Título: There's a Light... (ou a Cia. Hogwarts de Teatro apresenta Rocky Horror Picture Show)
Disclaimer: Fanfic escrita por diversão e para me botar de volta ao rumo. Os direitos autorais de Harry Potter pertecem a JK Rowling, a Warner Bros. e etc. Rocky Horror Picture Show também não é meu e eu não gostaria de ter problemas com quem possui os direitos. Eu não possuo nada e nem quero dinheiro por essa história.
Avisos: Slash, slash e mais um pouco de slash. Se você não sabe o que é isso, talvez seja melhor nem ler.
Capítulo 7: Agora é tarde demais para voltar atrás
Ginny Weasley havia quebrado a perna feio. Tão feio que ela só apareceu em Hogwarts novamente na quarta feira usando uma cadeira de rodas. Tonks cancelou o ensaio nesse dia para resolver quem iria substituir a ruiva como Janet, já que o show não pode parar. Eu estava torcendo para que Hermione tomasse uma atitude, mas eu não pude nem falar com ela, pois tinha meus próprios assuntos para resolver.
Eu não queria conversar com Blaise em Hogwarts e minha casa estava fora dos limites essa semana porque Lucius havia decidido redecorar o escritório e estava trabalhando em casa. Sem outras opções, me vi na porta do apartamento de Blaise torcendo para que ele estivesse sozinho. Toquei a campainha e logo depois a porta foi aberta por ele, usando apenas shorts de ginástica bem velhos.
- Dray, como você sabia que eu estava pensando em você? – Blaise me cumprimentou, encostando-se ao batente da porta para me provocar. Eu estava naquele momento tentando encontrar palavras, sem me importar quais seriam. Na verdade, eu estava tentando encontrar ar e desviar o olhar daquele corpo. – Draco...
- Nott tá ai? – perguntei depois de respirar profundamente várias vezes.
- Não, ele saiu com a namorada. – os olhos dele brilharam. Blaise estava achando que eu tinha ido até ali por causa de sexo. – Você quer entrar, Dray?
Tive que me forçar a pensar em qualquer coisa que não fosse ele ao entrar no apartamento. Tudo em Blaise gritava sexo e eu não podia cair em tentação agora. Então pensei em Pansy. Pansy estava apaixonada por ele e eu não faria mais isso com minha melhor amiga. Sentei no sofá que combinava com o estilo riquinho do apartamento e que não combinava muito com os dois moradores. Blaise dividia o apartamento com Nott, um antigo colega meu de colégio com quem nunca tive muito contato. Tudo o que sabia de Nott é que ele estuda engenharia e é homofóbico, o que explicava porque eu quase nunca ia ali.
- Então, Dray... – ele falou se sentando de lado, olhando para o perfil do meu rosto e colocando a mão direita na minha coxa. – Você vai me dizer o que quer?
- Preciso conversar com você... – não resisti e olhei nos olhos dele, me virando para sentar de lado. – Seriamente.
Blaise pareceu confuso. Ele raramente tinha conversas sérias e eu tinha uma desconfiança de que ele não era muito fã delas. Depois de tirar a mão de mim e pensar um pouco, um sorriso triste apareceu no seu rosto. Ele se levantou, sumiu pelo corredor que levava ao seu quarto por alguns minutos e voltou vestindo uma camiseta, o que eu agradeci mentalmente porque minha resistência a peitorais expostos era baixa.
- É sobre a Pansy? – ele perguntou, se sentando novamente e olhando para frente.
- Também... – falei vagamente. Blaise não falou mais nada, parecia estar pensando em algo de outro mundo. – Eu preciso saber o que você está sentindo, Blaise. O que eu significo para você.
- Isso é realmente necessário? – ele perguntou. – Você podia só dizer que não quer mais transar comigo e que eu deveria ficar com a Pansy.
- Não, eu não poderia dizer só isso. – eu respirei fundo e botei a mão em seu ombro. Ele me olhou com uma expressão que eu nunca tinha visto no seu rosto e que eu não sabia como interpretar. – Antes de qualquer coisa, você é meu amigo e sempre me ouviu e me ajudou. Agora eu quero retribuir, porque também sou seu amigo.
