Capítulo Sete

Bella acordou em sobressalto. Que horas eram? Era a filha; dela chorando?

Ela levantou com os olhos turvos antes de estar completamente acordada. Como a luz da lua estava iluminando a outra parte do quarto, ela notou que deveria ter dormido. Com um murmúrio, lembrou como o marido tinha feito amor com ela. Bella olhou para a cama com o coração na boca e um sorriso nos lábios.

A cama estava vazia. Edward tinha partido.

Ela olhou no relógio. Eram três horas da madrugada. Onde ele poderia estar? Por que a deixaria no meio da noite depois de tê-la reivindicado tão ardorosamente na cama?

Bella enrubesceu pelas lembranças da noite anterior. Ele a requisitara de uma maneira que nunca esqueceria.

Então, sua filha chorou novamente, porém mais alto desta vez. Ela correu para o quarto anexo e acendeu um pequeno abajur em forma de girafa que fazia com que a luz ficasse dourada e suave. Bella pegou o bebê.

— Está tudo bem. A mamãe está aqui — disse ela, acalman do a filha. Segurando o bebê gordinho de três meses no colo, carregou-a para a cadeira perto da janela. Quando começou a amamentar, o choro da criança cessou. Bella olhava para a filha, perdida em sua beleza e nos cílios negros e longos que herdara de Edward. Uma de suas mãozinhas agarrou o dedo de Bella.

Nós temos oito quartos. Quero enchê-los.

Como seria ter uma casa como esta cheia de crianças, pensou Bella? Ter uma família grande? Um marido adorável?

Lentamente, ela olhou ao redor do quartinho da filha. Era aconchegante e luxuoso, mas gostaria de ter montado, ela mes ma, o quarto da criança, ainda que fosse apenas com um balde de tinta, uma máquina de costura e suas duas mãos, em vez de pagar outra pessoa para fazer. Da próxima vez, prometeu a si própria. Então parou.

Da próxima vez.

Será que poderia ficar casada com Edward, mesmo sabendo que ele nunca a amaria? Ele sabia, no entanto, fazer amor... Ah, sim. Bella sentiu calafrios e fechou os olhos ao se lembrar da noite anterior.

Ele sabia fazer amor, mas ela nunca o tinha visto se importar verdadeiramente com ninguém. Exceto com a filha.

Será que a atração sexual e o mútuo cuidado com a criança seriam suficientes para manter um casamento em que os valores eram tão diferentes?

Depois que Marisol voltou a dormir Bella a colocou com cuidado no berço para não acordá-la. Possivelmente, ela dor miria outras quatro horas, ou talvez até mais. A cada noite, ela dormia melhor.

Fechando a porta do quarto, Bella sorriu. As últimas horas depois de ter dormido nos braços de Edward foram às melhores que teve durante todo o ano.

Ele queria que ela fosse a esposa dele para sempre, queria que fossem uma família. E ela o amou por um ano. Mesmo quando o odiava, era apenas porque tinha sido rejeitada pela pessoa que mais amava.

Talvez funcionasse. Talvez fosse o suficiente.

Ou talvez, de alguma maneira, ele aprenderia a amá-la da mes ma forma que Bella o amava. Ao lembrar, ela abriu os olhos desoladamente. Não era de estranhar que Edward a tivesse cha mado de ingênua e ridiculamente sentimental.

A propósito, onde ele estava? Ela olhou ao redor do quarto escuro e vazio. Onde ele estaria a esta hora da noite?

Talvez tivesse ido até a cozinha fazer um lanche.

Bella colocou o robe e desceu as escadas, mas não o encontrou. Intrigada, voltou a subir. Ela decidira ligar para o segurança deles, e foi então que ouviu a voz de Edward no quarto de hóspedes.

— Nada mudou. — A voz dele era suave, mas dotada do mesmo tom arrogante de sempre. — Nada.

Ela se afastou da porta e se se encostou à parede do corredor escuro com uma das mãos na boca e a outra sobre o peito.

