Nem eu acredito que postei tão rápido assim, devo estar doente, bom, deixa isso pra lá.
Aproveitem XD
Fechou e trancou a porta do escritório assim que entraram aquilo não deteria Arlong e Akainu pra sempre, mas os retardaria por um tempo. Ajudou Luffy a se sentar na enorme cadeira que havia na mesa de seu pai e só então se permitiu relaxar e descansar um pouco.
- está melhor Luffy?
- minha força está voltando, só preciso de um minuto.
Nami se ajoelhou na frente da cadeira e ficou segurando as duas mãos do moreno, ele já não estava tão pálido, porém ainda parecia enfraquecido.
- é tudo minha culpa – sussurrou.
- o que disse?
- é tudo minha culpa – disse mais alto – se eu fosse mais cuidadosa você não teria passado por essa situação.
- não se culp-
- eu me culpo sim, porque nada disso teria acontecido se eu não tivesse me interessado pelas minhas origens, por minha família... Por essa estúpida fami-
- NUNCA MAIS DIGA ISSO – Luffy estava alterado – não há nada mais importante nesse mundo do que amigos e família e isso é algo que você nunca deve dizer.
- mas-
- mas nada, o está acontecendo aqui hoje foi obra de todos nós e não só sua. Não quero que se arrependa de nada Nami, quero que continue sempre seguindo em frente e sem se arrepender das coisas boas que conseguiu e descobriu.
As palavras de Luffy foram como um choque em sua mente. Ele tinha razão, não poderia culpar sua família ou suas decisões porque isso não adiantaria nada.
Apoiou sua cabeça nas pernas dele, aproveitando o calor.
- obrigada.
O moreno sorriu.
- agora você pode me explicar o que aconteceu lá embaixo? Porque eu não entendi nadinha. Como sabia que tinha que arrancar o broche?
- eu não sei como começar, tem uma parte que eu nem acredito que seja verdade.
- me diz mesmo de qualquer jeito.
- tudo bem, foi mais ou menos assim...
Flashback On.
Nami acordou e se surpreendeu ao ver uma imensidão negra à sua frente. Primeiramente pensou que ainda estava no salão da mansão, porém aquele lugar era muito maior. Levantou-se debilmente, como se algo drenasse sua força. Viu uma luz redonda brilhando ao fundo e resolveu segui-la e depois de uma distancia considerável ela conseguiu se aproximar e então percebeu que aquela luz era uma esfera brilhante com mais ou menos a sua altura. Ela era revestida de nuvens e luzes que formavam uma ondulação delicada e bonita.
- o que será isso?
- sou eu? – disse alguém atrás dela.
- quem está aí?
A ruiva custou a acreditar quando viu uma pequena menina de aproximadamente cinco anos, cabelos longos estranhamente da mesma cor da esfera e flutuante? Ela se afastou rapidamente ao constatar esse fato.
- não fuja de mim, não agora que finalmente podemos conversar.
- e-eu te conheço?
- isso magoa sabia? Não reconhece seu próprio anel?
- a-a-anel?
- isso mesmo! Eu sou Caelis, o anel Lightbringer do Céu, seu anel.
Nami achou que estava louca, mas depois de ter visto tanta coisa estranha acontecendo em sua vida, conseguiu aceitar o que aquela menina falava sem muita dificuldade.
- por que você está no meu sonho?
- porque tenho algo muito importante pra te dizer.
- e sobre o que seria?
Caelis sorriu.
- toque na esfera.
- hã? Não tem problema? Eu não vou ser sugada ou coisa do tipo né?
- toque logo.
Fez o que lhe foi pedido e assim que a tocou, a esfera se tornou tão transparente como vidro e o que havia dentro dela era impossível de ser verdade.
- L-L-LUFFY!
- você não está gaguejando demais não?
- O... O QUE ELE ESTÁ FAZENDO AQUI? POR QUE ELE ESTÁ AQUI? COMO ELE VEIO PARAR AQUI?
- CALMA GAROTA! Fique quieta que eu lhe explicarei tudo.
-... Certo.
- bem melhor. Imagino que não saiba que ele está sendo controlado não é?
- como assim controlado?
O olhar de Caelis se tornou sombrio.
- Fíbula...
- Fíbula? O que é isso?
- é o sétimo tesouro escondido da família Lightbringer.
