Love School

Capítulo 7- Um beijo inesperado...

Kagome voltou rápida e desesperadamente para casa. Retirou os sapatos ligeiramente, jogando-os no chão. Subiu as escadas, deu uma leve escorregada no tapete, abriu a porta do quarto bruscamente e jogou-se na cama. Continuou em prantos...

Aishiteru...

Eu te amo...

Chorou, chorou e chorou...não parou um só minuto de chorar...seus olhos já estavam inchados, sua pele corada, seu nariz escorrendo, seu rosto molhado. Sua respiração dava pulos de soluços...suas bochechas estavam quentes...seus cabelos desalinhados e seu corpo encolhido.

A cama desarrumada, o tapete virado ao contrário. As pantufas jogadas, cada uma numa extremidade do quarto. Seus livros estavam esparramados pelo chão, sua mochila escolar aberta e pendurada na maçaneta da porta. Suas canetas coloridas espalhadas pela escrivaninha e suas roupas, bagunçadas no guarda-roupa escancarado.

Doushite?...Doushite?...

Por que?... Por que?...

A menina sentou-se na cama bagunçada. Encolheu-se mais uma vez e abaixou a cabeça sobre os joelhos.

Eu tenho um sentimento

Eu tenho um sonho...

- Inu Yasha...- suspirava a linda menina ainda chorando.

Eu quero você, então vem pra mim...

Eu quero você aqui...

- Vem pra mim...vem pra mim, Inu Yasha...eu preciso de você...- pranteava.

O amor, o amor, o amor

Fica juntinho

Então, então, então

Vem pra mim

Eu tenho um sonho...

- Vem...pra...mim...

Vem...pra...mim...

Vem bem pertinho,

O amor...fica...juntinho...

Então vem pra mim...

- Por favor...venha...

Tô te chamando, tô te chamando...

Você pode me ouvir?...

Então...vem... pra mim...

Kagome chorava aos prantos em sua casa...

Inu Yasha divertia-se com Kikyou na linda praça, apreciando o maravilhoso lago "do amor"...

Hojo estava debruçado na janela de seu quarto, olhando para o céu cor de anil, suspirando por sua doce amada...chamando-a em pensamento...

Por que fui me apaixonar justo por ele?...Eu não estava sozinha...eu tinha o Hojo ao meu lado...o que está...acontecendo?...- Kagome pensava chorando um pouco menos.

TOC! TOC! TOC!

Alguém batia na porta.

Kagome começou a secar os olhos apressada, ajeitou o travesseiro e disse:

- Quem é?

- É a mamãe. Posso entrar, querida?

- Er... pode!

A mãe abriu a porta devagarinho... olhou o quarto e viu a bagunça que ele estava.

- Não se preocupe que eu vou arrumar tudo, tá, mãe?

- Você que não precisa se preocupar. Não estou brava.- respondeu ela meigamente, com um largo sorriso no rosto.

Em seguida, ela aproximou-se da cama da filha e sentou-se em sua beirada.

- Querida...se quiser desabafar, estou aqui para te ouvir...- disse ela acariciando o rosto da garota e enxugando suas lágrimas.

- Ma... mamãe...- pranteou Kagome indo logo para os braços dela.

- Oh, minha filhinha...não chore...- consolava ela, acariciando seus cabelos.- Num chora, filhinha do meu coração...

Mas ela continuou chorando...chorou por muito tempo. E sua mãe permaneceu ao seu lado, até ela adormecer...

Good night, honey...

Boa noite, querida...

O despertador tocara exatamente 06:00 horas. Hora de ir para a escola. Kagome levantou-se devagar e dirigiu-se até o banheiro. Olhou-se no espelho. Seus olhos ainda estavam inchados.

Tirou a roupa, tomou banho, cobriu-se com a toalha e foi para o quarto se trocar. Desceu as escadas lentamente, já com o material pronto.

Sentou-se na mesa desanimadamente e apenas tomou um copo de suco de laranja.

- Não vai comer, querida?- perguntou a mãe preocupada.

