N/A.: Olá! Tudo bem? Peço 450 milhões de desculpas por ter ficado tanto tempo sem atualizar, mas logo após o último post veio o meu aniversário, depois as provas da faculdade, depois Natal e Ano Novo, e quando eu vi já estava no final de janeiro e não tinha escrito absolutamente mais nada! Então, só pra dar um sinal de vida, eu vou postar aqui um trechinho da fic H/G que estou escrevendo, só pra dar uma palinha pra vocês :D. Por favor, não pensem que eu vou parar de escrever os "Doces Momentos", mas estou concentrada nessa fic sobre os dois que se passa depois dos acontecimentos da Batalha de Hogwarts. O primeiro capítulo deverá ser postado até o carnaval (eu sei, tá longe, mas eu to colocando um prazo grande para não faltar com a minha palavra), e logo depois um novo "Doce Momento" aparecerá por aqui. Espero que vocês gostem, é um trechinho bem pequeno do primeiro capítulo.
7 – Trecho da Nova Fic (ainda sem título definitivo)
-Svegli, bella ragazza. – ele disse, próximo a sua orelha, com a melhor entonação italiana que pôde fazer.
Praticavam italiano sempre que podiam, já que Ginny havia escolhido a Itália como destino de sua lua-de-mel. Nenhum dos dois sabia nada da língua, então entraram em um curso básico de forma a poderem ao menos se virar enquanto estivessem lá. Por sorte, tinham ainda alguns meses antes da viagem.
-Buon giorno, bello. – ela respondeu, mantendo os olhos fechados.
Harry baixou mais o rosto, alcançando o lóbulo da orelha dela com a boca, o que a fez arrepiar e rir.
-Está bem, está bem! Eu vou acordar! –disse rindo – Satisfeito?
Ela perguntou, virando-se no colchão e olhando para ele.
-Muito. – ele respondeu, beijando-lhe o rosto- Trouxe o café.
Ela voltou a atenção para a grande bandeja cheia com o café da manhã que Harry trouxera, o cheiro do pão quentinho e as outras guloseimas despertando sua fome.
-Hmm, parece bom. – disse, saindo de debaixo dos lençóis claros e olhando o chão, procurando algo – Onde está sua camisa de ontem?
-Não sei.
-Bom, então me dê essa que você está usando agora.
-Não. – respondeu simplesmente, seco.
-Não? – ela perguntou- Por que não?
-Eu acho você muito mais atraente do jeito que está agora; não quero que se vista.
-Você não tem jeito. – ela disse, rindo, ligeiramente corada e jogando um dos travesseiros nele- Mas, já que insiste...
Ela saiu da cama e passou por ele, fingindo ignorá-lo. Harry riu perante a tentativa dela de fazê-lo se sentir ignorado, e a admirou indo até o banheiro da suíte. Ginny fechou a porta atrás de si e voltou minutos depois com os dentes escovados e os cachos ligeiramente controlados, ainda desfilando.
-Ahhhh, eu gosto do seu cabelo bagunçado. – ele disse, enquanto ela se sentava ao lado dele.
-Me dê algo gostoso pra comer e eu juro que deixo você bagunçar ele de novo! – ela riu.
-Eu vou cobrar essa promessa... – ele disse, pegando um grande pedaço de torrada de pão branco com manteiga e geléia de amora, e dando a ela na boca.
Eles dividiram as torradas com geléia, os bolinhos, as frutas, o iogurte e o café. Quando terminaram, Harry colocou a bandeja na mesa de cabeceira e aninhou Ginny em seus braços, acariciando suas costas, enquanto ela, com a cabeça em seu peito e os olhos fechados, ouvia os batimentos ritmados do coração dele, o som que mais gostava no mundo.
-Eu te amo. – ela murmurou, acariciando o abdômen dele.
-Eu te amo mais. – ele murmurou de volta, baixando os olhos para a cabeleira ruiva.
-Não ama mais, não. – disse levantando o rosto e encarando seus olhos verdes.
