Notas da Autora
Após anos, Sakura reencontra seu avô, Mutaito...
Nisso, distante da ilha Papaya, em uma planície, uma senhora e uma criança se encontram...
No Torneio de Mestres de Artes marciais, certa pessoa aparece oculta nas sombras, seguido de uma criança...
Capítulo 7 - Uranai e Tao Pai Pai
Após algumas horas, chegam até o Monte Paouz e do alto, após sobrevoarem a área, a saiyajin reconhece uma casa pequena em uma espécie de trecho aberto no meio das montanhas.
Ela chega à conclusão, que de fato, seu amado avô queria se afastar de tudo que o fazia se recordar de um doujo, devido às perdas brutais que teve, naquele dia fatídico.
Então, conforme a nuvem descia, observava o seu avô cortando toras de madeira e nisso, grita, animada, feliz em revê-lo após anos:
- Jii-chan!
Reconhecendo a voz de sua querida neta, ele olha em volta e depois para cima, ao se recordar que ela conseguia montar uma kinto-un.
- Sakura!
Nisso, a nuvem baixa e a jovem salta da mesma para abraçar o seu querido avô.
- Não esperava vê-la tão cedo. Até porque partiu em uma jornada. – ele fala emocionado, segurando nos ombros dela e a afastando para olha-la.
- Parti. Porém, as inscrições para o Torneio de Mestres abrem hoje. Se pudesse, gostaria que fosse comigo para ver-me em ação.
- Uma excelente ideia! Claro que irei vê-la! Eu adoraria ver o quanto você melhorou... – ele então, olha para os gatos flutuantes, sendo que ambos usavam um vestido e laço – E quem são elas? São fêmeas, né?
- Sim. Ela se chama Nya e a filha dela se chama Laup. – ela aponta para elas que se curvam em respeito.
- Prazer em conhecê-lo, Mutaito-sama.
- Não precisam se curvar. – ele fala, sorrindo bondosamente para elas que se entreolham e sorriem. – O prazer é meu. Podem me chamar só de Mutaito. São amigas da minha neta?
As gatas se entreolham e não sabem o que responder, até que Sakura se adianta, sorrindo e fala:
- Elas são minhas amigas. Eu as encontrei no final da minha jornada.
Mãe e filha sorriem felizes pela consideração da heroína delas.
- Fico feliz que sejam amigas da minha filha.
- Jii-chan... Elas não têm um lar e tipo, após o Torneio, elas poderiam morar com o senhor?
- Claro. Adoraria ter companhia.
- Muito obrigada senhor. – Laup fala timidamente, se aproximando dele.
- Pode me chamar de jii-chan, se desejar, pequenina. – fala gentilmente, enquanto afagava a cabecinha da gatinha que sorri timidamente.
- Hai. – ela fala gaguejando, enrubescida – senhor... Quer dizer, jii-chan.
- Bem melhor.
Nya sorria imensamente feliz pela bondade do renomado mestre de artes marciais, assim como a grandeza do mesmo, confirmando tudo o que já ouvira sobre ele.
- Bem... Estava preparando um chá da tarde. Gostariam de tomar um chá e comer algumas frutas? Eu colhi nessa manhã. Portanto, estão frescas.
- Adoraria. – Nya fala, enquanto a filha consentia, timidamente.
- Excelente ideia, jii-chan! Depois, podemos partir para o torneio.
- Sim..
Ele consente sorrindo e enquanto caminhava até a pequena casa, seguido de sua neta e das gatas, ele pergunta:
- E Muten?
- Ele ainda está treinando com Kami-sama. Quando parti do templo de Karin-sama, o sennin me avisou que Muten havia acabado de subir. Acho que vai demorar alguns anos, ainda.
- Provavelmente... – comenta pensativo.
- Hã... – Nya, que flutuava ao lado deles com a filha, fica dividida entre perguntar ou não, pois, não desejava ser grosseira.
- Quer perguntar algo, amiga? – Sakura pergunta, sorrindo.
- É que ouvi vocês falaram sobre treinar com Kami-sama...