- nunca ouviu falar dele, mas o que isso tem a ver com o Luffy?
- Fíbula é um broche especial que controla qualquer um em que for colocado. A pessoa controlada não se lembra mais de quem é e também não tem controle sobre o que faz ou diz.
- e como Arlong conseguiu usá-lo? Somente os Light podem tocar nas jóias, quer dizer, em vocês.
- Fíbula foi escondido porque justamente é o único capaz de ser usado por alguém de fora, mas essa não é a pior parte.
Nami arregalou os olhos.
- e qual é?
- para o Fíbula controlar seu corpo, primeiro ele precisa destruir sua alma, ou seja, se o Fíbula é retirado, a pessoa morre.
- não, então quer dizer que o Luffy está...? – as lagrimas já ameaçavam sair de seus olhos.
- não, ele não está morto.
- você acabou de dizer que
- normalmente seria assim, entretanto Luffy tem uma coisa que os outros não tinham.
- e o que é?
- você, Saltus e eu.
- não estou entendendo.
- quando o Arlong colocou o broche no Luffy, a alma dele deveria ter sido destruída, mas Saltus a protegeu e através de nossa ligação, mandou ela pra mim.
- por isso meu anel ficou vermelho.
- exatamente, Luffy está vivo, dentro de mim, mas Nami.
- o que?
- não vamos aguentar por muito mais tempo, você tem de tirar o broche dele o mais rápido possível.
- farei isso.
- e mais uma coisa, não importa a ligação que vocês tenham se mandarem-no te matar, ele fará sem hesitação. Mesmo que isso custe a vida dele.
Nami virou-se para o vidro e ficou a observá-lo.
- ele sente alguma coisa? Ele pode nos ouvir?
- Luffy está em sono profundo, para poupar sua energia, mas ao primeiro impulso de liberdade ele acordará, ou seja, quando o Fíbula for retirado.
- obrigada Caelis, por tudo que fez por nós dois.
A menina abriu um enorme sorriso.
- não foi nada, eu e Saltus adoramos vocês dois, depois de seus avós, vocês são os nossos mestres favoritos.
- meus avós? Como eles eram?
- Helena e Alexander? Eles eram muito respeitáveis e muito amorosos também, foram eles quem juntaram seus pais.
- eu não sei muito sobre meus pais.
- pergunte ao Arlong, ele poderá te responder, mesmo que ele esteja um pouco mudado agora.
- por que ele saberia alguma coisa?
- porque ele é seu tio oras.
Nami gelou, que história era aquela afinal?
- o que está dizendo? É alguma brincadeira por acaso?
- nosso tempo está acabando você tem que voltar.
- espera ai! Vai me deixar sem respostas?
- eu já disse quem pode lhe dar essas respostas.
- mais ele quer me matar! Como acha que vou conseguir conversar com ele?
- você acha um jeito, adeus Nami e vê se acha o Coronan logo, aposto que ele se sente sozinho e use Pendenti envolta do pescoço, ele vai te proteger.
- como? Da ultima vez ele me fez passar a maior vergonha.
- acha mesmo que esse é o único poder que ele tem?
- hã?
Nami viu tudo girar e girar até se deparar de novo com o salão da mansão. Tentou se mover, mas estava cheia de cordas por todo o seu corpo e correntes prendendo seus braços e pernas.
"Eles estão de brincadeira não é? Isso é quase um insulto".
Com uns clics aqui e uma pequena faca ali Nami conseguiu se soltar rapidamente e ficou surpresa ao notar que estava sem sua mascara.
"Uma hora eles acabariam descobrindo mesmo"
Percebeu movimento à sua frente e não precisou ver pra saber quem era.
"Luffy, eu prometo que vou te ajudar" - pensou levantando-se.
Viu o pequeno objeto de prata na gola do moreno, agora só precisava se aproximar o suficiente dele para retirá-lo, mas como?
"Espere um pouco, tem mais alguém aqui".
O resto do salão estava escuro, porém notou as duas presenças no andar de cima bem perto da escada.
"Isso dificulta um pouco as coisas"
Luffy a atacou com rapidez, mas conseguiu se esquivar a tempo. Ele tentou soca-la de novo, mas Nami o bloqueou. Conseguiu durante bloquear vários de seus golpes e até tentou chegar perto para retirar a jóia, mas Luffy era bom e rápido demais para permitir uma brecha.
