteceu nesta manhã." Sakura comentou alegremente como ela entrou no corredor escuro atrás dele, notando o papel de parede arrancado e o teto manchado de água.
Kakashi olhou brevemente para Sakura atrás de si, desacelerando o passo. Ao mesmo tempo em que apreciou a forma como sua camisa caía nela, quase que escondendo seus shorts e saia médica que estavam por baixo. Ele olhou muito tempo para ela. Porra, isso era apelativo, ele pensou consigo mesmo. A bronca mental viria mais tarde, mas ele sempre gostou do olhar de uma mulher vestindo sua camisa. E um cavalheiro nunca deixaria uma mulher andar por aí com uma túnica rasgada, deixaria?
"O que aconteceu esta manhã?" Kakashi inocentemente disse, esperando que uma discussão sobre a sua atitude leviana naquela manhã apenas implodisse numa realidade que não existe.
Felizmente, Sakura percebeu e deu de ombros, deixando o assunto de lado eficientemente como ela mesma necessitava. Percepção era uma coisa maravilhosa em uma mulher.
"E o que teremos de café da manhã?" Sakura perguntou, sentindo seu estômago se mover sem sustento e também tentando eficazmente iluminar o humor.
"Acho que podemos encontrar um lugar fora de mão. Pelo que eu vi ontem à noite, esta parece ser uma cidade tranquila onde nada acontece. Devemos encontrar um pouco de anonimato e privacidade aqui. Ei, você também está ouvindo uma música?"
Sakura quase saltou logo atrás de Kakashi. Sentia que as coisas estavam melhores do que na noite anterior, contudo ela ainda ansiava para descobrir como fazer uma conexão com ele. O copy-nin não estava exatamente cooperando esta manhã, mas já era um começo. Infelizmente, ela tinha que tirá-lo de sua mente e se tornar uma ninja novamente. Eles tinham um trabalho real a fazer. Pessoas em Suna estavam em perigo.
Ao saírem pela porta traseira do hotel pulguento, algo os chocou. Por todos os lados, nas ruas, as pessoas dançavam em trajes coloridos e as crianças gritavam e riam, comendo picoca e brincando. Lanternas de papel vermelho foram penduradas em todos os lugares e a música soava de uma pequena banda ao longe, que só lhes era visível pelo movimento frenético da cantora através da multidão balançando ao som da música.
"Mas que diabos...?" Kakashi praguejou.
Os olhos de Sakura jaziam largos. "Uau, o que é isso?"
Pessoas dançado, música alta, vozes, risos e celebração. Sacudindo a cabeça, Sakura estendeu a mão e puxou a primeira pessoa pulando e vibrando perto de si.
"Com licença. O que está acontecendo aqui?" Perguntou a um jovem vestido de vermelho com um grande chapéu feito de papel. Havia um número de ouro cravado no mesmo e era tão vistoso quanto o quarto de hotel do qual tinha acabado de sair.
"O quê? Você não sabe? É o festival de independência da aldeia Ichiban. De onde diabos vocês dois são ?" Seus olhos castanhos fitaram o cabelo rosa e a hitaia-te e, em seguida, para baixo, admirando-lhe o corpo.
"Oh, não, não! Nós viemos aqui para o festival." Kakashi sorriu exageradamente ao pousar o braço sobre a cabeça de Sakura e baixara a sua própria – fechando de imediato seu sharingan.
Sakura assentiu, entendendo que tinham que esconder o fato de que eram ninjas. Mas diabos, se eles não se pareciam com ninjas, então nenhum outro ninja pareceria.
Descrença plena na face, o homem vestido de vermelho vagou de volta para o meio da multidão para se juntar à festa, enviando um último olhar cauteloso e desconfiado para trás antes de desaparecer.
"Caramba! É um grande evento." Sakura riu feliz, ainda espantada com o ataque visual. "Gostaria que pudéssemos ficar."
"Vamos comer alguma coisa e depois seguir em frente rapidamente." Kakashi zombou um pouco. "... Odeio multidões." Ele respirou fundo e se moveu em direção a maré de corpos, sem se incomodar em ver se Sakura o estava seguindo, mas ela o estava.
Por pelo menos dez minutos, eles foram empurrados e lhes bateram e praticamente travaram uma luta corpo a corpo com a multidão. Um homem bateu em Sakura com força suficiente para fazê-la derrubar sua bolsa, mas felizmente ele a apanhou e a pôs de volta em suas mãos antes de voltar a dançar. Ela sequer teve tempo de dar-lhe um agradecimento.