- Sim. Eu treinei com Kami-sama. É considerado um privilégio ser treinado por ele. Eu considero Muten como um irmão e ele foi escolhido para ser treinado no Tengoku, assim como eu. Muten era um dos melhores discípulos de meu jii-chan.
Luap está embasbacada, assim como a genitora, ao saber que era possível ser treinado pessoalmente pelo próprio Deus da Terra.
Afinal, podia ver a verdade nos olhos de sua salvadora e do avô desta, não duvidando de suas palavras, até por causa da hombridade de um renomado mestre de artes marciais e também, daquela que derrotou o rei dos demônios, quando todos os mestres de artes marciais caíram aos pés dele, derrotados.
Inclusive, se encontrava surpresa pelo fato dela não ser considerada uma mestra, ainda, apesar do seu feito, considerado incrível e igualmente fantástico por muitos.
Após tomarem um animado café da tarde, Sakura conta algumas de suas aventuras, pois, havia algumas que preferia manter para ela mesma, ou então, as modificou em alguns trechos, pois, sabia que veria a censura nos orbes do seu avô, algo que não desejava e após meia hora, eles saem.
Liup e Nya ficariam em cima dos ombros da saiyajin e seu avô atrás da neta, sendo que a nuvem sabia o caminho até o torneio, graças às habilidades de Karin, que usou o seu poder na mesma.
Enquanto isso, distante dali, mais precisamente no Tengoku, a pedido de Kami-sama, Mister Popo estava em cima de seu tapete flutuante, esperando Muten que se encontrava trajando uma capa especial que podia camuflar o seu odor, impedindo assim que sua imouto, Sakura, sentisse o seu cheiro no Torneio, assim como camuflava o seu ki, desde que ele não o elevasse.
Enquanto a colocava, não conseguia conter a felicidade pela permissão especial dada por Kami-sama para ele descer até o Nigenkai (mundo humano), para ver a sua querida imouto lutando.
Afinal, isso ocasionava uma interrupção em seu treino.
Mesmo entretido com os seus pensamentos, sente um ato ofensivo em relação a ele e mesmo sem ver, rapidamente, identifica a origem e detém com a mão o cajado de Kami-sama, que avançou contra o chikyuujin, para em seguida ver a face séria de seu sensei se desmanchar em um sorriso satisfeito ao notar o quanto os seus reflexos estavam ficando apurados, assim como a capacidade de sentir o ki e inclusive, de identificar atitudes hostis.
- Fico feliz em ver o quanto está melhorando, jovem Muten.
- É que tenho um mestre excelente... Inclusive, eu mesmo não acredito que melhorei tanto... – ele fala olhando para as mãos, maravilhando com a sua evolução.
- Fico feliz em ouvir isso... Você é um discípulo muito aplicado.
- Muito obrigado, Kami-sama e agradeço a dispensa temporária dos meus treinos para poder ver a Sakura lutando.
- Percebi o quanto ficaria feliz e não vejo nenhum mal em termos uma espécie de intervalo dos treinos... Ademais, uma parte do treino, consiste em observar e aprender. Acredito que o ato de observa-la, renderá frutos para o seu aprendizado. A única regra é não deixar que ela o veja. Portanto, mantenha distância e fique oculto entre a plateia. E como sei do olfato apurado dela, assim como a capacidade de sentir ki, estou lhe emprestando essa capa que irá disfarçar seu odor, assim como o seu ki.
- Muito obrigado, Kami-sama. E sim, irei manter distância e não deixarei ela me ver.
- Ótimo. Tenha uma boa viagem. Veremos-nos novamente, quando o torneio terminar.
Então, ele sobe no tapete e agradece, sorrindo:
- Obrigado, Mister Popo, pela carona.
- Disponha.
Então, eles desaparecem no ar e nisso, Kami-sama entra no templo e Karin aparece ao seu lado e pergunta:
- Vai aproveitar esse tempo para terminar a sua mais nova criação?
- Sim. Mister Popo criou a forma dele. Irei terminar a criação delas e irei conectar a ele, para depois dar vida.
- Confesso que estou curioso para ver a sua mais nova criação e pergunto-me, porque resolveu cria-las.