- Não, mãe...estou sem fome. Além do mais, já estou atrasada pra escola.

- Tudo bem...vá com cuidado!- recomendou a mãe, dando-lhe um beijo na testa.

- Tá bom!- respondeu Kagome, já chamando o elevador.

A adolescente foi para a escola tristemente. Quando chegou lá, o sinal já estava tocando. A "boiada" de alunos entrava nas salas alvoroçada. Segunda-feira é sempre assim. Todos voltam agitados para a escola.

- Silêncio!- pediu a professora de química um pouco nervosa.

Kagome sentou-se na carteira quieta. De repente, assustou-se com duas mãos pequenas e frias que encostaram em seus ombros.

- Bom dia, Kagome!- cumprimentou Sango alegremente.

- Bom...bom dia...- respondeu Kagome chateada.

Sango olhou-a atentamente.

- Menina...seus olhos estão inchados...o que aconteceu com você!- perguntou Sango assustada.

- Ei, garotas. Eu já pedi silêncio. Sentem-se em seus devidos lugares e peguem seus livros.- ordenou a professora, interrompendo a conversa das duas.

Elas assentiram caladas e obedeceram a ordem. Sango, porém, ainda estava preocupada. Pegou o caderno de matemática, arrancou uma folha e escreveu com uma caneta esferográfica:

"Kagome, o q aconteceu com vc? Pq está desse jeito taum palido e com os olhos inchados? Brigou com alguém? Fala vai..."

Amassou o papel e esperou que a professora se virasse para a lousa. Jogou o papel amassado à amiga e deu-lhe uma piscadela. Kagome devolveu-lhe um sorriso.

- Abram na página 256.- ordenou a professora.

Kagome abriu o livro e escondeu o papel já esticado dentro dele. Fingiu que estava lendo a matéria, mas na verdade, lia o bilhete. Pegou um lápis e começou a escrever.

- O que está escrevendo, senhorita Higurashi?- perguntou a professora rigidamente.

- Estou fazendo anotações, senhora Fujimoto.

Ela fez um "sim" com a cabeça, amarrando ainda mais a cara e virando-se para escrever na lousa. Kagome pôs-se a responder novamente o bilhetinho.

"No intervalo eu t conto..."

Amassou o papelzinho e jogou de volta para a amiga. Ela o abriu discretamente, leu-o e fez um "jóia" para a Kagome.

O sinal do recreio tocou...Todos os estudantes dirigiam-se para o pátio. Bagunças e gritos ecoavam pelos largos corredores do colégio. Realmente eram muito alvoroçados...Estranhamente, Rin estava sozinha...é...faziam vários dias que ela não andava mais com Kikyou e Ayame. Para todos os demais, elas podiam estar brigadas ou alguma coisa do gênero...Mas para Kagome e Sango aquilo não cheirava bem. Mesmo suspeitando de algo esquisito, ambas não comentaram nada uma à outra.

Rin, silenciosamente, escolheu uma mesa vazia. Colocou a bandeja sobre ela e sentou-se. Olhou para o lanche. Não quis comê-lo. Resolveu tomar um pouco de refrigerante, mas antes mesmo de tocá-lo, lembrou-se de algo:

"- Nunca tome refrigerante! Causa estrias, celulites e muitos outros prejuízos para nós, garotas que temos corpos perfeitos!"

Era Kikyou que sempre repetia essa mesma ladainha à pobre Rin. E esta sofria muito, porque o que ela mais gosta, é de refrigerante.

- Ah...dane-se o que ela disse!

Agarrou o copo com força e bebeu o líquido em poucos goles.

- Hum... delicioso...

Sua alegria, porém, logo acabou-se. Ela percebeu que estava só...todos a haviam esquecido...

Kagome e Sango comiam e conversavam do outro lado do refeitório. A menina, que agora tinha os olhos um pouco menos inchados, contava o que acontecera no dia anterior. Sango a ouvia atentamente. O que ela não sabia, é que a amiga não havia lhe contado a história toda...

