Emmett
Hey you Mrs I dont know what the fuck your name is
I'm drawn to you somethings magnetic here
If I could approach you or even get close to the scent that you left behind I'd be fine
No doubt (no doubt) that you bring out (bring out) the animal inside
I'D EAT YOU ALIVE!!!! I'd eat you alive.....
I'D EAT YOU ALIVE!!!! I'd eat you alive.....
(Eat you alive – Limp Bizkit)
O cheiro ainda estava em sua cabeça, ao seu redor, em suas roupas – o sangue que se derramara quando a garota se debatera, tentando desesperadamente escapar de seus braços que se tinham fechado ao redor dela como garras de ferro.
Ele escapou para dentro do banheiro público, trabalhando para descartar rapidamente quaisquer evidências – as mangas rasgadas de suas camisas chamariam menos atenção que as marcas rubras que se tinham derramado nelas.
O cheiro de urina, suor e fezes fez com que ele torcesse o nariz. Abrindo a torneira, ele esperou que o primeiro jato de água escura se dissipasse, antes de lavar as mãos e o pescoço, abaixando-se para esfregar o rosto vigorosamente.
Quando se levantou, os olhos cor de carmim o encararam de volta do espelho.
A força de seu punho atravessou a parede, rachando o concreto de cima a baixo. O espelho se partiu, distorcendo seu rosto, os orbes sangüíneos em seu rosto assombrando-o, rindo-se dele, de sua fraqueza, de sua vergonha.
Emmett apoiou as mãos sobre a louça suja e, pela primeira vez desde o dia em que acordara e se deparara com o rosto ansioso e angélico de Rosalie, sentiu vontade de chorar.
Tudo aquilo pelo que sua família se pautava, tudo o que eles acreditavam... Todo aquele esforço em vão. E por sua culpa. Por sua maldita culpa.
Ele não sabia como poderia encarar Rosalie com aqueles olhos, olhos que entregavam o crime que cometera. Eles teriam de ir embora, teriam de começar de novo.
Em sua garganta, o gosto de sangue humano ainda estava fresco.
