EPISÓDIO: Feliz Natal e... Sinto Muito
NOS CAPÍTULOS ANTERIORES DE GILMORE GIRLS:
Rory viaja para a Califórnia. Lorelai briga com Emily e Abby a defende. Abby conta para Lorelai que sua mãe tem distúrbio bipolar.
Rory chegou em casa às 9 horas da manhã.
- Mãe! Mãe! – ela chamava.
- Rory? É você? – Lorelai gritou do quarto.
- Sou. Cadê você?
- No quarto. – Rory foi até lá.
- Já são 9 horas, por que você tá dormindo?
- Eu cheguei tarde em casa ontem.
- Pra onde você foi?
- Num bar.
- Com quem?
- Eu, o Luke, o Carter e a Abby. Foi super legal.
- Que bom.
- E a viagem? Como foi?
- Ótima! Eu fui pra praia todo santo dia!
- Por que você voltou um dia antes?
- Porque fiquei com saudades.
- De mim?
- Aham.
- Mentirosa. Agora o motivo verdadeiro.
- Ok. Foi por que... A vovó ligou pra mim e nós discutimos e eu preferi voltar.
- Ela ligou pra você?!
- Ligou.
- O que ela disse?!
- Ela perguntou se a gente ia passar o Natal lá.
- Como ela tem coragem de perguntar uma coisa dessas?!
- Eu não sei.
- Ela perguntou mais alguma coisa?
- Não.
- Ok. – ambas tentaram se acalmar - E o Jess?
- Foi pra casa.
- Ah, a Abby chamou a gente pra passar o Natal na casa dela.
- Você quer ir?
- Claro, eu gosto deles.
- Eu também.
- Já que você me acordou, a gente podia ir pro Luke´s. Eu tô faminta.
- Eu também.
- Eu vou trocar de roupa então.
- Tá, eu tô esperando. – Lorelai foi pro banheiro e Rory desceu pra cozinha.
MÚSICA DE ABERTURA
No dia seguinte, Luke foi pra casa de Lorelai e de lá, eles, Jess e Rory foram pra casa de Carter.
- Feliz Natal! – falaram as duas quando Abby abriu a porta.
- Feliz Natal. – ela respondeu. – Vamos, entrem. – eles obedeceram.
- Onde eu coloco os presentes? – perguntou Jess.
- Embaixo da árvore.
- OK.
- Eu vou com você. – Rory e ele saíram de lá.
- Uau, Abby, a casa está linda. – elogiou Lorelai.
- Obrigada.
- Hei, Luke! – Andrew estava chamando-o. – Vem cá!
- Eu já volto. – afirmou Luke.
- Tá. – respondeu Lorelai.
- Lorelai! – Lane vinha andando em sua direção.
- Lane, oi. Feliz Natal.
- Pra você também. Você viu a...
- Ela está com o Jess perto da árvore.
- Ah, obrigada. Tchau.
- Tchau. – respondeu Lorelai.
– Como vai você? – Abby perguntou pra ela quando Lane foi falar com Rory.
- Eu estou bem, e você?
- Também.
- Que bom.
- Eu também acho. Lorelai, vem comigo, tem uma pessoa que eu quero que você conheça.
- Quem?
- Me siga. – As duas foram até a 2ª sala da casa, onde estavam Srta. Patty, Babete e uma mulher que Lorelai não conhecia. Abby ficou ao lado da mulher e a apresentou a Lorelai.
- Lorelai, essa é minha mãe, Maggie. Maggie, essa é Lorelai.
- Prazer em conhecê-la. – cumprimentou Lorelai.
- O prazer é todo meu. Eu ouvi bastante sobre você. – disse Maggie.
- Verdade? Eu espero que tenham falado coisas boas.
- Ela falou muito bem.
- Que bom. Mas eu também já ouvi bastante sobre você, e bem, não se preocupe.
- Minha filha é maravilhosa, você não acha? – ela disse.
- Claro que eu acho. Ela é o anjo da minha família.
- O que ela fez? – Maggie perguntou interessada.
- Ela salvou a vida da minha filha.
- Verdade? Ela é uma ótima médica. – disse Maggie toda orgulhosa.
- Eu concordo totalmente.
- Mãe. – pediu Abby com vergonha.
- Mãe. – Rory aparecera na sala.