Sango dera-lhe alguns conselhos, aqueles típicos que toda melhor amiga dá. Kagome sentiu-se mais confortada, afinal, havia desabafado com alguém. Pelo menos quase tudo...

- Valeu mesmo, Sangozinha...eu estava precisando de um ombro amigo.- agradecia a menina sorrindo.

- Não foi nada...amigas são para essas coisas, não?

Ambas sorriram. O assunto havia acabado por alguns segundos...Kagome agitava seu milk-shake com o canudinho...de repente, ao levantar seu olhar, deparou-se com uma pobre garota sentada do outro lado do refeitório, sozinha.

- Ei, Sango...olha lá a Rin!

- O quê?

- A Rin! Aquela menina que andava com a Kikyou e a Ayame.- respondeu Kagome um pouco espantada.

- Ah, sim! Aquela que veio falar com a gente naquele dia no intervalo!...

- Ela mesma! Olha! Ela tá lá sozinha...coitadinha...- a expressão de Kagome tornou-se triste.- Vamos lá falar um pouquinho com ela?

- Ah...vamos né?- concordou Sango com um pouco de ciúmes.

- Ah...qual é, Sango? Você está com ciúmes!- perguntou Kagome com um meio sorriso na face.

- Não, claro que não...- respondeu ela avermelhada. – É melhor a gente ir logo, porque o recreio já está quase acabando...

- É mesmo, né?

Foram até o lixo, para jogarem os restos dos lanches e dirigiram-se até a mesa aonde Rin estava.

- Oi, Rin!- cumprimentou Kagome acenando.

Rin ergueu a cabeça e logo soltou um largo sorriso.

- Oi, Kagome!

Levantou-se e deu um longo abraço na garota. Kagome olhou assustada para sua amiga, não esperava tal atitude. Em seguida, Rin deu um abraço em Sango e começou a conversar com as duas sorridente.

- E aí, como você tá?- começou Kagome

- Agora estou muito bem!- respondeu Rin piscando um dos olhos e sorrindo.

- Que bom! Eu estava um pouco preocupada com você...

- Por que?- perguntou ela, fazendo uma de desentendida.

- Ah, você sabe. Todo mundo já percebeu que você se afastou da Kikyou e da Ayame.- interrompeu Sango cruzando os braços.

- Bom...é verdade... não teria como vocês não terem percebido...nessa escola a fofoca rola solta...- suspirou Rin, sentando-se novamente na mesa.

Sango e Kagome sentaram-se também e continuaram com a conversa.

- É verdade...- concordou Kagome com um ar triste.

- É só isso que esse povo sabe fazer!- disse Sango nervosamente.- Gente chata...

- E agora eu estou aqui, pagando as conseqüências pela imaturidade dos outros...é horrível ficar sozinha...- Rin mais uma vez suspirou.

- Você não está sozinha.- disse Kagome com um leve sorriso.

Rin, sem entender, olhou para a garota.

- Amigas, lembra-se? – continuou ela esticando o dedo mindinho à outra.

- Amigas!- Rin respondeu alegremente e esticando seu dedo mindinho também.

As duas olharam para Sango, que permanecia calada.

- Você também, Sangozinha...- disse Kagome dando uma piscadela.

Ela sorriu e também esticou seu dedo. As três os juntaram num só.

- Amigas!- disseram em coro.

A amizade estava selada...

O intervalo havia terminado. O novo grupo de amigas dirigia-se, então ao banheiro. Foram escovar os dentes. Depararam-se com as duas populares Kikyou e Ayame, que as olharam com desprezo e retiraram-se em seguida. Kagome sentira de repente uma enorme tristeza por dentro, porém não demonstrara.

Entraram no toalete. Sango pôs um dos pés no sanitário para amarrar os sapatos. Rin retirava sua escova de dentes da necessáire. Kagome penteava os cabelos.

- Sabem o que eu ouvi Sexta-feira passada?- começou Sango.

- O que?- perguntou Kagome curiosa.

- Hoje vai ter um festival.- respondeu a adolescente retirando o pé do sanitário e pondo-se a procurar sua escova e sua pasta de dentes.