- Isso é muito nobre da sua parte, Draco, mas... – ele próprio se interrompeu. A intensidade do olhar de Blaise me fez entender. Aquilo doía. Falar de si mesmo não era normal para ele. Falar de si e dos seus sentimentos era quase como arrancar um pedaço de si mesmo para Blaise.
- Se você não quiser falar, tudo bem, mas talvez fizesse bem para você. – ele voltou a olhar para frente e ficou em silêncio por algum tempo.
- Eu não sei, Draco. – Blaise falou, tentando não olhar para mim. – A verdade é que eu não sei o que eu sinto. Eu gosto dela. Gosto muito dela. Eu penso nela sempre. Nos cabelos pretos, no sorriso de lado, na cara de brava... Mas... – ele se levantou, andou até a janela, respirou profundamente e se virou para me encarar. – Eu gosto do que a gente tem. Do sexo sem compromisso. Da cumplicidade. Do jeito que você parece estar e não estar aqui. – Blaise voltou a olhar para a janela e continuou. – Mas não tem problema. Desde que a gente voltou, eu estou me preparando para esse momento.
- Que momento? – me levantei e fui até onde ele estava.
- O momento em que você ia se apaixonar por alguém e não ia mais precisar de mim. – ele riu sem humor, o que me deixou com o coração apertado.
- Eu não estou apaixonado, Blaise. – falei enquanto o tocava no ombro e o girava para me encarar sem muita resistência.
- É claro que você não está... – ele sorriu de forma mais próxima ao normal. – Me dá um último beijo?
Eu não consegui recusar. Não foi um beijo sensual ou romântico. Foi um beijo de despedida. Aqueles lábios aparentemente finos não me pertenciam mais. Eles eram da Pansy a partir do momento em que o beijo acabou, mesmo que ela ainda não soubesse. Nunca pensei que seria assim, mas a conversa com Blaise me deixou mais perturbado do que a conversa com a Pansy. Mas o sorriso, as piadas e as risadas de Blaise ao se despedir de mim naquela noite me disseram que tudo ia ficar bem. Eu só precisava esperar para saber quem daria o primeiro passo.
Let's do the time warp again…
Se ultimamente eu estava passando pouco tempo em casa, eu me esforcei para ficar o menor tempo possível na mansão. Eu sabia que não teria paz com Lucius ema casa e que ele estava desconfiado de que algo que ele não aprovava estava acontecendo na minha vida. Quando saí de casa para ir à faculdade na sexta de manhã, percebi um carro preto me seguindo. Parabéns pelo clichê, detetive particular contratado pelo meu pai.
Por causa do desconhecido que ficou me seguindo durante toda a manhã por Hogwarts fazendo anotações em seu bloquinho, tive que me comportar o melhor que podia. Por sorte, não encontrei Luna ou Hermione, então não tive que ignora-las. Durante o almoço, pedi a Pansy para avisar a elas que não iria poder ir ao teatro durante à tarde para ajuda-las e que estaria na biblioteca. O detetive, ou capanga, eu ainda não tinha certeza, me seguiu do refeitório até a biblioteca. Minha sorte é só quem é aluno ou funcionário de Hogwarts pode entrar lá.
A intenção que eu tinha ao ir a biblioteca era pensar em um jeito para despistar o cara para poder ir ao ensaio daquela noite enquanto fingia que estudava, mas as coisas nunca saem como planejado. Potter estava lá, provavelmente fazendo algum trabalho. Sentei em um lugar em que ele não me veria e tentei me concentrar no meu plano. Mas de alguma forma misteriosa, eu me pegava observando ele. O cabelo negro que aponta para todas as direções possíveis e imagináveis, a pele branca que transmitia um aspecto saudável, os óculos redondos e muito velhos quase caindo de seu nariz reto, os lábios surpreendentemente rosados e carnudos, a postura curvada e concentrada e as mãos que trabalhavam rápido escrevendo a mão.
Eu não estava conseguindo me concentrar no plano nem no que eu estava fingindo estudar. Naquele momento, Potter era como um imã de atenção e meu corpo estava começando a ter reações que normalmente não combinam com bibliotecas. Então de repente, ele olhou para mim. Seus olhos se arregalaram, suas bochechas ganharam uma tonalidade bem forte de vermelho e ele sorriu completamente envergonhado. Eu, que tinha sido pego observando, sorri de volta tão embaraçado quanto ele e voltei a fingir que estudava. Depois daquilo, eu não consegui ficar nem mais de quinze minutos na biblioteca, principalmente porque parecia que agora era Potter que me observava.