— Não ligue para cá de novo — rosnou ele e, então, desligou. Um pequeno ruído escapou dos lábios de Bella. Com quem Edward estava falando? Com uma antiga amante? Será que foi por isso que ele saiu de fininho da cama para conversar com al guém em particular, escondido de sua esposa? Mesmo com Bella tentando se convencer de que estava exagerando em sua reação, de que ele poderia estar conversando com outra pessoa, sentiu medo.

Nunca existiu outra mulher desde a noite em que você esteve na minha cama. Você entende o que eu estou dizendo?

Bella sentiu um alívio. Edward não era mentiroso. Pelo contrário, era cruelmente honesto. Como secretária dele, vira-o insensivelmente descartar uma mulher após a outra, dizendo di retamente na cara delas que ele estava entediado porque não tinha nenhuma intenção de ser fiel. Definitivamente, ele não era um mentiroso.

Mas, no entanto, nunca se casara.

— O que você está fazendo acordada? Ofegante, ela o viu na porta, olhando-a.

— Eu me levantei para amamentar Marisol e notei que você não estava por perto.

— Não quis acordá-la. — O rosto lindo de Edward estava im passível. — Eu não conseguia dormir.

— Sinto muito. — Ela mordeu o lábio, se sentindo culpada por ter dormido tão bem. — Há algo de errado? Eu estava roncando ou...

Ele deu uma risada baixinha e então sacudiu a cabeça sobria mente.

— Eu simplesmente não durmo bem com outras pessoas na mi nha cama. Nunca consegui.

— Nunca?

— Você alguma vez ouviu alguém ter dito que permiti uma mu lher passar a noite comigo?

Bella olhou para ele, lembrando-se do tempo em que Edward era seu chefe e o playboy mais sem coração da cidade.

— N-não — hesitou. Então, abriu um sorriso embaraçoso para o marido. — Você era famoso por levar mulheres para a cama e depois mandá-las embora rapidamente.

Ele se inclinou na porta, olhando para o chão.

— É difícil baixar minha guarda. Mesmo comigo?

— Principalmente com você — sussurrou ele.

Sem pensar, Bella colocou uma das mãos no peito desnudo e quente de Edward.

— Existe algo que eu possa fazer para ajudá-lo a dormir? — Per cebendo o quanto flagrante isto soava, ela corou. — Quero dizer, posso pegar um leite quente ou algo do tipo?

— Não — disse ele, abruptamente —, mas obrigado.

— Por que não me expulsou — murmurou ela — naquele último Natal que fiquei na sua casa?

— Você não era uma celebridade qualquer que conquistei numa noite de gala. Era importante para mim. Queria que ficasse.

— Queria? Por quê?

— Não sabe? — Tomando-a nos braços, ele levantou-lhe o quei xo e a encarou. Então, sorriu com o charme que partia o coração dela em um milhão de pedaços. — Eu preciso de você, Bella.

Edward olhou para a esposa em meio às sombras do corredor. Suas bochechas estavam rosadas, os olhos de esmeralda brilha vam e o cabelo cacheado caía sobre os ombros. Ela estava tão sexy, tão macia e tão desejável! Ele tinha acabado de possuí-la e já a queria novamente. Queria Bella ainda mais. Os olhos dela se encheram de lágrimas.

— Você precisa de mim? Achei... Eu achei que você só me que ria aqui por causa do bebê.

— Esta não é a única razão. Trêmula, Bella olhou para o marido.

— Eu quero ficar com você — disse ela suavemente. — E ser sua esposa.

Edward se sentiu triunfante.

— Querida!

Ela esticou uma das mãos com um brilho no olhar.

— Porém não vou mais negligenciar ou ignorar meus amigos e minha família, simplesmente para amenizar sua insegurança.

As palavras duras de Bella pareceram um tapa no rosto dele. Amenizar minha insegurança. A voz dele estava baixa e perigosa.

— Você se refere ao fato de eu ter proibido você de falar com Black?

— Sim.

— Você deveria esquecê-lo.

— Não. — Os olhos desafiadores de Bella cintilaram. — Ele é meu amigo.