- Sério? Aonde?- Rin parou de escovar os dentes para prestar mais atenção na próxima resposta.

- Perto da universidade. Não ficaram sabendo?

- Por incrível que pareça, não...- respondeu Rin.- Pelo menos eu...você sabia disso, Kagome?

- Eu? Eu não...- a voz soara fraca.

- O que foi? Você num tá a fim de ir?- questionou Sango surpresa.

- Ah, gente...sei lá, num tô no clima, entendem?- respondeu desanimada.

- Mas Kagomezinha, vai ser divertido! Vamos...deixa de ser chata e vem com a gente!- convidou a outra- Você vem, né Rin?

- Claro!- respondeu ela sorrindo.

- Viu? A Rin também vai...onegai...vem com a gente, vem? Com nós três vai ser mais sugoi ainda!- implorava Sango.

- É, Kagome, vem com a gente.- Rin também pediu.

- Ai...eu num sei...é que...

- Onegai...- as duas amigas ajoelharam-se aos seus pés e juntaram as mãos em pose de súplica.

Kagome parou um pouco para pensar.

- Tá bom...vocês me convenceram...- respondeu ela em seguida, com um leve sorriso no rosto

- É ISSO AÍ!- as amigas vibraram.

O sinal da quarta aula tocou. Era hora de voltar para as salas de aula.

- Bom, meninas. Então está combinado, ok? Sete horas a gente tem que estar na frente da universidade. - lembrou Rin

- Certo! Então a gente se vê depois da aula!- acenou Kagome junto com Sango.

Subiram as escadas. Kagome e Sango foram para um lado, e Rin para o outro. A garota andava distraída até sua sala. Sem querer, trombou com alguém e logo estava no chão.

- OLHA POR ONDE ANDA, SUA FRACASSADA!- gritou o garoto grosseiramente.

- Desculpa...eu...eu não...- ela estava desconcertada e constrangida, todos que passavam a olhavam.

- Ei, Matsuyama!

- Fala, cara.

- Não precisa ser tão grosso com a garota. Deixe- na em paz.

- Tá...tá bom...Sesshoumaru.

O tal Matsuyama deu alguns passos para trás e Sesshoumaru aproximou-se da menina. Estendeu-lhe a mão e disse:

- Vamos, levante-se. Não deve ser nada confortável ficar tanto tempo no chão, não é mesmo?

Rin sorriu ruborizada. Sesshoumaru ajudou-a a levantar.

- Se aquele idiota gritar com você de novo, avise-me, ok?- disse ele piscando-lhe.

- Ok...- respondeu ela ainda corada.

- E você, Matsuyama...

- Si- sim?- o rapaz tremia pelas bases.

- Tente ser mais delicado com as garotas...- recomendou-o retirando-se.

- Cla- claro...- respondeu seguindo o rapaz de longas madeixas prateadas.

Rin permaneceu estática. Simplesmente não acreditara no que havia acontecido...pela primeira vez tiveram um contato físico. Isso era motivo de festa!

- Esse festival veio a calhar na hora certa!- pensou Rin, que não conseguira evitar um largo sorriso. - Ai, ai, Sesshoumaru...- suspirou em seguida.

Mais tarde...

Kagome acabara atrasando-se um pouco. Na verdade, o motivo foi a sua terrível indecisão com a roupa que iria usar. A menina tinha várias, mas parecia que nenhuma era boa. Por fim, acabou escolhendo um quimono branco e lilás muito bonito, com estampas de flores. Sua mãe ajudou-a a prender o cabelo num lindo coque e deu um toque final: um delicado prendedor em formato de uma borboleta.

A garota estava linda. Assim como Sango e Rin, cada uma com um quimono diferente. As três amigas estavam muito entusiasmadas.

- Finalmente você chegou, hein, Kagome?- disse Sango um pouco brava.

- Foi mal, meninas...é que eu tive problemas em escolher uma roupa...- respondeu Kagome desconcertada e com uma gota na cabeça.

- Tudo bem...- iniciou Rin.- Mas agora, vamos logo antes que nos atrasemos mais!

