Je suis Jaloux
Isadora Zeferino
The meeting of two personalities is like the contact of two chemical substances: if there is any reaction, both are transformed.
Carl Jung
Harry estava tão maravilhado com sua recente descoberta que nem se lembrara de pedir desculpas a Malfoy, sua intenção não tinha sido irritá-lo, somente fazer uma pequena piada, na esperança que fosse engraçada. Mas olhando um pouco para cima e percebendo que o loiro arrumara seu material em milésimos de segundo e deixara a sala junto com o sinal que indicava o fim da aula, não pôde deixar de dar um suspiro. Algumas pessoas levavam tudo tão a sério.
O que de grande tinha dito? Que a vida dele era chata? Por deus, não devia ser, de acordo com o modo sorridente e pomposo que ele sempre estava, tinha que ser dono da existência mais glamourosa possível. Ou quem sabe, exatamente ao contrário.
Harry quando criança escutara toda a sorte de coisas que uma criança nunca deveria escutar, era chamado de estranho, feio, incômodo, estorvo, e outras coisas nem tão apropriadas, Draco não devia ter se acostumado a escutar algo ruim sendo dito à sua pessoa.
Sem querer se deter nisso, terminou de guardar seu caderno e deu uma última olhada no professor Lupin, sereno, fazendo alguma coisa com exercícios de livros variados, Sirius ia morrer quando descobrisse.
Pegou seu horário dentro da mochila, ainda sorrindo dubiamente, aqueles dois tempos tinham sido muito bons, o professor era do tipo que Harry apreciava, aqueles que tinham verdadeira adoração pela matéria que ensinavam, agora ele tinha Botânica, com alguma mulher chamada Pomona Sprout.
Piscou distraído para os corredores, por enquanto as coisas realmente estavam indo bem, diferente do que tinha pensado, existiam pessoas legais naquele criadouro de crianças mimadas (Draco era um bom exemplo do que tinha esperado encontrar lá desde o começo), Ron e Hermione tinham sido muito simpáticos com ele no último dia que se passara, e pareceram acolhê-lo de um modo que Harry nunca pensara em ser acolhido,
Ter amigos não fazia parte das suas expectativas quando morava com os Dursley, mesmo que fosse gentil, e muito agradável, de acordo com Sirius, que dissera uma vez quando estava mais pra lá do que pra cá, era um 'primor de moleque'. Embora só o padrinho achasse isso, para a Tia Petúnia, ele estava mais para um 'menino maltrapilho e insolente', Tio Valter era ainda um pouco pior, ao falar de Harry aos outros sempre dizia que ele era 'um jovem com um irreparável erro de conduta fadado a viver sob o chicote para pelo menos parecer normal'. Agradável, não?
Sempre seguira as escolas nas quais Duda estava, e as crianças sempre eram receptivas com ele no primeiro dia, mas no segundo pareciam não lembrar de sua existência, O primo e sua gangue botavam medo em qualquer pessoa mais nova.
Aprendera muito com os Dursley, isso podia sim dizer, aprendera sobre crianças egoístas como esse seu primo Duda, e como convencê-las de que elas sempre estão tendo o que querem, como escapar de baixo de um braço gordo que tinha o intento de espremer seu pescoço, com seu Tio, aprendera que as cores vermelho e púrpura na face de um adulto poderiam significar um castigo ou uma série de brados, e sua Tia lhe ensinara que sempre que fingisse que estava tudo certo, estaria tudo certo.
Olhando para trás, percebia que tinha ganhado várias lições valiosas sobre caráter com pessoas que tinham tanta falta de.
Pansy estava tendo um primeiro tempo daqueles, Severo Snape, de Química, era sim muito atencioso com alunos de classe alta, como ela e todos os seus amigos, mas o que ele estava pensando em colocá-la pra fazer uma mistura na mesma mesa que Vincent Crabble? Principalmente quando ela estava acostumada com Draco como parceiro, o exímio gênio em química?
Fato que iria bombar a matéria nesse ano com aquele porco como parceiro de laboratório, o garoto mal sabia fazer cálculos estequiométricos essenciais!
- Ahm... Foi mal P-Parkinson - Exclamou babão depois de quebrar o terceiro tubo de ensaio. - O espa-paço é pequeno demais p-pra mim. - Sorriu nervoso, piscando os olhinhos lacrimosos.