Saí da biblioteca cedo demais, ainda faltavam uma hora e meia para o ensaio e meu perseguidor continuou me seguindo e anotando todos os meus passos. Então resolvi fazer um lanche, como se a fome fosse à culpada por me tirar do estudo pesado. Encontrei Blaise no caminho, sendo que Pansy já o havia avisado e que Lucius tinha colocado alguém na minha cola. Nós falamos apenas das aulas e trabalhos que deveríamos fazer até que ele surgiu com a minha salvação.
- Pansy me mandou dizer que quer nós dois assistindo ao ensaio hoje. – ele piscou para mim, caso eu não tivesse entendido.
- Mas o prof. Lupin fechou os ensaios. – eu falei como se estivesse dando um desculpa para não ir.
- Ela falou que ele deu permissão especial para a gente.
- Mas porque ela quer a gente lá de novo? – perguntei quase ouvindo o tal detetive escrever furiosamente no bloquinho.
- Sei lá, cara, é a Pansy... – Blaise falou, dando de ombros e tentando não rir. Nós ficamos em silêncio por algum tempo até que ele me deu uma cotovelada leve no braço. – Ele foi embora.
- Sério? – falei me virando. O cara tinha sumido. Eu me senti um pouco feliz, mas então percebi que estava sozinho com Blaise.
- Tá tudo bem, Draco. – Não foi uma pergunta. Ele estava afirmando que estava tudo bem.
Eu sorri envergonhado e Blaise riu de mim. Ele realmente não conseguia levar as coisas a sério. Apesar disso sua risada me contagiou. Eu sabia que não tinha me livrado completamente de Lucius e suas artimanhas, mas isso parecia muito pequeno olhando com perspectiva. Nós fomos direto para o teatro. Faltava pouco para o inicio do ensaio quando chegamos lá e as únicas pessoas a vista eram Luna e Potter. Eles estavam conversando e ele não parecia estar entendendo metade do que ela dizia.
- Hey, Blaise... – ouvi, quer dizer, todo mundo ouviu Dean Thomas chamando Blaise da cabine de luz.
- Já virou Blaise para eles? – perguntei tentando provoca-lo.
- Você fez suas amigas e eu fiz os meus. – ele sorriu, piscou e subiu para a cabine de luz.
Isso me fez ficar sozinho e como Luna me chamou logo em seguida para me juntar a ela e Potter, eu fui. Quanto mais eu me aproximava de onde eles estavam, mais Potter parecia corado. Tanto que ao chegar lá eu estava me perguntando se ele não estava sem ar. Nosso cumprimento foi meio estranho e eu comecei a achar que a expressão de felicidade de Luna era na verdade o esforço dela para não rir de nós. Mas pelo menos, aquele momento estranho passou quando Pansy e Hermione apareceram vindas dos bastidores.
- Draco, você não vai acreditar! – falou Pansy um pouco alto de mais e visivelmente animada. Ela veio quase que correndo até mim.
- Qual a novidade? – perguntei, achando que ela e Blaise tinham se acertado.
- É tão incrível que você vai quase desmaiar... – ela estava sorrindo de orelha a orelha. – Mas eu vou deixar a Mione contar! – Hermione, que tinha se aproximado de nós num ritmo normal e não parecia estar tendo um dia particularmente espetacular, olhou para ela surpresa. – O que? Não quer contar? Vai deixar seus amigos esperando?
- Ainda não está confirmado, Pansy. – ela falou parecendo um pouco cansada de repetir isso.
- É claro que está! – Pansy se virou para Hermione. – Você mesma disse que a Chang se deu muito mal no teste e que a Tonks deu a entender que o papel é seu!
- 'Pera aí! - disse Potter. – Você conseguiu?
- Como eu acabei de dizer, ainda não. – ela respirou profundamente. – Mesmo que a Chang não tenha ido bem, isso não quer dizer que o papel seja meu. As outras garotas também fizeram audição.
- Eu nem sabia que os testes já tinham acontecido... – falei, tentando passar despercebido.