- Rory, que bom. Maggie, essa é a minha filha. Rory, essa é a mãe da Abby.
- Sério? É muito bom conhecer a senhora. – disse Rory.
- Senhora não, por favor. Só você.
- Mãe, eu vou pra casa da Lane. Ela quer me mostrar uma coisa.
- Certo. Tchau.
- Tchau. – Rory deu um beijinho na mãe.
- Lorelai, sua filha é adorável. – disse Maggie.
- Obrigada, eu também acho. Então... Maggie, eu acho que você pode me contar algumas coisas sobre a Abby.
- Claro!
- Oh, não. Mãe, por favor. – pediu Abby.
- Quando ela tinha uns seis anos e o Eric uns dois mais ou menos, ela foi dar banho no irmão, e aí... – Maggie contou pra ela várias histórias engraçadas sobre a infância da Abby, desde quando ela nasceu até hoje.
Depois de algum tempo, Lorelai e Abby foram pro lado de fora da casa dar um passeio pelo jardim.
- Uau, você era uma criança meio pestinha. – afirmou Lorelai.
- É, eu acho que sim. – concordou Abby rindo.
- Você nasceu em Minnesota?
- Exatamente.
- E quando você foi pra Chicago?
- Eu não sei direito. Só sei que foi lá que eu conheci o Richard, meu ex-marido, e eu comecei a fazer a Faculdade de Medicina. E então, eu me separei dele e larguei a faculdade de Medicina para virar enfermeira.
- E aí, no E.R., você conheceu o Carter?
- Aham.
- E o primeiro beijo de vocês foi durante o começo de uma epidemia de varíola de macaco? – Abby balançou a cabeça positivamente. – Muito romântico.
- É, na hora pareceu. – ela respondeu rindo.
- E o seu irmão? Ele não vem?
- Não, ele está trabalhando na Base Aérea de Orlando.
- Que pena, eu queria muito conhecê-lo.
- Ele virá no dia do meu casamento, aí você o conhece.
- Parece que eu vou ter que esperar.
- Abby! – Rory veio gritando, correndo em sua direção. – você tem que vir comigo. Rápido.
- O que aconteceu? – perguntou Abby quando chegou a casa e viu Zach no chão e Carter cuidando dele.
- Ele passou mal e acabou desmaiando. – explicou Carter.
- Ele é alérgico a alguma substância? – Abby perguntou pra Lane.
- Eu acho que não. – respondeu Lane desesperada.
- Ele vai ficar bem? – perguntou Lorelai.
- Vai. Ele deve ter comido alguma coisa a que ele é alérgico e não sabia ou devido a alguma carga emocional. Quem estava perto dele quando aconteceu?
- Eu. – respondeu Brian.
- Sobre o que vocês conversavam? – perguntou Abby.
- O de sempre, futebol, música.
- E ele estava comendo alguma coisa?
- Estava.
- O que?
- Nozes. – Carter olhou pra Abby.
- Você acha melhor dar alguma coisa pra ele? – Abby perguntou pra Carter.
- Não, é melhor esperar um pouco.
- O que está acontecendo? – perguntou Zach quando acordou e viu Abby e Carter.
- Zach, siga o meu dedo, certo? – pediu Abby.
- OK.
- Você pode dizer onde está?
- Na sua casa.
- E que data é hoje?
- É Véspera de Natal. 24 de Dezembro.
- Ele está bem.
- Eu posso levantar? – ele perguntou.
- Pode. – respondeu Carter. – Eu te ajudo.
- Zach, você sabia que era alérgico a nozes? – perguntou Abby.
- Sabia.
- Sabia? Por que comeu então? – perguntou Carter.
- Eu estava tentando me matar.
- Por quê?
- É pessoal.
- Certo.
- É, parece que não foi dessa vez. Desculpe ter atrapalhado sua tentativa de suicídio. – disse Abby.
- Tudo bem, eu imaginei que não ia morrer disso mesmo.
- Carter, é melhor ele se deitar. Leve-o pro quarto de hóspedes. – pediu Abby.
PROPAGANDA
Enquanto Carter levava Zach pro quarto, Abby foi pra varanda da casa.
- Hei, o que você está fazendo aqui? – perguntou Lorelai que tinha ido atrás dela.
- Nada.
- Vamos, me conte, o que está te perturbando?