- Posso perceber - Replicou irritada, andando até o armário e pegando um novo vidrinho limpo, ao receber um olhar inquisitivo do professor, simplesmente apontou para Crabble que observava desolado o que tinha acabado de espatifar - Tira a mão, seu verme! Eu faço sozinha. - Bradou ao ver os dedos gordinhos se esticarem pra ajudá-la a ajeitar novamente os equipamentos.
- E-ei... Desculpa -
- Se você ficar quieto por um segundo sem fazer nenhuma das suas idiotices talvez eu pense no seu caso, boçal, e para de me olhar com essa cara. - Pansy ajeitou os lisos cabelos loiros que caiam sobre os olhos escuros e raivosos, se controlando pra não espetar as unhas na garganta gorda do parceiro de projeto.
A loira sabia muito bem que Vincent Crabble era apaixonado por ela desde que a vira pela primeira vez, na sua plena infância usando vestidos de babados e sapatos de boneca, se encantara com a aparência delicada da menina, com seus cabelos claros que constrastavam enormemente com dois grandes olhos negros, rodeados por cílios curvilínios, parecia uma boneca de porcelana, ele pensou, terminando de comer um biscoito recheado do lado de seu amigo, Draco Malfoy.
A vida do pobre Crabble nunca fora fácil, agradável talvez, por que estar perto de Draco era estar perto de Pansy, e tanto seus pais quanto os do melhor amigo, Goyle, eram subordinados de Lucius Malfoy, instruídos a louvar aquela família antiga de princípios duvidosos.
Parkinson nunca ficava mais de dez minutos perto deles sem falar algo sobre o primogênito Malfoy, pelo qual, como todos sabiam, era sim perdidamente apaixonada.
- Escuta Crabble, seja útil e pegue o Bezoar ali em cima - Apontou para pedrinhas sem cor definida, que pareciam estar um pouco úmidas e asquerosas.
Imediatamente se levantou, segurando as pedras molhadas na mão e erguendo esta para Pansy, que gemeu enojada, falando que não encostaria em algo que esteve dentro de um ruminante nem que sua vida dependesse disso. Ouvindo as instruções da garota, jogou o Bezoar numa tigela de vidro, esperando mais comandos, e eles realmente vieram, até o final da experiência, pegara vários componentes ácidos de cores, tamanhos e potes variados, alguns instrumentos metálicos, e lavara uma ou duas vezes a bacia de metal que ficava no meio da mesa de granito onde eles estavam.
- Parece que você serviu pra alguma coisa, Bucéfalo, afinal, eu sou genial. - Murmurou a garota, observando o Bezoar perfeitamente dissolvido numa mistura homogênea sem conter a aprovação na voz, Crabble preferiu acreditar que a aprovação era pra ele.
- Ent-tão já acabou? Vamos ganhar a n-nota máxima? - Precipitou-se, sorrindo e inflando as bochechas descomunais, nota máxima em qualquer projeto do Snape era como Aleluia.
- Graças a mim? Pois é, você vai me retribuir isso, ah sim. - E sonhadora, espreguiçou-se - Acho que me lembro que você é bem colado com o meu lindo Draquinho...
Sua sentença calculista foi interrompida por um breve pigarro. Então levantou os olhos para um homem alto, esquálido, de cabelos oleosos e nariz adunco, que parecia contorcer a face também em aprovação a solução da aluna. - Nota máxima, Parkinson, Crabble, Excelente. -
- Mas professor... - Alguém gritou do canto da sala.
- Observem como não dá pra notar nenhuma diferença no final da mistura, muitos de vocês me mostraram uma deplorável areia no fundo da tigela, o que é completamente... -
- Professor Snape! Eu... - Voltou a gritar, Pansy virou o rosto venenosa para encarar uma menina de cabelos castanhos cheios.
- ... Absurdo de se ver, o Bezoar deve ser totalmente dissolvido em, pelo que posso ver, Parkinson, ótima escolha, ácido periódico com uma mistura de dois gramas de... -
- Professor!!! - A garota se levantou da cadeira, andando até o lado do professor e puxando suas vestes e mostrando na sua bancada o resultado igualmente límpido - Eu não entendi o por que de um A se minha solução está exatamente igual a dela! - Acrescentou chorosa. - Eu coloquei ácido periódico e dois gramas de ácido bal...