"Não tenho escolha".
Abriu sua guarda e permitiu que ele a imobilizasse.
"É agora".
Os dois estavam de costas pra escada então os "espectadores" não poderiam ver nada. Luffy a segurava de costas pra ele, impossibilitando qualquer movimento, mas havia uma parte do corpo que ele não poderia nunca imobilizar, com cuidado Nami virou seu pescoço pra esquerda, o lado da gola que estava o broche, e com os dentes arrancou o pequeno objeto de lá, mantendo-o na boca.
"Consegui"
Sentiu-o vacilar, mas forço-o a ficar de pé.
- Luffy – sussurrando – me escute não temos muito tempo. Arlong vai ordenar que você acabe comigo, eu vou cair parecendo que você o fez, espere cinco minutos e finja uma dor terrível no peito. Quando eu der um sinal você me acompanha sem fazer barulho. Sei que está confuso, mas depois eu te explico.
O moreno assentiu de leve ainda se apoiando na moça a sua frente.
- acabe logo com ela Luffy.
Nami caiu no chão assim como disse que faria e Luffy só teve de esperar uns poucos minutos para fazer o que lhe foi pedido.
- e com isso terminamos a linhagem dos Lightbringer.
Nami cutucou a perna de Luffy então os dois se afastaram silenciosamente até a escada.
- Agora vamos revistar sua bolsa pra ver se as jóias estão lá.
- como tem tanta certeza de que ela as trouxe?
- não tenho, mas temos que começar de algum jeito, onde ela está?
- no escritório.
- obrigada pela informação – disse bem alto.
Depois do ocorrido com as facas, Nami ajudou o moreno a se levantar e com um pouco de sorte conseguiram chegar ao escritório sem problema.
Flashback Off.
-... Agora estamos aqui.
- só você mesmo pra fazer algo tão estúpido assim, eu poderia ter te matado – Luffy não estava bravo de verdade.
- tarde demais pra dizer isso.
- o que vamos fazer agora?
- nos livrarmos deles e sair daqui.
- e como vai fazer isso?
-... Ainda não pensei nisso.
- temos que separar os dois, assim vai ficar mais fácil.
- verdade, primeiro o Akainu, depois o Arlong. Tenho umas coisas pendentes com ele.
- você quer se vingar?
- eu... Pra falar a verdade eu não sei, soube por Caelis que se eu quisesse saber tudo o que aconteceu há dezessete anos eu deveria perguntar a ele.
- por que ele?
- porque ele é-
Ouviram batidas fortes na porta.
- abram logo essa merda.
- e por que nós abriríamos à porta pra vocês?
- vocês?
- não sabe contar Akainu? O Arlong não está ai com você?
- não, eu o esfaqueei agora a pouco.
- o que? Porque fez isso?
- ele me foi útil durante muitos anos, mas agora não preciso mais dele.
- maldito.
- e porque se importa? Ele não significa nada pra você mesmo.
- tenho assuntos a tratar com ele que não são da sua conta.
A essa altura Nami já estava atrás da porta tentando impedir que ele entrasse.
- Luffy, eu quero que vá pra varanda, tem uma trepadeira bem firme que cresceu ali nos últimos anos, vá embora e não volte, isso é um assunto meu e também leve a mochila, as jóias estão todas ai dentro.
O moreno se aproximou dela e lhe deu um soquinho na cabeça.
- juntos lembra?
Não conseguiu evitar sorrir.
- juntos então.
OOO
Depois de um bom empurrão Akainu conseguiu finalmente abrir a porta e não se surpreendeu ao encontrar a sala vazia.
- eu não sou nenhum burro sua ladra detestável.
A única saída daquela sala além da porta era através da janela. Akainu correu pra varanda e conseguiu ver a sombra de alguém no terraço.
- peguei vocês.
A Mansão Lightbringer era composta de três andares, o térreo e dois pisos superiores, além do terraço plano, Akainu admitiu que subir tão rápido até lá era realmente um grande feito.
- eu até subiria assim, mas minha coluna não aguenta. Já não sou tão jovem.
Ele resolveu ir por dentro pelas escadas.
Quando chegou lá Gatuna estava do outro lado do terraço.
- cadê seu namoradinho?
- ele estava fraco demais pra subir então ele foi para o térreo.
- tudo bem, ele não vai querer estar aqui quando eu te matar.
- pena que você não vai matá-la.