- Nada, é só... Às vezes eu sinto falta do trabalho. Cuidar das pessoas é a minha vida.
- Bom, pode não adiantar muito, mas eu tô com uma dor nas costas ultimamente. Se você quiser, eu deixo você me examinar. – Abby sorriu.
- Muito obrigada, mas esse é o problema. Eu não consigo ficar tratando só de casos pequenos como mão quebrada, perna quebrada, resfriados... Eu tô acostumada com casos complicados. Eu gosto de salvar vidas, você entende?
- Na verdade, não. Eu nunca salvei uma, eu quase acabei com a do hamster que eu comprei pra Rory uma vez, mas enfim, não é a mesma coisa. Eu entendo. Você sempre fez isso, é sua carreira, seu trabalho. Mas você não ia trabalhar no E.R. de Hartford?
- Eu vou, mas só começo em duas semanas.
- Até lá, parece que você vai ter que ficar com os resfriados mesmo. Mas se você quiser, eu posso sofrer um acidente de carro, quase morrer e aí você me salva.
- Ótima idéia. – ela respondeu sorrindo - Você confia tanto em mim assim?
- É claro!
- É?
- Tá brincando?! Eu ponho minha mão no fogo por você. Como médica, é claro.
- Han, muito obrigada. – agradeceu rindo – é bom saber que alguém confia no seu trabalho. – ela disse num tom mais sério.
- Vem cá. – Lorelai a abraçou.
- Aí estão vocês. – Carter aparecera na varanda. – Eu te procurei por todo lugar. O que foi? – ele perguntou segurando a mão dela.
- Eu vou deixar vocês sozinhos. – afirmou Lorelai se levantando do banco. – Carter, você viu o Luke?
- Está conversando com o Andrew e com o Jess.
- OK, eu vou indo. – dizendo isso, ela entrou na casa.
- O que aconteceu? – ele perguntou sentando-se ao lado ela.
- Nada. – ela começou a chorar.
- Abby...
- Só me abraça, por favor. – ela pediu.
- Abby.
- Carter, eu não quero falar nada agora, por favor.
- Tudo bem. – ele a abraçou.
Na manhã seguinte, quando Carter acordou, ele percebeu que Abby não estava no quarto. Ele foi até a cozinha atrás dela, mas ela também não estava lá. Ele saiu da casa e a viu novamente sentada no banco da varanda com uma xícara de café na mão.
- Hei. – ele falou.
- Oi. – ela respondeu pensativa.
- Como você está? – ela não respondeu.
- Abby, o que aconteceu? – Os olhares dos dois se encontraram e depois de um tempo, ela falou:
- Ontem, eu falei com a Maggie e ela me disse que o médico dela cancelou o tratamento.
- Cancelou?
- E ela disse que não vai procurar outro médico.
- Cancelou? Como?
- Ele disse que ela reagiu de maneira incrível ao tratamento.
- Mas isso é bom, não é?
- Devia ser, mas... E se ela tiver uma recaída? E se ela machucar alguém, ou pior, machucar a si própria?!
- Abby. – Ela se levantou do banco.
- Eu sempre cuidei dela sozinha, sempre. Mas como vai ser se ela tiver outra crise? O que eu vou fazer? Eu não vou conseguir lidar com isso de novo!
- Hei, você não está sozinha. Eu estou aqui com você. Eu sempre estarei do seu lado. – Abby o abraçou.
- Obrigada por gostar tanto de mim.
- É impossível não gostar. – ele disse. Ela olhou pra ele e o beijou.
- Eu já te disse uma vez e vou dizer de novo, mas lembre-se que é a última vez: fuja enquanto pode, Carter.
- Pode esquecer, eu não vou fugir nunca. – Abby o abraçou.
PROPAGANDA
Quatro dias passaram rapidamente. Faltavam três dias para a volta de Rory a Yale.
- Você organizou nossos planos pra esses últimos dias?
- Claro. Hoje à noite, nós vamos ao cinema com o Luke, o Jess, a Abby e o Carter. Domingo, nós vamos fazer as unhas, fazer compras e à noite, vamos jantar no Luke´s.
- Ah é, ele também me disse que ia fazer um jantar especial pra você.