Perdeu a fala quando uma expressão nada amigável passou pelo olhar negro do homem.
- Talvez, Granger, você ache que sabe mais que o professor... - Começou frio
- Eu não... -
- Por que se você é tão boa, o que estaria fazendo aqui afinal, não? -
- Mas eu... Professor -
- Pelo que me lembro, você é uma bolsista, não é? -
- Sim... Eu... -
- Quieta Granger, é óbvio que não te dei a nota máxima baseado em um fundamento respeitável, e, qual é a sua carreira?
- Bioquímica, senhor - Abaixou a cabeça, sentindo os olhos lacrimejarem, não estava acostumada a levar bronca de nenhum professor, no período passado, tivera química com o Prof. Slughorn, que achava que ela seria uma maravilhosa profissional.
- Ah sim, e pelo que vejo nessa sua solução barata, é melhor pensar em outra coisa, História, quem sabe? - E como se calculasse, sorriu maldoso junto com o sinal batendo.
Pansy nem se importou em virar para ver se a bolsista chorava ou não, somente saiu correndo da sala a encontro do seu loiro favorito. Mas foi melhor assim, pois se tivesse ficado veria as grossas lágrimas que começaram a rolar insistentes pela bochecha da garota assim que o professor saiu, agora era consolada pelo menino que tinha sido seu parceiro de laboratório, era moreno e tinha dentes ligeiramente proeminentes, e tinha uma expressão culpada no rosto de sapo.
- Me desculpa Hermione, eu não devia ter colocado Iodo, não queria estragar seu trabalho - Ele olhava-a debulhar lágrimas bem envergonhado - é que o Snape me deixa nervoso, e ele ficou horas no pé da nossa mesa.
Aparentemente, isso só fez a garota negar com vêemencia e choramingar mais alto, estavam demorando tanto para trocar de mesa que a turma do próximo horário começou a se arrastar lá para dentro, Neville puxou a manga dela apressado.
- Mione, nós temos que ir para as estufas, aula de Botânica agora, lembra? Mione! - Vendo-a sem reação além da de se lamuriar, começou a juntar seu material - Hermione, é besteira ficar em choque por causa disso, você é genial e... Ai! - Gemeu baixinho sentindo uma mochila acertar suas costas com força.
Embora ainda estivesse piscando lacônica, A morena se virou junto com o parceiro para vem quem tinha trombado nele, e arregalou os olhos vermelhos de choro ao dar de cara com Ronald Weasley, o capitão do time de futebol, o ganhador do terceiro prêmio de mais casável no ano passado, um dos maiores sonhos de consumo das milhares de garotas que todos os dias andavam por aquele campus. Conseqüentemente, o mesmo garoto que estivera olhando-a estranho em Cálculo II no primeiro dia de aula.
- Foi mal - Murmurou para Neville, sem realmente olhá-lo. - Ei, foi o Snape? - Perguntou, parecendo deixar a voz num tom mais brando.
Ele nunca tinha falado com ela antes, embora também tivessem se visto mais cedo.
- Hãã... - Coçou o nariz, imaginando como deveria estar inchado - É sim, primeira aula com ele.
- Entendi, bem, seja o que for, você não devia estar se sentindo mal, ele é um morcegão mal-comido - Sorriu, estreitando dois olhos bem azuis, Hermione riu de volta - Não ri não que é verdade, você acha que alguém chupa essa manga? - Olhou para os lados conspiratóriamente, arrancando mais uma desacreditada risada da menina.
- Mione, Botânica - Longbottom lembrou, ao perceber que ela estava começando a se distrair, mas realmente não a culpava, pensou sonhador, Ron era todo alto, e musculoso, com aqueles ombros fortes e a clavícula saliente aparecendo acima do uniforme branco... Caramba, precisava se controlar, já odiavam-no em todo o campus mesmo sem saberem do seu leve desvio sexual, e era melhor que não ficasse encarando aqueles meninos, como sua vó Augusta dissera, essas coisas passam... O melhor jeito de não pensar era... não pensar.