— Amigo! Ele me disse que estão noivos desde a escola. Disse, inclusive, que, se você fosse para a cama com ele, era porque eu não significava nada para você, e que em breve você faria isto comigo.

Edward parou, seu coração estava acelerado. Ele não queria ter dito tanto. Bella se aproximou, e a luz suave do quarto de hós pedes iluminou seu rosto belo. Então ela deu uma risada estranha.

— Quer ouvir uma história engraçada? No baile de formatura da escola, fizemos um pacto tolo. Se não nos casássemos até os 30 anos, casaríamos um com o outro.

— Você só tem 25.

— Sim, eu sei. Estou começando a me perguntar se Jacob foi... Bem, ameaçado por você.

De repente, tudo fazia sentido.

— Você não estava apaixonada por ele, estava? Ele estava ten tando se livrar de mim e funcionou. Uma vez que estivesse fora do caminho, ele usaria sua gravidez como desculpa para dar o bote.

Confusa, Bella sacudiu a cabeça. Ele, de fato, me ama, mas como um irmão.

— Eu fui um tolo. — Dando dois passos para frente, ele mal podia acreditar na própria estupidez. Naquela linda noite de Na tal, quando eles terminaram de fazer amor, quando ele tirara a vir gindade de Bella, acreditara que o relacionamento deles pudesse ser diferente dos outros. Mas ele jogara fora aquela conexão pre ciosa, baseado nas insinuações do seu rival.

— Jacob Black está apaixonado por você. Eu vejo no rosto dele.

— Ele deve ter tentado me proteger.

— Você deve estar cega em relação aos verdadeiros sentimen tos dele, mas eu não estou. Você nunca mais irá entrar em contato com ele ou com sua família.

— O quê? — Bella ficou boquiaberta. — O que a minha família tem a ver com tudo isso?

Edward não poderia explicar, ou ela descobriria tudo o que estava escondendo dela, para o próprio bem da esposa. Sou seu marido, vai confiar em mim e me obedecer.

— Obedecer? — Bella cruzou os braços. — Em que século você vive? Você pode ser meu marido, porém não é mais meu chefe.

— Não sou? — disse ele suavemente, e esticou a mão alisando o pescoço da mulher. Bella fechou os olhos, e ele a sentiu se arrepiar diante do seu toque. — Eu estou tentando proteger nossa família. Tenho minhas razões, acredite.

Mas Bella se afastou. —Não.

Ele arregalou os olhos. —Não?

— Eu quero ser sua esposa, Edward, mas tenho que ver minha família e Jacob.

— Eu poderia levá-la aos tribunais. O contrato pré-nupcial...

— Eu também. — Ela olhou para ele calmamente. — Leve-me para os tribunais.

Ela o estava chamando de blefe. Ele não tinha o menor desejo de processar sua esposa, a mãe da sua filha. E agora os dois sa biam disto.

— Não vou permitir que...

— Não é uma questão de permitir. Estou dizendo. Eu preciso me relacionar com a minha família, incluindo Jacob, assim como Marisol tem esse direito. Vou para casa visitar minha famí lia. Você pode se divorciar de mim, mas não me impedir.

Xeque-mate, ele pensou, quase em desespero.

Ele ainda não conseguia esquecer ou perdoar o modo como os pais de Bella a trataram quando ela ligou para eles duas horas antes do parto, ansiosa para contar sobre o bebê. Ela teria todas as razões para descansar e relaxar, mas tentou compartilhar a ale gria das boas-novas com a mãe e o pai. Foi deixada soluçando de tristeza, contudo.

Edward sempre sonhou em ter uma família. Uma família amorosa e não cruel como a sua. Não permitiria que ninguém fizesse Bella chorar assim.

Olhando para ela, um pensamento passou por sua cabeça. Mo ralmente repreensível — mas então, ele pensou severamente, já tinha ido tão fundo que poderia ir um pouco além.

Era para o bem da própria esposa, ele repetiu para si mesmo. Para o bem e segurança da pequena família deles.