- Bom, na verdade, ele não tinha dito por que era pra eu jantar lá, mas tudo bem, eu finjo que não sei da surpresa. E pra finalizar, no sábado, nós faremos uma super noite do filme. Com pizza, pipoca, sorvete, comida chinesa e tudo que tempos direito.
- Que filmes?
- O Poderoso chefão I, II e III, além de a temporada inteira de "Anjos da Lei".
- Legal!
- Ah, e mãe, se você não se importar, eu queria chamar uma pessoa pra noite do filme.
- Claro, quem? O Jess?
- Não. A Abby.
- Eu adoraria. É uma boa idéia, nós a chamaremos.
- Ela está bem? – Rory perguntou aparentemente preocupada.
- Eu não sei. Eu não a vi muito desde o Natal.
- Ela parecia meio preocupada naquele dia.
- É, ela me disse que era por causa do trabalho, mas eu não acreditei.
- E o que você disse pra ela?
- Nada. Eu fingi que acreditava.
- Boa garota. – ela disse pra mãe.
- Eu sei.
- Deve ser difícil pra ela se mudar pra uma cidade como essa. Ela só conhece a gente aqui. Ela não está trabalhando, não está acostumada com cidade pequena... É complicado.
- É, eu sei. Eu queria muito ajudá-la.
- O que você vai fazer?
- Não sei, ela não disse o que aconteceu.
- Por que você não tenta de novo?
- É o que eu tô pensando em fazer. Quer saber, eu vou falar com ela agora mesmo. – ela disse se levantando da cadeira e indo em direção à porta.
- Boa sorte! – Rory desejou antes de ela sair de casa.
Lorelai foi até a casa dela. Quando chegou lá, viu John do lado de fora.
- Lorelai. Bom dia.
- Oi, John. Tudo bom?
- Tudo, e você?
- Tudo bem. A Abby está?
- Está. Ela está na cozinha. Pode entrar.
- Tá, mas é que eu queria falar com você antes.
- O que foi? Aconteceu alguma coisa com a Rory?
- Não, a Rory está bem. É sobre a Abby, eu tô preocupada.
- Por quê?
- Ela parecia tão triste no Natal.
- Ela estava.
- Ela está bem?
- Eu acho que não.
- Se eu puder ajudar...
- Infelizmente, não tem o que fazer. Talvez se ela voltasse logo a trabalhar, ela esquecesse o problema com a Maggie.
- Com a Maggie? O que aconteceu?
- Ela parou de fazer o tratamento, ela disse que o médico cancelou.
- E o que a Abby acha?
- Ela pensa que é mentira. Que a mãe inventou isso pra parar de fazer o tratamento.
- Ela faria isso?
- Eu não acho que seja impossível.
- Lorelai? – Abby acabara de aparecer.
- Oi.
- O que você está fazendo aqui?
- Eu vim falar com você.
- O que foi?
- Eu vou deixar vocês duas sozinhas. – Carter entrou na casa e Abby e Lorelai se sentaram no banco.
- O que foi?
- Nada. Eu só vim ver como você estava.
- Por quê?
- Porque você estava meio triste no Natal e eu fiquei preocupada.
- Carter te contou, não foi? – Abby pareceu um pouco brava.
- Contou, mas não foi culpa dele, eu já tinha notado. Por que você não me contou? – ela não respondeu. – Abby, você pode confiar em mim. Eu sou sua amiga, eu quero te ajudar.
- Eu sei, mas ninguém pode. – ela disse.
- Abby.
- Eu sinto muito, mas ninguém pode me ajudar! Eu sempre convivi com isso e eu não quero você envolvida no meu problema.
- Abby!
- Pára, Lorelai! Eu não quero que você veja essas coisas. Você não sabe como ela fica quando não se trata. Eu não quero que você sinta vergonha, ou pena de mim.
- Eu não estou com pena de você. Eu estou preocupada com você. É diferente. Eu quero te ajudar. – Abby não disse nada. – Eu sei que deve ser difícil.
- Difícil? – perguntou Abby - É horrível. Ela sempre termina bêbada, trancada num quarto de motel, sendo roubada por um cara que não presta. Isso quando ela não tenta se matar! – elas fizeram silêncio durante um tempo - Sabe, quando eu e o Eric éramos mais novos, achávamos engraçado ela ser assim, mas... – Abby parou de falar tentando impedir as lágrimas de caírem.
- Há quanto tempo ela tem essa doença?