- Tonks não quis perder tempo... – Luna disse se levantando e dando um abraço em Hermione. – E é óbvio que o papel é seu. Ninguém foi tão bem quanto você.
- E a Tonks não deixaria passar que você é a Janet perfeita, Hermione.
Hermione corou e agradeceu. Pansy e Luna começaram a conversar baixo sobre algo. Ou talvez fosse ao volume normal, eu não sei exatamente. Estava tentando em vão não prestar atenção em Potter. Sua expressão era de surpresa, mas surpresa era pouco. Era a cara de uma criança que tinha ouvido várias vezes dos pais de que não ganharia o presente de natal que queria e que enquanto abria seus presentes, achou aquele. Além disso, ele ainda estava pouco corado e quem diria que verde e vermelho combinariam tanto. Minha vontade era toca-lo. Tocar suavemente seu rosto. Sem um real motivo. Só porque a pele dele parecia macia.
Desviei o olhar, já que meus pensamentos estavam tomando o caminho errado. Olhei para Hermione e ela parecia ter acabado de entender algum problema matemático muito difícil. Então ela sorriu e entrou na conversa de Pansy e Luna. Eu não queria olhar para Potter novamente. Ultimamente sempre que eu olhava para ele minha mente me levava a lugares onde eu não deveria ir. Mas eu não resisti e nossos olhares se encontraram. Eu queria que aquele momento nunca acabasse. De repente tudo que eu queria era poder olhar aqueles olhos para sempre.
- Então já está todo mundo aqui? – a voz de Tonks me tirou dos meus estranhos devaneios. Junto dela o resto da Cia. chegava.
Tudo depois daquele momento passou rápido demais. Como se não tivesse sido real. A única coisa que manteve minha sanidade durante o ensaio foi que Hermione era a nova Janet. O anúncio veio logo no inicio e isso pareceu dar um gás em quase todo mundo. Sem falar que Hermione foi incrível. Nós finalmente tínhamos a Janet certa. Parecia que tudo daria certo a partir daquele ensaio.
Mas como em quase tudo que acontece comigo, a felicidade durou pouco. E dessa vez acabou assim que eu cheguei a casa. Mal botei os pés em casa e a sra. Bates me avisou que meu pai me esperava no escritório. Eu achei que ele só ia me encher o saco por causa da faculdade, mas minha mãe também estava lá. Ela parecia muito irritada e um pouco indignada. Não esperei Lucius falar nada, me sentei ao lado da minha mãe e olhei friamente em seus olhos.
- Draco...
- Lucius. – falei o interrompendo. Não é preciso conhecer muito meu pai para saber que ele não gosta de ser interrompido.
- Não me provoque. – ele falou tentando não transparecer a raiva.
- Não estou te provocando, estou te cumprimentando. – os olhos de Lucius se estreitaram. Ele não estava esperando isso de mim, o que foi extremamente satisfatório. Mas satisfatório que isso, só o sorrisinho de minha mãe.
- Não é hora de gracinhas, Draco. – ele tentou voltar ao normal, mas os estado alterado dele ainda era perceptível no ar. – Nós estamos aqui para conversar sobre um assunto muito sério. – Lucius fez uma pausa esperando uma resposta, então não dei esse gostinho a ele. – Rumores, que eu espero para o seu bem que não seja verdade, chegaram aos meus ouvidos. Rumores de que você está participando da montagem da Cia. de Hogwarts do infame musical Rocky Horror Picture Show. – meu pai queria que eu falasse. Apenas levantei uma de minhas sobrancelhas. – Não só isso, mas que você, Draco, você está interpretando Frank'n'Furter. Isso é verdade?
- Me responda você, que botou um detetive na minha cola. – falei me recostando na cadeira. Acho que essa tinha realmente pegado meu pai de surpresa.
- Lucius, eu não acredito que você foi capaz de fazer isso! – minha mãe disse completamente indignada.
- Narcisa, por favor, não me atrapalhe. – Lucius falou como se o que ela tinha dito fosse nada. – Draco, eu estou te dando à oportunidade de fazer a coisa certa aqui.
- Coisa certa pra mim ou pra você? – perguntei, me segurando para não explodir de raiva. – Quer saber, não importa. Por que no final das contas, a vida é minha e eu faço com o ela o que eu quiser!