- Sinceramente? Não sei. Apenas, sinto-me feliz criando-as, por algum motivo desconhecido para mim, pois, por mais que eu pense e reflita, não consigo cogitar sequer uma hipótese para explicar o que sinto enquanto as estou criando.
- O que sente, além da felicidade, Kami-sama?
- Saudade. – ele comenta pensativo, analisando os seus sentimentos – E agora, estou ansioso para retornar ao trabalho que tenho realizado, enquanto Muten dorme. Terei alguns dias para prosseguir com o mesmo, sendo que irei parar somente para assistir as batalhas da Sakura, pois, quero ver o quanto ela evoluiu nessa jornada.
- Bem, esse sentimento de saudade é um tanto inesperado... Bem, por algum motivo que desconheço, sinto que tal criação será importante para a humanidade, não só uma vez, como inúmeras vezes. – ele comenta pensativo, enquanto caminhava.
- Eu também possuo essa impressão, quando penso nelas. – o Deus da Terra fala com um sorriso, enquanto prosseguia rumo à sala que usava para a sua mais recente criação.
No Nigenkai, em uma planície distante da civilização, havia um casebre rústico cercado por plantações mortas e currais desabitados, onde se encontrava, na soleira da casa, uma jovem de cabelos rosados com corte estilo channel, que trajava um chapéu pontudo preto, assim como uma túnica igualmente preta, encontrando-se sentada em uma cadeira rústica e antiga de balanço que rangia frente a um balanço mais vigoroso e a mesma parecia não se importar, enquanto olhava através de um globo, mais especificamente para uma certa pessoa, enquanto murmurava:
- Daqui a três anos e seis meses, iremos nos encontrar, otouto. Porém, o que lhe reserva é a desolação e isso me entristece.
- Foi a escolha de seu irmão gêmeo, jovem Uranai.
Uma velha, com uma túnica preta e um chapéu pontudo, semelhante ao da jovem, saia da casa, tendo em seu pescoço um colar dourado, enquanto parecia analisar, atentamente, algumas cartas com símbolos estranhos, sendo que falara em um tom sábio.
- Eu sei mestra. Mas...
- Pense no fato, de que, graças a isso, você me conheceu e se tornou a minha discípula e fico feliz ao ver o quanto ficou habilidosa com o globo e inclusive, como está expandindo a suas habilidades de adivinhação. Tenho orgulho de você. – nisso, afaga o ombro da jovem que sorri para a senhora que a havia acolhido como discípula, por causa de sua amada genitora.
- Ainda não quitei a dívida que possuo com a sua mãe. Espero quitá-la em breve.
- Eu agradeço por ter me acolhido, sendo que está me ensinando tudo o que sabe.
- Já eu, fico feliz de ter achado uma aluna tão aplicada e determinada como você. Acredito que é de família.
Uranai ri levemente e fala, animada:
- Pelo visto sim.
- E também não possuí nenhuma modéstia... Acredito que também seja de família.
- Talvez... – ela fala gracejando, enquanto a sua sensei gargalhava gostosamente.
- Bem, vamos assistir esse torneio, pois, prevejo que essa jovem ainda fará grandes coisas...
- Ou melhor, alienígena. – Uranai comenta.
- Sim. Mas, sinto que a Terra teve sorte em tê-la aqui.
A senhora fala em um tom contemplativo, após olhar algumas cartas, para depois guarda-las dentro da espécie de túnica, em algum bolso secreto.
- Gostaria de saber mais sobre ela.
- Tenho um pressentimento que somente saberemos após décadas... Ademais, sinto, que também que deve guardar segredo sobre o fato dela ser alienígena.
A senhora sentencia, enquanto fazia surgir um globo com um movimento das mãos, sendo que senta em uma cadeira próxima dali, para depois executar alguns movimentos com as mãos, enquanto recitava algumas palavras mágicas, para depois aparecer o local do torneio e frente a isso, passa a olhar atentamente o desenrolar dos acontecimentos no mesmo, passando a exibir uma face pensativa.
- Também sinto isso e, portanto, não contarei a ninguém, nem ao meu otouto. Eu prometo.