-Amo sim. – ele disse, sorrindo de lado.
-Não mesmo. – ela rebateu, deitando-se por cima dele e chegando seu rosto mais perto ao dele.
-Eu já disse que sim. E posso provar... – disse, mordendo o lábio inferior dela devagar.
-Ah, é? – perguntou com interesse, uma das sobrancelhas levantada.
-Ah, eu posso... – respondeu perto dos lábios dela, segurando suas costas e girando sobre ela, surpreendendo-a.
Ginny riu ao encostar a cabeça nos travesseiros, enlaçando a cintura de Harry com as pernas e acariciando seu pescoço.
-Bem, eu vou gostar de ver você tentar... – disse, antes de ele tomar seus lábios para si.
888
Poucas horas mais tarde, Harry e Ginny estavam n'A Toca, pois todo domingo Harry e Hermione eram convidados para almoçar na casa dos sogros. Por mais que Ginny dormisse em Grimauld Place todo o sábado, e ocasionalmente outras vezes na semana; ainda morava oficialmente com os pais, e eles faziam questão de almoçar juntos aos domingos.
-Pode anotar o que eu estou dizendo, sua despedida de solteiro vai ser inesquecível. – disse Rony a Harry, os dois sentados nos sofás da sala de estar.
-Eu espero que sim, o seu dever como padrinho é esse!
-Cara, vai ser demais. Só não vou dizer mais nada porque é surpresa.
-O que é surpresa? – perguntou Hermione, entrando na sala e sentando ao lado do namorado.
-A despedida de solteiro do Harry, no mês que vem.
-Já? Normalmente a despedida não é um dia antes do casamento?
-É, mas vai ser no dia que o Neville conseguiu tirar de folga. A despedida não ia ser o mesmo sem ele. – Harry explicou- E Hogwarts não é tão flexível com os professores quanto a gente imagina...
-Realmente, a Ginny também não gostaria se alguma de suas amigas não pudesse ir à despedida dela... – disse Hermione.
-E a dela, como que anda o planejamento? – perguntou Rony.
-Não sei, a Luna que está organizando, afinal, ela é a madrinha. Mas eu acho que vou falar com ela pra fazer no mesmo dia que vocês, assim a Ginny pode se distrair, ao invés de ficar pensando no que você está fazendo sem ela.
-O que você vai fazer sem mim, hein, senhor Potter? – Ginny perguntou, ao entrar na sala, trazendo uma bandeja com quatro taças de vinho tinto.
-Eu não sei, amor, sou inocente! – ele riu, levantando a mão livre em sinal de juramento- É seu irmão que vai me colocar em alguma enrascada.
Ginny levantou uma das sobrancelhas, ameaçadora, para o irmão.
-Onde e quando? – perguntou simplesmente.
-Na despedida de solteiro dele. – respondeu Rony- Mês que vem.
-Ah, sim. – disse despreocupada, enquanto entregava uma taça para cada um- Eu já estou sabendo dessa, eu quero marcar algo com as meninas no dia.
-Então, eu estava pensando em falar com a Luna para fazer sua despedida no mesmo dia.
-Hmm, é uma boa idéia! E podemos nos encontrar todos depois das festas, lá pelas 5 da manhã para tomarmos café-da-manhã juntos! – propôs com animação, sentando-se ao lado do noivo.
-Perfeito. – disse Harry, beijando o rosto dela.
-Vocês podem, por favor, parar de saliência na minha frente? – pediu Rony, fingindo-se indignado.
-Oh, se você não gosta de assistir acho melhor fechar os olhos, porque eu vou descaradamente colocar a mão na cintura da sua irmã. – disse Harry, entrando na brincadeira.
-Parem crianças, antes que isso tome proporções não desejadas! Vamos lá para fora, vocês podem arrumar a mesa no jardim, já que o dia está lindo. – disse Ginny se levantando.