Daphne tinha chegado atrasada, para variar. Na verdade, não era nem sua culpa se a chapinha tinha demorado mais um tempo pra ligar, e, no fundo, não se sentia nada culpada, Matemática com McGonnagal? Oras, uma desculpa para dormir ou ajeitar as cutículas, sempre.
Aproveitou, naturalmente, para passar na Starbucks antes, o tom verde esmeralda da sua nova Prada Fairy combinava demais com o emblema da cafeteria para deixar passar, ao constar que ainda faltavam pelo menos vinte minutos para acabar o segundo tempo, tratou de correr até uma poltrona na frente do último computador vazio no estabelecimento.
Seus dedos manicurados comicharam, digitando o endereço do site oficial da AL pra logo clicar no Blogger da equipe organizadora do concurso, eles sempre começavam com um TOP 5 e falavam um pouquinho de besteiras, Daphne estava louca pra saber o que teriam dito dela e do... Harry.
Não conseguira parar de pensar no menino moreno de olhos verdes.
Correu os olhos pelas palavras, achando ali seu nome e uma pequena menção sobre seu magnífico estilo, oras, comum, não se desanimou, descendo mais até achar o de Harry, ali estava.
Diggory, Weasley, McLaggen... Rostos velhos.
No que eu e o resto do colégio estamos interessados no momento é esse Harry Potter, um aluno novo? Direto para o TOP 5? Principalmente carregando um sobrenome tão pesado, vamos ficar de olho em você, Senhor Potter, pode ficar certo disso.
Magnífico, simplesmente magnífico, Harry seria seu novo namorado, e juntos brilhariam muito mais do que Pansy jamais sonhou em brilhar com Draco, ou mesmo Astoria. Modéstia a parte, os dois eram lindos, altos, morenos, de olhos verdes, estilosos.
Por que tinha reparado no menino no dia anterior, e nem aqueles All star's vermelhos tinham decepcionado-a, ele tinha aquela cara de quem se veste sem ostentar, mas mesmo assim, só alta costura.
Ele também tinha cara de ser aquele tipo bom em tudo, inteligente, estudioso, carismático, Hermione Granger tinha sido um lapso de julgamento em sua vida, certamente, forte, dedicado, bom de cama... hmmm... e como tinha cara de ser um garanhão, devia pegar todas no seu antigo colégio.
Daphne quase deu um pulo ao sentir o celular vibrar no bolso da frente, ho ho, que irônico, abriu-o para ler uma mensagens instantânea que dizia:
Vai perder o segundo tempo, cabeça de vento - Pans
Já faziam dois corredores que estava andando apressada atrás da cabeça loira que sempre ilustrava seus sonhos, afinal, rainhas nunca corriam.
- Draco! - Murmurou nervosa, ele não podia entrar na sala sem ela, senão iam se amontoar em volta dele, todas as meninas davam mole pro seu rei.
Rainhas também nunca gritavam, pensou, um pouco irritada.
- Draco! - Falou um pouco mais alto, não era um grito, só... um cochicho muito alto.
Aí sim ele virou, lindo, maravilhoso. Estava com uma cara um pouco aborrecida, percebeu Pansy, rugas de expressão ainda no rosto, os olhos e as bochechas queimando de uma maneira que a loira nunca lembrava de ter visto antes, sua expressão se anuviou quando a percebeu, passando dessa irritação para um... desapontamento?
Desde quando Draco tinha se tornado fácil de ler?
- Oi hã... é que você estava correndo. - Levantou os dedos longos para encostar no colete de lã do uniforme dele, que rapidamente virou de volta, começando a andar. - Vamos ir pra aula juntos?
- Você sabe que eu não corro - Respondeu sério, voltando com o passo apressado. - Ok.
- Como foi o tempo dupl...? -
- Maravilhoso - Cortou, olhando para frente como uma escultura, não movia nem os lábios, provavelmente.
- Aconteceu alguma coi...? -
- Não. -
Pansy diminuiu o passo, frustrada, por que ele estava falando desse jeito com ela? Eles não eram namorados, nunca tinham sido, mas eram amigos de longa data, se conheciam desde pequenos e sempre foram cordiais um com o outro... Na verdade, A garota sempre era um pouquinho mais que cordial, mas do mesmo modo... Por que toda essa frieza? Toda essa pressa?