Finalmente, eles foram capazes de encontrar o caminho para o pequeno restaurante do outro lado da rua.
Sakura segiu Kakashi, juntando-se a ele na mesa mais próxima às janelas decoradas.
"Sabe, pode-se dizer que você é do tipo de cara claustrofóbico, pelo jeito que entrou em pânico naquela multidão, Senpai." Murmurou.
"Hm. Eu só não gosto de multidões."
"Não me diga." Respondeu enquanto pegava o menu e procurava por algo saboroso para o café da manhã.
"É o melhor lugar para cometer assassinatos."
Olhos verdes o fitaram através do cardápio marrom pegajoso em suas mãos. Kakashi não podia dizer que conseguia entender tal olhar. Era algo que realmente o intrigava. Virando-se para descansar contra a parede e levantar a perna sobre o assento, o ninja copiador inclinou a cabeça para trás de forma preguiçosa. "Bem, seria a minha escolha."
Os olhos de Sakura ainda o observavam atentamente e ele tentou o seu melhor para ignorar o fato de que aquilo já estava começando a lhe incomodar.
"Bom dia!" Uma voz soara feliz ao lado da mesa."O que posso fazer por vocês?"
Agradecida, Sakura olhou para cima e encontrou um adolescente sorrindo simpático e segurando um bloco de notas com convicção.
"Excelente!" Ela disse com entusiasmo. "Vamos conseguir pegar nossa comida rápido desta vez!"
Kakashi olhou para o menino e depois para Sakura, e finalmente caíra a ficha.
"Você acabou de me chamar de Senpai?"
Depois de duas porções de bolinhos, Sakura lutou contra o grande arroto que faria caminho por suas entranhas e assim, a faria sentir-se melhor, mas sua feminilidade lhe deu um grito de socorro. Kakashi mal comera, ficara apenas com um café e uma mordida numa torrada.
Discussão fora quase nula, o que parecia ter saído de seu relacionamento normal de volta ao primeiro dia. Sakura não gostava nada disso.
"Então, como você quer fazer agora? Devemos começar a nos mover e prosseguir até chegarmos à Areia?" Era uma espécie de pergunta ridícula. Sakura conhecia o plano; ela só queria acabar com o silêncio entre ambos.
Mas Kakashi virou-se e deu-lhe toda sua atenção, obviamente, ignorando o que perguntara. Parecia que ele tinha outra coisa em mente. "Sinto muito por esta manhã. Eu normalmente não durmo tão profundamente."
Sakura sorriu um pouco e franziu a testa ao mesmo tempo. Ele disse aquilo em uma grande tentativa de parecer casual, natural, e ainda assim pareceu um pouco apressado e desconfortável. Quanto tempo ficara pensando sobre isso?
"Não se preocupe com isso, Kakashi. Eu não estava reclamando." Ela riu ao dizer isso, mas os olhos de Kakashi ligaram-se aos dela. Aparentemente, sua capacidade de tornar um comentário sincero em uma piada soara tão fácil como o pedido de desculpas dele.
"Gostariam de pedir a conta?" A voz do jovem cortara a tensão em tempo.
Sakura e Kakashi apontaram um para o outro.
"Oooookayyyy" Disse o garçom ao pôr o pedaço de papel na borda da mesa e caminhar calmamente para a caixa registadora no balcão.
Kakashi e Sakura, ainda apontando para o outro, lançaram um olhar para baixo. Mas depois de todos os pensamentos e desejos estranhos que Sakura vinha tendo ultimamente, ela decidiu apenas pagar logo e sair da sua linha de visão por um segundo.
Quando ela puxou sua bolsa do assento, disse. "Sim, sim. Eu sei. Barato."
"Ah..." Ele riu, reclinando-se contra a parede novamente. "Estou sem dinheiro depois de pagar o hotel na noite passada."
Cavando a mochila atrás da pequena bolsa de dinheiro, um aperto repentino de seu peito a fez abrir a boca e suspirar ao ar.
Kakashi se inclinou para frente, seu olho direito alargou. "Sakura, o que...?"
"Meu... dinheiro... pergaminho... livro pornô... se... foram."
"O quê?" Kakashi rosnou, inclinando-se mais sobre a mesa para fitar a bolsa também. Lentamente, ele sentou-se e eles olharam para o garçom que jazia junto à caixa registradora.