- Isso!- concordaram as outras duas.

Saíram correndo alegremente. Após alguns minutos de corrida, chegaram ao festival. Haviam muitas pessoas no local, que brilhava intensamente, por causa das luzes em todas as partes. Tinham muitas barracas, com prendas, doces e outras comidas gostosas.

Tinham muitos meninos bonitinhos também. Alguns deles passavam por entre as garotas e davam-lhes piscadinhas ou mandavam beijinhos. Elas, apenas, soltavam alguns sorrisinhos sem- graças, ou cobriam seus rostos com com leques. Seus corações já tinham donos.

- Ei, Rin.

- Sim, Kagome?

- E como anda você e o Miroku?

- Eu e o Miroku...er...- a menina corou.

- Por que ficou desse jeito?- perguntou Sango, escondendo a raiva que sentiu.

- Bom...é que...quando me falam do Miroku, lembro-me de algumas coisas que ele me diz...

- Tipo o quê?- Sango quis saber.

- Bem...tipo...tipo...AI, MENINAS, TENHO VERGONHA DE DIZER!- respondeu ela completamente corada e constrangida.

Involuntariamente, Sango corou. Ela lembrava-se de Miroku, na primeira vez que se falaram.

"Lembro-me que dei um tapão no rosto dele, porque ele tinha pego no meu bumbum...mas bem que eu gostei..."

- Ah!...No que será que a Sangozinha está pensando!- comentou Kagome, divertindo-se em ver a amiga ruborizada e pensativa.

Rin gargalhou mais tranqüila.

- Em nada, espertinha.- respondeu Sango dando algumas risadinhas.

- Kagome!...

A jovem assustou-se. Do nada, um rapaz parou em sua frente e chamou-a pelo nome. Adivinhem só quem era...

"INU YASHA?"

Não...

"HOJO?"

Também não...

"ENTÃO QUEM ERA?"

Calma, calma...já vão saber...

- Kouga!- disse a menina surpresa.

- Te assustei?- perguntou ele sorrindo.

- Não...- ela riu.- Claro que não...só não esperava te ver aqui...

Ele riu de novo.

- Rin! O que está fazendo aqui com elas? Você não anda mais com a Ayame e a Kikyou!

- Dá pra você ser menos inconveniente?- Rin irritou-se.

- Wari, wari...num tá mais aqui quem disse isso...- desculpou-se ele mexendo as mãos.

- Ok, eu te perdôo.- respondeu ela sorrindo.

- Ufa!...- aliviou-se feliz.- E aí, Sango? Como cê tá?- cumprimentou-a em seguida, virando-se para olhá-la.

- Estou bem e você?

- Melhor agora...- respondeu olhando para Kagome.

- É minha impressão, ou tá rolando um clima?- disse Sango com cara desconfiada.

- Sango...pára!- pediu Kagome totalmente avermelhada.

Kouga gargalhou, divertindo-se por ver Kagome constrangida.

- E você? Vai ficar rindo de mim mesmo?- perguntou Kagome um pouquinho brava.

- Não tem como evitar...- respondeu com algumas lágrimas nos olhos.- É porque eu nunca tinha visto uma menina ficar tão linda quando está constrangida...

- Ei!...- ela corou ainda mais...

- E nervosinha então? Fica maravilhosa...- acariciou o rosto da garota.

- Ih, Sango...num sei porque, mas eu acho que a gente tá sobrando...- comentou Rin com ar safado.

- Sabe que eu tô achando a mesma coisa?- respondeu ela no mesmo tom.

- É melhor a gente ir andando, né?- sorriu Rin

- É...vamos deixar os dois pombinhos aí e depois a gente volta...claro. Se ele não levá-la em casa depois!...

As duas gargalharam e saíram.

- EI, MENINAS! VOCÊS VÃO ME ABANDONAR!- Kagome desesperou-se.

- Divirta-se!- disse Rin com um meio sorriso.

- E aproveita, garota!- completou Sango, limpando as lágrimas das gargalhadas que dera.