— Já pensou querida, que talvez eles não queiram vê-la? Bella olhou para ele visivelmente ferida.

— O quê?

Era frio, cruel e errado, mas ele afastou suas pontadas de cons ciência. Teria que ser implacável.

— O Black contatou você alguma vez nos últimos três me ses? Alguém da sua família tentou ligar ao menos uma vez?

Bella pareceu incerta.

— Não, mas não posso culpá-los. Eu os decepcionei.

— Não — disse Edward, de modo afiado. — Você teve um bebê e se casou. Quando tentou compartilhar as novidades com eles, dilaceraram seu coração.

Bella respirou fundo.

— Eu sei que pode parecer que foi assim.

— Eles foram cruéis com você. — Edward ainda se lembrava da grosseria no tom de voz do pai dela. Você nunca vai ser um pai ou marido decente e sabe disso. Se fosse ao menos meio ho mem, mandaria ela e o bebê para as pessoas que são capazes de amá-la.

— Farei com que me perdoem. — Os olhos de Bella brilharam de maneira suspeita. — Eu tenho que tentar.

Quando ela se virou, Edward segurou-lhe o braço. Escreva para eles primeiro.

— O quê?

— Se aparecer pessoalmente, quem sabe como poderão reagir? E se baterem a porta na sua cara? Quer realmente arriscar?

Bella estava pálida.

— Escreva primeiro — disse ele suavemente. — E a melhor for ma de condensar seus pensamentos e dar-lhes tempo para elabo rar os deles.

— Bem. — Ela respirou fundo. — Talvez você esteja certo. —Bella olhou para baixo. — Eu morreria se batessem a porta na minha cara ou caso recusassem ver Marisol. Eu não posso nem imaginar. Confesso que achei que eles fossem me ligar — disse infeliz.

Edward colocou as mãos nos ombros dela.

— Escreva para eles.

— Você acha melhor?

— Com certeza.

Ela mordeu os lábios.

— Até para Jacob?

Edward bufou e negou com a cabeça. Calhe suspirou.

— Certo.

— Certo?

— Obrigada — disse ela, hesitante — por me ajudar. Não sei o que faria sem você.

Edward nunca a tinha visto tão bonita. Hipnotizado, ele acari ciou-lhe as bochechas e a tomou nos braços, então sentiu os seios macios de Bella contra seu peito.

— Você é minha mulher, Bella. Faria qualquer coisa para mantê-la segura e feliz.

Ela olhou para ele e de repente deixou escapar:

— Com quem estava falando ao telefone?

— O quê?

Amuada, ela cruzou os braços.

— Eu não pretendia perguntar — suspirou. — Ia ficar em silêncio.

— Ah, querida. — Sorrindo, Edward acariciou-lhe a bochecha. Ela era tão transparente! Ele amava isto nela. — Você se perguntou se eu estava falando com alguma mulher?

— O pensamento passou pela minha cabeça. Todas as mulheres querem você.

— E eu só quero uma mulher no mundo. — Levantando o quei xo de Bella, Edward olhou dentro dos olhos dela. — Eu sou seu, somente seu, minha linda esposa. Nunca vou traí-la, Bella.

— Nunca?

Estava apenas falando com um rival... Que mora longe.

— Ah! — Aliviada, ela o abraçou, pressionando o rosto no peito do marido.

Alisando as costas da mulher por cima do robe, Edward respirou aliviado. Ela devia ter ouvido o final da conversa telefônica. Se tivesse ouvido a conversa toda, não estaria preocupada com algu ma mulher imaginária.

— Tente entrar em contato com minha esposa novamente — ros nou Edward — e irá se arrepender!

— Não pode me manter longe dela. Nós dois sabemos que você não é bom o suficiente. Nunca vai fazê-la feliz. — A voz de Black era de raiva e de desespero, que cresceu durante os meses em que Edward bloqueou as cartas e telefonemas dele. No dia anterior houve uma tentativa de entrega de um telefone celular em um envelope. O segurança abriu o pacote enquanto Bella estava no andar de cima se amimando.