- Ótimo. Bem, vamos assistir as lutas.
- Hai!
Uranai exclama com empolgação, para em seguida prestar atenção em seu globo.
Após horas, do alto, Sakura reconhece a ilha onde seria realizado o torneio, a ilha Papaya e nisso, a Kinto-um desce e em seguida, todos desembarcam, sendo que mãe e filha começam a flutuar próxima da jovem, enquanto a mesma fala para a nuvem:
- Kinto-un, suba para os céus. Quando precisar de você, irei chama-la.
Nisso, a nuvem some no céu, dentre as demais, com Sakura a observando, sem perceber que a existência da nuvem chamou a atenção de vários artistas marciais, pois, muitos já ouviram falar da kinto-un e, portanto, surgiu um murmúrio dentre todos, com muitos ficando surpresos e outros sorrindo, ao imaginarem que poderia ser uma adversária interessante.
Quando aos espectadores que consistiam em pessoas que pagaram para assistir o torneio, apenas murmuravam o que seria a estranha nuvem dourada que haviam visto.
- Vamos, jii-chan.
Nisso, eles caminham até uma espécie de portal, que indicava a entrada do torneio, quando alguns mestres remanescentes dos ataques de Piccolo Daimaoh, que estavam no torneio para ver a evolução de seus discípulos, identificam Mutaito, assim como ouviam a jovem se referir a ele como jii-chan e passam a olha-la mais atentamente, até que eles percebem que a mesma tinha uma cauda felpuda enrolada na cintura, algo que também chamou a atenção de algumas pessoas.
Então, alguns se lembram de algumas matérias publicadas por jornalista e repórteres, sobre uma jovem com cauda, neta de um renomado mestres de artes marciais, que derrotou Piccolo Daimaoh, tal como derrotou muitos bandidos, salvando centenas de pessoas inocentes.
Frente a isso, o murmúrio aumenta e muitos, principalmente espectadores, caminham a passos rápidos, tal como seus discípulos e enquanto isso, Sakura se inscrevia, ao longe, com a espécie de monge que acompanhando a inscrição da mesma, orientando-a no preenchimento do papel.
- Mutaito?
O mesmo reconhece a voz, enquanto virava o corpo e se deparava com um de seus antigos amigos, assim com um grupo de jovens, provavelmente discípulos, uma vez que havia outros mestres, que o cumprimentavam.
- Hayaki! Mazaki! Nori! Ken! Chen! Não acredito! Estão vivos! Achei que estavam mortos! Fico feliz em saber que sobreviveram! - ele exclama, enquanto apertava as mãos deles entusiasmante, sendo que os mesmos retribuíam.
- Ficamos felizes em ver que está vivo, após sabemos o que aconteceu com o seu doujo. Temíamos o pior.
Mutaito fica triste e suspira pesadamente para depois falar, ainda entristecido.
- Tive sorte de não morrer aquele dia. No momento, estava próximo dos meus melhores discípulos e eles me ajudaram a criar uma barreira consideravelmente poderosa para deter o ataque. Porém, estávamos longe dos meus outros discípulos e eles... – ele inspira e depois fala, sorrindo fracamente, pois, ainda sentia-se triste ao pensar na morte de seus discípulos – Fico aliviado da minha neta ter sobrevivido ao ataque dele, após enfrenta-lo.
- Sua neta o enfrentou? Por acaso, o nome dela é Sakura?
- Isso mesmo.
- Ela tem uma cauda? – outro pergunta.
- Sim.
- Então os boatos sobre a sua neta adotiva ter uma cauda eram verdadeiras.
- Para mim, ela é a minha neta. Não importa senão ela não tem o meu sangue. Eu a amo da mesma maneira.
- Então... Foi ela que derrotou Piccolo, o Rei dos demônios? – um deles pergunta, embasbacado.
- Sim. Foi ela que o derrotou, após treinar muito.
Os demais mestres de artes marciais se entreolham, assim como os discípulos e outros participantes, sendo que começa um murmúrio e um dos jovens, pergunta:
- Por acaso, aquela nuvem é uma kinto-un?
- Sim.