"Eu não sei o que aconteceu. Eu coloquei na bolsa esta manhã e agora se foi..." Sakura resmungou pela terceira vez ao enfiar as mãos na água quente e ensaboada da pia do restaurante.
Kakashi esfregou as mãos no avental, pondo mais pratos em seu lado na bancada de metal brilhante. Eles olharam um para o outro, compreendendo a magnitude da perda do pergaminho.
Se Sakura não estivesse tão chateada e com medo de perdê-lo, poderia bem estar rindo agora da redinha que segurava seu cabelo prateado no momento. Mas de fato, ela continuava apenas deprimida que suas mãos tinham sido responsáveis por algo que poderia iniciar ou evitar uma guerra.
Kakashi expressou seus pensamentos pela décima vez. – "Nós vamos recuperá-lo."
Sakura resistiu ao impulso de dizer 'duh' e, em vez disso, resolveu rolar os olhos de forma infantil.
"Tente pensar um pouco. Você deixou no quarto?"
"Se me perguntar isso mais uma vez, vou te afogar nesta pia."
Com um suspiro derrotado, Kakashi se inclinou contra o balcão ao lado de Sakura. Cruzou os braços e balançou a cabeça. "Sinto muito, mas reclamar não vai consertar isso. Vamos apenas repassar mentalmente os nossos passos até agora."
Claro, os pensamentos de Sakura imediatamente foram parar na cama do quarto de hotel. O som de uma pequena multidão no restaurante e o tilintar de pratos ajudava a acalmá-la. Ela recuperou sua meta, mas a visão dele dormindo era algo que queimava em sua mente.
Mas quando a realização bateu, sentiu-se como uma idiota de marca maior.
E... estapeou a própria testa, espuma foi parar em seu cabelo. "Maldição. Um homem me bateu no meio da multidão. Na verdade, ele pegou a bolsa do chão pra mim. Não posso acreditar que eu não tenha pensado nisso antes."
"Isso é bom. Pelo menos agora podemos presumir que alguém te enviar Pakkun para localizá-lo e, em seguida, vamos roubá-lo de volta." Kakashi pigarreou. "E talvez as outras coisas também.
"Com certeza!" Sakura disse exageradamente ao virar-se de volta para sua tarefa de lavar pratos. "Como alguém poderia viver consigo mesmo depois de roubar uma obra-prima da pornografia, não me entra na cabeça." Sentindo-se imensamente melhor agora que sabia que facilmente recuperariam o pergaminho, Sakura deu início às provocações novamente.
Mas quando mãos deslizaram sobre sua cintura por trás, ela congelou. "Kakashi?"
Podia sentir o calor de seu corpo ruborizando contra a superfície de suas costas e resistiu ao impulso de se inclinar para trás como tão desesperadamente queria. Chegando mais perto, ele a prendeu contra a borda da pia e pressionou a boca na concha da orelha feminina.
"Sakura... Um bom pornô é a segunda melhor cura para repressão sexual." Disse em voz baixa, pouco antes de deslizar as mãos sob os braços dela e mergulhar as mãos na pia, em seguida, molhando-a da cabeça ao umbigo.
"Seu desgraçado!" Gritou com a boca cheia de espuma de sabão. "Você nunca se cansa de ficar me molhando?
À borda da floresta, Sakura tirou a camisa preta jounnin, molhada, que Kakashi lhe emprestara para que a mesma secasse ao ar fresco, permancendo apenas com um top.
Kakashi deu uma segunda olhadela quando ela puxou a roupa preta sobre a cabeça e o top que ameaçou ir junto.
Quando a rosada terminou de trocar-se e provocá-lo (ele pacientemente esperou, é claro) Kakashi deslizou uma kunai do coldre de sua perna e cortou o próprio polegar. Em poucos segundos, fez um jutsu para invocar o pequeno pug conhecido por alguns como Pakkun, e por outros, como Peste.
Kakashi se virou para Sakura. "Precisamos de dinheiro. Há uma outra aldeia a cerca de uma hora daqui. Nós dois podemos ir ou eu posso ir sozinho e lhe encontrar aqui mais tarde. O que quer fazer?"
Sakura deu de ombros. Se ele fosse sozinho, ela não iria atrasá-lo e as chances eram que ele chegasse lá sem maiores eventos. Mas na chance de que algo ocorresse, dois ninjas eram melhores que um - mesmo que ele fosse o copy-nin.