Uma hora antes, a raiva de Edward finalmente explodiu. Ele se levantou da cama enquanto Bella dormia e ligou para Black no meio da noite.

Na verdade, o jovem fazendeiro o havia ameaçado, dizendo que ia chamar a polícia e alegar que Bella estava sendo mantida contra sua própria vontade.

Edward estreitou os olhos. Com a polícia sabia o que fazer, mas Black havia ameaçado voltar para Nova York. Ele não po dia vigiar Bella a todo instante na cidade e evitar que tivesse en contros inesperados. Nem podia arriscar deixá-la conversar com Black. Ele já imaginava o que o homem diria a ela.

Precisava de uma terceira opção.

No dia do casamento deles, Edward contratou um inves tigador, que usava para descobrir as sujeiras dos competidores de negócios, a fim de vigiar a esposa e a família dela. Edward queimou as cartas enraivecidas enviadas pelo pai de Bella e os cartões suplicantes da mãe dela, e ainda jogou no lixo o buquê de flores que a irmã enviou em formato de carrinho de bebê.

No início fez o que fez porque não confiava em Bella. Então, disse a si mesmo que só estava tentando protegê-la. Edward esta va certo de que o pai dela estava tentando ser mais amável agora, mas seus próprios pais tinham seus dias de bem com a vida. Não permitiria que tivessem acesso a Bella até que tivesse certeza de que não a magoariam novamente.

Mas no fundo de seu coração, ele sabia que não era a única razão.

Você não foi nem homem o suficiente para vir até mim e pedir a mão de Bella. A lembrança das palavras frias do pai dela ainda ecoavam em sua mente. Você pode ser dono de metade da cidade, mas eu sei o tipo de homem que realmente é. Nunca será um marido ou pai decente, eu sei disso.

Para Charlie, como para muitos outros, Edward era apenas um tirano exigente e egoísta, o chefe que os funcionários obedecem, mas desprezam.

Então, que seja assim. Edward não precisava do respeito do homem, e não deixaria que ninguém insultasse sua esposa. Ou que lhe causasse problemas a ponto de separar sua família.

Edward respirou fundo. Ele estava começando a confiar em Bella novamente, mas não confiava nas demais pessoas. Sempre que se permitia se importar com alguém, este alguém desaparecia da vida dele. Não deixaria que isto acontecesse outra vez. Não agora.

— Edward?

Bella estava olhando para ele com a testa franzida, seu robe tinha aberto levemente, revelando seus seios volumosos, e de re pente ele soube exatamente de que precisava. Edward a puxou para si e murmurou:

— Você disse algo sobre me ajudar a dormir?

— E... — Ela corou. — Eu só achei...

— Sim. — Segurando-lhe a mão, ele a conduziu para o quarto principal. Então, tirou o robe do corpo de Bella e a empurrou para a cama. Sua esposa parecia um anjo diante da luz do luar. Os seios dela estavam enormes e os mamilos, rosados e vívidos.

Edward a beijou intensamente e sentiu que Bella retribuiu o beijo com a mesma ardência. Ele a desejava tanto que não parecia ter se saciado naquela mesma noite. Ele a queria mais do que da última vez. As pequenas mãos da mulher percorriam o corpo de Edward, acariciando o peito desnudo, os ombros e as costas. O homem murmurou quando sentiu os dedos dela deslizarem sobre suas costas até o eixo rígido sob as calças do pijama. O rosto dela ficou em êxtase enquanto alisava o membro rijo sobre o tecido. Edward segurou-lhe o pulso.

— Eu não sei... Quanto tempo pode durar — balbuciou ele. Ela abriu um sorriso feminino misterioso.

— Então não pense nisso.

— Querida!

Ela desfez o laço do pijama e deslizou a peça de roupa para baixo. A ereção do marido se libertou do tecido, fazendo com que ela olhasse para baixo, espantada. Então o colocou inteiramente em suas mãos.

