Capítulo 7.

Applejack P.O.V.

Eu jogava um jogo de ferraduras na fazenda contra a Rainbow Dash e, para meu azar, ela estava ganhando. Quando eu estava pra jogar minha última ferradura e, no mínimo, empatar o jogo, dois pégasus caíram com tudo no chão.

Antes que perguntássemos se eles estavam bem, ambos começaram a discutir um com o outro.

Ambos: EU CHEGUEI PRIMEIRO! NÃO CHEGOU NÃO! CHEGUEI SIM! NÃO CHEGOU NADA!

Confesso que achei aquela cena patética, mas também muito familiar: eles agiam como a Rainbow Dash. Resolvi interromper antes que a situação ficasse pior e ambos começassem a se bater.

Eu: Ahn... querem alguma coisa?

Um dos pégasus, que percebi ser fêmea, se pronunciou primeiro.

Pégasus: Isso depende. Você é Applejack?

Eu: Pode apostar que sou. E você é...

Pégasus: Sou Tonya, e este é Craig. Viemos pelo trabalho. Bom, na verdade Craig que veio pelo trabalho. Eu vim apenas "vigiá-lo".

Rainbow Dash: *sorriso maroto* Pelo que vejo, você não confia muito em seu namorado.

Tonya: *aparentando indignação* Não somos namorados!

Craig: Ela está certa. Eu me daria um soco antes de namorar essa aí.

Eu: Nesse caso, vou te mostrar o trabalho, Craig. Rainbow Dash, por que você e a Tonya não disputam um jogo de ferraduras?

Rainbow Dash: Por mim, tudo bem.

Tonya: Eu não sou muito boa de pontaria, mas um jogo não vai me matar.

Normal P.O.V.

Ao mesmo tempo, na biblioteca de Ponyville, Léo e Elliot ajudavam Twilight no lugar de Spike, que estava gripado e não conseguia nem levantar da cama.

Twilight P.O.V.

Confesso que achei aqueles dois pôneis, Léo e Elliot, bem interessantes. Léo era o unicórnio mais tranquilo que eu já vi, enquanto que Elliot, de tão tímido, parecia a versão masculina da Fluttershy.

Enquanto eles guardavam os livros nas prateleiras, eu me concentrava na leitura de um feitiço, até ser cutucada por um casco. Pela tremedura da cutucada, só podia ser Elliot, e tive certeza disso ao me virar.

Elliot: Twi-Twilight, eu... eu posso...

Ao notar que ele estava segurando um livro, entendi logo o que ele queria.

Eu: Você quer o livro emprestado? Pode ficar à vontade!

Elliot curvou a cabeça, me agradecendo silenciosamente, antes de voltar ao trabalho. Não sei o porquê dele ter escolhido justo aquele livro, mas dei de ombros. Se ele gostava, não era meu problema.

Léo P.O.V.

Eu não estava entendendo nada. Por que o Elliot tinha pedido um livro emprestado à Twilight? Eu nem sabia que ele gostava de ler! Mas quando o grupo se encontrou ocasionalmente, decidi deixar o assunto pra mais tarde, já que era hora do almoço.

No meio do papo, Elliot pediu um minuto de atenção, mas, pela cara dele, não foi fácil pedir isso.

Lewis: Aconteceu alguma coisa, Elliot? Porque para pedir nossa atenção, coisa que eu não lembro de você ter feito antes, deve ser importante.

Elliot concordou com a cabeça, antes de respirar fundo e soltar uma frase que surpreendeu até a mim.

Elliot: Eu achei uma forma de voltarmos pra casa.

Alice P.O.V.

Elliot havia encontrado uma forma de voltarmos pra casa? Essa sim que foi uma notícia surpreendente! E ele não precisou explicar nada: simplesmente colocou um livro sobre a mesa. Léo, usando a magia de seu chifre, folheou o livro até a página indicada por Elliot e o leu em voz alta.

Confesso que, no início, achei aquele assunto escrito no livro um verdadeiro conto de fadas. Era muito improvável que aquilo fosse real! Mas tentar não custava nada, certo?

Eu: Mas precisamos tentar agora? Temos tempo! Nem conhecemos Ponyville direito ainda!

Lewis: E eu ainda preciso pegar meu cachecol com a Rarity.

Tonya: É, vocês têm razão. Esperar um pouco não vai nos matar.