Akainu não teve tempo de esquivar quando o detetive se aproximou dele do nada e colocou algo ardente em seus pulsos.
- AAAAAHHHHH! MAIS EU DROGA É ESSA? VOCÊ NÃO ESTAVA LÁ EMBAIXO?
Luffy só deu de ombros.
- não reconhece Akainu?
Seus pulsos ardiam tanto que quase não teve coragem de mirá-los, mas reconheceu bem o que eram aqueles dois objetos de prata.
- Armillas Lightbringer.
Agora a ruiva estava mais perto dele, só que há uma distancia segura.
- você realmente é mais burro do que eu pensava, que tipo de idiota cairia numa conversa daquela? – resolveu ficar mudo – e sabia que quanto mais nojenta, mau-caráter e insensível a pessoa é mais esses braceletes apertam e ardem?
- sua... Sua – estava com tanta dor que não conseguia falar direito.
- dependerá da minha vontade se eles sairão ou não, mas quero que me responda umas coisas antes. Você matou meus pais?
Akainu sentiu um pouco da ardência diminuir.
- de acordo com minha vontade os braceletes ficam mais ou menos potentes, nesse estado você poderá falar sem problemas. Agora responda minha pergunta.
- o acidente não foi bem um acidente, eu e Arlong sabotamos o freio do carro que sua família iria usar pra passear naquele dia. Eles caíram na encosta e quando fomos confirmar todos estavam mortos, só que depois de um ano eu soube que eles tinham mais uma filha, você. Aquele maldito peixe escondeu isso de mim.
- e por que você os matou? – Akainu percebeu que ela estava prestes a explodir.
- por causa do dinheiro deles é claro. Eu disse antes que só usei o Arlong durante todos esses anos. Ele era um pobre coitado apaixonado pela sua mãe, então eu disse a ele que se me ajudasse Isabel seria dele. Ele foi um idiota desde o inicio – começou a gargalhar só de lembrar da cara dele quando o apunhalou.
- você... Você... NÃO MERECE VIVER
Dessa vez não foi só nos pulsos, Akainu sentiu seu corpo inteiro ser atingido com fortes descargas elétricas e elas eram tão fortes que não conseguia mais se manter de pé.
- A-ACHA QUE M-ME MATAR V-AI RESOLVER ALGUMA C-OISA?
Os choques pararam.
- não.
Akainu se sentiu aliviado.
- mas já é um começo.
A ladra pegou a faca que guardava na perna e sem hesitar fez o que devia ser feito.
OOO
Ouvir Akainu dizer sobre a morte de seus pais com um sorriso no rosto, fez com que Nami perdesse completamente a razão e se não bastasse o terrível choque que lhe deu ele ainda teve coragem de achar que sua vida valia. Aquilo foi a gota d'água, pegou sua faca e foi na direção dele com intenção de matá-lo, mas o resultado foi bem diferente do que esperava. Havia sangue em sua faca, mas não do Akainu.
- porque...? Porque fez isso Luffy?
Um segundo antes da faca acertar Akainu, o moreno a segurou impedindo que Nami o matasse. Vendo o que tinha feito com a mão dele, soltou a faca na hora. Luffy se aproximou dela e a abraçou.
- não faça isso.
- por que o protege? Ele não merece isso, não de você.
- se você matá-lo agora, a dor da perda não vai diminuir, só vai ficar pior.
- me solta Luffy – tentou se afastar, mas ele a abraçou mais forte.
- não solto.
- você não entende... Se ele continuar vivendo poderá prejudicar ainda mais as pessoas que eu amo e isso eu não posso aceitar.
- você tem todo o direito de sentir raiva, mas há outras maneiras de ele pagar pelo o que fez tipo uma bela surra ou... – mirou os braceletes – deixar ele pra sempre com aquelas coisas.
Nami parou pra pensar e de fato Luffy estava certo, seria fácil demais se ele simplesmente morresse e fosse lembrado como o "corajoso Akainu que morreu cumprindo seu dever", não, ele merecia coisa bem pior.
- tem razão Luffy.
Ele afrouxou o aperto e foi graças a isso que Nami pôde desviar Luffy do ataque de Akainu que tinha como objetivo esfaquear, usando a faca que pegou no chão, as costas do moreno, porém não conseguiu evitar ser pega por ele.
- agora você é minha.