Rony e Harry foram juntos para o jardim, as varinhas empunhadas em uma das mãos e as taças de vinho na outra, levaram as mesas, as toalhas, os pratos e talheres para fora, onde Arthur, Jorge e Angelina também estavam tomando vinho e conversando. Os dois arrumaram tudo e se juntaram aos três, enquanto Hermione e Ginny foram à cozinha ver se Molly precisava de alguma ajuda.
Quando Molly levou a comida e todos se sentaram para comer, a conversa e os risos foram substituídos pela silenciosa apreciação da carne assada com pudim Yorkshire recheado de queijo Roquefort e salada de vagens.
Depois dos pratos e travessas serem esvaziados, Ginny foi à cozinha e voltou com xícaras de café expresso e uma grande e alta cheesecake, coberta com uma calda quente e doce de chocolate, que todos também comeram com satisfação.
-Estava uma delícia, amor. – Harry sussurrou em seu ouvido, enquanto tirava uma mecha ruiva do seu rosto.
-Que bom que você gostou. – ela sorriu.
-O que os dois pombinhos estão cochichando? – perguntou Angelina, animada- Aposto que é sobre o casamento.
Harry e Ginny riram, enquanto ele segurava as mãos dela.
-Bom, é verdade que andamos falando muito sobre isso... – disse a ruiva.
-Assim como a mídia: quase todo o dia sai alguma notícia no Profeta Diário sobre o casamento de vocês. – disse a morena- Eu e Jorge sempre paramos para ler, ontem mesmo saiu uma matéria sobre os possíveis lugares onde compraria seu vestido, Ginny.
-É, Hermione e eu também lemos, mas esquecemos de te contar. – Rony disse, olhando para a namorada.
-É, mas não tinha nada demais, só comentavam em que lojas você já tinha ido, esse tipo de coisa. – Hermione assegurou.
Ginny passou as mãos pelo rosto e suspirou.
-Eu não gosto desse tipo de assédio, as pessoas não deviam se interessar por essas coisas tão pessoais.
-Não ligue pra essas coisas, Ginny querida. – pediu Molly- Do contrário você só vai se estressar.
-Afinal, você não pode mudar o jeito que algumas coisas funcionam, infelizmente. – Arthur concluiu.
-É, Ginny, é o tipo de coisa inevitável. O Harry é uma celebridade desde que nasceu, e você é a capitã de um famoso time de quadribol; isso atrai o interesse das pessoas. – disse Angelina- Vocês têm fãs.
-E pessoas que nos odeiam também... Eu sei que é inevitável, mas eu realmente... – ela começou a dizer, mas deixou a fala morrer no meio da frase.
-Ginny, se tem uma coisa que eu aprendi depois de todos esses anos de matérias escritas sobre mim, foi que a melhor coisa a fazer é ignorar. A opinião das pessoas realmente não importa.
-Você tem razão. – disse olhando para Harry, e depois para todos na mesa- Vocês todos têm razão. É que meu temperamento não ajuda nessas horas, ainda mais com tanta coisa na cabeça... Mas, vou deixar isso pra lá... Não tem mesmo espaço no meu cérebro pra outra coisa que não seja o meu casamento; essa felicidade que eu sinto nenhuma matéria meia-boca de jornal pode tirar de mim!
-É isso mesmo! – encorajou Hermione, colocando o prato de cheesecake mais para o centro da mesa- Meu Deus, Ginny, você precisa me passar a receita dessa cheesecake, é a melhor que eu já comi.
A ruiva sorriu.
-Na verdade, a receita é da mamãe. - revelou e olhou para a mãe.
-E eu ficarei feliz em passá-la para você, minha querida. – disse sorrindo.
-Finalmente a Hermione vai poder cozinhar algo gostoso pra mim. – murmurou Rony para Harry.
-O que você disse? – perguntou a morena, com uma das sobrancelhas levantadas em sinal de ameaça.
-Nada, meu amor, só que você sempre cozinha algo gostoso pra mim! – disse, colocando uma das mãos na nuca, nervoso – Não disse isso, Harry?