Kagome abaixou a cabeça. Kouga sorriu e disse:

- Não se preocupe, eu não mordo!

Ela esboçou um sorriso.

- E você fica esplêndida sorrindo.

A garota sentiu suas bochechas esquentarem novamente.

- Vamos andar por aí?- disse ele esticando o braço.

- Er...vamos!- respondeu ela sem jeito.

Kouga pegou o braço de Kagome e cruzou-o no dele. E foram-se os dois andar no lindo e animado festival que rolava...

Do outro lado da festa...

- Ai, amor...tô tão feliz de estar aqui com você!

- Eu também, Kikyou...é muito, muito, muuuuuuito bom estar com você.- respondeu Inu Yasha, com uma voz melosa e apaixonada.

Beijaram-se.

Kikyou usava um quimono lilás e branco. Estranhamente, muito parecido com o de Kagome...A estampa da roupa, era de flores, que por coincidência, também chamavam-se Kikyou.( Kikyou é o nome de uma flor japonesa.)

Seus cabelos estavam presos com um belo arranjo de flores. E no seu pescoço, levava, com carinho, um colar que Inu Yasha lhe dera. Nele estava escrito:

"Kimi wo aishiteru"

Ela estava estonteante. E Inu Yasha babava cada dia mais por ela. Não conseguia lembrar de nada além dela, vivia para ela, morreria por ela...Kikyou era tudo para ele, e sem ela, não poderia viver. Ela era seu alicerce, seu pilar, seu mundo, sua vida...

Andavam de mãos dadas pelas estreitas ruas, olhando para cada barraca. Kikyou chupava um pirulito, e às vezes, deixava Inu Yasha lambe-lo também. Toda vez que fazia isso, dava-lhe como recompensa um beijo ardente e molhado. Um beijo que ele realmente adorava e sempre queria mais.

"Eu te adoro, Inu Yasha...você é só meu...pra sempre..."

"Kikyou..."

Resolveram sentar em algum lugar. Encontraram um banco, num lugar mais reservado. Foram até lá e acomodaram-se. Inu Yasha deitou sua cabeça no colo de Kikyou. Ela, acariciava suas longas madeixas prateadas suavemente. Distante, porém ela estava...lembrava-se de algo terrível que havia feito...

Flash back...

Kikyou estava simplesmente revoltada. Por que Naraku não cumpriu o plano como o combinado? Por que traiu-a assim na cara dura!

A garota dirigiu-se nervosamente até a diretoria. Abriu a porta sem bater e começou.

- Ei, Naraku! Será que você poderia me explicar por que não fez com que o Inu Yasha fosse o meu par!

Ele sorriu baixinho olhando para a paisagem pela janela.

- Não vai me responder?- disse ela impaciente.

- Calma, querida...calma, minha linda...- respondeu ele virando-se tranqüilamente.

Ela fechou a porta com força e cruzou os braços.

- Estou esperando uma explicação.

Mais uma vez ele riu, mas desta vez, aproximava-se dela. Chegou perto. Acariciou seus cabelos.

- Como você é linda...- comentou ele, fitando-a fixamente.

- Eu não estou a fim de receber elogios! Me solta!- ela afastou-se dele bruscamente.

- Tsc, tsc, tsc...como você é má...será que não dá pra você ser um pouco mais compreensiva? Você acha que eu ia te dar de mão beijada para aquele desgraçado!

- Não o chame assim, seu...- ela tentou avançar nele.

- Ei, ei, ei! Comporte-se, ou terei que ser mau com você.- disse ele, segurando seus braços.

Ela calou-se e parou.

- Boa garota...- falou ele.

Naraku começou a se aproximar novamente de Kikyou...perto demais...encostou seus lábios nos dela, e beijou-a.

Ela tentou resistir no começo, mas depois percebeu que era inútil...Naraku pegou-a no colo e colocou-a sobre a mesa. Trancou a porta e voltou para perto dela.

- Se...se...- começou ela com a voz trêmula- se eu ficar com você...você promete que me deixa em paz com o Inu Yasha?