- Não fale assim comigo. – meu pai se levantou lentamente. – Eu sou seu pai e sei o que é melhor para você. Se meter com esse povinho da Cia. não vai fazer nenhum bem para você ou pra essa família. – ele respirou fundo e deu a volta na mesa. – Você já imaginou o que aconteceria se a imprensa descobrisse sobre a sua peça?
- Eu não tenho que me preocupar com isso, já que você é dono da imprensa – sorri friamente. – E você não faria isso com você mesmo, não é, pai?
- Insolente... – Lucius parou na minha frente. – Quem você acha que é para falar assim?
- Eu sou Draco Malfoy, seu filho. – me levantei também para encara-lo do mesmo nível. – Seu filho que ama atuar, que ama Rocky Horror e que não deixaria essa oportunidade passar.
- Então você está orgulhoso de si mesmo? – Lucius perguntou em tom de zombaria após se afastar de mim. – Está orgulhoso de interpretar um traveco escandaloso?
- Lucius! – minha mãe exclamou se levantando também.
- Eu sabia que isso tinha mão sua, Narcisa. – ele começou a andar pela sala. – Você sempre fez as vontades dele. Mimou ele demais. Foi fraca demais.
- Não fale assim com ela! – não aguentei. Ele podia falar o que quisesse de mim, mas não da minha mãe.
- Eu falo com a minha mulher do jeito que eu quiser! – Lucius agora também estava deixando sua raiva transparecer. Ele parou bem em frente a ela. – É culpa sua ele ser uma bichinha idealista.
- Nunca... - Eu não estava olhando para eles, mas quando ouvi um som de tapa me virei para vê-los. Meu pai havia colocado a mão em sua própria bochecha e olhava para minha mãe com um misto de ódio e orgulho. – Fale... Assim... Dele! Eu tenho muito orgulho do nosso filho independente de sua sexualidade ou escolha profissional. Ele superou muitos problemas e dificuldade e merece ser feliz.
- Obrigado... – eu falei baixo e nossos olhares se encontraram. Ela sorriu para mim e eu não poderia estar mais orgulhosa dela.
- Você é um desgosto para mim, garoto. – disse Lucius se recuperando. – E você ainda vai cair feio pela sua imprudência.
- Sério? Por que eu achei que eu já tivesse feito isso. – dei as costas para ele e sai do escritório.
- Eu vou te dar uma escolha, Draco. – ele falou me fazendo parar na porta e me virar para encara-lo novamente. – Ou você sai da peça ou sai dessa casa!
Eu me virei e fui para o meu quarto. Lucius veio atrás de mim exigindo uma resposta. Mas minha resposta seria dada, só que não em palavras. Eu não sabia exatamente o que estava fazendo até abrir a porta para o cômodo que havia sido meu durante toda minha vida. Diante das minhas coisas, peguei uma mala e comecei a enchê-la com as coisas mais necessárias. Roupas, livros, CDs, DVDs, notebook etc.. Meu pai parou no corredor chocado com o que eu fazia.
Depois de arrumar minhas coisas, desci as escadas correndo e encontrei minha mãe. Ela não estava chorando ou descontrolada. Narcisa Malfoy me abraçou e confirmou com um movimento de cabeça. Dei um beijo em seu rosto e promete ligar assim que encontrasse um lugar para ficar. Ela sorriu com a minha promessa e me viu partir pela porta da frente da Mansão Malfoy.
Notas: Não se preocupem, eu não sumi novamente.
Por mais que talvez não seja necessário, eu gostaria de explicar porque esses últimos dois capítulos não foram postados semanalmente como o resto da fic. A questão é que eu resolvi tentar postar a fic ao mesmo tempo em que eu escrevo (o que não é muito normal). Desde que as aulas começaram na faculdade, eu não tenho conseguido terminar os capítulos de uma semana para a outra...
Então peço desculpas pelo atraso.
Com essa pequena explicação, eu preciso dar uma notícia ruim. Eu vou continuar tentando, mas provavelmente os capítulos só devem ser postados de 15 em 15 dias.
Agora, falando de coisas boas: TODAS AMA HERMIONE COMO JANET!
Para quem adivinhou ou não, espero que tenham gostado do capítulo.
Eu me diverti muito escrevendo a briga dos Malfoy.
Bjo.