Sentiu seu peito doer quando o garoto continuou a andar, deixando-a para trás, tão desolada quanto alvo de olhares de pena.
Droga de Daphne que nunca estava lá quando precisavam dela para manter as aparências.
Harry aproveitara o intervalo para comer um dos sanduíches naturais da enorme cantina na AL, realmente, eles tinham classe, pensou, enquanto olhava interessado as diversas combinações de sabores, presunto de parma, muzzarela de búfala com tomate seco? Aquilo era super chique.
Acabou escolhendo por Atum, e deslizou uma nota de valor alto pelo mármore, pedindo que a moça da cantina ficasse com o troco.
Não compreendia como todas aquelas pessoas conseguiam lidar com a realidade de serem ricos, a maioria das vezes de quando Sirius lhe dava dinheiro pra sair, não gastava nem um quarto, roupas eram coisas frívolas, que só deveria se ter o básico, relógios, celulares, carros? No que isso tudo adiantaria afinal? Para que esbanjar? A única conta considerável do que gastava era com as comidas, afinal, ele e Sirius eram uns comilões.
- Eu sei o que você quer dizer -
Harry se sobressaltou, errando o cálculo com o susto e mordendo sem querer a própria mão.
- Me desculpe, eu só estava passando, e não pude evitar ler seus pensamentos - Uma menina de cabelos loiros e olhos esbugalhados estava lhe encarando intensamente, Ah! Ron tinha lhe dito quem era, Di-Lu... Luna Lovegood! Um período abaixo, totalmente lunática.
- M-meus pensamentos? - Se controlou para não rir, ou deixar seu sanduíche cair no chão.
- Meu nome é Luna, O seu deve ser Harry James Potter - Ela sorria, como se estivesse fazendo algo extraordinário em recitar seu nome, e talvez acreditasse que fazia mesmo - Quer saber como eu sei? Eu sou superdotada - Declarou meigamente - Posso ouvir o pensamento de todos nesse lugar - Gesticulou, apontando para as gêmeas Patil, que estudavam na mesa, e também para alguns alunos de primeiro período, assustados. - Eles não gostaram muito da aula com o Snape, entendo, hum.
O moreno deu um sorriso nada forçado, queria se acabar de rir da menina, mas sabia que talvez isso fosse envergonhá-la, principalmente por que sabia que na etiqueta do seu caderno estava escrito em letras garrafais seu nome inteiro.
- Na verdade, isso se chama Oclumência, e muitas poucas pess... -
O garoto percebeu que a loira tinha se calado instantaneamente ao notar a aproximação de um furacão de menina, Harry piscou confuso, por mais bom garoto que fosse, sabia que seu corpo não poderia desprezar toda a feminilidade que tinha acabado de aproximar, e não chegou a censurar a si mesmo por dar uma boa olhada na garota.
- Di-lua, não amole o pobre Potter com suas visões - A voz feminina e enojada afinou nos ouvidos de Harry - Deus sabe como ele deve ter tido uma péssima impressão do nível desse colégio depois de falar com você, vai, vai consultar seus Marjileos, como é? Presente, passado e futuro.
Harry sentiu algo murchar, Luna era louca, mas daí falar assim com ela? Não era um crime sair falando barbaridades sobre poderes sobrenaturais para os outros.
- São Narguilés, Daphne - A menina respondeu em voz baixa, parecendo realmente chateada - E do que você está falando? Eu só consulto eles de manhã, hunf... - Virou as costas e foi embora, dando um último olhar estranho para o moreno.
- Olá, meu nome é Daphne Greengrass - Piscou os olhos, coquete - Alguém já teve a chance de te mostrar ao colégio?
Pense com a cabeça de cima, Harry.
- O quê? -
Então ela riu forçada sem esperar a resposta, fazendo uma voz absurdamente teatral, o moreno conseguiu torcer o nariz para isso - Então eu vou ser a sortuda! - E sem mais delongas, pegou Potter pelos cotovelos, arrastando-o pelos corredores.