"Eu vou junto."
Chegaram na próxima aldeia, depois de uma hora de corrida pela floresta densa, Sakura balançou a cabeça para o que vira. Kakashi apenas esfregou as têmporas e respirou lentamente para dentro e para fora, tentando evitar que uma veia saltasse na testa.
"Será que acabamos de andar em círculo?" Sakura resmungou.
"Olha, as roupas são azuis." Kakashi apontou para a enorme multidão de pessoas dançando e cantando sob as lanternas azuis marinho com adornos em prata, naquela pequena aldeia, estranhamente similar à última. "Isso é tão estranho."
Notando que sua paciência estava ficando tão fina como o papel crepe de tais chapéus, Sakura pisou firme e agarrou uma mulher do meio da multidão.
"Com licença. Pode me dizer o que está acontecendo aqui?"
A senhora idosa disse. "Onde estão suas vestes azuis?"
Kakashi revirou os olhos. Estava começando a pensar que ainda estava dormindo naquele pulgueiro e tinha comido algo estragado no jantar da noite anterior.
"O quê?" Sakura disse em exasperação. "Nós apenas queremos saber sobre o que é essa festa."
"Oh... você não é daqui? Hoje é o dia em que ganhamos a nossa independência da aldeia Ichiban. Estamos celebrando nossa batalha vitoriosa de vinte anos atrás. Esta é a aldeia Niban."
Sakura olhou para Kakashi e balançou a cabeça. Parecia que eles estavam nas bordas dos países do Fogo e do Vento respectivamente. Ambas as aldeias estavam comemorando sua independência. Não fazia sentido.
"Pode me dizer onde fica o banco?" Kakashi interrompeu.
"Todos estão fechados, filho. É feriado! Você poderia tentar na aldeia Sanban que fica a cerca de quatro horas de caminhada daqui."
"Obrigado." Sussurrou tão educadamente quanto possível. "Sakura, vou continuar sozinho e você pode ficar aqui. Pakkun vai voltar pra cá e não quero que ele fique vagando por aí e faça algo estúpido se não estivermos aqui."
Sakura balançou a cabeça e suspirou. "Quanto tempo acha que vai levar? Sabe, apenas no caso que eu precise ir procurar por você, se não voltar."
"Duas horas." Ele se virou e começou a distanciar-se da multidão. Ao vê-lo partir, pensava que cada momento era preciso para recuperar o pergaminho. Foi tudo culpa dela.
"Não se preocupe. Vamos recuperá-lo." Disse Kakashi, após parar e fitar-lhe.
Sakura assentiu com a cabeça, sentindo-se um pouco melhor pela confiança do jounin e um pouco desconcertada por ele ter dito aquilo no exato momento que ela começara a se martirizar. Uau, era como se ele pudesse ler seus pensamentos e, se fosse isso, ela estaria em grandes problemas.
Kakashi aproximou-se e colocou as mãos em seus ombros. "Faça o que fizer, não saia da aldeia. Eu preciso ser capaz de encontrá-la quando voltar."
Mais uma vez, Sakura assentiu. Kakashi girou sobre os calcanhares e saltou para um galho baixo de uma árvore à borda da floresta. "Não entre em problemas. Apenas... fique fora de vista."
"Tudo bem, Papai." Sakura fez uma saudação. Ela esperava algum comentário ou demonstração de aborrecimento exagerado, mas Kakashi parecia ter entrado no modo profissional agora. Com um flash, fora embora sem olhar para trás.
Sozinha pela primeira vez em dias, Sakura suspirou e virou-se para admirar a festa. Realmente, ela não sentia que estava no clima para se divertir. Em vez disso, decidiu usar o último troquinho que encontrara na bolsa para tomar umazinha.
Tinha certeza de que apenas um drink não faria mal algum.
Nota das tradutoras:
Amores, mil perdões pelo longo hiatus que a tradução passou. Tanto a Hime quanto eu acabamos por deixar o projeto de lado por um tempo, mas em momento algum nos esquecemos. O importante é que agora voltamos e as coisas estão fluindo bem! =DD
Mas e aí, curtiram?
Como eu sempre digo nas minhas fics: comentários são bem-vindos e apreciados! E aqui não é exceção, hein! Digam o que estão achando, isso nos alegra muito e nos incentiva em dobro!
Logo, logo, vem mais. Aguardem!
Beijos da Pimentinha ;)
