Rachel ajeitou o vestido da melhor forma que pode. Pegou seu celular no banco da frente, olhou as horas.
Reparando em como estava tarde.
Ela ficou pensando na melhor maneira de dizer Adeus.
Não conseguiu encontrar palavras e ele não estava ajudando. Parado olhando para ela. Calado.
Rachel deu um último beijo nele, estranhando o gosto diferente na boca dele, lembrando dos lugares que ela esteve.
Não era estranho, era como provar a si mesmo nos lábios de uma pessoa querida.
Rachel saiu correndo pela noite cerrada, com o único poste iluminando a sua silhueta.
Olhou até ver que ela tinha chegado no portão de casa.
Suspirou em culpa, lembrando que ela estava bêbada e só por isso aquilo tinha acontecido.
Bateu sua cabeça contra o volante em sinal de raiva contra si mesmo.
Pelo menos não tinha acontecido nada mais grave.
Tinha também que pensar que agora ele era maior de idade e Rachel tinha 16.
Não tinha considerado nada disso.
Voltou pra casa se jogando no sofá, porque cheirava a ela.
Rachel foi direto pro seu quarto, não vendo ninguém, ficou preocupada.
Até que se lembrou que era noite de "encontro."
Quando isso acontecia, seus pais passavam a noite fora.
Normalmente deixavam uma babá.
Mas Rachel já tinha 16 anos e eles confiavam perfeitamente nela.
Sentiu de novo um enjôo forte. Mas como estava muito cansada para se dar o trabalho de ir vomitar, ignorou.
Tentou dormir, mas a única coisa que passava pela sua cabeça eram os lábios incansáveis de Jesse.
Na culpa que sentia por ter bebido e traído a confiança dos pais.
Era uma alegria misturada com tristeza e insegurança.
Entrou no banheiro para tomar um banho, esfriando sua temperatura e se preparando para dormir.
Ouviu a porta da frente abrindo, sabia que se falasse com eles. Talvez descobrissem o que ela tinha feito naquele dia.
Então desligou a luz do abajur e fingiu estar dormindo.
Foi quando um de seus pais acariciou seu rosto.
"Ela dormiu cedo hoje."
"Parece um anjo..."
"Sabe, eu acho que fizemos bem..."
"Sobre?"
"O bloqueio que fizemos ao Jesse."
Disse o magro homem judeu, dando um beijo na testa da filha.
"Mas ainda acho que ela devia saber que ele procurou por ela."
Disse em um tom de sussurro.
"Vamos conversar no nosso quarto, vamos acabar acordando ela."
"Tem razão."
Eles saíram do corpo, no instante que ouviu a porta fechada. Rachel abriu os olhos assustada.
"Ele procurou por mim!"
"Porque ele faria isso?"
No dia seguinte, teve suas aulas. Seu Glee Club para ir.
Estava calada, não disse nada durante o tempo todo.
Todos estranharam a atitude.
"Rachel, passa na minha sala depois do sinal?"
Ela concordou com a cabeça.
WS: O que está acontecendo?
RB: Ah... Sobre o que?
WS: Você ficou calada e triste durante o tempo todo. Tem algo haver com os solos?
RB: Não, não. Mas ainda acho que foi errado e que poderíamos ter ganhado sozinhos se fosse eu lá.
Disse cruzando os braços.
WS: Então, porque ficou tão calada?
RB: Eu... Nada. Eu estou bem. Só tive uma gripe antes do primeiro período.
WS: Eu pensei que você nunca ficasse doente.
Rachel já estava na porta quando disse enquanto saia:
RB: Bem, eu sou humana.
Foi para o corredor principal, vendo Finn conversando com Santana.
Aquilo a deixava, louca de ciúmes um tempo atrás.
Mas agora ela não.
Tinha esquecido Finn?
Ou era somente porque tinha aquela notícia do dia anterior gravada em sua mente?
Como os professores do segundo período tinham faltado. Eles tiveram as atividades extraclasses antes das matérias normais naquele dia.
Foi para o estacionamento para espairecer um pouco antes de voltar a escola.
Lembrou-se dos ovos atirados na direção dela.
Mas isso não tinha doído nada em comparação a aquele ovo que ele quebrou em sua testa.
Ela tinha sentido que ele tinha quebrado antes de jogar. Ficou pensando por um momento se era alguma precaução para que ela não se machucasse.
Esmagou o pensamento...
"Ele nunca se importou o suficiente pra não querer me ver machucada. Nunca"
No caminho de volta, estava tão apressada que esbarrou sem querer em Puck.
Ele levantou Rachel co seus braços fortes.
RB: Obrigada.
NP: Interessante o que aconteceu hoje.
RB: O que?
NP: Você calada. Isso merece ir pro livros dos recordes. Está muito chateada com essa história toda do Finn, não é?
Ela concordou coma cabeça, porque estar preocupada com Finn não era tão embaraçoso quanto sofrer por um cara que tinha feito uma fritada com ela.
Pegou suas coisas e foi para casa pensando em como ia esquecer daquela noite.