- Esse é o Parque Central, é onde as pessoas ficam depois da aula, suuuuper legal dar uns amassos aí - Piscou, apontando a porta que dava para um clarão, era usualmente a porta por onde eles saíam para ir para casa, e Harry sabia disso, Hermione tinha lhe dado o Tour Completo nos intervalos dos primeiros dias. - Aqui, ah, nós estávamos aqui, é a cantina, onde você compra comida - óh, sério? Começou a andar, muito mais trotar, na realidade, puxando um Harry estático junto -
- Na verdade, eu já... -
- Comeu? É, eu sei que já, eu estou vendo seu sanduíche, parece uma delícia - Deu um riso fino, jogando o cabelo nos ombros - Essa é a sala de informática, aquele é um dos laboratórios de Química, esse é o parquinho...
Não demorou para se perder nas palavras dela, não pela beleza da garota, que depois de todo esse discurso fútil parecia bem menor. Mas por que avistou pela janela do corredor uma coisa na qual estivera prestando atenção desde que chegara na escola.
- Você sabe me dizer o que tem naquela torre? -
Daphne soltou seu braço, olhando para a torre com os olhos arregalados.
- Ah... aquela torre. -
No primeiro dia, ele tinha visto da sala de Geomentria aquela construção, toda de tijolos vermelhos, uma torre antiga e alta, com um grande relógio quebrado no topo, e telhados cinzas bem desgastados em cima, uma trepadeira também parecia estar tomando conta da base, já que nem mais se via a porta. E coisas que se assemelhavam a cadeados rodeavam todas as janelas junto com talhos de madeira, parecia abandonada, assombrosa... e mágica.
- O que tem ela? -
- É amaldiçoada, quero dizer... Bem, é o que os alunos mais antigos contam, que dois meninos quase se suicidaram aí dentro - Sua voz agora adotara um tom tenso, como se quizesse desesperadamente escapar do assunto - Parece que se não fizessem isso, os pais deles fariam algo pior... Er. Na verdade, você não deveria estar querendo saber sobre isso - Tomou um tom mais enérgico, voltando a puxá-lo - Tem tanta coisa legal pra ver! Aposto que a nojentinha Sangue-Ruim não te mostrou nada!
O moreno não gostou daquele tom ofensivo.
- Sangue-Ruim? - Crispou os lábios
- Trouxas, filhos de trouxas, todos aqueles que não fazem e nem deveriam fazer parte do nosso meio, na verdade, é assim que chamamos os bolsistas como sua colega Granger. -
- A Hermione é minha amiga. - Parou no meio do caminho, sem deixar que a garota levasse-o para onde quer que estivesse indo -
- Pelo amor de deus, Harry, você pode conseguir coisa melhor que ela - Mordeu os lábios, tentando parecer incentivadora - E vocês só se conhecem faz dois dias, que palhaçada é essa de amigos? Estamos na pré-escola de novo? Você tem que saber com quem andar, meu amor, e eu vou te ajudar.
Então, rápida e forte como um raio, a memória da mesma frase sendo dita por Malfoy passou pela sua cabeça.
Eu posso ajudá-lo nisso.
E por que achavam que ele sequer precisava de ajuda?
- Não preciso de ajuda, eu posso escolher sozinho - Falou, calmo, não era hoje que iria se irritar com ninguém, principalmente uma garota que não enxergava um palmo além de seu nariz arrebitado - Acho que te vejo por aí, Greengrass. - E como a menina estava chocada, não foi muito difícil tirar a mão dela do seu braço. -
Virou as costas, aprecendo decidido, embora na verdade não soubesse para onde estava indo, sempre soubera muito bem como se virar, e não seria diferente ali.
- Harry! Harry! Era só uma brincadeira, querido!
Entrando na sala de Português, Draco foi direto até uma cadeira vaga do lado de um menino alto e bonito, era bem moreno, e parecia concentrado em um Gameboy de última geração.
- Ainda jogando Pokemon, Zabini? Achei que já tinha zerado umas quinze vezes. - Deu um meio sorriso, abrindo a mochila e colocando organizadamente todo o seu material na mesa.
- Isso é um Nintendo DS Malfoy, não um Color, na verdade eu estou escrevendo minha Monografia da História da Moda - Virou o aparelhinho para que o menino loiro pudesse ver as várias letrinhas que pareciam compor um texto gigante - E não faça piada com minha faculdade de novo, a sua que é de homossexuais encubados.