- Claro, minha linda...eu faço tudo por você...- respondeu ele com sorriso malicioso.

"Você é minha, Kikyou..."

Fim do flash back...

- Kikyou? Kikyou?

Ela assustou-se.

- Estou te chamando há mó tempão e você não responde...

- Gomen, amor...eu estava um pouco distraída...

- É...eu percebi...- resmungou ele emburrado.

- Gomen nasai, tá?- disse ela dando-lhe um selinho.

- Tá...eu te desculpo, linda.- respondeu ele devolvendo-lhe outro.

Eles se abraçaram.

- Inu Yasha...

- Sim?

Ela olhou-o nos olhos.

- Eu te amo, viu?

Ele sorriu.

- Eu também te amo, Kikyou...

Mais uma vez beijaram-se...

Kouga e Kagome andaram por todos os cantos do festival.

- Ai...meus pés estão doendo...- reclamou a menina.

- É? Então vamos procurar algum lugar para descansar.

Kouga pegou na mão da menina e puxou-a.

- "Ele pegou na minha mão! Ele pegou na minha mão! E agora, o que eu faço!..."- pensava Kagome confusa.- "Afinal, eu ainda estou com o Hojo...não posso traí-lo..."

O rapaz levou-a a um lugar afastado da festa. Era um lugar extremamente romântico. Tinha um imenso lago como paisagem e um belo luar para apreciar. O céu estava aveludado de estrelas brilhantes, e alguns vaga-lumes voavam pelo ar, fazendo a noite ficar ainda mais brilhante.

- Vamos sentar ali?- perguntou Kouga, apontando para uma árvore.

- Tá...- respondeu ela sem graça.

Sentaram. Ela, toda encolhida. Ele, completamente à vontade. Alguns minutos passaram-se.

Devagarinho, Kouga aproximou-se de Kagome e enlaçou-a nos braços. A menina corou como um pimentão, já que o clima parecia esquentar. Ele chegou perto de seu ouvido e sussurou-lhe:

- Já disse que não mordo...

Ela deu um sorriso amarelo. A expressão de Kouga começou a mudar...seus olhos estavam semi- fechados...ele olhava para os lábios de Kagome. Sua boca um pouco aberta, aproximava-se lentamente. Seu rosto meio avermelhado, suas mãos na face de Kagome. Sua respiração ofegante, seu coração acelerado. Os corpos dos dois pareciam se tornar um só...suas bocas entrelaçaram-se e as carícias o acompanharam.

Kouga e Kagome beijaram-se...

Continua...

Alunos, abram seus dicionários...

Wari, wari- Tá bom, tá bom, desculpa...

Kimi wo aishiteru/ Aishiteru- Eu te amo.

Gomen nasai/ Gomen- Desculpe-me.

Onegai- Ah, por favor, vai?...

Sugoi- Legal! Incrível!

Doushite- Por que?

Soraa falando...

Vcs devem estar se perguntado...

"Essa Soraa eh louca? Como pôde fazer uma coisa dessas!"

Rsrsrs...sou louca, mas naum tanto! XD

Eh agora que a história começa a tomar rumo...( pelo menos pra mim ..)

Algumas coisas, que até o momento estavam escondidas, surgiram repentinamente. Vcs viram? Kikyou foi capaz de ficar com o Naraku! Ceis jah devem entaum ter sacado aonde ela estava quando ligou pro Inu Yasha, naum! Lamentável...mas, naum deixou de ser por amor...( olhar distante )

Mas a Kagome naum saiu sozinha daí naum! Eh...ela, ou melhor, o Kouga, catou ela direitinho...e os dois ficaram! Acho que vcs naum esperavam isso, neh? Mas será que eh só uma ficada que o Kouga tá querendo com a Kagome?...

( Todo mundo começa a pensar )

Ih, gente! Eh melhor a gente parar, porque tá fedendo! XDD

Espero que deixem reviews!

E naum percam o próximo capítulo!

Kissus e ja ne o/

A música usada nesse capítulo da fanfic "Love School" foi: Come ( Venha ) na versão em português do animê Inu Yasha.