Frente a tal informação, um murmúrio ainda mais audível se instalou e Sakura, com a sua audição apurada, sabia exatamente do que falavam e frente a isso, sorria satisfeita e orgulhosa, até que exclama, acenando, conforme se aproximava de seu avô:
- Jii-chan! Vamos! Todos os mestres podem assistir as eliminatórias de seus discípulos.
Ela termina de falar ao se aproximar dele e começa a puxar a sua mão, pois, estava ansiosa para lutar, sendo que agora compreendia que tal felicidade de lutar, era algo inerente a ela e que provavelmente, devia ser oriunda de sua raça.
- Bem, tenho que ir, amigos. Desejo sorte aos seus discípulos.
Ele fala sorrindo gentilmente, enquanto era levado pela neta, sendo seguido pelas duas gatinhas que estavam entusiasmadas, principalmente a pequenina.
Após se afastarem, um dos mestres comenta, com seus amigos, uma vez que encontravam-se em uma espécie de roda de conversa:
- Pelo visto, os boatos, tal como notícias, eram de fato, verdadeiros. Inclusive há outros, que estou me inclinando a considerar como verdadeiros, também.
- Provavelmente amigo. Ademais, prevejo que não será um torneio fácil. A neta dele é uma adversária poderosa e, portanto, nossos discípulos terão que ter cuidado redobrado.
- Acho difícil ganhar dela, ainda mais após serem confirmados os boatos dos jornalistas sobre ela, que nos salvou do rei dos demônios...
- Por falar nisso, confesso que estou curioso para saber que tipo de treinamento teve. Pois, pelo que compreendi, ela perdeu a primeira vez.
- Em relação a isso, acredito que tenha feito algum treinamento severo e igualmente secreto...
- Mas, em tão pouco tempo?
- Bem, isso é verdade... E quanto a isso, só resta a nós supor que tipo de treinamento ela fez.
- Sim. Não acho que eles irão revelar.
- Não duvido disso... Ademais, acho incrível essa jovem ter conseguido uma kinto-un. Pelo que eu saiba, elas se tornaram escassas no céu, devido ao fato de poucos serem capazes de montarem nelas. Imagino como ela conseguiu tal nuvem.
- Se considerarmos o fato dela ter derrotado o Rei dos demônios, que assassinou inúmeros mestres e guerreiros, podemos considerar tais feitos incríveis e que se enquadram no fato dela ter sido capaz de derrotar tal ameaça.
Então, continuaram conversando e expondo hipóteses, até que seus discípulos os chamam, pois, as eliminatórias iriam começar.
Em um canto, próximo dali, coberto por uma espécie de capa, havia um homem, que ouvira tudo e sorria orgulhoso dos feitos de Sakura, sendo que ele sai das sombras, revelando ser Tsuru, junto de uma criança com uma pequena trança, atrás da cabeça.
- Essa Sakura... É aquela que você vive falando?
- Sim, otouto. Ela é a minha imouto adotiva. Eu a vi crescer e tenho um profundo carinho por ela. Acredito que seja o único sentimento bom que me restou, juntamente com o respeito ao meu ex-mestre, Mutaito-sama.
- Hum... E quanto ao tal Muten? Você falou dele para mim, algumas vezes.
Tsuru suspira, para depois olhar para o céu e falar, um tanto entristecido:
- Não sei se ainda guardo algum sentimento de amizade por ele, Tao Pai Pai... Muten foi meu rival e melhor amigo. Acredito que em relação a ele, o mesmo ainda possuí algum sentimento, pois, com certeza, está trilhando o caminho da luz. Já, eu, estou trilhando o caminho das trevas e com certeza, com o advento dos anos, irei me perder cada vez mais nela.
- Eu quero trilhar o caminho das trevas. Não pude vingar os nossos pais. Coube a você, nii-san, fazer isso. – o garotinho fala amuado, cruzando os braços.
Tsuru olha para ele e fala, sorrindo:
- Sinto tirar a sua chance de vinga-los... Mas, não consegui segurar-me ao saber o que fizeram com eles. – nisso, crispa os lábios, ao se recordar dos acontecimentos.