- Desde que eu era pequena.
- Eu sinto muito.
- Tudo bem, eu já me acostumei mesmo.
- Nós nunca nos acostumamos com uma coisa dessas. - Abby olhou pra Lorelai. Elas ficaram paradas se encarando durante alguns segundos, até que Abby foi andando na direção de Lorelai e a abraçou.
- Eu estou com medo. – disse Abby chorando.
- Eu sei, eu sei.
PROPAGANDA
Abby e Lorelai conversaram bastante até ela conseguir se acalmar. Depois, elas foram para o Luke´s comer alguma coisa e se distrair.
- Lorelai, oi. – Lane foi atendê-la.
- Oi, Lane. – cumprimentou Lorelai.
- Oi, Abby. – disse Lane.
- Oi.
- Lane, cadê o Luke? – indagou Lorelai.
- Ele saiu. Disse que tinha uma coisa pra resolver.
- O Zach está bem? – perguntou Abby.
- Está. Obrigada por cuidar dele. – agradeceu Lane.
- É o meu trabalho. – ela disse em resposta.
- O que vocês vão querer? – Lane perguntou.
- Um chesseburguer. – pediu Abby.
- Dois chessebúrgueres com fritas. – disse Lorelai.
- OK, eu já volto. – respondeu Lane.
- Você está melhor? – Lorelai perguntou quando Lane foi pra cozinha.
- Tô. Obrigada.
- Então... Eu imagino que não contei pra você sobre o Stuart.
- Stuart?
- Meu coelho. Meu pai me deu de aniversário.
- Um coelho?
- É, mas minha mãe o deu pra outra pessoa.
- Por quê?
- Porque ela achava que eu tinha medo dele.
- E por que ela pensava isso?
- Porque quando ele estava no quarto, eu ia pra sala, quando ele estava na sala, eu ia pra cozinha, e quando ele estava na cozinha, eu ia pro quarto... É, tá bom, eu morria de medo dele! – assumiu Lorelai. Abby riu.
- Eu sabia que ia encontrar vocês aqui. – disse uma voz conhecida.
- Oi, John. – ele se sentou com elas.
- Oi. – ele deu um beijinho em Abby. – Eu soube que a Rory vai embora daqui a três dias. – ele falou.
- É, inclusive, no domingo o Luke vai fazer um jantar pra ela e nós adoraríamos se vocês viessem. – convidou Lorelai.
- Claro, nós viremos. – ele respondeu.
- E hoje nós vamos ao cinema. Vocês querem ir com a gente? – Ela perguntou.
- Por mim tudo bem. Abby?
- Por mim também.
- OK, marcado então. Ah, e Abby, ela convidou você pra Noite do Filme Especial.
- Eu?
- É. Vamos, vai ser divertido. – Lorelai pediu tentando incentivá-la.
- Tudo bem então.
- Que bom. A Rory vai adorar.
- Aqui está. – Lane chegou com os pedidos. – Ah, oi John.
- Oi, Lane. Como está seu namorado?
- Bem. Obrigado por ajudá-lo.
- De nada.
- Você quer alguma coisa?
- Não, obrigado.
- SOCORRO! – Jackson acabara de entrar no Luke´s chorando. – Dr. Carter, Dra. Lockhart, me ajudem, por favor.
- Jackson, o que aconteceu? – eles perguntaram se levantando da cadeira.
- Meu filho, alguma coisa aconteceu com ele.
- Onde ele está? – Carter perguntou.
- No consultório médico de Stars Hallow. – Ao ouvir a resposta de Jackson, os dois saíram correndo do Luke´s. Lane, Lorelai e Jackson foram atrás. Quando chegaram ao consultório, viram Sookie do lado de fora da sala de emergência.
- Carter, Abby, por favor, façam alguma coisa. – Ela pediu desesperada. Os dois entraram na sala.
- Sookie. – Lorelai a abraçou.
- O que aconteceu? – Carter perguntou pro Dr. Harold, o médico da cidade, enquanto colocava as luvas.
- Eu não sei. – ele respondeu assustado.
- O que?! Como assim você não sabe?! – ele perguntou indignado.
- Eu não sei. Eu não estou acostumado com casos assim.
- Saia daí! – Carter puxou o médico e ele e Abby começaram a tratar o menino.
FIM