- Meu caro Blaise, você está ficando sem argumentos, Engenharia Química agora é coisa de viado? - Piscou divertido.
Blaise Zabini era o segundo melhor amigo de Draco, e embora não se falassem muito, se conheciam desde crianças, e sempre foram bem colados... Antes do terrível advento que tinha sido Zabini declarar que era mais gay que o Freddie Mercury, isso invariavelmente tinha ocasionado a separação dos dois, mesmo que sempre se falassem online, e se tratassem respeitosamente quando se viam na escola. Blaise sabia, embora ficasse chateado, que Draco ligava muito para aparências.
- Ok, Ok... Mas refresque minha mente cheia de dúvidas, por que essa aproximação do nada hein? Está querendo um favor do seu velho amigo Blaise? É? É? -
Draco fechou os olhos, parecendo pensar, relutante, por alguns segundos.
- Eu quero fazer algo bem sujo com uma pessoa, Zabini -
- Vai perder o cabaçinho? - Deu um sorriso malicioso, sabendo que ia tirar Draco do sério, e adorava isso. - Finalmente resolveu que vai dar, não é? Pra mim? Eu faço as honras! Imagina, que mara, eu tirando sua virgindade, nós... amigos de infância.
- NÃO NESSE SENTIDO! Sua bicha aloprada! - O loiro começou a ficar vermelho - Por isso que eu nem chego mais perto de você.
- É brincadeira, você sabe! Mas então, vai ferrar alguém?
- Exato, e ferrar muito. -
- É assim que eu gosto, garotão. -
Continua...
É mais fácil se deixarem o e-mail, tá gente? Mas mesmo assim,sei que muitos não tem.
Bela - Obrigada pela review! Muito Obrigada mesmo, e pode deixar que eu estou tentando resolver logo essa coisa dos capítulos pequenos ;) Beijão!
Angelina Corelli - Primeiramente, obrigada por comentar, e saiba que eu super adoro críticas, afinal, servem pra melhorar, e adoro ainda mais responder perguntas.
1 - Relaxa que eu estou com a intenção de terminar pelo menos uma fic na vida, e espero que seja essa, 2 - Vou tentar mesmo, e por favor me avise se achar que estou fazendo algo desse gênero, 3 - Bem, a fic, mesmo que esteja no capítulo 8 já, está somente começando, então não me deu tempo suficiente pra falar do Harry, ou fazê-lo se apaixonar pelo Draco, primeiro eles vão se acostumar um com o outro, e o Harry vai achar o loiro super chato, depois que eles vão ser amigos, 4 - Sinto muito em te dizer que por enquanto vai ser só na amizade, claro que mais pra frente vai ter romance, mas eu não gosto de apressar as coisas.
Por favor, continue acompanhando, beijos!
Marrie - Obrigada, por favor, continue acompanhando e comentando.
Não, eu não tenho tendências de transformar todo mundo em gay, o Neville e o Blaise se transformaram pro bem do enredo, espero muito que goste!
Peço encarecidamente que continuem mandando reviews para mim, eu fiquei tão, TÃO feliz que até fiz um blog que eu vou atualizar de tempos em tempos, por conhecidência, é o mesmo que a nossa querida Daph estava acessando, http (dois pontos) (barra) (barra) antoinelefreve (ponto) blogspot (ponto) com (barra)
Eu sei que prometi um SUPER capítulo, mas me dêem um descontinho ;_; Já foram cinco mil palavras, e eu ainda estou ensaiando para uma peça TODO O SANTO DIA, e a Aiki sabe muito bem disso, então não pode reclamar, eu sou lerda mesmo.
Falando na Aiki, eu e ela começamos uma fic aqui no , ela se chama 'Cactus', e já que estamos falando da Aiki, vou fazer a propaganda básica da fic dela, já que ela fez da minha.
A fic se chama Enjoy the Show, e é MAIS do que foda, é SUPER MARA, não tô brincando, vai ser a melhor fic depois de Green Eyes, o plot é demais, os personagens são demais, o UA é genial, leiam e comentem, tá? Pra incentivar ela a escrever mais!
Mas, sério, não esqueçam dos MEUS comentários. Senão eu vou ter problemas de auto-estima, chorar pra sempre, me suicidar e tudo mais.
AMO VOCÊS!