Luffy ameaçou se aproximar, mas Akainu apertou a faca contra o pescoço dela.
- nem tente detetive, senão veremos muito sangue por aqui.
Nami lançou um olhar em direção ao moreno que poderia se traduzir como "acredite em mim". A ruiva percebeu que os dois estavam muito perto da ponta, com cinco passos conseguiria chegar lá.
- você realmente é como sua mãe menina, até o ultimo momento protegendo aqueles que ama. No dia do acidente ela não se separou de Arthur e Nojiko nem por um segundo.
- minha mãe era uma pessoa uma pessoa de caráter, diferente de você – começou a empurrá-lo devagar – e eu não sou menina, sou Nami Lightbringer, filha de Isabel e Arthur e nunca me senti tão orgulhosa disso quanto me sinto agora.
Chegaram à borda e com toda sua força Nami se empurrou contra ele, caindo também.
- NAAAMIII! – ouviu Luffy gritar.
Separou-se de Akainu enquanto caia e como ele era mais pesado, ele estava caindo mais rápido, não olhou pra baixo porque sabia que perderia a coragem se o fizesse.
- é bom que esteja certa Caelis.
Colocou a mão no pescoço e puxou o colar que lá havia. Pendenti estava com uma luz bem fraca.
- por favor, me ajude.
Pendenti começou a brilhar intensamente, cobrindo Nami com sua luz. Ela sentiu que estava sendo levada pra cima e quando o brilho desapareceu, estava de volta com Luffy no terraço.
"Funcionou! Consegui!" era o que tinha intenção de dizer, mas não conseguia as palavras não saiam.
- NAMI! – Luffy correu em direção a ela – você ficou louca? Pensava em se matar por acaso?
Assim que o moreno chegou perto o suficiente Nami o puxou e o beijou, um beijo desesperado e cheio de amor. Luffy ficou muito surpreso, mas logo retribuiu tentando mostrar toda a felicidade que estava sentindo por vê-la viva. Separaram-se depois de uns minutos por falta de ar.
- não fiquei louca e não quis me matar – disse respondendo a pergunta anterior.
- o que aconteceu? Eu vi você se jogando e quando eu fui olhar tinha uma luz brilhante em cima da minha cabeça.
A ruiva pegou o colar e mostrou pra ele.
- Caelis me disse que ele me protegeria, fiquei meio insegura, mas tive que confiar nele.
- nunca mais se afaste desse colar entendeu? – ele voltou a colocá-lo em volta do pescoço dela – assim você não pode tirá-lo, só eu.
- chato.
Levantaram-se e por um momento Nami quis ir à borda para ver Akainu, mas Luffy a impediu.
- não vai querer vê-lo.
- vamos descer, tenho que falar com o Arlong.
- tudo bem.
Quando chegaram lá embaixo, encontraram-no encostado em uma das paredes do primeiro andar. Só sabiam que ele estava vivo por causa do leve movimento de seu peito.
- Arlong – Nami não tinha raiva em sua voz.
Levantou lentamente a cabeça e apareceu em sua face um sorriso que a ruiva nunca esperaria ver.
- Isabel, é muito bom te ver de novo.
- não Arlong, não sou Isabel, minha querida mãe, meu nome é Nami.
- Nami? Esse nome não me é estranho.
- trabalhava na sua empresa, quer dizer, na empresa de meu pai.
- ah sim, me lembro de você.
Nami olhou o ferimento e notou de longe que este estava envenenado.
- posso dar um jeito no seu machucado se me responder umas coisas.
- não quero que ele seja curado, estou recebendo pelo o que fiz, mas não me incomodo de responder suas perguntas.
Sentou-se no chão e Luffy fez o mesmo, ficando bem perto dela.
- gostaria que me contasse o que aconteceu há dezessete anos atrás.
- é uma história um pouco longa.
- eu não me importo.
Arlong a encarou por uns momentos, estudando sua face.
- você realmente parece sua mãe.
- qual é a sua relação com ela e meu pai?
- vou te contar desde o inicio.
Finalmente depois de tanto enrrolar vou postar o cap do passado dos pais da Nami, eu não tive culpa, não conseguia encontrar uma deixa pra colocá-la.
Provavelmente a fic terminará com 10 caps, mas estou querendo fazer um especial, porém isso dependerá de meu cérebro.
Postarei o nove o mais rápido possível.