— Bella — suspirou. O toque dela era maravilhoso, fazendo o coração de Edward acelerar. Ele queria preenchê-la com sua masculinidade agora, agora, agora! — O que você...?

Os olhos dela estavam em chamas.

— Possua-me — sussurrou ela.

Um gemido selvagem subiu pela garganta de Edward ao olhá-la espalhada na cama para seu bel-prazer. Ele não teve nem tempo de acabar de tirar as calças do pijama. Deixando-as no meio das coxas, ele se posicionou e penetrou na mulher.

Bella murmurou e segurou-lhe os ombros. O rosto dela de monstrava um êxtase angustiado, e, por um instante, ele achou que tinha ido longe demais, muito profundamente. Então come çou a recuar.

— Não pare. — Enfiando os dedos na pele de Edward, ela pas mou a se mover por baixo dele. — Continue, eu quero mais.

Ele empurrou novamente, arrancando-lhe um gemido. Então, cavalgou-a com mais força e velocidade, até a cama começar a bater intensamente contra a parede.

— Pare! — sussurrou ela. — Não acorde o bebê.

Surpreso, Edward riu, se inclinando para beijar-lhe a testa com ternura. Segurando os quadris da mulher, ele lentamente re tomou os movimentos, desta vez de maneira mais controlada. De alguma maneira, o silêncio aumentou o prazer, fez com que o tornasse proibido. Ele continuou o ato até ela agarrar o antebraço dele e soltar um grito silencioso cheio de prazer. Extasiada, ele deu uma última investida. Estremecendo, o mundo inteiro brilhou, e ele explodiu.

Edward desabou sobre ela. Passaram-se minutos, ou uma hora, até que percebesse que poderia estar esmagando-a. Ele não sabia quanto tempo se passara o que era estranho. Por um precioso instante, ele sentiu que adormeceu...

Ele começou a sair de cima dela, mas Bella puxou-lhe o braço.

— Fique comigo.

Edward hesitou, sabia que não conseguiria dormir ao lado dela, mas agora não podia negar-lhe nada. Sem dizer uma pala vra, ele rolou e a puxou para si, aconchegando o corpo pequeno da esposa junto ao seu.

— Eu amo você.

Chocado, Edward olhou para ela. O rosto lindo de Bella cin tilava, e as lágrimas brilhavam sobre seu rosto.

— Eu amo você, Edward. — Fechando os olhos, ela pressionou o rosto contra o peito do marido. — Eu nunca deixei de amar você e nunca deixarei.

Uma tremedeira atravessou o corpo de Edward à medida que a esposa acariciava-lhe o cabelo. Ouvir tais palavras dos lábios de sua mulher — as palavras que detestava e evitava ouvir de qual quer outra — foi, de repente, um presente precioso.

Agora, ele tinha até mais a perder. Mais a proteger. Edward abraçou-a com força. Será que ela ainda o amaria depois de des cobrir o que fizera? Depois de Jacob Black explicar tudo da forma mais destrutível possível?

Edward disse, com uma alegria forçada:

— O que você acha de passar o Natal no sul da Espanha? Bella suspirou de contentamento.

— Na Espanha?

— Eu tenho uma casa na costa que não é muito longe do meu antigo vilarejo. O que você diz? — E mais importante, a mais de oito mil quilômetros de distância de Jacob Black.

Ela sorriu.

— Eu vou para qualquer lugar com você.

Edward glorificou o espírito generoso da esposa e o coração confiante. Bella sabia dos defeitos dele melhor do que ninguém e, no entanto, escolheu amá-lo.

Foi o presente mais precioso que recebeu e ao mesmo tempo o que menos merecia.

Em minutos, ela adormeceu. Edward olhou através da janela a cidade escura e a vasta escuridão do rio Hudson. Fazia frio no mês de dezembro, e as noites duravam uma eternidade. A prima vera era uma promessa distante.

Bella o amava. Ele nunca a deixaria partir, mesmo se lhe cus tasse à alma.

Na escuridão, Edward estreitou os olhos.

Não a perderia nem agora, nem nunca.