-Disse, disse sim. – respondeu rindo, juntamente com todos na mesa.
-Vem de graça, pra ver o que acontece. – disse para o ruivo, séria.
-Eu te amo, você sabe disso, não? – disse, bem-humorado.
-Sei. – respondeu, se deixando rir- Você é inacreditável, Rony.
-Eu sei que sou. – disse, dando de ombros- Mas você adooooora.
Todos riram, e nesse clima animado as jovens retiraram a mesa, ao passo que Rony e Harry fizeram o favor de lavar toda a louça. Quando acabaram, se juntaram ao grupo na sala, e o moreno foi até Ginny.
-Amor, vamos lá pra fora? – murmurou.
-Claro. – disse, sorrindo, e pegando a mão que ele lhe estendia.
Saíram silenciosamente da sala e foram para a cozinha, onde havia uma porta que dava para o quintal. Atravessaram-na e caminharam sem pressa pelo jardim florido: já que os filhos não mais precisavam de tantos cuidados, Molly agora tinha tempo para se dedicar à jardinagem, hobby que ela tanto gostava. Passaram, porém, pouco tempo admirando as flores, e Harry a conduziu mais para dentro da propriedade, onde a grama ainda era aparada, mas deixando a casa para trás.
Chegaram a uma bétula branca toda florida, e Harry sentou-se, recostando-se no tronco da árvore, fazendo com que Ginny sentasse entre as duas pernas, as costas dela apoiadas em seu tórax. Os dois admiraram o sol alaranjado que estava cada vez mais próximo do horizonte, a hora do crepúsculo se aproximando. Harry acariciava os braços dela, sua boca próxima à orelha da ruiva, enquanto sentia o perfume floral de seus cabelos; ficaram em silêncio por um tempo.
-Você ama essa casa, não é? – perguntou, enquanto observavam A Toca.
-Amo. – ela respondeu, suspirando- Apesar de tudo, crescer com todo esse espaço pra correr foi maravilhoso.
-Eu quero que nossos filhos possam ter isso também.
-Você já pensa nos nossos filhos? – perguntou, com uma emoção grande e profunda percorrendo seu corpo.
-Eu penso... Mais do que qualquer coisa no mundo, eu quero formar uma família com você, minha amada – disse, passando os braços pela barriga dela, abraçando-a.
-Eu quero isso também. – ela disse, aconchegando-se no abraço dele.
-Pensando neles e em você, Ginny, eu fiz uma coisa.
-O quê? – perguntou, o coração palpitando.
-Eu comprei uma casa para nós. – revelou.
-Mas você já tem uma casa! – disse, desencostando-se e ficando de frente para ele.
-Sim. – concordou, sorrindo- Mas eu comprei outra, em Godric's Hollow; uma casa de dois andares, com um grande jardim e um quintal maior ainda, onde as crianças vão poder correr e brincar.
-Ah, Harry... Eu não sei nem o que dizer...
-Diga que você está feliz...
-Eu estou feliz! - disse, passando as mãos para sua nuca- Você me faz feliz, sempre!
-É o que eu mais quero no mundo, Ginny, fazer você feliz...– disse, beijando seus lábios com carinho.
Tá aí a palinha! Então, o que acharam? POR FAVOR ME MANDEM REVIEWS, MESMO QUE SEJA PRA DIZER QUE ESTÁ UMA MERDA!
Ah, e esclarecendo essa nova fic, vai ser sobre o casamento deles, mas será que o conto de fadas vai ser como todos imaginam? TÃ-RAM! (música de novela mexicana haha) Na verdade, não, não vai ser como todos imaginam. Harry e Ginny vão passar por altos e baixos, para saber se estão realmente prontos para casar, e o amor deles vai ser posto à prova :D e claro, Cho Chang e Draco Malfoy(meu loirão lindo haha) terão papéis fortes nessa desventura! Enfim, me digam o que estão achando :D.
Um beijão para vocês, obrigada por lerem e MUITAS REVIEWS PRA MIM!
